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Trovadorismo

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by

André Navarro

on 12 February 2015

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Transcript of Trovadorismo

Trovadorismo

História
-A primeira manifestação literária da língua portuguesa.
-Século XII, Portugal ganha grande importância econômica (época das Grandes Navegações) e foi nesse momento que surge o Trovadorismo. Mesmo período em que Portugal começa a se despontar como nação livre, porém, as suas origens dão-se na Provença.
-Se passou a fazer texto em poesias pelos trovadores, que podiam fazer e/ou cantar as trovas. Pessoas se juntavam em tavernas para cantar e beber. Na entrada, colocavam suas folhas com cantigas, e com isso formaram-se livros (Os Cancioneiros).
-Trova - poesia.
-Principais trovadores (responsáveis pela junção das trovas em livros): Dom Dinis, D. Duarte, Paio Soares, João Garcia de Guilhade, Airas Nunes e Meendinho.
-Mulheres não podiam ler, escrever nem cantar as trovas. Além disso, 90% da população era analfabeta.
Cantigas
LÍRICAS
*Cantigas de Amor - eu lírico masculino. Destaca qualidades da mulher amada (se coloca como servo) e, se declara a ela. O tema mais comum é o amor não correspondido. Cenário é aristocrático.
*Cantigas de Amigo - Essa é diferente. Aqui o eu lírico é feminino, no qual o tema é sua lamentação pela falta de seu amado.
SATÍRICAS
*Cantigas de Maldizer - Nessa, os trovadores fazem sátiras diretas, às vezes com agressões verbais, citando o nome daquele que se criticava. Eu lírico masculino.
*Cantiga de Escárnio - Crítica indireta, não se citava o nome da pessoa.

Cancioneiros
*Cancioneiro de Ajuda - Coleção de poesias escritas em galego-português datada do final do século XIII, influenciadas pela lírica occitana (é uma língua românica falada no sul da França). Tem o nome assim pelo local em que se mantém preservado no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.



*Cancioneiro da Vaticana - coletânea de 1200 cantigas trovadorescas. Compreende também como obras do tempo de Dinis de Portugal e seus filhos.
Cancioneiros
*Cancioneiro da Biblioteca Nacional - Este cancioneiro reúne quase todo o material recolhido no Cancioneiro da Vaticana e muitos outros. Das 1664 composições originais chegaram até nós apenas 1560.

Entre os trovadores presentes salientam-se os reis Dinis de Portugal, Sancho I de Portugal, e nomes como os de Pedro Afonso, conde de Barcelos, Paio Soares de Taveirós, João Garcia de Guilhade, Airas Nunes.
Autoria
Dinis I (1261-1325)
-Foi o sexto rei na lista de reis de Portugal, com o cognome "O Lavrador" pelo grande impulso que deu à agricultura e ampliação do pinhal de Leiria ou o Rei-Poeta devido à sua obra literária.
-Adotou o vernáculo nos documentos oficiais e fundou a primeira universidade do país, que funcionou entre Lisboa e Coimbra, até se fixar nesta última cidade. Poeta e protetor de trovadores e jograis, também foi apelidado de O Rei-Poeta ou O Rei-Trovador pelas cantigas que compôs e pelo desenvolvimento da poesia trovadoresca a que se assistiu no seu reinado. Compôs cerca de 140 cantigas líricas e satíricas.
Duarte I (1391-1438)
D. Duarte I foi o décimo-primeiro Rei de Portugal, cognominado o Eloquente pelo seu interesse pela cultura e pelas obras que escreveu. D. Duarte foi o mais sábio soberano do seu tempo, e talvez o único autor entre os monarcas seus contemporâneos. O cátalogo dos livros de que se compunha a sua livraria, é importantíssimo.
-Trovador português, descendente de uma família da média nobreza da região do Minho e irmão de outro trovador, Pêro Velho de Taveirós. Deixou-nos seis cantigas de amor, três cantigas de amigo, duas tenções, uma de parceria com Martim Soares e a outra com o irmão.
-Discute sobre se terá sido ele ou Martim Soares o autor da famosa «cantiga da Garvaia» (1189), intitulada "No mundo non m'ei parelha". Com essa obra, Esta é considerada, por alguns, a mais antiga cantiga dos cancioneiros medievais e um marco na literatura nacional. Alguns estudiosos a consideram uma cantiga de amor e, outros, uma cantiga de escárnio (O marco inicial do Trovadorismo).
Paio Soares de Taveirós
João Garcia de Guilhade
Trovador português, natural de Guilhade, lugar da freguesia de Milhazes (Barcelos), e documentado no segundo e terceiro quartéis do século XIII. Depreende Resende de Oliveira que João Garcia de Guilhade deveria ser um dos cavaleiros ao serviço da importante linhagem dos Sousa, o que parece, de resto, confirmar-se pelo facto de o seu nome surgir ao lado do conde D. Gonçalo Garcia de Sousa.
Airas Nunes
Clérigo galego que se manteve ativo no final do reinado de Afonso X e no início do reinado de Sancho IV. Ele era muito culto, como nos indica o perfeito domínio das formas e ainda seu gosto pela citação.
Airas Nunes - Bailemos nós já todas três, ai amigas - Cacioneiro da Vaticanal V 462
Airas Nunes - Bailemos nós já todas três, ai amigas - Cacioneiro da Biblioteca Nacional B 879
Eu lírico participa de uma dança. Nesta cantiga, o eu lírico chama suas amigas (ou irmãs) para bailarem nas avelaneiras floridas, e quem for fremosa e bela igual á elas, também irá bailar. Antiga muito semelhante uma outra de João Zorro, Bailemos agora, por Deus, ai velidas. Podendo qualquer dos autores ter retomado a cantiga do outro, parece mais provável que tenha sido Airas Nunes a retomar uma anterior composição de Zorro.
Meendinho
Meendinho foi um jogral medieval, de quem nos chegou apenas uma única, mas extraordinária, cantiga de amigo, cujo cenário é a ermida de São Simão, na Ria de Vigo. Apesar da qualidade desta cantiga, uma das mais notáveis de toda a poesia lírica galego-portuguesa, sua identidade e a sua biografia são ainda quase totalmente desconhecidas.
Sedia-m'eu (achava-me) na ermida de Sam Simiom
e cercarom-mi as ondas, que grandes som:
eu atendend'o (atender é um galicismo por influência provençal por aguardar/esperar) meu amigo
eu atendend'o meu amigo. E verrá?
André Navarro, João Victor Inkis, Felipe Camargo, Luca Cirenza e Tiago Candalaft
Charges e cantigas
Ao mesmo tempo que as cantigas de escárnio faziam críticas indiretas à sociedade, as charges procuram ilustrar os fatos de um modo humorístico.
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