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Mensagem & Lusíadas

Dedas Olvs
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Dedas Olvs

on 2 April 2014

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Transcript of Mensagem & Lusíadas

Heroísmo
Por meio destes hórridos perigos,
Destes trabalhos graves e temores,
Alcançam os que são de fama amigos
As honras imortais e graus maiores;
Não encostados sempre nos antigos
Troncos nobres de seus antecessores;
Não nos leitos dourados, entre os finos
Animais de Moscóvia zibelinos;

Não cos manjares novos e esquisitos,
Não cos passeios moles e ouciosos,
Não cos vários deleites e infinitos,
Que afeminam os peitos generosos;
Não cos nunca vencidos apetitos,
Que a Fortuna tem sempre tão mimosos,
Que não sofre a nenhum que o passo mude
Pera algũa obra heróica de virtude;

Mas com buscar, co seu forçoso braço,
As honras que ele chame próprias suas;
Vigiando e vestindo o forjado aço,
Sofrendo tempestades e ondas cruas,
Vencendo os torpes frios no regaço
Do Sul, e regiões de abrigo nuas,
Engolindo o corrupto mantimento
Temperado com um árduo sofrimento;

E com forçar o rosto, que se enfia,
A parecer seguro, ledo, inteiro,
Pera o pelouro ardente que assovia
E leva a perna ou braço ao companheiro.
Destarte o peito um calo honroso cria,
Desprezador das honras e dinheiro,
Das honras e dinheiro que a ventura
Forjou, e não virtude justa e dura.

Destarte se esclarece o entendimento,
Que experiências fazem repousado,
E fica vendo, como de alto assento,
O baxo trato humano embaraçado.
Este, onde tiver força o regimento
Direito e não de afeitos ocupado,
Subirá (como deve) a ilustre mando,
Contra vontade sua, e não rogando.

Horizonte

Pae, foste cavalleiro.
Hoje a vigilia é nossa.
Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força! 

Dá, contra a hora em que, errada,
Novos infieis vençam,
A benção como espada,
A espada como benção!

D. AFONSO HENRIQUES
O poema Horizonte encontra-se na segunda parte da Mensagem: o “Mar Português”, onde Pessoa fala da História dos Descobrimentos.
O título do poema Horizonte evoca um espaço longínquo que se procura alcançar, funcionando, assim, como uma espécie de metáfora da procura, como um apelo da distância, do “longe”, à eterna procura dos mundos por descobrir e simboliza a verdade do conhecimento.

Ó mar anterior a nós, teus medos

Tinham coral e praias e arvoredos.

Desvendadas a noite e a cerração,

As tormentas passadas e o mistério,

Abria em flor o Longe, e o Sul sidério

'Splendia sobre as naus da iniciação.

No primeiro verso da primeira estrofe Pessoa através da apóstrofe, invoca o “mar anterior a nós”, ou seja, o mar das trevas (mar da idade média), o mar ainda não descoberto mostrando-nos a grande admiração que este tem pelo mesmo, em que os portugueses temiam por descobrir o desconhecido, foi desvendado, tiraram-lhe a “noite” e revelou-se então o seu mistério.
O pronome pessoal “nós” refere-se ao povo português que tinha “medos” mas que mesmo assim conseguiu descobrir “coral, praias e arvoredos”.
Em suma o poema apresenta-nos o sonho como motor da acção dos Descobrimentos. É o sonho que, movido pela esperança e pela vontade, desperta no homem o desejo de conhecer, de procurar a verdade.
Encontramos nos restantes versos da primeira estrofe uma oposição que refere este tal “mar anterior”, o mar anterior aos descobrimentos, através de substantivos como
“medos”, “noite e a cerração”, “tormentas”
e
“mistério”
que remetem para a face oculta da realidade; e que, através de palavras como
“coral praias
e
arvoredos”, “desvendadas”, “Abria”
e
“Splendia”
, que contêm a ideia de descoberta, refere o mar posterior aos Descobrimentos.
Nesses dois primeiros versos o D. Afonso Henriques é apelidado pelo poeta de “Pai”. Ele é, simultaneamente, “Pai” e “cavaleiro”

"Dá, contra a hora em que, errada,
Novos infieis vençam,
A benção como espada,
A espada como benção!"
No segundo estrofe indica que ele assumiu-se como defensor da fé. Então, o poeta pede-lhe que, nos dias de hoje, ele sirva de exemplo aos portugueses e que a sua força inspire a uma ação que vença os “novos infiéis”, ou seja, todos aqueles que se opõem à missão espiritual e providencial de Portugal que, para o poeta, é uma certeza inabalável.
"Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força!"
De seguida é explicado o significado da palavra – "Pai", porque fundador da nacionalidade e, por isso, pai dos portugueses; cavaleiro, porque, com a “espada”, defendeu e conquistou o território português.
"Pae, foste cavalleiro.
Hoje a vigilia é nossa."
Pais
Avó
Pais
Avó
Em 1906 matricula-se no Curso Superior de Letras
Em 1894 criou o seu primeiro heterónimo, Chevalier de Pas;
Alberto Caeiro
Ricardo Reis
Álvaro de Campos
Chevalier de pas
José Rasteiro
Dr. Caloiro
Gabriel Keene
Adolph Moscow
Caudencio Naos
Professor Trochec
Vicente Guedes
Thomas Cross
Miguel Otto
Barão de Teive
Íbis
Bernardo Soares
Jean soul de Muleraut
Efbeedee Pacha
Claude Pasteur
Charles Anon
Frederico Reis
Maria José
Alexander Search
Charles Search
João Craveiro
Pantaleão
Wardour
Morreu de tubercolose em 1915 com apenas 26 anos, Data da primeira edição da revista Orpheu.
Nasceu em Lisboa, Portugal, no dia 13 de Junho de 1888
Criadas
Criadas
Em1893, ele ficou órfão de pai com apenas 5 anos de idade

Em 1895, a sua mãe casa-se pela segunda vez e Pessoa e a sua família foram viver para a África do Sul em Durban

Após o falecimento da irmã, Em 1901 Pessoa e a sua família volta para portugal , e pessoa fica definitivamente em lisboa enquantoa familia regressa para a africa do sul em 1905


Em 1908, dedica-se à tradução de correspondência comercial
A realização deste trabalho surge, no âmbito da Disciplina de Língua Portuguesa. Este consiste na intertextualidade do poema “perfil moral dos heróis”, abordado no canto VI, estâncias 95-99, da obra “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, com o poema “D. Afonso Henrique” implícito na primeira parte - Brasão - canto II(Os Castelos) e uma estancia do poema “Horizonte” que cita na segunda parte - Mar Português – canto II, ambos da obra “Mensagem”, de Fernando Pessoa.


Inicia a sua actividade de crítico literário com a publicação, em 1912, na revista «Águia», do artigo «A nova poesia portuguesa sociologicamente considerada»

Pessoa é internado no dia 29 de Novembro de 1935, no Hospital de São Luís dos Franceses, com diagnóstico de "cólica hepática", e morre no dia seguinte, com 47 anos.

Nos últimos momentos da sua vida pede os óculos e clama pelos seus heterónimos. A sua última frase é escrita no idioma no qual foi educado, o inglês:

- I know not what tomorrow will bring-("Eu não sei o que o amanhã trará")

Fernando Pessoa pode ser classificado como modernista, já que foi um dos autores que introduziu o movimento em Portugal.
Luís de Camões, não se sabe o local exato nem o ano de seu nascimento, supõe-se por volta dos anos (15241525), em Coimbra ou Lisboa.
1553
1556
1572
1570
1552
1547
volta à Lisboa, numa briga feriu um funcionário real e foi preso;
Vai para a China, também para em várias expedições.

Embarca como soldado para a África, participa da guerra contra os Celtas, no Marrocos, onde em combate perde o olho direito.



Volta para Lisboa, já com os manuscritos do poema "Os Lusíadas".

Neste ano foi publicado "Os Lusíadas" , com a ajuda do rei D. Sebastião.

Embarca para a Índia, onde participa em várias expedições militares.

Estudou Literatura e Filosofia em Coimbra, tendo tido como protetor o seu tio paterno, D. Bento de Camões.

Os últimos anos de Camões foram amargurados pela doença e pela miséria, morre no dia 10 de Junho 1580 em Lisboa, em absoluta pobreza.

É o maior representante do Classicismo português, é o poeta considerado epopeia por excelência.

Em geral este poema fala do verdadeiro perfil de um Herói.

Perfil moral dos heróis
Na primeira e segunda estância Luís de Camões afirma que a via heróica, é aquela que conduz à imortalidade, é feita de perigos, sofrimentos e medos, A imortalidade não se atinge vivendo encostado ao nome dos antepassados, entregando se a uma vida de luxos, de prazeres e de vícios, que nunca se satisfazem.

Na terceira estância o verso começa com o conector “mas”, que indica uma oposição, pois autor começa por enumerar as características de um verdadeiro Herói
Análise
Deste modo nesta estrofe e o no seguinte menciona que a imortalidade atinge se lutando na guerra, enfrentando tempestade e clima rigorosos, sujeitando se para sobreviver, a comer alimentos estragados; enfrentando as balas que assobiam e mutilam companheiros, forjando um carater íntegro, com desprezo pelos ganhos que não sejam obtidos por valor próprio.

No último estrofe ele conclui que o Herói constrói com a sua experiência, um entendimento refletido do mundo, que o leva a distanciar-se de atitudes mesquinhas.

E, nas sociedades organizadas segundo o direito e não por compadrios, esse Herói será chamado a exercer as funções de poder.

O Herói da obra de Fernando Pessoa é uma personagem (passe a sinédoque) criada pelo poeta, a entidade “nós”, referindo-se a si próprio e aos leitores que se identificam com a sua concepção de um Portugal Espiritual, no qual é captada a essência do país e a sua missão por cumprir.

Na obra do poeta Luís de Camões, o Herói apresentado na Proposição não é uma personagem mas sim um colectivo, ou seja, é constituído pelos Portugueses Ilustres, a saber, os Navegadores, os Guerreiros, os Reis, entre outros que se imortalizaram com actos heróicos.

Luís Vaz de Camões

Fernando Pessoa


Conclução


Up´s ainda não acabou, descupa foi engano...

Contudo, Fernando Pessoa e Luís de Camões foram dois dos maiores poetas portugueses e partilharam ideais como o patriotismo e o desejo de reabilitação do tempo do presente.
Sublinhemos, porém, existe uma diferença marcante: Pessoa era um intelectual que deu mais importância à procura de uma ideia utópica enquanto Camões era um homem de acção que preferiu cantar os feitos bélicos do seu povo, e semelhanças entre os heróis dos dois poetas como a presença da fragilidade e do medo, que caracterizam o ser humano, mas também a força para superar as dificuldades e a sua divinização...

Terminado o trabalho, conseguimos adquirir vários conhecimentos sobre as duas Obras, tanto do "Lusíadas" de Luís de Camões, como da mensagem do Fernando Pessoa.
Entretanto, conseguimos atingir os objectivos inicialmente traçados, no que diz respeito ao conceito de herói, Luís de Camões tem uma visão mais clássica do herói, porque cantam “o que foi”, relatando o perfil de um herói e Fernando pessoa baseia-se no o “que pode vir a ser” não faz a discrição minuciosa das características de um herói.
Portanto, adequamos mais com a poeta Luís de Camões dentro deste contexto de herói, pois o poema é fácil de compreender.
Conclusão
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