Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

SEMANA DE ARTE MODERNA

No description
by

Jackeline Pantoja

on 8 April 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of SEMANA DE ARTE MODERNA

V
anguarda
s
O
Event
o
A nova geração intelectual brasileira sentiu a necessidade de transformar os antigos conceitos do século XIX. Embora o principal centro de insatisfação estética seja, nesta época, a literatura, particularmente a poesia, movimentos como o Futurismo, o Cubismo e o Expressionismo começavam a influenciar os artistas brasileiros. Anita Malfatti trazia da Europa, em sua bagagem, experiências vanguardistas que marcaram intensamente o trabalho desta jovem, que em 1917 realizou a que ficou conhecida como a primeira exposição do Modernismo brasileiro.
Apesar do designativo "semana", o evento ocorreu em três dias: 13, 15 e 17 de fevereiro. Foram realizadas conferências e palestras sobre diferentes temas relacionados às formas de expressão artística no Brasil e no mundo. No saguão do teatro, uma exposição mostrava as modernas tendências das artes plásticas, com cores e formas que chocaram os apreciadores de uma arte mais comportada. Durante o evento, foram realizados diferentes festivais, cada um dedicado a um tema: pintura e escultura, literatura, poesia e música.
11 - 18 de fevereiro de 1922
I
ntroduçã
o

1
3 de Fevereir
o
A Semana de Arte Moderna ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, de 11 a 18 de fevereiro de 1922. A semana foi uma forma de libertação da cultura artística, tendo como objetivo criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências artísticas que já vigoravam na Europa como o Cubismo, Expressionismo e outros. Surgiu como marco cultural de um novo movimento literário: o Modernismo.

Casa cheia, abertura oficial do evento. Espalhadas pelo saguão do Teatro Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público. O espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada "A emoção estética da Arte Moderna". Abertura da exposição com obras de Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Heitor Villa-Lobos, Victor Brecheret, entre outros. Ronald de Carvalho discursa sobre pintura e escultura modernas. O gran finale surge na forma de um recital de música comandado pelo maestro Ernani Braga. Tudo transcorreu em certa calma neste dia.
S
EMANA DE ARTE MODERN
A

Anita Malfatti
P
ROGRAMAÇÃ
O

Graça Aranha
Escritor e diplomata brasileiro
A segunda noite de evento começa com um discurso de Menotti del Picchia sobre romancistas contemporâneos, acompanhado por leitura de poesias e números de dança. Quando Ronald de Carvalho lê o poema “Os sapos”, de Manuel Bandeira, explodem vaias e insultos na platéia. A leitura não foi anunciada na programação oficial, mas entrou para a história da Semana. O alvoroço só tem fim quando sobe ao palco a aclamada pianista Guiomar Novaes.
1
5 de Fevereir
o
Guiomar
Novaes
Menotti del Picchia
Trecho da Conferência de Graça Aranha
"Para muitos de vós a curiosa e sugestiva exposição que gloriosamente inauguramos hoje, é uma aglomeração de "horrores". Aquele Gênio supliciado, aquele homem amarelo, aquele carnaval alucinante, aquela paisagem invertida se não são jogos da fantasia de artistas zombeteiros, são seguramente desvairadas interpretações da natureza e da vida. Não está terminado o vosso espanto. Outros "horrores" vos esperam. Daqui a pouco, juntando-se a esta coleção de disparates, uma poesia liberta, uma música extravagante, mas transcendente, virão revoltar aqueles que reagem movidos pelas forças do Passado. Para estes retardatários a arte ainda é o Belo."
1
7 de Fevereir
o
O dia mais tranquilo da semana, apresentações musicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente, mas isso não atrapalhou ele a mostrar todo seu talento para o público. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado…
Heitor Villa-Lobos
Maestro e compositor brasileiro
A
traçõe
s
Principais artistas que participaram da Semana da Arte Moderna
Anita Malfatti
Heitor Villa-Lobos
Mário de Andrade
Menotti del Picchia
Oswald de Andrade
Di Cavalcanti
Menção honrosa:
Tarsila do Amaral
Abaporu, 1928
Antropofagia, 1928
A Negra, 1923
Retrato de Mário de Andrade, 1922
Pintor, ilustrador e caricaturista
Poeta, escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista e ensaísta
Escritor, ensaísta e dramaturgo
Pintora, desenhista, gravadora e professora
Maestro e compositor
Poeta, jornalista, tabelião, advogado, político, romancista, cronista, pintor e ensaísta
Pintora e desenhista
A
s Reaçõe
s
Na época boa parte da mídia reagiu de forma conservadora ao Movimento da Semana de Arte de 1922 referindo-se aos vanguardistas como "subversores da arte", "espíritos cretinos e débeis" ou "futuristas endiabrados". Mas, uma exceção foi o jornal Correio Paulistano que apoiou os lançamentos e críticas do movimento. A Semana de 22 não conseguiu fazer com que o público aderisse com entusiasmo às novas formas de expressão, Em nosso século, os artistas foram lançados num limbo de incompreensão raro de encontrar na história da estética universal.
A
Heranç
a
Devido à falta de um ideário comum a todos os seus participantes, A Semana de 22, desdobrou-se em diversos movimentos diferentes, todos eles declarando levar adiante a sua herança. Ainda assim, nota-se até as últimas décadas do século XX a influência da Semana de 22, principalmente no Tropicalismo e na geração da Lira Paulistana nos anos 70. O próprio nome Lira Paulistana é tirado de uma obra de Mário de Andrade. Mesmo a Bossa Nova deve muito à turma modernista, pela sua lição peculiar de "antropofagia", traduzindo a influência da música popular norte-americana à linguagem brasileira do samba e do baião.
C
onclusã
o
A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas idéias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno. Vale ressaltar, que a Semana em si não teve grande importância em sua época, foi com o tempo que ganhou valor histórico ao projetar-se ideologicamente ao longo do século.
A
gradecemos por sua atençã
o
Victor Brecheret
Escultor
(A emoção estética da Arte Moderna)
Pintora e Professora
Full transcript