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Caixa Didática: Relações de Gênero e Sexualidade PIBID/Sociologia UFPR 2012

Introdução, Ficha Conceitual e Glossário.
by

Pibid Sociologia UFPR

on 3 September 2013

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Transcript of Caixa Didática: Relações de Gênero e Sexualidade PIBID/Sociologia UFPR 2012

Por fim, o desejo de trabalhar a temática se concretizou por meio da equipe formada por professores da UFPR, estudantes de pós-graduação, professorxs do Ensino Médio de Curitiba e as alunas bolsistas PIBID/UFPR, todxs empenhadxs em traçar o caminho aqui demonstrado.
INTRODUÇÃO
niciativa do Projeto PIBID/Sociologia da Universidade Federal do Paraná, esta caixa didática começou a ser pensada a partir da pesquisa “A Sociologia no Ensino Médio Público e o Perfil dos Professores de Curitiba e Região Metropolitana”¹ - trabalho que detectou diversas lacunas no ensino da disciplina de sociologia na Educação Básica, principalmente as dificuldades de abordagem de temas como meio ambiente e gênero e sexualidade.
Da mesma forma, uma rápida consulta aos parâmetros, diretrizes e orientações curriculares que normatizam a disciplina, bem como a maior parte do material didático disponível para uso em sala de aula, ignoram ou trabalham de forma demasiadamente superficial as questões de gênero e sexualidade. Este material visa suprir, ao menos em parte, a carência de abordagem sobre a temática, tendo como objetivo a problematização das concepções e práticas naturalizadas a respeito das relações de gênero e sexualidade.
I
Estruturada em consonância com a produção teórica contemporânea das Ciências Sociais, esta caixa didática busca ultrapassar o enfoque fundamentado na perspectiva binária homem/mulher.
Isso implica em admitir uma postura preocupada em reconhecer a diversidade de toda e qualquer manifestação de gênero.
Por isso, seu uso sugere a renúncia de alguns juízos morais e valorativos na medida em que eles favoreçam a consolidação e a produção de estigmas e variadas formas de opressão.
A opção por uma abordagem que relativiza as concepções sobre a temática atende a dois objetivos didáticos de grande importância.
Primeiramente, o questionamento sobre aquilo que é tido como natural nas relações de gênero pode auxiliar para que xs alunxs² percebam as diferentes formas de opressão recorrentes em suas trajetórias pessoais - nesse sentido, o enfoque representa uma estratégia de emancipação.
Em segundo lugar, a relativização pode contribuir para que xs educandxs entendam que essas relações são objetos de disputas políticas que permeiam nossas vidas cotidianas e que, geralmente, demandam um posicionamento consciente.

Assim, a abordagem é proeminente por uma questão de cidadania.
Cabe destacar que o material foi elaborado de forma a permitir que xs docentes o utilizem de forma integral ou fracionada - perpassando por diferentes momentos dos eixos temáticos que estruturam a disciplina. Assim, a caixa dispõe de um conteúdo específico sobre relações de gênero e sexualidade que pode ser trabalhado pontualmente no eixo temático que aborda os Movimentos Sociais. O mesmo é válido para os eixos que trabalham Cultura, Indústria Cultural, Identidade, Trabalho, Estado e Políticas Públicas e por fim Direito e Cidadania.

Contudo, seu uso também implica alguns cuidados teórico-metodológicos relevantes. Os exemplos históricos, de outras sociedades e diferentes culturas, por exemplo, devem ser expressos de forma a contemplar as inúmeras diferenças e não como um sinônimo equivocado de evolução social. Além disso, torna-se fundamental a sensibilidade dxs professorxs na identificação de situações de constrangimento e conflito que podem emergir dependendo do contexto social que estão inseridos, a forma e o momento adequado da abordagem e a afinidade entre x docente e a temática escolhida.
¹Desenvolvida pelos projetos Licenciar e PIBID, do Curso de Ciências Sociais/UFPR, entre os anos de 2009 e 2010.
Resultados sobre a pesquisa disponíveis em: http://educere.bruc.com.br/CD2011/pdf/5575_3943.pdf
²O uso do x neste trabalho tem como objetivo contemplar o uso da linguagem não sexista e inclusiva, contribuindo para um tratamento simétrico linguístico para todas as pessoas.
Ver mais em Manual para o uso não sexista da linguagem.
Disponível em: http://www.slideshare.net/clovisgualberto/manual-usonaosexistadalinguagem
Frequentemente, costumamos falar, ouvir e atribuir características ao que compreendemos como a dicotomia homem/mulher. Por exemplo, é bem comum meninas vestirem roupa rosa e meninos roupa azul, ou então, meninas brincarem com boneca e meninos com carrinho. Contudo, quando pensamos em identidades de pessoas - coletivas ou individuais - é impossível estabelecer uma forma de ser, agir e se comportar que seja considerada como correta ou definitiva.
Na segunda metade do século XX, com a crescente articulação dos movimentos feministas essas diferenças entre os sexos começaram a ser questionadas com mais vigor. Dessa forma, o conceito analítico de gênero foi construído para se contrapor à fixidez do sexo construída em bases binárias, demarcando fisicamente homens e mulheres e configurando status, funções e papéis sociais diferentes e desiguais. Os estudos de gênero desencadeiam um processo de desconstrução teórica em diversos campos disciplinares e desnaturalização de hierarquias de poder baseadas nas diferenças entre os sexos.
Em diferentes períodos históricos e em inúmeras sociedades prevaleceu, e ainda prevalece, a ideia de que as distinções entre homens e mulheres são naturais e pautadas pelas diferenças dos corpos biológicos. A “essência” da mulher, nesse contexto, é de nascer com habilidades para as atividades domésticas e de cuidadora e os homens aptos ao trabalho externo, aos cargos de liderança e chefia. Assim, baseado nessa crença de diferenças naturais e imutáveis, o discurso comum das relações entre os sexos era uma forma de justificar a subordinação feminina e as relações de desigualdade.
A escola como instituição fundamental na construção e transformação social deve oferecer aos educandos e educandas a capacidade de compreender e mapear essas diferenças e seus conflitos.
GÊNERO: MODELOS E IDENTIDADES
Contudo, deve-se ressaltar que tanto os conceitos como as categorias produzidas pelas teorias e pelos movimentos sociais são dinâmicos e também se transformam ao longo do tempo. No início, as considerações de gênero se concentraram em problematizar o binarismo homem/mulher e as relações heteronormativas* .
Atualmente, essas discussões comportam uma diversidade de performances, orientações e identidades sexuais. Homo, hetero, bi ou assexual. Cisgênero, transgênero, intersex. Travestis ou crossdresser*. Operária, afegã, agricultora ou brasileira. As identidades são inúmeras bem como as formas de compreendê-las.
*Ver mais em Glossário
Caixa Didática: Relações de Gênero e Sexualidade
PIBID/Sociologia UFPR

Glossário
Assexual
Pessoa que não se interessa por nenhum tipo de parceirx ou de atividade sexual.
Contudo, o indivíduo assexual pode estabelecer relações de afeto. A assexualidade é descrita como uma orientação, ao contrário do celibato, que é uma escolha.
A
B
Binarismo

Forma de pensamento que se sustenta em uma concepção naturalizante dos corpos biológicos, separando e opondo masculino e feminino.

Biologizar
Buscar explicações biológicas para desigualdades sociais que foram construídas cultural e historicamente.

Bissexual

Indivíduos que têm atração sexual, física e/ou romântica tanto pelo mesmo sexo quanto pelo sexo oposto.
C
Cisgênero

Pessoa cuja identidade de gênero está de acordo com os dispositivos de gênero que lhe foram atribuídos ao nascer. Indivíduos cisgêneros podem apresentar diferentes orientações sexuais, ao contrário da crença bastante generalizada de que todo indivíduo cisgênero é, necessariamente, heterossexual.

Corpo

Além das potencialidades biológicas, o corpo inclui todas as dimensões psicológicas, sociais e culturais do aprendizado pelo qual as pessoas desenvolvem a percepção da própria vivência. Não existe um corpo humano universal – mas sim corpos marcados por experiências específicas de classe, de etnia, de raça, de gênero, de idade. São significados e alterados pelas diferentes culturas, hábitos, distintas opções e desejos.

Croosdressing

Prática que consiste em vestir ou usar roupas, calçados e demais peças e adereços próprios do vestuário socialmente reservado a pessoas do gênero feminino.
D-E-F
Diversidade

São as distintas possibilidades de expressão e vivência social das pessoas, dadas por aspectos de orientação sexual, gênero, sexo biológico, faixa etária, raça/cor, etnia, entre outros.

Estereótipo

Atribuição de papéis generalizados e/ou hierarquizados, baseado em valores e características de grupos reduzindo, muitas vezes, a determinadas opções de condutas morais e sociais.

Feminilidade

Indica características e comportamentos considerados por uma determinada cultura como associados ou apropriados às mulheres. A caracterização dos comportamentos como “masculinos” ou “femininos” tem como base as noções essencialistas do binarismo mulher/homem. Dessa forma, a feminilidade nos homens, bem como a masculinidade nas mulheres, pode ser considerada negativa por se contrapor aos papéis tradicionalmente estabelecidos por inúmeras sociedades.
Gênero

Formulado nos anos de 1970, o conceito foi criado para distinguir a dimensão biológica da dimensão social - aprofundamento influenciado pelo movimento feminista.
Designa o conjunto dos papéis, oportunidades, atributos políticos, econômicos e psicossociais, estabelecendo distinções do sexo biológico e do gênero social - com isso, as diferenças pautadas em preceitos biologizantes passam a ser compreendidas como construtos sociais.
G
Heteronormatividade

Termo que se refere aos ditados sociais que limitam os desejos sexuais, as condutas e as identificações de gênero que são admitidos como normais ou aceitáveis àqueles ajustados ao par binário masculino/feminino. Desse modo, toda a variação ou todo o desvio do modelo heterossexual complementar macho/fêmea – ora por meio de manifestações atribuídas à homossexualidade, ora à transgeneridade – é marginalizado e perseguido, tido como perigoso para a ordem social.
O heterossexismo designa um pensamento segundo o qual todas as pessoas são heterossexuais. Um indivíduo ou grupo heterossexista não reconhece a possibilidade de existência legítima da homossexualidade, ou mesmo da bissexualidade.

Heterossexual
Indivíduos possuem atração sexual e ou afetiva por pessoas de outro gênero e mantém relacionamento com as mesmas.
He
Homoafetivo

Termo utilizado para descrever relações entre pessoas do mesmo gênero e que tem vínculo com aspectos emocionais, afetivos e ou sexuais entre essas pessoas. O termo homoerótico se refere à pluralidade das práticas e desejos sexuais e deve-se evitar usá-lo como sinônimo de homoafetivo.

Homofobia

Termo usado para definir preconceito, desprezo ou ato violento contra as pessoas que possuem orientação sexual homossexual - a lesbofobia e a transfobia referem-se a contextos similares. Em trâmite no Congresso Nacional, o projeto de lei 5003/2001 prevê a punição pelos crimes de homofobia.

Homossexual

Indivíduos que têm atração sexual e ou afetiva por pessoas do mesmo gênero. O termo homossexualismo deve ser evitado - cunhado no século XIX pelo discurso médico foi associado a distúrbios mentais e doença – sendo mais adequada a utilização da palavra homossexualidade
Ho
Identidade de gênero

Conjunto de características que diferenciam cada pessoa das demais e que se expressam por preferências, comportamentos, sentimentos ou atitudes. Independente do sexo biológico, um ser humano pode ter a identidade de gênero de mulher, de homem ou ainda outras identidades de gênero possíveis, lembrando que a identidade de gênero é uma construção social, e não um signo físico ou biológico.

Intersex

Termo usado para se referir a uma variedade de condições (genéticas e/ou somáticas) com que uma pessoa nasce, apresentando uma anatomia reprodutiva e sexual que não se ajusta às definições biológicas de homem e mulher, tendo parcial ou completamente desenvolvidos ambos os órgãos sexuais, ou um predominando sobre o outro. A intersexualidade é uma condição e não uma orientação sexual. Portanto, as pessoas que se autodenominam intersexuais podem se identificar como assexuais, bissexuais, heterossexuais ou homossexuais.
I
M
Machismo

É a crença de que os homens são superiores às mulheres. Construção social que define que as características atribuídas aos homens possuem maior valor.

Masculinidade
Faz oposição ao termo feminilidade e diz respeito à imagem estereotipada das características e comportamentos por determinada cultura como associados ou apropriados aos homens. Ver feminilidade, pois são conceitos relacionais não passíveis de ser entendidos separadamente.

Movimentos Feministas

Organizações coletivas, sociais e políticas que visam, em termos gerais, o reconhecimento e a efetividade dos direitos iguais para mulheres e homens. Atuam principalmente em três eixos: como movimento social, como política social e como ciência, ampliando os debates teóricos e conceituais.
N-O
Naturalização
Compreensão de que determinados comportamentos, valores, normas leis e regras são dados anteriormente aos indivíduos e acima das relações sociais. Normalmente, esse tipo de construção de ideias é percebido como um dado inquestionável e imutável da realidade.

Orientação sexual

Termo que visa compreender qual o sexo das pessoas que elegemos como objetos de desejo e afeto. Hoje são reconhecidos socialmente quatro tipos de orientação sexual: a assexualidade, heterossexualidade; a homossexualidade e a bissexualidade.
Contudo, diversos movimentos sociais e alguns pesquisadores consideram que existam muitas outras possíveis orientações.
P
Performatividade

Conceito que visa compreender que todas as interpretações, atuações e papéis são formados pela sociedade e normatizados ou não. Entende que não existem performances de sujeitos anteriores às normas sociais, sejam essas mais ou menos flexíveis. Não existindo assim qualquer materialidade dos sujeitos para além das possibilidades nas quais os indivíduos estão inseridos socialmente. A identidade de gênero não é algo fixo e muito menos “natural” nas pessoas, mas sim algo fluido, móvel e flexível. Papéis, identidades e hábitos são adotados, criados e cultivados socialmente, personificados por meio de nossos corpos e atos, assim somos moldados e nos moldamos por regras e contextos.

Pomossexual

Reunião dos termos pomo – abreviatura de pós-modernismo – e sexual. É um neologismo usado para descrever a pessoa que não consegue rotular-se dentro dos parâmetros clássicos de orientação sexual, como hetero e homossexual.
Sexo biológico

Conjunto de características físicas definidas por meio de organização dos cromossomos sexuais; diferença gonádica – ovários e testículos, por exemplo - morfologia genital, configuração dos órgãos reprodutores internos e características sexuais pubertárias. Quatro tipos são reconhecidos pela medicina: macho, fêmea, intersex e assexuado.

Sexualidade

Transcende os limites do ato sexual e inclui sentimentos, fantasias, desejos, sensações e a própria expressão corporal. É apreendida e construída ao longo de toda a vida, da infância à maturidade, por isso deve ser compreendida como dinâmica e mutável.
S
Teoria Queer
Conjunto de ideias e conceitos construídos a partir da perspectiva de que as identidades de gênero não são instituições fixas e nem determinam quem nós somos. Sustentando a ideia de que gênero, assim como o que a sociedade rotula como sexo, tem um caráter essencialmente performático, derivado muito mais de parâmetros políticos, econômico e culturais do que de determinações biológicas. A teoria queer começou a ser desenvolvida a partir do final dos anos de 1980 por uma série de pesquisadores e ativistas bastante diversificados, especialmente nos Estados Unidos. Ao questionar a própria estrutura das identidades de gênero, propôs um novo enfoque e um novo alcance, não apenas para esses estudos, mas para diversas outras áreas da sociologia e da antropologia social.
T
Transexual
Pessoas que possuem uma identidade sexual e de gênero diferente do sexo biológico designado ao nascimento. Homens e mulheres transexuais podem manifestar o desejo de se submeterem a intervenções médico-cirúrgicas para realizarem de reaparelhamento sexual, visando adequação dos seus atributos físicos de nascença à sua identidade de gênero constituída.

Transgênero
Termo utilizado para reunir, em uma só categoria, travestis e transexuais como sujeitos que realizam um trânsito entre um gênero e outro.

Travesti
Na definição médica, travesti seria aquelx que se comporta e se veste como o outro gênero, mas não deseja realizar a cirurgia de reaparelhamento sexual. Já xs transexuais, sentem a necessidade de fazer a cirurgia. Porém, na vida cotidiana, transexuais e travestis utilizam inúmeras outras formas para se autodefinirem, a partir de suas vivências, experiências e desejos. Vale destacar que ambas as categorias não se percebem como grupos equivalentes.
Tr
Equipe:
Coordenador do PIBID/Sociologia UFPR
Alexandro Dantas Trindade
Orientador do Projeto “Caixa Didática: Relações de Gênero e Sexualidade”
Rafael Ginane Bezerra - Professor do Departamento de Teoria e Prática de Ensino da UFPR
Bolsistas PIBID /Sociologia UFPR
Cassiana dos Reis Lopes
Marisa Cristina Rodrigues
Paula Sobral Hisatugo
Rosa Maria Ramos
Mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFPR
Anelise Montañes Alcântara
Carolina Ribeiro Pátaro
Tabata Larissa Soldan
Professorxs Supervisorxs PIBID /Sociologia UFPR
Cássio Roberto Esteche Brito
Patricia Baptista Guerino
Voluntárixs
Camila Mudrek – Graduanda em Ciências Socias UFPR
Náthalie Beatriz – Professora de Sociologia Ensino Médio
Nelson Rosário de Souza - Professor do Departamento de Ciências Socias da UFPR
Vanessa Tauscheck – Bacharel em Psicologia UFPR
INTERESSADXS EM OFICINAS E MATERIAIS E INFORMAÇÕES:
pibidgenero@hotmail.com
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