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Pessoa com Comportamento Suicidário/ Ideação Suicida

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Vera Lavrador

on 24 November 2014

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Transcript of Pessoa com Comportamento Suicidário/ Ideação Suicida

Epidemiologia
"Em média, um único suicídio afeta pelo menos outras 6 pessoas. Se um suicídio ocorre numa escola ou num local de trabalho, tem impacto em centenas de pessoas.”
OMS (2000, p.2)
Suicídio
Etimológicamente palavra suicídio significa “a morte de si mesmo”.
Apreciação da Pessoa
Sumário
-Epidemiologia

-Suicidio
Definição de Conceitos
Modelos explicativos
Fatores Protetores e de Risco

-Apreciação da Pessoa com Comportamento/Ideação Suicida

-Diagnostico e Intervenção de Enfermagem

-Considerações Finais

Considerações Finais
O suicídio é um fenómeno complexo, multidimensional necessitando de esforços coordenados de diferentes profissionais unidos através de uma correta metodologia de intervenção. Sampaio (1991)

Desta forma a intervenção do enfermeiro tem um papel crucial, desde a apreciação da Pessoa, passando pela delineação e implementação das intervenções de enfermagem e também na prevenção deste tipo de comportamentos...




Pessoa com Comportamento Suicidário/ Ideação Suicida
Intervenção de Enfermagem
" O único modo de escapar ao abismo é observa-lo, e medi-lo, e sonda-lo e descer para dentro dele"
Cesare Pavese
- 15ª maior causa de morte no mundo;
- 2ª maior causa de morte entre os 15-29 anos de idade;
- Suicídio é a causa de morte de cerca de 800 mil pessoas todos os anos;
-Responsável por 1,4% de mortes em todo o mundo.
OMS (2014)
Em Portugal ....
- 10,3 suicídios em cada 100.000 habitantes em 2010. Taxa superior relativamente a outras mortes violentas, nomeadamente por acidentes de viação e acidentes de trabalho.
DGS (2013)
90% das pessoas que se suicidam têm uma perturbação psiquiátrica diagnosticável à data da sua morte.
Joiner Jr, Brown, & Wingate (2005)
Ideação Suicida
Pensamentos acerca da autodestruição, sentimentos de desesperança e planos específicos para colocar fim à vida.

Este estado pode ser considerado como um antecessor dos comportamentos suicidários mais severos, sendo um indicador fundamental para o risco de suicídio
Azevedo & Matos (2014).
Tentativa de Suicídio
Ato de autoagressão deliberado, levado a cabo pelo individuo que visa a sua morte, mas que por diversas razões resulta frustrado.
Matias & Santos (2014)

CIPE® “ é um tipo de autoagressão com as características específicas: desempenho de atividades auto-iniciadas que levam à auto-destruição, com o objetivo de matar ou ameaçar fazê-lo”
Sequeira (2006, p.211)
Suicídio
Morte em que o indivíduo “voluntária e conscientemente executou um ato ou adotou um comportamento que ele acreditava que determinaria a sua morte"
Cassorla (2004 p.21)

(CIPE®) “Suicídio é um tipo de autoagressão com as características específicas: execução de atividades suicidas que levam à própria morte”
Sequeira (2006, p.211)

Para-Suicídio
Ato que mimetiza o ato suicida mas que não resulta em desenlace fatal.
Cassorla (2004)


Ato não fatal, através do qual o indivíduo causa lesões a si próprio ou ingere uma substância em excesso, com vista a conseguir modificações imediatas com o seu comportamento.

Sociedade Portuguesa Suicidiologia (2013, ¶1)
Conceitos
Modelos Explicativos
Psicológico
Nosológico
Relaciona as alterações psicopatológicas surgidas no decurso da doença mental com o suicídio.
Sampaio (1991)

Contudo a simples presença de doença mental não é suficiente para a realização do ato suicida.

Botega, Rapeli, & Freitas (2004)
Sociológico
Emile Durkhien em 1897 propôs que o suicídio resulta de uma falha na integração social do indivíduo que se suicida.

Joiner Jr, Brown, & Wingate (2005)
Suicídio é abordado do ponto de vista do conflito interno do próprio indivíduo
Abordagem Psicanalítica
“O suicídio é uma expressão de que a terrível tensão, produzida pelo superego, tornou-se insuportável. A perda de auto-estima é tão completa que toda a esperança de recuperá-la é abandonada. O ego percebe-se desamparado pelo superego e deixa-se morrer”
Werlang, Macedo, & Kruger (2004, p.78)
Abordagem Sistémica
Comportamento suicida é uma manifestação de um problema familiar e não exclusivamente como resultado de uma dificuldade individual.

Werlang, Macedo, & Kruger (2004)
Abordagem Congnitivo-Comportamental
Na pessoa que comete suicídio pode ser destacada a
rigidez de pensamento
. Esta rigidez apresenta-se incompatível com a mobilização da capacidade de adaptação, ou a capacidade para a interpretação de um evento adverso de forma adequada. Desta forma surgem sentimentos como
desesperança
,
desamparo
,
raiva
,
vergonha
e
dúvida
.


Yufit (1991), Williams & Pollak (2000) citado por Werlang, Macedo, & Kruger (2004)
Fatores Protetores e de Risco
Fatores Protetores
Competência na resolução de problemas;
Razões para viver: atitude orientada para o futuro e otimismo e a esperança;
Relações familiares positivas;
Participação em atividades religiosas/ espirituais;
Prática de atividade física;
Sucesso no emprego;
Valores socias;
Suporte social;
Ambiente escolar de suporte;
Acesso a cuidados de saúde.
Fatores de Risco
Doença mental;
Tentativas prévias de suicídio;
Abuso de substâncias psicoativas;
Epilepsia, em particular epilepsia do lobo temporal;
Traços de personalidade: desesperança, neuroticismo, extroversão, impulsividade, agressividade, zanga, irritabilidade, hostilidade, ansiedade e baixa capacidade para resolução de problemas;
Pré-disposição genética;
Desemprego;
Pobreza.

McLean, Maxwell, Platt, Harris, & Jepson (2008)
Identificar as morbilidades psiquiátricas agudas e crónicas
Identificar problemas significativos, interpessoais e de conflito
Identificar padrões de pensamento e comportamento disfuncional
Consultar familiares e ou amigos significativos
Identificar fatores de stress e preocupação social
Avaliar os fatores protetores e de risco associados a este comportamento
Avaliação de Enfermagem
Avaliar o risco de comportamentos suicidários a curto prazo e os fatores que contribuem para o risco a longo prazo
RNAO (2009) citado por Ordem dos Enfermeiros (2012)
Inventário Razões para Viver
-Base num quadro conceptual cognitivo-comportamental;
-Ênfase colocada em razões para viver e não em fatores de risco.
Matias & Santos (2014)


Tem como objetivo:
“ avaliar as características adaptativas nos comportamentos suicidários, nomeadamente no suicídio, baseando-se no facto de que a crença em algo significativo para viver (sobrevivência, família, filhos, medo da morte, medo da desaprovação social e objeções morais) independentemente da sua forma, e as suas expetativas são significativas para a não adoção de comportamentos suicidários”

Matias & Santos (2014, p.11)

Constituído por 48 itens;
Escala tipo - Likert que varia de " Irrelevante" a "Extremamente Importante";
Subdividido em seis subescalas:
Crenças de sobrevivência e mecanismos de adaptação;
Responsabilidade da família;
Preocupações com crianças;
Medo do suicídio;
Medo da reprovação social e objeções morais.
Matias & Santos (2014)

Recomendações Universais
Diminuição a acesso a meios letais;

Formação de profissionais dos Cuidados de Saúde primários;

Aperfeiçoar a ligação entre serviços de saúde comunitária e serviços de saúde mental;

Desenvolver uma equipa ampla para a prevenção do suicídio;

Educação pública/comunitária, combate ao estigma em torno da doença mental e comportamentos suicidários;

Formação dos media.

Ordem dos Enfermeiros (2012)
Diagnósticos e Intervenções
Vontade de Viver Diminuída


"Vontade é influenciada por pensamentos e desejos de continuar a viver apesar das circunstâncias difíceis, forte ímpeto de viver, fazer escolhas ou agir no sentido de promover a própria vida"
CIPE®, Versão beta (2002) cit por Sequeira( 2006, p.155)
Alto Risco de Tentativa de Suicídio/Suicídio


Gerir ambiente;
Planear/Oferecer escuta ativa;
Planear/Executar relação de ajuda;
Executar técnica de reestruturação cognitiva;
Promover envolvimento/apoio familiar/suporte emocional;
Diminuir risco de tentativa de suicídio;
Incentivar a participação em técnicas de distração;
Promover mudança de comportamento;
Gerir comunicação;
Supervisionar comportamento da pessoa;
Prevenir comportamento de auto agressão;
Planear vigilância de saúde;
Informar família/amigos sobre necessidade de supervisão.
(Sequeira, 2006)
Disponibilizar presença;
Planear/oferecer escuta ativa;
Motivar a pessoa para um projeto de vida;
Incentivar a participação em atividades;
Facilitar a utilização de recursos mentais;
Planear e executar relação de ajuda;
Gerir ambiente;
Promover interação;
Promover a vontade de viver;
Promover a adaptação a novos estilos de vida;
Valorizar experiencias pessoais;
Gerir comunicação;
Promover apoio/mobilização familiar;
Promover envolvimento familiar;
Informar sobre recursos comunitários;
Promover envolvimento social;
Supervisionar vontade de viver;
Vigiar ideação suicida.


Sequeira (2006, p.155)
... Cabe também ao enfermeiro compreender este comportamento enquadrado na história de vida da Pessoa, através de um olhar holístico e estabelecendo uma ligação terapêutica que enfatiza os seus recursos internos. Assim o enfermeiro apresenta-se como parceiro da Pessoa de quem cuida, para que juntos possam trilhar o caminho que leve ao crescimento e, consequentemente a recuperação do equilíbrio e bem-estar.

6º Mestrado de Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica
Apreciação Clínica em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica

Ana Mafalda Ribeiro 5060
Vera Antunes 1098
Vera Lavrador 1088
• Azevedo, A., & Matos, A. (2014). Ideação Suicida e Sintomatologia Depressiva em Adolescentes. Psicologia, Saude & Doenças, pp. 180-191.
• Botega, N. J., Rapeli, C. B., & Freitas, G. V. (2004). Perspectiva Psiquiatrica. Em B. G. Werlang, & N. J. Botega, Comportamento Suicida (pp. 107-119).
• Cassorla , R. M. (2004). Suicidio e autodestruição humana. Em B. G. Werlang, & N. J. Botega, Comportamento Suicida (pp. 21-33).
• Joiner Jr, E. T., Brown, J. S., & Wingate, L. R. (Setembro de 2005). The Psychology and Neurobiology of Suicidal Behavior. Annual Review of Psychology, pp. 287-305.
• Matias, J., & Santos, J. C. (Junho de 2014). Iventário de Razões para Viver: contributos para a validação para a população não clinica portugues. Revista Portugues de enfermagem de Saude Mental, pp. 9-14.
• McLean, J., Maxwell, M., Platt, S., Harris, F., & Jepson, R. (2008). Risk and Protective Factors for Suicide and Suicidal Behaviour: A Literature Review. Escocia.
• Ordem dos Enfermeiros. (2012). Guia Orientador de Boas Práticas para a Prevenção de Sintomatologia Depressiva e Comportamentos da Esfera Suicidárias. Lisboa.
• Organização Mundial de Saúde. (2006). Prevenção do Suicidio-Um recurso para Conselheiros.
• Organização Mundial Saúde . (2000). Prevenção do Suicidio: Um Manual para Médicos Clínicos Gerais.
• Organização Mundia de Saúde (2014) Suicide (¶1). Acedido em 23/11/2014 . Disponível em http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs398/en/
• Sampaio, D. (1991). Ninguém Morre Sozinho (2º ed.). Lisboa: Caminho.
• Sequeira, C. (2006). Introdução à Prática Clínica. Coimbra: Quarteto.
• Silva, A. O. (Janeiro de 2005). Suicídio, Literatura e Sociologia. Revista Espaço Académico.
• Sociedade Portuguesa de Suicidiologia (2013) Para-Suicídio (¶1). Acedido em 23/11/2014. Disponível em http://www.spsuicidologia.pt/sobre-o-suicidio/procura-apoio/tentativa-de-suicidio-e-para-suicidio.
• Werlang, B. G., & Botega, N. J. (2004). Comportamento Suicida. Porto Alegre: Artmed Editora S.A.
• Werlang, B. S., Macedo, M. M., & Kruger, L. L. (2004). Perspectiva Psicológica. Em B. G. Werlang, & N. J. Botega, Comportamento Suicida (pp. 75-89).


Bibliografia
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