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PLE-I_2017.1_ComentárioDoLeitor

Abr.2017

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Transcript of PLE-I_2017.1_ComentárioDoLeitor

O
corpo do texto
costuma ter apenas um parágrafo. Um comentário longo tende a ser editado para que se adeque à extensão da seção "cartas do leitor" ou similar. Por isso, o ideal é que seja um texto breve e conciso, que contenha os seguintes elementos:

1 - vocativo (opcional);
2 - tópico frasal;
3 - ideias-satélite;
4 - período conclusivo.
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Bacharelado em Ciências e Tecnologia
Práticas de Leitura e Escrita I (ECT2105)

Profs. Ada Lima, Edna Rangel,
Lauro Meller, Tatiane Xavier

COMENTÁRIO DO LEITOR
19 de abril de 2017

Até o momento, temos discutido a importância da leitura e da escrita para estudantes e profissionais da de Ciências e Tecnologia. Esse debate vem sendo promovido concomitantemente à prática de gêneros discursivos da esfera da escrita que se mostram úteis a situações comunicativas vinculadas às esferas acadêmica, institucional e corporativa.

Dando continuidade a esse tema, abordaremos, na aula de hoje, o
comentário do leitor
, um gênero argumentativo da modalidade escrita, bastante explorado e útil em nosso cotidiano social.

INICIANDO NOSSA CONVERSA...
DEFINIÇÃO

O comentário do leitor é um texto argumentativo, ou seja, nele, o autor utiliza-se de justificativas (argumentos) para fundamentar um ponto de vista.

Trata-se de um gênero discursivo comumente relacionado ao jornalismo impresso e multimídia, embora sua circulação, hoje, seja mais abrangente. Exemplos disso são os comentários feitos por leitores de sites que não se ocupam, necessariamente, da divulgação de conteúdo noticioso.
CARACTERÍSTICAS LINGUÍSTICO-ENUNCIATIVAS

O comentário do leitor admite a expressão de uma perspectiva mais subjetiva, ainda que “controlada” em função do teor argumentativo.

Podem-se observar, nesse gênero, marcas linguísticas reveladoras desse caráter subjetivo do texto, a saber, o uso da primeira pessoa em pronomes e verbos e expressões modalizadoras.

Além disso, pode ou não haver interlocução. Isso está condicionado à intenção do comentarista, que pode tanto se reportar de modo mais direto ao autor do texto, quanto comentar o teor geral deste, sem focalizar seu autor/editor.
ESTRUTURA COMPOSICIONAL

1) corpo do texto;
2) assinatura;
3) e-mail e/ou breve qualificação.

Atenção: o título é facultativo e, normalmente, atribuído pelo editor da publicação, com o objetivo de revelar o assunto abordado pelo comentarista e estabelecer uma ligação do comentário com o texto que o motivou.
Vamos retornar à amostra 1 para verificar analisar as estratégias nele utilizadas.
Próxima aula:
ATIVIDADE PRESENCIAL 3
A pertinência da justificativa apresentada pelo leitor/comentarista é muito importante para a aceitação do comentário.
Nesse sentido, são estratégias valorizadas:

- exemplificação;
- dados quantitativos acompanhados de fonte fidedigna;
- relação de causa e efeito;
- comparação;
- confronto.
É comum a assinatura ser acompanhada de
e-mail
e/ou de
breve qualificação
do leitor.

O e-mail possibilita, à pessoa a quem se destina o comentário, o estabelecimento de comunicação com o comentarista.

Já a menção à qualificação dá uma pista de até que ponto o autor pode ou não se colocar como especialista ou como leigo no assunto em debate.

A
assinatura
revela a identidade do autor do comentário.
Em geral, informa-se, além do primeiro nome, o sobrenome (total ou parcialmente).
FUNÇÃO

Em geral, os leitores se manifestam por comentários com a finalidade de:

- elogiar ou criticar o jornal, a revista, o portal, um jornalista ou um colunista pela qualidade de um texto publicado ou pela maneira como um determinado assunto foi conduzido;

- manifestar apoio ou discordância quanto às ideias veiculadas em um texto publicado ou quanto aos dados nele mencionados;

- acrescentar informações a um texto, esclarecendo ou aprofundando determinado(s) ponto(s) de um debate;

- ratificar ou rebater o comentário de outro leitor.
ESPAÇO DE CIRCULAÇÃO

O espaço de circulação do comentário do leitor, geralmente, é o das "Cartas do leitor", em revistas e jornais impressos ou multimídia. Há também os portais de notícias e blogs que não mantêm uma seção específica para esses comentários, mas deixam aberto um espaço (muitas vezes, observado por um moderador), em geral logo após os textos publicados, para que os leitores manifestem suas opiniões.
PÚBLICO-ALVO

O comentário do leitor tem dois interlocutores, um deles direto - o editor, o colunista ou o repórter que assina o texto comentado - e outro indireto - demais leitores do veículo de comunicação que tenham acesso aos comentários, uma vez que o acesso a eles seja liberado ao público do jornal, revista ou portal.
Feita essa reflexão, vejamos uma amostra do gênero comentário do leitor*. O texto foi motivado pela leitura de um artigo de opinião sobre a atual proposta de reforma da previdência no Brasil, cujo autor diz ser favorável às modificações sugeridas no atual regime.
Vejamos mais algumas amostras de comentários de leitores acerca de textos sobre a atual proposta de Reforma da Previdência no Brasil.
O objetivo, agora, é analisar os problemas de argumentação.

Prezado articulista Ricardo Kertzman, os 500 maiores devedores da Previdência estão pendurados em R$ 392,3 bilhões. Cobrar essa dívida não resolve o problema do rombo na previdência, mas ajudaria bastante a saneá-la. Eu não sou contra a reforma, desde que ela seja justa principalmente com os mais pobres. O Brasil até poderia falar em Reforma de Previdência com "R" e "P" maiúsculos se fosse um país de fato justo, com plenas condições de empregabilidade, em que não temêssemos deixar um emprego para entrar em outro. Mas não é bem assim. É também justamente nesse intervalo entre um emprego e outro que somos penalizados por não contribuir com a Previdência. Por causa disso, muitas pessoas ficam aflitas. Qual é o cidadão que contribui ininterruptamente com a Previdência, nos moldes que os defensores da Reforma a apregoam? São raros! Muitos não conseguem. Outra coisa: eu não vejo o relator dessa Reforma mencionar uma frase sequer sobre os devedores contumazes da Previdência, até pelo motivo de que ele é um dos devedores. Enfim, sou a favor de reformar a Previdência, mas entrando inclusive no ponto que parece o mais delicado: os militares e os servidores públicos, que oneram muito mais a Previdência que o trabalhador urbano e o rural.

Edgard Urtsch
(edgardurt@ymail.com)
Essa reforma aparenta ser filme de terror, aqueles de vampiros, com o governo querendo sugar o sangue do trabalhador. Todas as medidas adotadas pelo Governo de hoje afetam negativamente o povo. A democracia é o regime político em que a soberania é exercida pelo povo (do povo, para o povo e pelo povo). Mas para o governo democracia é: trabalha, meu povo; passa fome, meu povo; fica doente, meu povo; morra, meu povo. A Bíblia diz: Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Se o governo entendesse o que é justiça e verdade, nao estaria se afogando em águas sujas. Estou orando e vou continuar orando, para que Deus possa abençoar o povo e mudar a ideologia dos nossos governantes.
Luan Silva - compositor e guitarrista
Fonte: http://www.politize.com.br/reforma-da-previdencia-entenda-os-principais-pontos/?gclid=CLbr3sWon9MCFVGAkQodcC4O0w. Com adaptações. Acesso em 16 abr. de 2017.
Tudo é uma questão de "valores"... Quanto vale uma vida? Pergunte a alguém que perdeu um parente por causa do caos na saúde pública: quanto vale o sorriso de uma criança? Pergunte a alguém que não consegue nem dar o que comer ao seu filho... Imagine que você não consegue alimentar seu filho! Aí muitos vão dizer que o problema é que essas pessoas não fazem nada para mudar sua realidade, será mesmo? Ou será que há muita gente lucrando com isso? Será que dificultando ainda mais o acesso a um "descanso" depois de anos de trabalho vai melhorar essa situação, se hoje já é difícil sobreviver com os salários recebidos na aposentadoria devido à idade que não vem sozinha? Será que aumentando essa idade ou diminuindo os salários a situação vai melhorar? Para uma minoria certamente sim. Enfim, tudo é uma questão de valores. É por isso que digo que o Brasil nunca vai melhorar e jamais deixaremos de viver situações desumanas....

Fábio Cerveira - aluno da Unisinos
Fonte: http://www.politize.com.br/reforma-da-previdencia-entenda-os-principais-pontos/?gclid=CLbr3sWon9MCFVGAkQodcC4O0w. Com adaptações. Acesso em 15 abr. de 2017.
Realmente é muito triste saber que querem tirar a aposentadoria dos nossos trabalhadores brasileiros. Como um trabalhador da construção civil, um lixeiro, um trabalhador de uma fábrica de adubo, entre outros, conseguirá chegar aos 65 anos com vigor e saúde e, mais ainda, como essas pessoas conseguirão emprego com essa idade? Vocês deputados, políticos em geral e senhor presidente, pensam que todos têm vida fácil como vocês. E essa mentira que vocês inventaram de que o brasileiro está vivendo mais? Isto é um deboche com o povo, quem envelheceu foram nossos pais, que agora enterram seus filhos que enfartam por causa do estresse ou morrem com o maldito câncer causado provavelmente pelo excesso de agrotóxico sem a fiscalização devida que chega a nossa mesa.Terminem com a corrupção, com a ganância desenfreada, com a impunidade que a previdência sobrevive. Canalhas.

Thais Guidotti - thaguidotti@ymail.com
Fonte: http://www.politize.com.br/reforma-da-previdencia-entenda-os-principais-pontos/?gclid=CLbr3sWon9MCFVGAkQodcC4O0w. Com adaptações. Acesso em 16 abr. 2017.
Vale lembrar que a liberdade de expressão é franqueada a todo e qualquer cidadão. Qualquer um de nós pode usufruir do direito à opinião mesmo que não seja autoridade no tema discutido.

Neste caso, contudo, há de se reconhecer que emitir opiniões tendo pouco ou nenhum embasamento sobre o assunto em questão pode nos colocar em descrédito.
A conta da Previdência não fecha porque
ela é superavitária na arrecadação, mas o crédito decorrente das entradas de pagamentos efetuados por essa previdência não cai na rubrica da previdência social. Em vez disso, vai para o caixa único do governo. Por outro lado, todos os benefícios pagos pela Previdência brasileira, (salário-maternidade, aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão etc.) são debitados na rubrica da Previdência social.
Diante dessa pequena explicação técnica, presume-se que a conta nunca irá fechar, porque, de qualquer ângulo que se observar, não se encontra saldo positivo na conta; assim, a tendência é de que todo relatório apresentado pelo governo permaneça não apresentando a previdência pública como financiadora do seu recurso.
Isso sem contar que a previdência pública assume todo e qualquer custo, mesmo de quem nunca contribui. É mais um débito na conta.

William Gomes da Cruz
(williamcruz@ymail.com)
Prezado articulista Ricardo Kertzman
, os 500 maiores devedores da Previdência estão pendurados em R$ 392,3 bilhões. Cobrar essa dívida não resolve o problema do rombo na previdência, mas ajudaria bastante a saneá-la.
Eu não sou contra a reforma, desde que ela seja justa principalmente com os mais pobres.

O Brasil até poderia falar em Reforma de Previdência com "R" e "P" maiúsculos se fosse um país de fato justo, com plenas condições de empregabilidade, em que não temêssemos deixar um emprego para entrar em outro. Mas não é bem assim. É também justamente nesse intervalo entre um emprego e outro que somos penalizados por não contribuir com a Previdência. Por causa disso, muitas pessoas ficam aflitas. Qual é o cidadão que contribui ininterruptamente com a Previdência, nos moldes que os defensores da Reforma a apregoam? São raros! Muitos não conseguem. Outra coisa: eu não vejo o relator dessa Reforma mencionar uma frase sequer sobre os devedores contumazes da Previdência, até pelo motivo de que ele é um dos devedores.

Enfim, sou a favor de reformar a Previdência, mas entrando inclusive no ponto que parece o mais delicado: os militares e os servidores públicos, que oneram muito mais a Previdência que o trabalhador urbano e o rural.

Edgard Urtsch
(edgardurt@ymail.com)
VOCATIVO
(função: interlocução com o articulista.
Atenção:
o pronome de tratamento deve ser ajustado à relação com o interlocutor. Sugerimos, neste caso: "senhor".)

Tópico frasal
(função: exposição do ponto de vista defendido)
Ideias-satélite
(Função: exposição dos argumentos)
Conclusão
(função: ratificação do ponto de vista)
Assinatura e e-mail
(função: identificação do leitor)
*Adaptado de: <http://blogs.uai.com.br/opiniaosemmedo/2017/03/17/vamos-falar-de-reforma-da-previdencia/>. Acesso em 16 abr. 2017.
Prezado articulista Ricardo Kertzman,
os 500 maiores devedores da Previdência estão pendurados em R$ 392,3 bilhões.
Cobrar essa dívida não resolve o problema do rombo na previdência, mas ajudaria bastante a saneá-la. Eu não sou contra a reforma, desde que ela seja justa principalmente com os mais pobres. O Brasil até poderia falar em Reforma de Previdência com "R" e "P" maiúsculos se fosse um país de fato justo, com plenas condições de empregabilidade, em que não temêssemos deixar um emprego para entrar em outro. Mas não é bem assim.
É também justamente nesse intervalo entre um emprego e outro que somos penalizados por não contribuir com a Previdência. Por causa disso, muitas pessoas ficam aflitas
. Qual é o cidadão que contribui ininterruptamente com a Previdência, nos moldes que os defensores da Reforma a apregoam? São raros! Outra coisa: eu não vejo o relator dessa Reforma mencionar uma frase sequer sobre os devedores contumazes da Previdência, até pelo motivo de que ele é um dos devedores. Enfim, sou a favor de reformar a Previdência, mas entrando inclusive no ponto que parece o mais delicado: os militares e os servidores públicos, que oneram muito mais a Previdência que o trabalhador urbano e o rural.

Edgard Urtsch
(edgardurt@ymail.com)
DADOS QUANTITATIVOS
(problema: falta a menção a uma fonte fidedigna)
RELAÇÃO DE CAUSA E EFEITO
(um estado de coisas provoca outro)
Confronto
(ressaltam-se diferenças entre estados de coisas)
Relação de causa e efeito
ATENÇÃO!
Confronto e comparação não são equivalentes.
Confrontar é evidenciar diferenças, ao passo que comparar é evidenciar semelhanças entre indivíduos, situações, estados de coisas etc.
Se, por um lado, há estratégias que alicerçam adequadamente a opinião defendida pelo comentarista, por outro, há movimentos que prejudicam a construção da cadeia argumentativa, tornando facilmente refutável o raciocínio empreendido. Alguns deles são:

- generalização indevida;
- falso pressuposto;
- falso prognóstico;
- noções vagas/confusas;
- recurso à subjetividade.
Essa reforma aparenta ser filme de terror, aqueles de vampiros, com o
governo querendo sugar o sangue
do trabalhador.
Todas as medidas adotadas pelo Governo de hoje afetam negativamente o povo
. A democracia é o regime político em que a soberania é exercida pelo povo (do povo, para o povo e pelo povo). Mas para o governo democracia é:
trabalha, meu povo; passa fome, meu povo; fica doente, meu povo; morra, meu povo
.
A Bíblia diz: Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Se o governo entendesse o que é justiça e verdade, nao estaria
se afogando em águas sujas
. Estou orando e vou continuar orando, para que Deus possa abençoar o povo e mudar a ideologia dos nossos governantes.
Luan Silva - compositor e guitarrista
Generalização indevida e falso pressuposto
(não há uma medida positiva, nem que seja para uma parcela do povo? Isso só ocorre no atual governo?)
Traços de subjetividade:
expressões de cunho emotivo
e
a
pelo a crenças religiosas
Tudo é uma questão de "valores"... Quanto vale uma vida?
Pergunte a alguém que perdeu um parente por causa do caos na saúde pública: quanto vale o sorriso de uma criança? Pergunte a alguém que não consegue nem dar o que comer ao seu filho... Imagine que você não consegue alimentar seu filho!
Aí muitos vão dizer que o problema é que essas pessoas não fazem nada para mudar sua realidade, será mesmo? Ou será que há
muita gente
lucrando com isso? Será que dificultando ainda mais o acesso a um "descanso" depois de anos de trabalho vai melhorar essa situação, se hoje já é difícil sobreviver com os salários recebidos na aposentadoria devido à idade que não vem sozinha? Será que aumentando essa idade ou diminuindo os salários a situação vai melhorar? Para
uma minoria
certamente sim. Enfim, tudo é uma questão de valores. É por isso que digo que
o Brasil jamais vai melhorar e nunca deixaremos de viver situações desumanas....

Fábio Cerveira - aluno da Unisinos
Traços de subjetividade:
apelo à autoestima do interlocutor (interlocução em tom passional/emotivo)
Noção vaga
(que "minoria"? "Muita gente"? Quem são essas pessoas?)
Falso prognóstico (previsão em tom categórico que, na verdade, pode não se concretizar)
Realmente
é muito triste
saber que querem tirar a aposentadoria dos nossos trabalhadores brasileiros. Como um trabalhador da construção civil, um lixeiro, um trabalhador de uma fábrica de adubo, entre outros, conseguirá chegar aos 65 anos com vigor e saúde e, mais ainda, como essas pessoas conseguirão emprego com essa idade?
Vocês deputados, políticos em geral e senhor presidente, pensam que todos têm vida fácil como vocês.
E essa mentira que vocês inventaram de que o brasileiro está vivendo mais?
Isto é
um deboche
com o povo, quem envelheceu foram nossos pais, que agora enterram seus filhos que enfartam por causa do estresse ou morrem com o
maldito
câncer causado provavelmente pelo excesso de agrotóxico sem a fiscalização devida que chega a nossa mesa. Terminem com a corrupção, com a ganância desenfreada, com a impunidade que a previdência sobrevive.
Canalhas.

Thais Guidotti - thaguidotti@ymail.com
Marcas de subjetividade:
expressão de teor avaliativo passional
e
argumento ad hominem (interlocução em tom de ofensa)

Generalização indevida (será que todos os políticos pensam assim?)
Caro articulista, os motivos apontados para a reforma no Brasil me lembram o que houve na França. Lá também alegaram que o sistema registra déficits ano após ano. Em 2013, de acordo com a agência Reuters, projetava-se um déficit de 20 bilhões de euros até 2020 se uma nova reforma não fosse feita naquele momento. Desde 1993 há reformas na França. Na mais recente, de 2013, o presidente François Hollande aumentou o tempo de contribuição mínimo para 43 anos. Já a idade mínima para se aposentar foi aumentada para 62 anos em 2010, pelo então presidente Nicolas Sarkozy, para os nascidos a partir de 1955. Houve muita resistência a isso, num nível maior, inclusive, do que se vê aqui no Brasil. Aqui eu até esperava mais indignação porque, de fato, essa reforma é um remédio bem amargo para parte da população.

José César da Silva (zecesarsilva@hotmail.com)

Talvez fosse bom estudar melhor o que se fez em outros países. Na Alemanha, por exemplo, em 2014 foi tomada uma medida que beneficiou parte da população. Foi permitida aposentadoria aos 63 anos para trabalhadores que contribuíram por pelo menos 45 anos – a regra valeu apenas para os nascidos em 1951 e 1952. Essa reforma também contemplou mães que tiveram filhos antes de 1992: elas puderam registrar até dois anos a mais em seu tempo de contribuição – dos períodos em que estiveram afastadas por licença maternidade –, o que aumentou o valor de seus benefícios. Enfim, há muito sobre o que pensar. É tanto que ainda não sei bem o que pensar sobre essa reforma em termos mais gerais.

Maria Clara Antunes
Professora
(Adaptado de: http://www.politize.com.br/reforma-previdenciaria-paises-que-fizeram/. Acesso em 16 abr. 2017)
Talvez fosse bom estudar melhor o que se fez em outros países.
Na Alemanha, por exemplo, em 2014 foi tomada uma medida que beneficiou parte da população. Foi permitida aposentadoria aos 63 anos para trabalhadores que contribuíram por pelo menos 45 anos – a regra valeu apenas para os nascidos em 1951 e 1952. Essa reforma também contemplou mães que tiveram filhos antes de 1992: elas puderam registrar até dois anos a mais em seu tempo de contribuição – dos períodos em que estiveram afastadas por licença maternidade –, o que aumentou o valor de seus benefícios.
Enfim, há muito sobre o que pensar. É tanto que ainda não sei bem o que pensar sobre essa reforma em termos mais gerais.

Maria Clara Antunes
Professora
Exemplificação
(menção a um exemplar representativo do fenômeno analisado)
Analisemos mais alguns comentários.
Fonte: http://blogs.uai.co/opiniaosemmedo/2017/03/17/buridan. Com adaptações. Acesso em 12 abr. 2017.
A conta da Previdência não fecha porque ela é superavitária na arrecadação, mas o crédito decorrente das entradas de pagamentos efetuados por essa previdência não cai na rubrica da previdência social. Em vez disso, vai para o caixa único do governo. Por outro lado, todos os benefícios pagos pela Previdência brasileira (salário-maternidade, aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão etc.) são debitados na rubrica da Previdência social. Diante dessa pequena explicação técnica, presume-se que a conta nunca irá fechar, porque, de qualquer ângulo que se observar, não se encontra saldo positivo na conta; assim, a tendência é de que todo relatório apresentado pelo governo permaneça não apresentando a previdência pública como financiadora do seu recurso. Isso sem contar que a previdência pública assume todo e qualquer custo, mesmo de quem nunca contribui. É mais um débito na conta.

William Gomes da Cruz
(williamcruz@ymail.com)
Caro articulista,
os motivos apontados para a reforma no Brasil me lembram o que houve na França. Lá também alegaram que o sistema registra déficits ano após ano
.
Em 2013, de acordo com a agência Reuters, projetava-se um déficit de 20 bilhões de euros até 2020 se uma nova reforma não fosse feita naquele momento. Desde 1993 há reformas na França.
Na mais recente, de 2013, o presidente François Hollande aumentou o tempo de contribuição mínimo para 43 anos. Já a idade mínima para se aposentar foi aumentada para 62 anos em 2010, pelo então presidente Nicolas Sarkozy, para os nascidos a partir de 1955. Houve muita resistência a isso, num nível maior, inclusive, do que se vê aqui no Brasil. Aqui eu até esperava mais indignação porque, de fato, essa reforma é um remédio bem amargo para parte da população.

José César da Silva (zecesarsilva@hotmail.com)

Fonte: <http://www.politize.com.br/reforma-previdenciaria-paises-que-fizeram/>. Acesso em 12 abr. 2017.
Comparação
Dados quantitativos apoiados em fonte fidedigna
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