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Trabalho e produção

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Silvia Beltrane Cintra

on 1 September 2013

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Transcript of Trabalho e produção

- Qual a noção de trabalho predominante em nossa sociedade?
- Existem, atualmente, condições para que o trabalho nos fortaleça no que temos de mais humano?

Trabalho e Produção
A palavra trabalho possui vários sentidos, porém sua origem está no vocábulo latino tripalium que designava um antigo instrumento de tortura, o que mostra como, muitas vezes, trabalho pode pressupor esforço, fagiga ou sacrifício.
O que é trabalho?
No início do século XX, o filósofo Max Scheler distinguiu três empregos para a palavra "trabalho":
1) Atividade animal ou mecânica; (o trator trabalha melhor o campo que o burro)
2) Produto pronto; (aquele edifício é um belo trabalho)
3) Meta futura a ser alcançada. (há muito trabalho a fazer pela paz e a igualdade entre os homens)
A definição clássica de trabalho foi dada por Marx e Engels: "um processo entre o homem e a natureza, durante o qual o homem, mediante sua própria atividade, medeia, regula e controla o intercâmbio de substâncias entre ele e a natureza."

Nesse sentido, o trabalho apresenta-se como atividade racional que, num processo contínuo, transforma o meio natural em que vivem os homens.
De acordo com a filósofa alemã Hanna Arendt, os gregos utilizavam os termos labor, poiesis e praxis para expressar suas três concepções de trabalho:

1) labor - esforço físico, atividade passiva e submissa ao ritmo da natureza;
2) Poiesis - ato de fabricar, seja com o auxílio de algum instrumento ou mesmo com as próprias mãos;
3) Praxis - atividade que tem a palavra como principal instrumento.
Um pouco de História...
A vida sedentária decorrente da Revolução Neolítica, foi responsável pela primeira divisão do trabalho, a divisão sexual, nesta os homens cuidavam da caça e as mulheres da casa.
Posteriormente, com a noção de propriedade, a divisão sexual do trabalho evoluiu para a primeira grande divisão social do trabalho, em que uns cuidavam das plantações e dos animais e outros comandavam.
Do desenvolvimento da agricultura para a fundição do ferro e para a escrita foi apenas um passo rumo à civilização. "Civilização" que trouxe as guerras, o domínio das fontes alimentares, a propriedade, o excedente de produtos para além das necessidades dos indivíduos.
Desse modo, nasceu uma camada de homens que podia se dar ao luxo do ócio permanente e acumulava riquezas. Além disso, com as disputas por territórios, essa "elite" passou a escravizar seus semelhantes. As civilizações da Antiguidade conheceram assim os primeiros impérios, consolidando-se a noção de poder.
Marx - estudioso da sociedade capitalista do século XIX tinha uma concepção de trabalho como algo coletivo, transformador da natureza, exterior ao homem , a essa concepção ele denominou PRAXIS.
Para os sociólogos marxistas, o ser humano é antes de tudo um ser de necessidades.
No plano da práxis, distinguem-se três níveis:
1) base - forças produtivas, técnicas e sistemas de produção;
2) estruturas - relações de propriedade entre as classes sociais;
3) superestruturas - religiões, ideologias e artes.
Permeando todos os níveis, estariam os conhecimentos científicos, a linguagem e o direito.
Marx e a praxis humana
A práxis humana ainda pode ser definida como repetitiva, mimética ou inovadora.
O trabalho repetitivo está sempre em todas as manifestações das sociedades humanas e não cria o novo.
A prática mimética pode até proporcionar eventuais criações novas, mas tende a copiar modelos sem a preocupação de entendê-los.
A práxis inovadora é a atividade revolucionária. Sem esta, o homem não teria dado os saltos técnicos, políticos e culturais que deu em sua história.
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