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Apresentação Teorias Contemporâneas - Tamyris

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Francisco Geoci da Silva

on 8 April 2016

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Transcript of Apresentação Teorias Contemporâneas - Tamyris

Gramática baseada no uso
A organização cognitiva da língua se baseia diretamente na experiência.
Entendemos gramática como uma cadeia desenvolvida por meio de instâncias categorizadas da linguagem em uso. A unidade básica da gramática são as construções (pareamentos forma-função).
Devido ao fato de a gramática se basear no uso, ela contém muitos casos de coocorrência, bem como um registro das probabilidades de ocorrência e coocorrência.
Os usuários conhecem instâncias específicas de construções que são convencionalizadas e as múltiplas maneiras por que a frequência de uso tem impacto na estrutura.
A probabilidade exerce um importante papel no processamento sintático e lexical, e a frequência de uso na gramaticalização.
Introdução
Shared Assumptions ("Suposições compartilhadas")
O desenvolvimento da gramática de uso da língua
Na história das línguas, percebemos que itens lexicais dentro de construções podem se tornar itens gramaticais e elementos frouxamente organizados dentro e através de cláusulas podem passar a ser mais firmemente unidos. A esse processo chamamos gramaticalização.
Nesse processo, elementos linguísticos sofrem redução fonética e mudanças de sentido.
Mudanças de sentido resultam da habituação que segue a partir da repetição, bem como dos efeitos de contexto.
Primeira e segunda aquisição de língua
As teorias de aquisição da língua baseadas no uso sustentam que aprendemos construções enquanto estamos envolvidos com comunicação, através de “processos cognitivos, comunicativos e interpessoais que em todos os lugares e momentos moldam a língua”. Elas se contrapõem à hipótese tradicional gerativista.

Análises construtivistas traçam as formas como a capacidade linguística criativa das crianças – seu sistema linguístico – emerge de suas análises dos enunciados em seu histórico de uso.

Em vista disso, a aquisição da língua envolve a estimativa das normas da população a partir da amostra limitada da experiência do aprendiz.
Teorias Contemporâneas do Discurso
"A língua é um sistema adaptativo complexo"
(Clay Beckner)

A língua tem uma função social fundamental. Os processos de interação humana, juntamente com os processos cognitivos de domínio geral, modelam a estrutura e o conhecimento da língua.
Padrões de uso afetam bastante o modo como a linguagem é adquirida, estruturada, organizada na cognição, usada e modificada ao longo do tempo. Esses processos não são independentes, mas faces do mesmo sistema complexo adaptativo de uso dinâmico (CAS).
Essa concepção de língua como CAS nos permite perceber que ela envolve múltiplos agentes interagindo e que o comportamento dos falantes se baseia em suas interações passadas e presentes, as quais, juntas, definem o comportamento futuro.
As estruturas da língua emergem de padrões inter-relacionados de experiência, interação social e mecanismos cognitivos.
Língua e interação social
A língua é modelada por habilidades cognitivas, tais como: categorização, processamento sequencial e planejamento, mas não é um simples produto dessas habilidades. Ocorre que essas habilidades precedem a aquisição da língua.

A língua é usada para interação social e, portanto, suas origens e capacidades dependem de seu papel na vida social do homem.

Para compreendermos a evolução da língua precisamos observar a estrutura dos processos de pensamento, fatores perceptuais e motores, limitações cognitivas e fatores sócio-pragmáticos, além do contexto social.

A língua proporciona os meios centrais pelos quais o conhecimento cultural é transmitido, elaborado e reformulado ao longo do tempo.

As interações sociais são frequentemente caracterizadas pelo que os filósofos chamam de atividade cooperativa compartilhada, ou ações conjuntas (dependentes do que pode ser chamado de cognição compartilhada).

Ação conjunta envolve, entre outras coisas, indivíduos que executam ações individuais que se destinam a uma intenção conjunta de ação compartilhada.

A comunicação é uma ação conjunta: o falante e o ouvinte devem convergir no reconhecimento da intenção comunicativa.
A língua é um sistema de quatro níveis de comunicação (no sentido de Grice) e ação conjunta (atos ilocucionários são um exemplo simplificado disso); além disso, envolve a produção de sinais por meio de um suporte.

Esse é o padrão de comportamento linguístico pelo qual os interlocutores atuam em conjunto, chamado de atos enunciativos (atos de fala), por Austin. Porém, esses sinais são formulados dentro do que Searle chamou atos proposicionais e que os linguistas chamam de palavras e construções gramaticais.

Sendo assim, os quatro níveis nos quais a língua opera são: produção e participação do enunciado; formulação e identificação da proposição; sinalização e reconhecimento da intenção comunicativa; e proposta e participação da ação conjunta.

Esse modelo complexo sofre variações que levam à mudança. O falante escolhe as palavras e construções (convenções) para comunicar uma situação baseada no uso prévio dessas convenções em situações similares (o ouvinte faz o mesmo). No entanto, os conhecimentos prévios do ouvinte e do falante não são os mesmos.
Evidências de múltiplas fontes demonstram que mudanças cognitivas ocorrem em resposta ao uso e contribuem para moldar a gramática. Considere os seguintes fenômenos.

1. Os falantes não escolhem aleatoriamente dentre todas as possibilidades combinatórias disponíveis quando produzem um enunciado. A análise de corpus verifica que a comunicação em grande parte consiste de sequências pré-fabricadas, em vez de escolhas abertas (entre as possíveis)

2. Padrões articulatórios indicam como as palavras coocorrem na fala; elas são gradualmente recuperadas como chunks.

3. Mudanças históricas na língua apontam para o fato de que itens que são usados juntos tendem a se fundir.

Os conhecimentos sobre as interações entre gramática e léxico nos levam a perceber que esses componentes estão altamente interligados.
As representações cognitivas subjacentes ao uso da língua são construídas pela categorização de enunciados em exemplares e agrupamentos de exemplares baseados em sua forma linguística, em seu significado e no contexto em que têm sido experienciados.
Os processos de categorização são contínuos.
A mudança da língua ocorre de maneira gradual, através de interações localizadas.
As trajetórias de mudança (a exemplo da gramaticalização) são mais similares do que os estados resultantes.
A linguística baseada no uso se interessa por generalizações que emergem entre idiomas, padrões específicos de uso, como os que contribuem para a mudança, e como indicadores de representação linguística e esteios cognitivos de processamento e mudança da língua.

Exemplo:

a expressão de futuro gramaticalizada recentemente em inglês
"be going to"
, indicando que o sujeito está indo a algum lugar fazer alguma coisa.

O aumento da frequência torna-se possível por mudanças na função, mas a repetição também é um fator que promove as mudanças. Por exemplo, a expressão "be going to" perde o seu sentido de movimento no espaço e assume o sentido de “intenção de fazer algo” que antes era apenas inferida. Com a repetição também vem a fusão fonética e a redução, como a mais usual pronúncia dessa frase atualmente é (be) gonna. As partes integrantes não são mais facilmente acessíveis.
A gramaticalização é um processo contínuo em todas as línguas.
A mudança linguística é um processo cultural evolutivo. De acordo com a Análise Geral de Seleção, processos evolutivos ocorrem em dois níveis relacionados: replicação e seleção. Na primeira, unidades são replicadas com algumas mudanças visando à inovação e à variação. Na segunda, temos um processo pelo qual indivíduos interagindo com o seu ambiente causam replicação de maneira diferenciada.
Replicação e seleção ocorrem quando usamos a língua para fins de ações conjuntas entre seres humanos em uma comunidade.
Entrada e interação durante muito tempo estiveram no centro dos estudos de aprendizagem de segunda língua. Padrões de coocorrência e suas probabilidades modelam a interlíngua de L2 à medida que os aprendizes se envolvem em processamento on-line de estímulos linguísticos.
As sequências de desenvolvimento de L2 são reflexo da entrada linguística.
Padrões de uso para o mapeamento gramatical na L2 dificultam sua aquisição por causa do encurtamento de formas que ocorrem com frequência, limitando sua saliência perceptual. Isso ocorre, por exemplo, com morfemas ligados. Para que o aprendizado dessas formas seja possível, devem-se aprensentar instruções explícitas aos aprendizes. Caso contrário, isso implicará simplificação.
Em suma:
a. o uso leva à mudança;
b. a mudança afeta a percepção: sugestões fonologicamente reduzidas são difíceis de perceber; c. a percepção afeta o aprendizado: sugestões pouco relevantes são difíceis de aprender;
d. a aprendizagem afeta o uso: (i) onde a língua é predominantemente aprendida por adultos um resultado típico é uma variedade básica de interlíngua, pobre em complexidade gramatical, mas comunicativamente efetiva. (ii) onde existem esforços promovendo precisão formal, o estado atrator da Variety Basic pode ser precedido por forças dialéticas, socialmente recrutadas, envolvendo a dinâmica de consciência aprendiz, atenção da forma e aprendizado explícito. Tais influências promovem a manutenção da língua.
Características da língua como sistema adaptativo complexo
Controle distribuído e emergência coletiva

A língua existe tanto no indivíduo (como idioleto) como em comunidades de usuários (como uma língua comum) e emerge a partir desses dois distintos mas interdependentes níveis.
Padrões de níveis coletivos não podem ser atribuídos à coordenação global entre os indivíduos; o padrão global emerge, resultando de interações locais a longo prazo entre indivíduos. Os mecanismos que levam à mudança de língua podem não funcionar em todo indivíduo do mesmo modo ou ao mesmo tempo.
Diversidade intrínseca

Em um CAS, não existe um agente representativo ideal para o sistema. Sendo assim, no uso da língua também não há um falante-ouvinte ideal. Cada idioleto é o produto de uma exposição única do indivíduo e de experiências de uso da língua.
Dinâmicas perpétuas

Tanto a língua comum quanto a idiolética estão em mudança e reorganização constante.
As línguas estão em constante fluxo, e sua mudança é um processo universal.
Definida por meio de regras dinâmicas, a língua muda e se adapta continuamente por meio da interação.
Adaptação através da amplificação e concorrência de fatores

A língua muda a partir de uma série de fatores que têm por base o conflito de interesses entre falantes e ouvintes: falantes preferem economia de produção, que promove brevidade e redução fonológica, ao passo que ouvintes querem saliências perceptuais, explicitações e clareza, o que requer elaboração. A língua deve evoluir para o compartilhamento de informações altruístas e coordenação social, ou para competição por relevância e por status entre coalizões.
Não linearidade e transições de fase

Em sistemas complexos, pequenas diferenças quantitativas em certos parâmetros frequentemente leva a transições de fase (diferenças qualitativas).
A gramaticalização como um resultado de um uso da língua é um exemplo de tais transições de fase, no qual itens lexicais se tornam itens gramaticais.
Sensibilidade e dependência de estrutura de rede

As interações linguísticas são ocorrem por meio de contatos aleatórios; eles são formadas por redes sociais. A estrutura social de uso de língua e interação tem um efeito crucial no processo de mudança e variação linguística, e a estrutura social dos primeiros seres humanos também deve ter desempenhado papeis importantes na origem e evolução da língua.
A mudança é local

A língua é vista como uma extensão de várias capacidades cognitivas, tais como atenção compartilhada, imitação, aprendizado sequencial, chunking e categorização. Emerge de contínuas interações sociais do homem, e sua estrutura é fundamentalmente moldada pelas capacidades cognitivas pré-existentes, idiossincrasias e limitações de processamento, e circuito conceptual geral e específico do cérebro humano.
Cognição, consciência, experiência, incorporação, cérebro, “self”, interação humana, sociedade, cultura e história estão todos inextricavelmente interligados de formas ricas, complexas e dinâmicas na língua.

No entanto, apesar dessa complexidade, em vez de anarquia e caos, há padrões em todos os lugares. Padrões linguísticos emergem do uso da língua. O uso (interação) promove os processos de variação e evolução linguística.
As construções de L2 são sensíveis à usual trindade de aprendizagem associativa: frequência, recência e contexto. Como com a L1, os aprendizes não apenas obedecem à L2, eles vão além, construindo formas inovadoras através de analogia e recombinação de padrões.
Apesar das similaridades, primeira e segunda aquisição de língua diferem-se de maneira significativa. Primeiro, os aprendizes chegam à aprendizagem de L2 com padrões de L1 firmemente arraigados.
Segundo, os padrões conceituais derivados de L1 moldam a forma como as construções são elaboradas, levando a uma categorização não nativa e a “pensar para falar”.
Terceiro, embora tanto a aquisição de L1 quanto a de L2 sejam processos sociocognitivos, o ambiente/condições sociais de aprendizado são significativamente diferentes daqueles que crianças adquirem em L1. O processo de aquisição de L2 envolve mais complexidade.
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