Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

ESTADO NOVO: NOVAS HISTÓRIAS

No description
by

Wendell Marcel Alves da Costa

on 30 October 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of ESTADO NOVO: NOVAS HISTÓRIAS

ESTADO NOVO: NOVAS HISTÓRIAS
Maria Helena Rolim Capelato
Componentes:
Ives Thiago
Wendell Marcel

Professora:
Leilane Assunção da Silva

História do Brasil Contemporâneo
Maria Helena Rolim Capelato é Bacharel e Licenciada em História pela Universidade de São Paulo, e nesta mesma instituição recebe o título de Mestre e Doutora em História Social. Livre-Docente em História da América Independente pela Universidade de São Paulo e Professora Titular - MS6 do Depto. de História - FFLCH-USP. Especialista na área de História da América, realizou pesquisas sobre os seguintes temas: Imprensa, Liberalismo, História Comparada (Varguismo e Peronismo), Cultura e Política na América Latina, História dos intelectuais da América Latina. Desde 2011, preside a Associação Nacional de Pesquisadores e Professores de História das Américas-ANPHLAC.
Conceitos
Ditadura: governo em que os poderes do Estado se concentram nas mãos de um só homem.

Totalitarismo: forma de governo na qual os dirigentes da nação detêm o total controle sobre os direitos das pessoas em proveito da razão de Estado.

Propaganda: ação ou efeito de propagar ou difundir ideias, princípios, teorias etc.

Populismo: doutrina das classes populares.


Durante o Estado Novo, as oposições democráticas e os adversários do varguismo na luta pelo poder continuaram atuando.

A repressão foi intensa, e as liberdades foram anuladas, mas não ocorreu o monopólio absoluto do Estado no plano físico, jurídico ou econômico.
Capelato afirma que, após ressaltar que muitos dos ideólogos do regime se convergiam quanto à aceitação do nazifascismo, contudo o conceito de totalitarismo não se ajusta ao regime denominado de Estado Novo.

O escritor Jorge Furtado, em sua obra "Trabalhadores do Brasil", contesta esse termo de totalitarismo para a política de Vargas.
Totalitarismo no Varguismo: criação ideológica ou memória soterrada?
O historiador Francisco C. Falcon, em seu artigo "Fascismo: autoritarismo e totalitarismo", afirma que hoje se busca perceber o processo político-ideológico que as ideias tomaram com o tempo, e em meio a discussões apressadas sobre determinado aspecto do momento analisado.
O interesse de jovens historiadores sobre os aspectos da cultura e política no Estado Novo resultou na constituição de alguns grupos de trabalho em torno desses temas.

Esses trabalhos mostram os limites do controle do Estado sobre a sociedade, ao passo que também levanta a participação de grupos sociais junto ao Governo.

Em suma, a construção do Estado Novo foi resultado do trabalho de lideranças políticas e intelectuais e de setores da sociedade, interessados na elaboração de um novo tipo de política.
A propaganda no Estado Novo
Imagens e símbolos difundidos pela propaganda nazi-fascista foram incorporados à propaganda estadonovista, apelando para a prática do estabelecimento da cultura do catolicismo.
Motivado pelo avanço na tecnologia da comunicação, o Governo de Vargas usufruiu intensamente dessa possibilidade de "atacar" seu público através dos mais diversos e abrangentes veículos, como rádio, televisão e cinema.
Para a autora, a propaganda política se vale vale de ideias e conceitos, mas os transforma em imagens e símbolos.

Ela afirma que os marcos da cultura são também incorporados ao imaginário, que é transmitido pelos meios de comunicação.

Sedução>Atrativo>Reconhecimento>Afirmação
Símbolo e Representação
A propaganda política, em qualquer regime, ela é estratégica para o exercício do poder, exercendo grande influência nos Estados que provocam censura rigorosa sobre os conjuntos de informações, manipulando-as, como aconteceu no Estado Novo.
Os autores De Certeau e Chartier, explicam que a incorporação da dominação pelo receptor não exclui a possibilidade de desvios.

A afetividade é de suma importância na recepção da mensagem política. Por isso, como afirma Cláudia Schemes, as festas cívicas e esportivas no populismo, são parte integrante na definição de consciência político-ideológica afirmativa.

Dependendo dos fatores histórico-culturais dos receptores, as mensagens propagadas podem não ser interpretadas da mesma forma. Esta aí, então, a diferença com a experiência no modelo europeu, produzindo resultados diversos.
O texto
Refletir sobre quais razões levaram os historiadores a se debruçar sobre essa fase da história do Brasil, explorando temas relacionados ao Estado Novo e os resultados mais significativos das pesquisadas realizadas sobre o assunto a partir de 1980.
Revisão conceitual sobre experiência estadonovista.

Conceitos diversos para definir a natureza do regime – populista, bonapartista, autoritário, fascista, totalitário.

Autores brasileiros – conceito de totalitarismo.

Particularidades nacionais – populismo como forma genérica – impossibilita sua plena historicidade.

Estudos até 70 (populismo)
— Marco inicial – 1930, marco final – revolução de 1964. Populismo como um todo.

Não leva em conta: revoluçao de 1930, governo provisório de 1930 até 1937, advento ao Estado Novo, redemocratizaçao de 1945; segundo periodo vargas, política desenvolvimentista de JK; os conflitos político do inicio dos anos 60, revoluçao de 1964.


A literatura sobre o populismo posta em questao.
Populismo - a teoria da modernização.

Ideologia classista substituindo ideologia populista.

Perspectiva progressista, etapista, foi posta em xeque pelos autores que se propuseram a rever as análises sobre o período.
Contradiçao entre classes em segundo plano.

Período entre guerras. Controle social vistas a preservação da ordem ameaçada por conflitos sociais.
Período entre guerras. Controle social com vistas a preservação da ordem ameaçada por conflitos sociais.

Pesquisas da década de 80 recusaram as teses que apontavam a fragilidade e inconsciência da classe trabalhadora e da classe burguesa privilegiando o estado como sujeito do processo histórico.

Populismo – dois níveis: determinaçoes estruturais e o das conjunturas (campo da história).

Para evitar a eclosão de revoluções, propuseram que o controle social fosse feito através da presença de um estado forte comandado por um líder carismático, capaz de conduzir as massas no caminho da ordem.

A revisão do papel do estado se complementa com a proposta inovadora do papel do líder na integraçao das massas e a apresentaçao de uma nova forma de identidade nacional.

Regime estadonovista objeto particular de estudo apartir dos anos 80.
A historiografia brasileira revisitando o estado novo.
Politica trabalhista com uma conquista da classe trabalhadora, e não como uma doaçao.

- defendem a tese da hegemonia e da autonomia do estado na conduçao do processo histórico.

- o processo de forma direta ao capital industrial.

Estudos da década de 70 = pouco embasamento empírico, fontes secundárias. Anos 80 preenchendo lacunas.

Primeiro governo vargas foi merecedor de maior atençao do que o estado novo.
Autoritarismo e democracia, olhares voltados ao estado novo na tentativa de esclarecer essa problemática.

Novidade que beneficio a historiografia brasileira.
O estado novo sob novo prisma.
Textos laudatórios que colaboraram para o mito vargas.

A historia política relacionada à cultural foi privilegiada nesse retorno ao estado novo.

A tese A invençao do trabalhismo. Jorge ferreira – trabalhadores não como objetos da política varguista, mas como sujeito político. Proucuva explicar a construçao do pacto “povo e presidente”

DIP.

1989 constituiçao que acabou com a censura.

Música nos Anos 10 e 20, ideologia nacionalista, visão estética da sociedade.

Pós 1930 transfigura – se como arma de propaganda do regime político.

Villa-lobos = grandes manifestaçoes culturais nos estádios de futebol ou nas praças públicas, procurando incutir, nas massas, os ideais de trabalho, civismo e disciplina, e transformando assim, a arte num forte canal de propaganda das relizaçoes do governo vargas.

Conexões entre cultura e política é tambem representativa dos novos estudos realizados sobre o estado novo apartir da década de 80.

Redescobrimento do estado novo motiva a realizaçao de pesquisas sobre política e cultura.
Controle da comunicação.
Em 1934, Simões Lopes pretende implantar uma miniatura no Brasil, do M. da Propaganda nazista, organizada por Goebbels.

Assis Chateaubriand, no ano seguinte, aconselha Vargas a seguir à risca o modelo de propaganda alemão, cuja "técnica obtém resultados até a hipnose coletiva".

Orgãos de controle e repressão das ideias e atos surgem, e com o advento do Estado Novo, é criado o DIP.
Conclusões.
Ainda que o Estado Novo seja conhecido como um regime totalitário de governo, ele comportava limites na estrutura de poder.

A política varguista, embora tenha inovado em muitos aspectos, em outros deu continuidade a procedimentos arraigados na tradição política brasileira, como é o caso da exclusão das massas.

A construção de um certo imaginário social difundida no período do Estado Novo, corrobora com certas ressalvas a consolidação da cultura política, dificultando a consolidação de práticas democráticas na sociedade atual.
Full transcript