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Formas de pensar a diferença: o olhar dos franceses

1º Ano - 4º Bimestre - Aula 2
by

Jean Pierre

on 23 May 2016

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Transcript of Formas de pensar a diferença: o olhar dos franceses

Formas de pensar a diferença
O olhar dos franceses
Prof. Jean Pierre
A antropologia francesa distanciou-se tanto da noção de cultura como da noção de estrutura social dos ingleses. Os
principais representantes da vertente francesa foram Marcel Mauss e Claude Lévi-Strauss. Mauss tinha uma preocupação semelhante a dos evolucionistas do século XIX: buscar explicações gerais para os fenômenos humanos em perspectiva comparativa. Essa também foi uma das preocupações centrais de Lévi-Strauss: produzir
uma antropologia cujas teorias pudessem explicar aspectos gerais da humanidade.
Marcel Mauss
INTRODUÇÃO
Apesar da aversão de muitos estudiosos pelas generalizações, tanto Mauss como Lévi-Strauss buscavam justamente explicações mais gerais e necessariamente comparativas, sem no entanto pressupor a necessidade de nenhuma escala evolutiva. Construíram modelos de explicação que não incluíam a noção de progresso, liberando assim a Antropologia para pensar sobre a vida em sociedade em termos mais amplos e ambiciosos.
Marcel Mauss, sobrinho de Émile Durkheim, desenvolveu seu trabalho numa esfera de intelectuais reunidos em torno da revista L'Année Sociologique. Em seu texto clássico Ensaio sobre a dádiva (1923), Mauss diz que qualquer sociedade se baseia na aliança: para existir, uma sociedade precisa se constituir em grupos que estabeleçam alianças.
Para Mauss, a necessidade de retribuir uma dádiva (algo que recebemos de alguém) leva a um sistema de trocas: trocas matrimoniais (casamentos entre grupos diferentes), trocas econômicas (comércio) e trocas simbólicas (circulação de mitos, histórias, objetos sagrados, práticas variadas, etc.). Ou seja, para esse autor, a origem da sociedade estaria na troca como forma de estabelecer relações. Essa reflexão deve muito às descrições de Franz Boas sobre as cerimônias do povo Kwakiutl, habitante da ilha de Vancouver, Canadá. Marcel Mauss propôs também teorias sobre a origem de categorias como "pessoa", "magia", "sacrifício", entre outras.
Alianças
Trocas
LÉVI-STRAUSS
Claude Lévi-Strauss, por sua vez, foi o mais ambicioso teórico da Antropologia do século XX, considerado o mais importante antropólogo de todos os tempos. Influenciado por Mauss, de quem foi aluno, e por teóricos da linguística, Lévi-Strauss avançou na teoria da dádiva de Mauss e propôs inicialmente uma teoria da troca na constituição dos diversos tipos de parentesco.
Para definir essa teoria da troca como fundadora da vida em sociedade, Lévi-Strauss imagina um estado de natureza anterior à vida em sociedade, em que as pessoas não faziam trocas. Segundo ele, o que leva as pessoas a fazer trocas é a proibição do
incesto
. E se uma parte das pessoas de um grupo não pode casar entre si, torna-se necessário estabelecer algum tipo de troca entre sociedades, para que as pessoas possam casar sem violar as leis de proibição do incesto.
A teoria da troca
O sistema de parentesco
Lévi-Strauss vai mais além e constata que as formas como as sociedades "simples" trocavam casamentos eram restritas a poucos modelos que se repetiam. Ou seja, o número de sistemas de parentesco não era tão grande, e sociedades muito distantes geograficamente umas das outras desenvolviam sistemas de parentesco bastante semelhantes. Como não era possível estabelecer nenhuma conexão histórica entre essas sociedades, a única conclusão possível é que esses sistemas haviam sido criados autonomamente.
A estrutura universal
Se sistemas de parentesco semelhantes eram produzidos ao redor do mundo, isso significaria que eles esconderiam uma estrutura comum a toda humanidade?
Para Lévi-Strauss, a resposta é sim. É justamente essa estrutura que ele passa a buscar. Nada parecido com a ideia de estrutura social dos ingleses, mas com uma estrutura que não está evidente, que não é visível a olho nu. A estrutura proposta por Lévi-Strauss é deduzida de várias comparações entre sociedades. Para ele, existe algo de comum no pensamento humano, que faz com que várias sociedades produzam coisas parecidas.
Essa estrutura seria universal, e Lévi-Strauss passou a vida tentando desvendá-la a partir de estudos sobre parentesco e mitologia indígena nas Américas. A estrutura lévi-straussiana pensa em termos binários, constituindo oposições, como as que existem entre os termos alto e baixo, fora e dentro, cheio e vazio, etc. Para Lévi-Strauss, essas oposições seriam o motor de qualquer pensamento humano. Essa estrutura universal que organiza o pensamento humano indica também um processo de lentas transformações entre as oposições.
CONCLUSÃO
http://jp-sociologia.blogspot.com.br/
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