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O Conceito de História e os Regimes de Historicidade

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Alexandra Alvim

on 17 October 2014

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Transcript of O Conceito de História e os Regimes de Historicidade

"Será preciso estimar que a distância entre a experiência e a expectativa aumentou a tal ponto que culminou na ruptura ou que estamos, em todo caso, em um momento em que as duas categorias encontram-se desarticuladas uma em relação a outra?" (HARTOG, p.260)
Reinhart Koselleck
História dos Conceitos:
mede e estuda a diferença ou a convergência entre os conceitos antigos e as atuais categorias do conhecimento
O Conceito de História (1975)
"HISTÓRIA":
Conceito moderno que, apesar de resultar da evolução continuada de antigos significados da palavra, na prática corresponde a uma configuração nova
O percurso moderno do termo
Cristalização de dois processos de longa duração que confluem e abrem um campo de experiência que antes não podia ser formulado
Regimes de Historicidade
O Conceito (Moderno) de História e os Regimes de Historicidade
Espaço de Experiência / Horizonte de Expectativa
Categorias formais do conhecimento capazes de fundamentar a possibilidade de uma história
Mostram a relação interna entre passado e futuro
"(...) todas as histórias foram constituídas pelas experiências vividas e pelas expectativas das pessoas que atuam ou que sofrem (p.306)."
Categoria meta-histórica:
Espaço de Experiência:
espacial, estratos de tempos anteriores simultaneamente presentes
Horizonte de Expectativa:
linha por trás da qual se abre no futuro um novo espaço de experiência, uma possibilidade de futuro
"(...) eles indicam maneiras desiguais de ser, e da
tensão
que daí resulta pode ser deduzido algo como o
tempo histórico
(p.312)".
não tem uma relação estática
Modernidade:
Expectativa de futuro se desvincula de tudo quanto as antigas experiências haviam sido capazes de oferecer e as experiências novas já não eram suficientes para servir de base a novas expectativas de futuro
Limites do horizonte de expectativa e o espaço de experiência se separam
"(...) a elaboração crítica do passado, a formação da Escola Histórica, se baseia na mesma circunstância que também pôs em marcha o progresso e se projetava para o futuro (p.319)".
História como conceito de realidade:
História como conceito de reflexão:
Surgimento do coletivo singular (soma das histórias individuais num conceito comum)
História no plural: narrativa, exemplar
visava um objeto que fazia parte dela
História no singular:
grau de abstração mais elevado, série de acontecimentos num todo inter-relacionado
termo sem sujeito - até então isso era impossível
ela é seu próprio objeto
classifica sua própria representação
se transforma em agente do destino humano e do progresso social
horizonte de expectativa ilimitado
Até século XVIII: campo
"objetivo"

("Geschicht", História)
dos acontecimentos e o
conhecimento "subjetivo"

("Historie")
podiam ser designados com terminologia separada
"História em si e para si"
conceito de realidade + conceito de reflexão:
sobreposição de 2 campos: o acontecimento e a narrativa (reflexão)
História como
aquilo que aconteceu,
a narrativa do acontecido,
o conhecimento do acontecido.
Filosofia da História
Foi graças a filosofia iluminista que o conceito "Historie" se separa da Retórica e da Filosofia moral e deixa de estar subordinado da Teologia e da Jurisprudência
Só se torna uma ciência própria quando conquista um
novo espaço de experiência
.
axioma do cárater único:
"a contemporaneidade do não contemporâneo", "toda coisa tem em si a medida de seu tempo".
modificação do potencial prognosticador das velhas
"Historien"
:
expectativa de longo prazo sobre um novo futuro
importância do passado se modifica:
"para saber o que se é, saber como se chegou a ser"
A História se define como conceito
Século XVIII: configurada como conceito fundamental da linguagem social e política - adquire status de
príncipio regulador de toda experiência e expectativa possível
eliminação da história natural do conceito
fusão da história sacra com a geral
conceitualização da história mundial como ciência-mestra de todas experiências /expectativas
História como conceito mestre moderno
Transforma-se em um conceito sobre o qual se refletia e que, explicando, fundamentando e legitimando, estabelece uma ligação do futuro com o passado.
último terço do século XVIII:
espaço de experiência e meio de reflexão da unidade de ação social e política que se tem em vista
crescente uso político do passado
Temporalização da História
a distância temporal crescente em relação ao passado é vista como constituitiva para sua mudança
com a distância temporal crescente aumentavam as possibilidades de conhecimento
a diferença temporal adquire uma qualidade histórica, própria: "
com cada novo futuro, novos passados"
Irrupção do distanciamento entre experiência/expectativa
Século XIX: experiência de
ruptura violenta
,
aceleração
Dimensão do
futuro = progresso
passado = História
presente = veloz e provisório
historiador "proibido" de escrever uma história do presente
"A fundação da História como pesquisa rigidamente metodológica do passado (...) se dá exatamente nesses anos em que as experiências tradicionais tinham cada vez menos a ver com as expectativas do futuro que iam surgindo e ganhando espaço (p.204 e 205)."
Descontinuidade:
critério primeiro e decisivo da experiência moderna de História
O conceito de História variava correspondentemente à experiência de ruptura que o determina
Horizonte de expectativas utópicas
Marx: desloca a ruptura passado/futuro para o futuro
Não apenas se referir à durabilidade de um passado que desaparece, mas requerer também um
futuro
"Assim, o conceito de História teve de servir para cobrir todas as extensões temporais - desde a expectativa de futuro, sem base na experiência, até a pesquisa sobre o passado, destituída de qualquer expectativa (p.207)".
... e pode ser transformada num slogan para convocar tanto à luta quanto a integração social.
Presentismo e Experiências do Tempo
François Hartog (2003)
Hipótese do
"presentismo"
através do instrumento do
"regime de historicidade"

Regime de Historicidade
Forma da condição histórica, a maneira como um indivíduo ou uma coletividade se instaura e se desenvolve no tempo

experiência de distanciamento de si para si mesmo que as categorias passado/presente/futuro permitem apreender e dar sentido
noção que pode ser usada antes e independente do moderno conceito de história
não é uma realidade dada, não coincide com datas, não se calca em civilizações, artefato que valida sua capacidade heuristica
Permite o desdobramento de um questionamento historiador sobre as nossas relações com o tempo

apreender os momentos de crise do tempo
tempo histórico:
distância criada entre o espaço de experiência e o horizonte de expectativa
tensão = regime de historicidade:
os tipos de distância, os modos de tensão
Modernidade (Koselleck): assimetria entre experiência/expectativa
"Futuro Passado" (1979)
"Les Lieux de Mémoire"
(1984 - 1993)
Regime Moderno de Historicidade
expressão de uma ordem dominante do tempo (maneira de traduzir e ordenar as experiências do tempo)
futurista
Século XX
: começou mais futurista que presentista,
terminou mais presentista que futurista
crítica ao progresso
desilusões
progressiva invasão do horizonte por um presente cada vez mais inchado
Sociedade de consumo: o tempo como uma mercadoria, valorização do efêmero
"O futurismo deteriorou-se sob o horizonte e o presentismo o substituiu. O presente tornou-se o horizonte. Sem futuro e sem passado, ele produz diariamente o passado e o futuro de que sempre precisa, um dia após o outro, e valoriza o imediato" (p.148).
PRESENTISMO
Tendência em transformar o futuro em futuro anterior, história a priori, e patrimonializar, arquivar, tudo.
Presente, que reina absoluto, inquieto:
incapaz de preencher a lacuna (que ele mesmo cavou) entre o espaço de experiência e o horizonte de expectativa
memória, patrimônio, comemoração: identidade
Revolução Francesa:
conflito entre dois regimes
apelo ao passado
(historia magistra vitae)
proclamação de que não havia modelo
(regime moderno de h.)
"história em si"
conhecimento é produzido através do tempo
exemplar desaparece para dar lugar ao que não se repete
se existe lição da História, ela vem do futuro, e não do passado
passado = ultrapassado
"1789 - 1989"
olhar a obra a partir de uma perspectiva ampla, da longa duração das relações com o tempo
"inventário de uma morte anunciada"
publicações em volta de
1989
- onda memorial na sociedade francesa
brecha, corte entre dois regimes de historicidade?
indícios de um novo regime?
economia midiática: não cessa de produzir e utilizar o acontecimento
o presente, no momento em que se fez, deseja olhar-se como já histórico
tempo que não passa: temporalidade inédita para crimes contra a humanidade
onda de patrimonialização
Patrimônio e os regimes de historicidade
"historia magistra vitae"
: fervor de esperança dirigido ao passado com a expectativa no presente
lista das ruínas de Roma:
Varrão: reestabelecer a aeternitas
Bracciolini: passado como exemplo
regime moderno de historicidade
: passado da nação gloriosa hoje
monumento histórico
Patrimônio e o Presentismo
contestação de várias memórias
monumento histórico suplantado pelo memorial:
menos monumento do que lugar de memória, onde se busca fazer vivê-la, mantê-la viva e transmiti-la
pleno uso presentista do passado:
categoria de ação do presente
sobre o presente
muro de Berlim: museificação instantânea, mercantilização imediata
patrimônio = recurso para tempos de crise
rapidez de sua extensão
multiplicação de suas manifestações
caráter presentista:
aceleração: é preciso agir rápido, antes que o hoje tenha desparecido completamente
memória e patrimônio:
resposta ao presentismo e um de seus sintomas
futuro:
"(...) não é mais um horizonte luminoso sobre ao qual caminhamos, mas uma linha de sombra que colocamos em movimento em nossa direção, enquanto parecemos patinar no campo do presente e ruminar um passado que não passa (p. 245)".
"(...) é a reunião dos semióforos criada por uma sociedade, em um dado momento (e por um momento). Elas traduzem então o tipo de relação que uma sociedade decide estabelecer com o tempo. O patrimônio torna vísivel, expressa uma certa ordem do tempo, na qual a dimensão do passado conta. Trata-se, porém, de um passado do qual o presente não pode ou não quer se desligar completamente (p.147)".
um passado cuja forma de visibilidade
importa no presente
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