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Desenvolvimento Humano Comparado

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by

Otávio Rodrigues

on 4 November 2014

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Transcript of Desenvolvimento Humano Comparado

A IMPORTÂNCIA DAS RESTRIÇÕES – CONSTRAINTS – COMO MEIO DE AJUSTAMENTO NA EXECUÇÃO DE HABILIDADES MOTORAS
Estudos têm demonstrado que os níveis de desenvolvimento nas habilidades motoras básicas são suscetíveis às influências do ambiente e da tarefa (BASSO; MARQUES; MANOEL, 2005; OLIVEIRA; MANOEL, 2005), reforçando a necessidade de se compreender como as diferentes restrições do ambiente/tarefa interagem com a pessoa em desenvolvimento. Esse fato fica mais relevante quando tratamos de pessoas com deficiência (GIMENEZ, 2001; NABEIRO; DUARTE; MANOEL, 1995).
O COMPORTAMENTO MOTOR “NORMAL”
O COMPORTAMENTO MOTOR “DA PESSOA COM NECESSIDADE ESPECIAL”
Um grande problema em definir o comportamento motor da pessoa com necessidade especial se refere à abrangência dos níveis ou graus de deficiências existentes. Entretanto, por esses mesmos motivos, acumulam-se fatores e níveis em escalas diversas, como as estabelecidas em jogos olímpicos, CID-10 e outras mais.
A INTERVENÇÃO MOTORA PARA PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS
A Declaração de Salamanca, de 2009, trata da Educação Especial, e nos itens 36 e 37, fala sobre a Informação e Pesquisa. Nesses itens consta que:
DESENVOLVIMENTO HUMANO COMPARADO:
UMA ABORDAGEM DESENVOLVIMENTISTA

Introdução...
O desenvolvimento humano permite a cada indivíduo uma progressiva possibilidade de empreender atividades novas, as quais irão conduzi-lo a níveis cada vez mais complexos de conhecimentos
Constitui-se numa imbricada relação de fatores e taxionomias, onde estão envolvidos desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e motor, os quais, cada um destes, possuem classificações que atribuem comportamentos normalmente definidos por níveis, estágios, etapas ou fases.
Não se rotula a pessoa pela sua característica física, visual, auditiva ou intelectual, porque o indivíduo está acima de suas restrições
Por isso, devemos sempre nos lembrar que a pessoa com deficiência, antes de ter deficiência é, acima de tudo, simplesmente uma pessoa.
O uso de determinada terminologia pode reforçar a segregação e a exclusão.
Cabe esclarecer que o termo “portadores” implica algo que se “porta”, de que é possível se desvencilhar tão logo se queira ou se chegue a um destino. Remete, ainda, a algo temporário, como portar um talão de cheques, portar um documento ou ser portador de uma doença. A deficiência, na maioria das vezes, é algo permanente, não cabendo o termo “portadores
Além disso, quando se rotula alguém como “portador de deficiência”, nota-se que a deficiência passa a ser “a marca” principal da pessoa, em detrimento de sua condição humana. Há que se ressaltar e valorizar a pessoa, acima de tudo, independentemente de suas condições físicas, sensoriais ou intelectuais.
APLICAÇÕES DA ANÁLISE DESENVOLVIMENTISTA DA
TAREFA MOTORA
O comportamento motor é caracterizado basicamente por três fenômenos:

Aprendizagem motora
Controle motor
Desenvolvimento motor
Enfatiza a aquisição de habilidades motoras, a melhoria de desempenho do aprendizado, ou a reaquisição de habilidades difíceis de executar, por conta de não poderem ser executadas devido à lesão ou doença.
Aprendizagem motora:
Relaciona-se à forma como nossas funções do sistema neuromuscular ativam e coordenam os músculos e membros envolvidos na realização de uma habilidade motora.
Controle motor:
É o estudo das mudanças do comportamento motor humano ao longo da vida.
Desenvolvimento motor:
Considerando os avanços do conhecimento sobre o desenvolvimento motor típico, pode-se estabelecer as seguintes fases
Fase dos movimentos fetais
Corresponde à aquisição de movimentos no período de vida intrauterina; esses movimentos são de todo tipo: rápidos,
lentos, seriados, entre outros.
Fase dos movimentos reativos e espontâneos
Corresponde à aquisição e ao desaparecimento de dois tipos de movimentos:

a) os associados a um conjunto finito de estímulos, no caso dos reativos;

b) gerados sem estimulação externa, no caso dos espontâneos, fundamental na sobrevivência do recém-nascido.
Fase de ações motoras básicas
Corresponde à aquisição de movimentos voluntários, isto é, movimentos em que a intenção age como uma restrição cognitiva na emergência de padrões de movimento
Fase de combinação das ações motoras básicas
Corresponde à aquisição de diferentes formas de combinação entre habilidades de locomoção, manipulação e orientação
Fase de ações motoras especializadas
A aquisição dessas ações é tida como resultado da influência cultural, daí elas serem denominadas também de habilidades culturalmente determinadas
Fases do desenvolvimento motor
Cada fase é definida pelo tipo de movimento ou ação que aparece num mesmo período de vida do indivíduo
Quando se tratar de prática esportiva, deve-se levar em consideração a natureza e severidade da deficiência, a funcionalidade em relação às habilidades e o desempenho observado, para classificar grupos.
DEFICIÊNCIAS SENSORIAIS
Nas deficiências sensoriais, mais especificamente nas pessoas com deficiência visual, as pessoas apoiam o seu controle postural nos sistemas vestibular e somato-sensorial para realizar suas ações motoras.
DEFICIÊNCIA MENTAL
Grupos que demonstraram modos coordenativos preferenciais de acordo com suas restrições particulares. Tanto os adultos como as crianças apresentaram capacidade para lidar adequadamente com as suas restrições motoras.
DEFICIÊNCIAS MOTORAS
Gimenez (2005) descreve que, embora a amputação de um membro possa conduzir a uma ruptura das conexões sinápticas desenvolvidas ao longo da vida, há evidência de que as consequências de uma amputação devem envolver uma reorganização maior das projeções aferentes e eferentes, as quais, possivelmente, contribuiriam para uma diferenciação dos padrões motores observados junto aos indivíduos amputados.
DISFUNÇÕES NEUROLÓGICAS
O distúrbio de aprendizagem é tido como psiconeurogênico, resultante de disfunções do sistema nervoso central e é compreendido como o termo utilizado para explicar comprometimentos neurológicos que interferem na percepção e no processamento da informação pelo aluno, impedindo sua aprendizagem.
Quando da ocorrência de uma amputação distal, espera-se uma reorganização dos comandos motores descendentes e uma delegação do controle postural
Quadro 1 – Divisão de áreas de inadaptação ou deficiência com subtipos
A disseminação de exemplos de boa prática ajudariam o aprimoramento do ensino e aprendizagem.
A educação especial deveria ser integrada a programas de instituições de pesquisa e desenvolvimento de centros com desenvolvimento curricular
apropriado.
A pesquisa-ação focar-se-ia em estratégias inovadoras de ensino-prendizagem, de que os professores deveriam participar ativamente, tanto na ação quanto na reflexão envolvidas em tais investigações.
validar testes para investigar algum tipo de deficiência em particular.
Os estudos têm como foco:
testar os efeitos dos programas de intervenção em populações com necessidades especiais
utilizar a deficiência como um meio para se compreender o indivíduo como normal,
Gimenez (2005) revela que a grande maioria dos trabalhos têm por objetivo:
d) propor programas de atividades físicas que contribuam para a socialização.
a) instrumentalizar profissionais de diferentes áreas que atuam com a deficiência – esses recursos se baseiam principalmente na apresentação de atividades e propostas;
b) instrumentalizar os pais e demais familiares na expectativa de normalização educacional
do deficiente;
c) desenvolver programas de atividades variadas que permitam ao deficiente, desde a infância até a idade adulta, descobrir o seu potencial e consequentemente integrá-lo à sociedade;
COORDENAÇÃO MOTORA GLOBAL, FINA E VISO-MOTORA
Iremos abordar a importância da coordenação motora global, fina e viso-motora para o desenvolvimento do ser como um todo, buscando enfatizar que a vivência de experiências motoras são necessárias para o desenvolvimento das capacidades através da potencialização de cada ação e ou tarefa motora de todo ser humano.
Coordenação global
A coordenação global e a experienciação levam a criança a adquirir a dissociação de movimento. Isso significa que ela deve ter condições de realizar múltiplos movimentos ao mesmo tempo, cada membro realizando uma atividade diferente, com conservação
da unidade do gesto.
Coordenação motora fina e viso-motora
Diz respeito às habilidades realizadas dos pequenos grupos musculares, destrezas manuais, e constitui um aspecto particular da coordenação motora global.
Desenvolvimento da habilidade de
preensão
Depende das coordenações fina e viso-motora.
ESQUEMA CORPORAL
O corpo é uma forma de expressão da individualidade.
Etapas do esquema corporal
Corpo vivido (até três anos)
Corresponde à fase da inteligência sensório motora (PIAGET, 1982)
Corpo percebido ou descoberto (três a sete anos)
Corresponde à organização devido à função de interiorização, que auxilia o desenvolvimento da percepção centrada no próprio corpo, sendo a primeira tomada de consciência.
Corpo representado (7 a 12 anos)
Nessa etapa, movimenta-se corretamente no ambiente, com controle do domínio corporal, o que o faz organizar e ampliar o seu esquema corporal
LATERALIDADE
É a propensão do ser humano utilizar preferencialmente mais um lado do que outro, nos níveis: olho, mão e pé.
Falsa sinistralidade.
Destra.
Sinistra.
Ambidestra.

Falsa destralidade.
A lateralidade na criança pode se manifestar dessas formas:
Como um instrumento
de avaliação do status do desenvolvimento motor;
A análise desenvolvimentista da tarefa motora
pode ser considerada de duas formas:
Como uma abordagem instrucional, com o delineamento de experiências motoras sequencialmente orientadas, e a identificação de variáveis que limitam a aquisição de habilidades
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No movimento humano está imbricado o próprio desenvolvimento motor, como também estão os aspectos cognitivos, afetivos e sociais.
O desenvolvimento motor tem muito a contribuir com os programas de intervenção em educação física, fisioterapia, entre outros. No entanto, para que tenham uma contribuição efetiva é preciso:

ampliar investimentos e produzir mais pesquisas com o propósito de reunir conhecimentos sobre o desenvolvimento motor atípico;
aprimorar os programas de intervenção motora, como também, incrementar e estabelcer políticas públicas em torno de pessoas com necessidades especiais.
Só assim será possível levar aos profissionais informações relevantes sobre como manipular tarefas para uma possível promoção da aquisição de habilidades motoras ao longo do ciclo de vida do ser humano.
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