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JIC

2012
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on 7 November 2012

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
XXXIV JORNADA GIULIO MASSARANI DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, TECNOLÓGICA, ARTÍSTICA E CULTURAL
CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
ANEXO DA ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL
PRÁTICAS POLÍTICAS I sustentabilidade Ecologia Da governabilidade à governança: pesquisa e reflexão sobre a questão do desenvolvimento sustentável Fernando Ferreira de Castro
bolsista PIBIC/CNPq [2012-2013]
Tania Maria de Freitas Barros Maciel
Governança mundial e sustentabilidade Programa EICOS - Psicossociologia de
Comunidades e Ecologia Social
Departamento de Psicologia Social
Instituto de Psicologia FOME MISÉRIA mudança
climática POLUIÇÃO governança População: 7 bilhões atores sociais atores políticos atores privados GLOBALIZAÇÃO AS GERAÇÕES
FUTURAS Qual é o problema? A partir da noção de governança e de território, de que maneira as estruturas administrativas, jurídicas e políticas são capazes de operar um desenvolvimento sustentável? Este estudo consiste em uma revisão bibliográfica de autores que contextualizam a atualidade, fundamentando esta contextualização sob a luz dos conceitos da evolução humana, ecologia, globalização, e, de acordo com a perspectiva da sustentabilidade, governança e a teoria da complexidade.

Principais autores:
Edgar Morin, Henri Bartoli, Huynh Cao Trí, Ignacy Sachs, Jean-Philippe Pierron, Milton Santos, Nobert Elias, Phan Nhu Hô, Serge Moscovici, Tania Maciel. Como chegamos aqui? O início da era planetária
A revolução industrial
A mundialização do comércio, das ideias e pelas guerras
A policrise e ausência de um problema-chave
Um período que é uma crise economia recursos não-renováveis CRISE natureza educação lazer saúde nutrição HOMEM
x
Natureza esgotamento dos
ecossistemas A sociedade dos indivíduos - Nobert Elias “Todos sabem o que se pretende dizer quando se usa a palavra ‘sociedade’, ou pelo menos todos pensam saber. A palavra é passada de uma pessoa para outra como uma moeda cujo valor fosse conhecido e cujo conteúdo já não precisasse ser testado. Quando uma pessoa diz “sociedade” e outra a escuta, elas se entendem sem dificuldade. Mas será que realmente nos entendemos?”
(ELIAS, 1994, p. 63) As contribuições das ciências sociais Definição do problema: sociedade ou indivíduo?

Problema da ecologia: homem vs natureza? Ao se pensar o desenvolvimento social... Como é possível criar uma ordem social que permita uma melhor harmonização entre as necessidades e inclinações pessoais dos indivíduos, de um lado e, de outro, as exigências feitas a cada indivíduo pelo trabalho cooperativo, pela manutenção e eficiência de um todo social?

A resposta que o autor propõe é simples: só é possível pensar os dois lados da questão juntos. Natureza - Para pensar a ecologia - Serge Moscovici “Se as relações do homem na natureza forem percebidas como históricas, as práticas o serão igualmente. Essas relações e práticas não podem continuar a se submeter à economia de mercado.” (MOSCOVICI, 2007. p.251) O despertar da preocupação com o meio ambiente Conferência de Estocolmo 1972 Ecodesenvolvimento A crise ecológica Desenvolvimento endógeno e local A conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e o desenvolvimento - RIO 92 A mais consistente conferência realizada sobre esta temática
Contexto internacional favorável: fim da guerra fria, importância do tema firmada com o Relatório Brundtland
Dados estatísticos do IPCC
Presença de mais de 100 chefes de estado internacionais
Forte participação da sociedade civil Desenvolvimento durável RIO +20 -> 20º aniversário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), realizada no Rio de Janeiro em 1992, e o 10º aniversário da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (WSSD), promovida em Joanesburgo em 2002. Conclusão •Reelaborando o problema

•Como circunscrever o problema-partes e o problema-todo?

•As contribuições teóricas desta revisão bibliográfica que corroboram para uma remodelação deste quadro Referências bibliográficas ELIAS, N. A sociedade dos indivíduos. Michael Schröter (org.); Vera Ribeiro (trad.). Rio de Janeiro. Zahar. 1994.
MACIEL, T. (org) Caminhos para o desenvolvimento no século XXI. Cátedra da UNESCO de desenvolvimento durável/UFRJ/EICOS. Rio de Janeiro. 2006.
MORIN, E. Terra-Pátria. Paulo Neves da Silva (trad.). 5ª edição. Porto Alegre. Sulina. 2005.
________. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 5ª edição. São Paulo: Cortez editora. Brasília-DF: UNESCO. 2002.
________. Introdução ao pensamento complexo. 1ª edição. Instituto Piaget. 1991.
MOSOCOVICI, S. Natureza, para pensar a ecologia. Rio de Janeiro. Mauad x. 2007.
PIERRON, J. Do governo do espaço à governança do território: a contribuição do desenvolvimento durável. Institut de recherches philosophiques de Lyon, Université Jean Moulin. Lyon. 2011.
SACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro. Garamond. 2009.
SANTOS, M. A natureza do espaço – técnica e tempo, razão e emoção. 4ª edição. Universidade de São Paulo. Ed. USP. p. 61-110. 2006.
SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 4ª edição. Rio de Janeiro. Record. 2000.
_______, Declaração sobre o ambiente humano. Conferência de Estocolmo. 1972. Desenvolvimento sustentável Muito obrigado! Moscovici coloca a necessidade de uma tomada de consciência de que a visão de uma natureza submetida ao homem, e, por conseguinte, da humanidade dominando a natureza, repercute o modelo estacionário do pensamento, e que precisamos ir para além de uma disputa: homem versus natureza. •Surgimento da preocupação das ações do homem na natureza

•Os conceitos de ecodesenvolvimento, desenvolvimento local, endógeno, durável e sustentável

•As conferências de Estocolmo, a Rio 92, e suas repercussões "Eco-catástrofe", por Ehrlich em 1969, expõe uma visão alarmista do impacto das ações da humanidade sobre o equilíbrio dos ecossistemas no planeta

Relatório Meadows, encomendado pelo Clube de Roma em 1968, frutificou uma publicação intitulado os limites para o crescimento, que tratou de problemas centrais para o futuro desenvolvimento da humanidade, como energia, poluição, saneamento, saúde, tecnologia e crescimento populacional. -> Fundação de inúmeros ministérios do meio ambiente (em 70 países) e inauguração da Primeira Conferência mundial sobre o Homem e o meio ambiente cornucopians vs doomsayers Primeira corrente a questionar o desenvolvimento, propondo uma reformulação na escala de prioridades, em especial a dinâmica mercado – sociedade, sugerindo que o crescimento econômico precisa valorizar e harmonizar-se com o melhor aproveitamento e uso racional dos recursos. Surge a preocupação com a preservação da biodiversidade, que a partir da eclosão do "caminho do meio" suscitado em Estocolmo, inspirou a declaração de Cocoyoc em 1974, que produziu o relatório What now em 1975, no qual foi tratado o desenvolvimento endógeno/local A inferência do pensamento ocidental
Estratégia de industrialização forçada
modelo “exógeno” vs endogeneidade
Consequências: pobreza de massa e a uniformização sociocultural Desenvolvimento endógeno e local “A endogeneização do desenvolvimento inicia-se levando em consideração a identidade coletiva ou cultural com relação às políticas e aos projetos de desenvolvimento, assim como pela participação que transforma as populações de espectadores em atores de seu próprio desenvolvimento.” (HÔ, 1988. In: MACIEL, 2006) Busca por vias originais
Fuga do ocidentalocentrismo
Valor central nas aspirações, recursos e potencialidades dos povos
Horizontalidade do poder político Acompanha processo histórico de centralização do desenvolvimento no Homem
A garantia das necessidades básicas para além do crescimento econômico
Pensamento voltado as gerações futuras - durabilidade RESULTADOS
Convenção sobre a biodiversidade e sobre o clima
Agenda 21
Declaração do Rio
Fundação de centenas de ONG's e organizações sociais Realizada durante 9 dias
Contou com a presença de muitos chefes de estado
Grande espectativa, apesar de algumas ausências
Mais de 500 eventos oficiais e paralelos -> RESULTADO: The Future We Want - documento elaborado na conferência, 283 tópicos enumerativos - não incluiu a participatividade da sociedade civil
Segregação sócio-espacial
Não obteve sucesso, apesar da declaração do embaixador-geral da ONU, de aliar a política mundial dos países a política mundial dos povos O desenvolvimento das sociedades não pode ser desagregado de sua representação simbólica, isto é, caracteriza-se como objeto da experiência individual, e, portanto, indivíduo e sociedade são inseparáveis, como nos explica Nobert Elias. Faz-se necessário o desenvolvimento da política, para além do meio institucionalizado e centralizado, em direção ao desenvolvimento dos indivíduos, convergindo para o que deveria ser o real foco das políticas atuais, desenvolver o homem, e governar sem soberania. A perspectiva sociocultural comunicativa e participativa da administração pública - Huynh Cao Trí As instituições administrativas tendem a fortalecer uma contradição ao princípio de endogeneidade, na medida em que seu aparelho se fortalece na direção de ampliar os mecanismos burocráticos existentes, resguardando a participatividade e comunicação para outros atores de outras áreas, como o serviço social, a psicologia e a sociologia. A fim de se buscar um desenvolvimento desta esfera faz-se necessário uma descentralização do poder, e uma adaptação socioculturalmente includente que permitar aculturalizar e socializar a administração conduzindo à sua humanização e tornando-a mais eficaz. (CAO TRI, 1988. In: MACIEL, 2006. p. 101-104) Milton Santos define território - espaço definido e delimitado por relações de poder Ao se pensar em território, usualmente relacionamos-o com o Estado, sem incluir nesta perspectiva o caráter originário do povo que define esta relação de poder. O autor nos esclarece que é preciso difundir a noção de territorialidade, a qual implica o tipo de relação do homem e o espaço, liberando a noção de território de seu âmago centralizador, civilizatório ocidental e ideológico, fomentando assim, a participação do homem em seu espaço, segundo suas aspirações e uso, e, portanto, na sua administração. O pensamento complexo, apresentado a partir da teoria da complexidade de Edgar Morin, consiste em uma teoria que através de um pensamento sistêmico nos sugere repensar o modo como o “saber” é originado e originário, na medida em que ele coloca no eixo da teoria uma noção de complexidade, onde o “todo” não se reduz a “soma” das partes. Transdisciplinaridade paradigma da simplificação (separação e redução) Relação entre as partes e o todo A vida cotidiana e a política Pierron (2011) salienta a vigência da demanda por um aparelho administrativo no qual o político – tido hoje como um ator mais próximo de um empreendedor - esvaziado de uma finalidade, busque tão somente fiscalizar para que a vida social, que por definição da palavra política incluia a participação do meio social, de forma que este se desenvolva de acordo com as aspirações de seu todo. -> Soluções técnicas mais respeitosas do meio ambiente não são satisfatórias se não forem acompanhadas de uma mudança no modo de vida, consumo e pensamento crítico. "A responsabilidade dos eleitos não pode se construir sobre a irresponsabilidade global dos cidadãoes." (PIERRON, 2011) Os desafios ambientais, sociais e econômicos, aos quais o desenvolvimento durável visa responder, conduzem os diferentes atores da sociedade a reconsiderar o território como realidade complexa modelada por trocas e transformada pelo encontro de lógicas às vezes contraditórias. Diante da submissão do político à economia e o fracasso de um governo piramidal, uma nova forma de governança emerge apoiada em atores que representem as diferentes partes interessadas. A governança tem a possibilidade de desenvolver o potencial deliberativo da política, entre os responsáveis econômicos, políticos, experts e cidadãos, sendo estes últimos mais importantes do que meros figurantes de um processo histórico. FIM PNUD 1965 -> PNUMA 1972 "Desenvolvimento que atenda às necessidades do presente, sem, contudo comprometer a capacidade de as futuras gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades." -> conceito sistêmico, influenciado pela globalização e conceitos anteriores - incorpora os aspectos de desenvolvimento ambiental - Firmado em Brundtland (1987)
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