Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Superstições & Manipulação

No description
by

Rita Guimarães

on 30 November 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Superstições & Manipulação

Superstições
Antigamente...
Podemos dizer que a manipulação é tão antiga como a humanidade - e tal podemos afirmar sobre as superstiçãos. Afinal, o que é uma 'Dança da Chuva' se não uma superstição? Ou os sacrifícios humanos oferecidos a Deus?

& Manipulação

Retórica como Arte de Persuadir
ETHOS
Provas baseadas no carácter do orador, tentando levar o auditório a considerar que o orador é digno de crédito…
PATHOS
Tentativa de despertar no auditório emoções e sentimentos que o tornem receptivo à verdade do que está a ser dito.
LOGOS
Uso dos argumentos propriamente ditos: uso de premissas prováveis, exemplos, …
A maneira como estas tradições estão ligadas à manipulação, porém, vai muito mais além.
Como já vimos, a manipulação acontece quando uma das características da retórica aristotélica tem mais peso que as restantes.

No caso das superstições, estas apelam veementemente às emoções e aos medos - pesando
Pathos
muito mais que os restantes parâmetros.
A manipulação acontece quando um dos parâmetros (Ethos, Pathos ou Logos) é mais vinculado.
A verdadeira Manipulação
Mas não só...
Os Julgamentos de Salem
Na cidade de Salem (Massachusetts, EUA), corria o ano de 1692, três meninas brincavam nos campos, regressando a casa no fim do dia.
Superstições e crenças foram manipuladas (ou até os próprios crentes) para que fossem acusados inimigos - roupa suja lavada em pleno tribunal. Os julgamentos de Salem são uma das marcas negras na história dos EUA, mas as suas consequências espalharam-se pelo mundo inteiro. Estava lançada uma nova caça à bruxa.
Poucos dias depois começam a sentir estranhos sintomas, a comportar-se de maneira errática (o que hoje seriam considerados ataque epiléticos muito fortes). O seu médico, lembrando-se de um caso que existira anos antes, afirma que foi feita feitiçaria sobre as crianças. Depressa mais raparigas começam a demonstrar os mesmos sintomas.
Numa cidade tão supersticiosa como Salem, onde o medo do diabo e várias tragédias pairavam sobre o seu povo, as afirmações foram um barril de pólvora.
No fundo, não se sabe a razão do seu comportamento. Hoje afirma-se que terá sido o efeito de um componente do trigo que é comum à heroína, ou talvez pesadelos, ataques epiléticos, etc.
O que se sabe é que uma escrava, Tituba, e a sua senhora foram acusadas de bruxaria pelas meninas, e foi o caos a partir daí.
Por várias vezes, ao longo da história, a superstição e a manipulação andaram de mão dada - fosse pela guerra, um casamento, uma boa colheita, uma entrada no paraíso, várias razões que levaram reis, padres, influentes famílias, a cometer graves injustiças. O que é a Inquisição? E as Guerras Santas?

Um perfeito caso de superstição e uma intrincada manipulação são precisamente os Julgamentos de Salem.
Na História...
O Logos num discurso aristotélico deve ser composto por argumentos válidos, premissas prováveis, exemplos, uma tese bem argumentada e defendida.

No caso das superstições, aquilo que afirmam assenta num conjunto de falácias.
ad populum
É uma falácia que consiste em dizer que determinada proposição é verdadeira ou falsa simplesmente porque muitas pessoas (ou a maioria delas) acreditam que seja assim.

Como são partilhadas por muitas pessoas, as superstições assumem-se verdadeiras.
post ergo, ergo propter hoc
É uma falácia em que por uma coisa se seguir a
outra, então aquela teve de ser causada por esta.

É comum numa superstição: alguém que veja um gato preto ou derrube o sal parte um braço, então partiu o braço por causa disso. Isto é uma falácia.
derrapagem
Numa derrapagem parte-se de uma proposição e encadeam-se outras proposições até chegar a uma conclusão absurda.

Numa superstição, uma ação tão simples como "partir um espelho" leva a uma consequência tão drástica como "7 anos de azar".
apelo à autoridade
As superstições têm raízes na tradição. Tomando os mais velhos como autoridade, estas afirmam-se como verdadeiras, nunca mencionando algum perito que afirmar tal proposição.
Entrevista
Conclusão
Superstições
Desejo de Aniversário
Se soprares as velas do teu bolo de aniversário com apenas um sopro, o teu desejo irá realizar-se.
Pisar uma fenda numa estrada
Pisar uma racha de um passeio ou de uma estrada dá azar.
Bater na madeira
Costuma bater-se três vezes na madeira depois de se ter dito algo que não quer que se aconteça, para afastar os maus espíritos.
Guarda
-
chuva
Abrir um guarda-chuva dentro de casa dá azar.
Vassoura
Varrer os pés de uma pessoa faz com que ela nunca se case.
Ter as orelhas quentes
Quando uma pessoa tem a orelha esquerda quente significa que estão a falar mal dessa pessoa. Já quando é a orelha direira, significa que estão a falar bem da mesma.
Trevo de quatro folhas
Encontrar um trevo de quatro folhas dá sorte.
Escada
Passar por baixo de uma escada dá azar.
Espelho
Diz-se que partir um espelho dá sete anos de azar.
Superstições
Vaca
Quando uma vaca levanta a sua cauda, é sinal de que vai chover.
Tosse
Para curar a tosse: tirar um cabelo de quem tosse, pôr entre duas fatias de pão, dar de comer a um cão e dizer
Visco
Para uma noiva sortuda
Ter visco em casa protege esta da trovoada e dos relâmpagos. Além disso, funciona como cura para várias doenças e como antídoto para veneno. Dá sorte e é sinal de fertilidade.
Diz-se que uma noiva que use algo velho, algo novo, algo azul e algo emprestado tem a sorte do seu lado.
E a Sexta-Feira 13?
Existe um mito nórdico sobre
12
deuses que estariam a ter um banquete em Valhalla (paraíso nórdico). Eis que entra um
13
º deus - Loki, que não havia sido convidado. Trapaceiro como é a sua natureza, Loki fez com que Hoder, o cego deus da Escuridão, disparasse uma seta envenenada com visco contra Balder, o deus da Alegria e Bem-Estar, adorado por todos.

Tendo a mãe de Balder se esquecido de fazer jurar o visco de que não faria mal a Balder, a seta matou o deus. Toda a Terra lamentou profundamente a sua morte.
"Come bem, cão, que fiques tu doente e eu são."
Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza, Friga, foi transformada em bruxa quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo. Como vingança, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras
11
bruxas e o próprio diabo, e os
13
rogavam pragas aos humanos. Tanto foi famoso este mito que os romanos afirmavam que as bruxas passeavam em grupos de
12
, sendo o
13
º elemento o diabo.
Já no Cristianismo (com os eventos da Última Ceia extremamente parecidos com os do banquete de Loki), temos uma data que contribuiu para o horror às sextas-feiras 13: a13 de Outubro de 1307, sexta-feira, a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França. Depois do decreto, os Templários foram caçados e torturados sob ordem de D. Filipe IV - sendo que tudo o que este pretendia era mostrar que o seu poder não dependia do Papa.
As superstições são crenças populares que não têm qualquer base científica e que assentam num conjunto de falácias.

Estas remontam tempos muito antigos e continuam a passar-se de geração em geração.

São um exemplo de uma manipulação diária que perdura, moldando comportamentos e atitudes sem que nos apercebamos de tal.
Full transcript