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Hannah Arendt - a vida do espirito: o pensar, o querer, o julgar.

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by

Jonathan Stroher

on 30 July 2015

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Transcript of Hannah Arendt - a vida do espirito: o pensar, o querer, o julgar.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

LINHA DE PESQUISA: CULTURA, MEMÓRIA E TEORIAS EM EDUCAÇÃO
GRUPO DE PESQUISA EM INCLUSÃO E EXCLUSÃO SOCIAL
ORIENTADOR: PROFº DR. CARLO RALPH DE MUSIS
ORIENTANDO: JONATHAN STROHER
A CONSTRUÇÃO DO OBJETO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO
PROFº DR. CLEOMAR FERREIRA GOMES
Hannah Arendt, filósofa alemã de origem judaica, nascida como Johanna Arendt em 1906 na cidade Hanôver, formou-se em filosofia na Universidade de Heildelberg no ano de 1928 sendo, durante a graduação, aluna de Martin Heidegger na Universidade de Marburgo com o qual teve um romance. Em 1933, quando o regime nacional-socialista de Hittler tomou o poder na Alemanha, mudou-se para Paris, sendo mais tarde, com o apoio do governo francês as ocupações alemãs, levada ao campo de concentração em Gurs. Em 1941, Hannah consegue escapar e foge para os Estados Unidos. Ao ganhar cidadania americana e ingressar na Universidade de Chicago, Hannah passa a dedicar seus estudos a temas como a política, a autoridade, o totalitarismo, a educação, a condição laboral, a violência, e a condição de mulher. Faleceu em 1975 aos 69 anos na cidade de Nova Iorque, onde era professora universitária.
O livro “A vida do espírito” nos possibilita a compressão, na visão arendtiana, sobre as faculdades do pensar, do querer e do julgar.
“Eichmann em Jerusalém – A Banalidade do Mal”
Julgamento de Eichmann
APARÊNCIA
“[...] estar vivo significa viver em um mundo que precede a própria chegada e que sobreviverá à partida” (ARENDT, 2000, p. 17).
AUTENTICA
INAUTENTICA
Ligada ao plano exterior
Ligada ao plano interior
“[...] tudo que pode ver quer ser visto, tudo que pode ouvir pede para ser ouvido, tudo que pode tocar se apresenta para ser tocado.” (ARENDT, 2000, p.24)
.
Impulso inato para aparecer
Linguagem da alma;
Linguagem do espirito.
Mas o que é verdadeiro para o espírito não é verdadeiro para a alma, e vice-versa. A alma, embora talvez mais obscura do que qualquer coisa que o espírito possa sonhar ser, não é desprovida de fundo; ela realmente ‘transborda’ do corpo, ‘ultrapassa seus limites, esconde-se nele – e ao mesmo tempo precisa dele, termina nele, está ancorado nele’ (ARENDT, 2000, p. 27, grifos da autora).
A dualidade no aparecer:
A SEMBLÂNCIA
EGO PENSANTE;
REALIDADE;
SENSO COMMUNIS.
Não aparece para si mesmo, porém, este é a base fundamental por trás do mundo das aparências o que autoriza efeitos aparentes.
Compreendida como a capacidade de ficar imóvel e permanecer assim o tempo suficiente para que possa ser reconhecido como um objeto por um sujeito.
Ligado aos sentidos internos, uma espécie de sexto sentido que ordena os demais.
Ciência e senso communis
Nas palavras de Aristóteles, Arendt coloca que “Todos os homens, por sua natureza, desejam conhecer” e é essa necessidade de “ver e ter visto” as coisas que nos são postas aos sentidos que faz mover nosso conhecimento (p. 46).
DAS ATIVIDADES DO ESPÍRITO:
O PENSAR:
"diálogo sem som que estabeleço comigo mesmo"
O QUERER:
"diz respeito à vontade que transforma o desejo em intenção"
O JULGAR:
pressupõe a retirada “[...] decididamente não natural e deliberada do envolvimento e da parcialidade dos interesses imediatos tal como são estabelecidos pela minha posição no mundo pela parte que nele desempenho.” (p.60).
Estas atuam de forma autônoma e se manifestam para o ego pensante, volitivo e judicativo, embora lhes faltem a habilidade ou necessidade de aparecerem como tal, pois o estar sozinho e estabelecer uma relação comigo mesmo é a característica mais definida da vida do espírito.
O “estar sozinho” compreende, quando tenho em minha companhia, o pensamento, independente de presenças humanas ou não.
Todo pensar é um “re-pensar”.
Schole
Diz respeito ao ato de abster-se, de não participar das atividades que nos são determinadas por conta das demandas diárias e se posicionar, então, como espectador que admiram as ações que o cercam o que possibilitaria poder julgar e, daí, emitir vereditos.
A metáfora como linguagem do espírito.
"[...] a faculdade do pensar é a atividade do espírito que emerge a realidade os produtos do espírito inerentes ao discurso, ou seja, sons com significados [...]"
O QUE NOS FAZ PENSAR?
A autora não procura nem causas e nem objetivos, parte da ideia de que a atividade do pensar está intrínseca nas energias humanas e este surge, inerentemente, do aparecimento do homem na Terra
.
A resposta de Platão: O ESPANTO
Este espanto não se refere à confusão, a surpresa ou a perplexidade diz respeito à admiração.
A resposta Romana: Filosofia como ciência
O pensar, nesta perspectiva, significa “[...] seguir uma sequencia de raciocínio que eleva aquele que pensa a um ponto de vista interior ao mundo das aparências e à sua própria vida” (p. 122).
A resposta de Sócrates:
O moscardo
Na sua função de ferroar, despertar as pessoas para o pensamento e a investigação, pois sem ele estas continuariam a dormir pelo resto da vida. Sem esse despertar a vida não teria sentido para o sujeito.
A parteira
Sócrates se refere à habilidade de visualizar na gestante se a gravidez é real ou ilusória. Isso ocorre devido ao fato de, como parteira, ser estéril e com isso conseguir trazer a luz os pensamentos alheios (p. 130)
A arraia-elétrica
“[...] como a arraia elétrica, permanece paralisada e paralisa os que com ela entram em contato”, o sentido de paralisar se refere ao “pare e pense”, em que são manifestadas, inautenticamente, as mais altas atividades do espírito (p. 130).
A metáfora do vento
“[...] os ventos são eles mesmos invisíveis, mas o que eles fazem mostra-se a nós e, de certa maneira, sentimos quando eles se aproximam” (p. 131).
Entende que uma vida sem pensamento não teria sentido, pois compreende que por mais que o pensar não nos torne mais sábio ele possibilita distinguir o que se relaciona com o bem e com o mal. Daí repousa a teoria arendtiana sobre o pensar, em que as pessoas que se utilizam dele para o bem, são dignas de confiança, ao passo que buscam, por meio das ações, tornar o mundo melhor.
O dois-em-um
Este se manifesta pelo diálogo sem som que faço comigo mesmo, ou seja, ao mesmo tempo em que me expresso no pensamento no plano das “não aparências” sou, também, sujeito e objeto no mundo das aparências, sendo, então, dois-em-um.
ONDE ESTAMOS QUANDO PENSAMOS?
Ocorre, então, que a atividade do pensar surge da retirada, da dessensorialização na busca de essências.
Estas essências se encontram em todas as partes e por estar em ‘toda parte’ “confere ao pensamento seu peso especifico, é, espacialmente falando, um ‘lugar nenhum’” (p. 150).
Luta do pensar contra o tempo: este se encontra entre o “não mais” – passado – e o “ainda não” – futuro –, ou seja, no presente.
Relação com o objeto de pesquisa
Como é o trabalho com o corpo na escola? De que forma os professores de Ed. Física buscam uma educação para o pensar mediada pelo corpo em movimento?
OBRIGADO
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