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O Plano e o Pânico

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by

Jeferson Veiga

on 11 July 2016

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Transcript of O Plano e o Pânico

Fonte: http://historia.fflch.usp.br/docentes/hmachado
A autora
1º capítulo
Senhores e escravos na construção do sonho da terra
Regiões cafeeiras do Oeste Paulista entre o aumento da sensibilidade em relação às condições de vida dos escravos e o aumento do ritmo de trabalho e fiscalização nas fazendas
2º capítulo
O governo e o desgoverno dos escravos
Estrutura do livro
O livro é fruto do doutorado da autora defendido em 1991. A 1ª edição, lançada em 1994 contava com 259 páginas e entre o 3º e 4º capítulos algumas fotografias
O PLANO E O PÂNICO: OS MOVIMENTOS SOCIAIS NA DÉCADA DA ABOLIÇÃO
Maria Helena Pereira Toledo Machado



Especialista em história social da escravidão, abolição e pós-emancipação, tem vasta experiência de pesquisa em arquivos no Brasil e nos EUA, com destaque para os seguintes temas:

criminalidade e resistência escrava
movimentos abolicionistas
viagens científicas e debates sobre raça

Possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (1979), com mestrado (1985), doutorado (1991) em História Social também pela USP

Atualmente é Professora Titular MS-6 (2011) no Departamento de História da USP, onde leciona desde 1996.
Pincipais Livros
1987:
Crime e escravidão: trabalho, luta e resistência nas lavouras paulistas 1830-1888
. 1. ed. São Paulo: Brasiliense. Reeditado em 2014.
1994:
O plano e o pânico: movimentos sociais na década da abolição
. 1. ed. Rio de Janeiro/ São Paulo: Editoria da UFRJ/ Editora da Universidade de São Paulo. Reeditado em 2010.
2010:
O Brasil no Olhar de William James: Cartas, Diários e Desenhos, 1865-1866.
1o.. ed. São Paulo: EDUSP
2015:
Tornando-se livre: agentes históricos e lutas sociais no processo de abolição.
1. ed. São Paulo: EDUSP.
Em 2010 ganhou uma reedição com 245 páginas, com um 2º prefácio, escrito por Flávio Gomes e foram suprimidas as fotografias do livro.
Prefácio de Maria Odila
Introdução
5 capítulos
5º capítulo
"Errantes do velho século: viajantes, estrangeiros e embarcadiços no movimento abolicionista"
Tentativa de insurreição escrava em Resende, 1881
4º capítulo
"Cometas, caifazes e movimentos abolicionistas"
Suposição de que o abolicionismo chegou ao mundo rural antes do que se costuma admitir. A ideia corrente é que o campo só recebe elementos abolicionistas a partir de 1887.
3º capítulo
"Com dois te vejo, com cinco te prendo"
Malha ferroviária cortando as fazendas do oeste paulista na década de 1870
Meetings ferroviários
Ao entrar nas senzalas, Machado localizou organizações politizadas dos escravos que incluíam rituais religiosos, ritmos de trabalho, direitos costumeiros com roças e expectativas de autonomia das comunidades que eles criaram.
Questionamento das interpretações que sacralizaram um espaço para o abolicionismo no Brasil: a corte imperial, as cidades, os parlamentares, os jornalistas, os letrados e os periódicos com os heróis abolicionistas diante de um protagonismo popular impotente e despolitizado.
Fontes:
processos crimes, documentos judiciais, documentos policiais, inquéritos e interrogatórios, falas de autoridades policiais e políticas.
A importância da obra
Desvendar os aspectos mais nebulosos que encobriram a história dos movimentos, ideias e projetos a respeito da abolição à margem mesmo da censura oficial e informal, a partir da qual foi a questão da tranquilidade pública tratada na última década de vigência da escravidão.
Recuperar a história daqueles cujos registros históricos se fizeram na ausência dos interessados e sempre à sua revelia.
Objetivos
Resgatar ideias e projetos a respeito da abolição e do papel social do negro liberto e dos desclassificados sociais em geral na construção de uma nação que buscava desvencilhar sua imagem das feridas da instituição servil;
Articular a história dos ausentes de registros históricos com o contexto da década de 1880 e aos caminhos e descaminhos da sociedade brasileira na superação da escravidão.
Recorte espacial: províncias do interior de São Paulo ou Oeste de São Paulo, região do Vale do Paraíba
Recorte temporal: Década de
Os Planos
Os Pânicos
Revolta Escrava na Fazenda do Castelo 1882, Campinas

Representa a perda do controle da mão de obra escrava
Envolvida por um elemento místico, religioso
Dúvidas quanto à presença de abolicionistas, sendo mais provável que não houvesse essa participação
Sociedade secreta
Arasia

e liderança do ex-escravo
Felipe Santiago
Revolta organizada e não "espontânea", principais articuladores da revolta provenientes de uma camada rarefeita de escravos especializados (quitandeiros, feitores, ferreiros, carpinteiros) com grande prestígio entre os escravos e com a confiança dos senhores, possuidores de autonomia no eito. Objetivos:
levantar todos os escravos das fazendas do Jaguari
Debates Historiográficos sobre a Abolição

Escola Paulista (década de 60 e 70)

Características gerais:

A abolição do regime escravista estaria em um campo maior de significações e relações do Brasil com a economia internacional

Ocorre a partir de dialéticas entre sistemas econômicos e sociais diferentes, sendo que as ações daqueles que se encontravam no interior do processo histórico eram estabelecidas perante determinadas situações dialéticas

Linha Revisionista (final dos anos 80 e início dos anos 90)

Características gerais:

Relativização da ideia de que o movimento abolicionista era pertencente às elites.

O Abolicionismo é um movimento de muitas faces e complexo

Introdução do escravo e suas ações participando efetivamente do processo abolicionista
Recuperar os movimentos abolicionistas, integrando-o em um quadro teórico renovado, problematizando a crença da liderança das camadas médias urbanas mais ou menos liberais, chamando a atenção para a existência de um ideário e de atuações muito mais variadas e complexas
Desconstruir a visão do abolicionismo apenas como um movimento urbano e restrito a alguns membros da elite imperial e das classes médias urbanas
Chama a atenção para outros tipos e projetos abolicionistas.
Abolicionismo não, abolicionismos!!
Para os escravos, os planos envolviam a sua própria emancipação.
Para os senhores de escravos e autoridades judiciais e policiais, os planos envolviam:

Manter a segurança pública e a ordem, fortemente ameaçadas pela eclosão de frequentes sedições de escravos, através de uma estratégia de desinformação e censura no tratamento público da questão escrava para descaracterizar a periculosidade das ocorrências que envolviam essas categorias evitando o pânico das populações e a emergência de uma discussão generalizada sobre a deterioração dos mecanismos de controle social e urgência da resolução da instituição servil.


O grande número de movimentos de escravos nas fazendas, com seu cortejo de violências e desafios à tranquilidade pública aterrorizava as populações das cidades cafeeiras e frequentava os pesadelos mais íntimos dos fazendeiros, materializando-se no corre-corre das polícias, que não conseguiam conter essa movimentação.
Aumento do número de escravos no Oeste do Vale do Paraíba Paulista
Perda gradativa do controle da mão de obra dos senhores
Transferência da repressão sobre os escravos para o Estado e os problemas enfrentados por este para controlar a rebeldia escrava
A equação que não chega a um resultado:

Escravos X Senhores
Escravos X Policiais
Senhores X Policiais
Participação de outros grupos sociais nas insurreições escravas da década de 1880
Elo entre contestações do grupos urbanos e rurais
Integrantes
Diego Melo do Nascimento
Edilson Menezes
Fábio Barbosa
Jeferson Alves Veiga
João Vitor Santos
Paulo César Oliveira
Pedro Silva
"os fazendeiros passavam a conscientizar-se de que estavam sentados sob um vulcão que poderia explodir a qualquer momento, colocando em risco não apenas a viabilidade econômica de suas plantações, como a si próprios e a suas famílias" (MACHADO, p. 24)
Sistema disciplinar das fazendas exigindo ritmos de trabalhos cada vez mais concentrados
Encurtamento das margens de autonomia dos plantéis
Reivindicação aberta dos escravos ao cumprimento das obrigações senhoriais
Borramento das fronteiras entre ser escravo e livre
3 casos usados como exemplo:

Fazenda do Jambeiro (1883-1884) / Fazendas de Santana de Parnaíba e Comunidade do Guareí / Fazenda da Conceição das Silveiras pertencente ao padre Joaquim Ferreira da Cunha
Estão em jogo: O pós-abolição, a transição do trabalho escravo para o livre, o acesso à terra, os modos de vidas independentes dos escravos e libertos em conflito com a expansão da economia cafeeira
A possibilidade de passar parte das terras a escravos, cutucava com vara curta os temores mais íntimos da camada senhorial.
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