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Análise do poema "De Tarde"

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by

Leonor Duarte

on 2 June 2014

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Transcript of Análise do poema "De Tarde"

Nasceu a
25 de Fevereiro de 1855
Morreu a
19 de Jullho de 1886
, vítima de
tuberculose
Em
1873
, com 18 anos, matriculou-se no Curso Superior de Letras embora o tenha abandonado passados alguns meses
No mesmo ano,
começou a publicar os seus primeiros poemas
Em 1880, depois de ter publicado "O sentimento dum ocidental", cujas críticas não foram favoráveis,
deixou de publicar durante quatro anos
Nessa altura desenvolveu os negócios da família e começou a frequentar os meios literários e as tertúlias intelectuais.
Biografia do Poeta
"De Tarde"
Naquele pic-nic de burguesas,
Houve uma cousa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima d’uns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.

Cesário Verde

Imagem Representativa
Biografia do Poeta
Fez parte do grupo boémio que se reunia no Café Martinho, que era composto por estudiosos como Guerra Junqueiro, Gomes Leal, João de Deus, Fialho de Almeida.
Em 1887, um ano após a sua morte, os seus poemas foram publicados em livro após a sua compilação realizada pelo amigo de universidade Silva Pinto
Cesário acreditava que o campo era fonte de alegria, amor e vida enquanto a cidade era melancólica, doentia e triste.
A sua inteligência, a sua imaginação e a sua arte de escrever levavam-no a pintar telas com letras e pontos descrevendo o que via enquanto passeava pela cidade.
Nas suas prosas, deixa várias críticas sociais.
De Cesário Verde
Análise do poema "De Tarde"
Análise Externa
Naquele pic-nic de burguesas,
Houve uma cousa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima d’uns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.
A
B
A
B

C
D
C
D

E
F
E
F

G
H
G
H
Este poema é composto por 4 estrofes compostas por 4 versos (quadras).
Análise Interna
Este poema pode ser dividido em três partes lógicas:
• 1ª parte: 1ª estrofe
Apresentação do acontecimento que dá lugar ao quadro (aguarela).

• 2ª parte: 2ª e 3ª estrofe
Descrição dinâmica dos elementos do quadro, observados no geral.

• 3ª parte: 4ª estrofe
Direcionamento da atenção para o primeiro plano da “pintura”.
Análise Interna
Declamado por:
Mário Viegas
Tópicos:

capacidade descritiva do sujeito poético, gosto pela natureza e pela simplicidad
e, pois para o poeta o valor real das coisas estava na simplicidade.

descrição do local onde a burguesa fora colher as papoulas
demonstra a capacidade descritiva do observado pelo poeta e, assim quando a sua poesia é lida
é facilmente imaginada
a cena pelo poeta.

gosto de Cesário pela mulher simples
que não se dá a luxos e
que
, tal como ele,
gosta da natureza e do campo.

descrição dos elementos que compõem a merenda, através de alguns substantivos e de enumerações
onde frisa
o erotismo dos frutos e do resto da comida
, através de sensações visuais e gustativas.
Análise Interna
Tópicos:

As
aliterações
presentes no poema têm de valor expressivo o
enriquecimento da imagem visual por meio de um efeito fónico
.

No poema existem vários elementos narrativos
nomeadamente uma ação, situação dos acontecimentos no tempo e no espaço, personagem principal e figurantes, narração e descrição.

No
4º verso da 1ª estrofe o sujeito poético assume-se como um pintor.

Podemos dizer que
Cesário Verde é um poeta-pintor
, pois um poeta
pinta por palavras
, dando conta dos pormenores.
Análise Interna
Tópicos:

A última quadra é iniciada por uma conjunção coordenativa adversativa
que confere a ideia de que
o poeta esqueceu o picnic
por um instante e se
concentra na mulher que lhe provoca vários sentimentos e
que é
portadora de uma grande sensualidade
“Mas, todo púrpuro, a sair da renda dos teus seios como duas rolas”, usando aqui uma comparação.

Os
dois seios remetem para a sensualidade da mulher
,
destaca-se
muito
a cor vermelha
“rubro” que nos
remete para a vida sanguínea
mas também
para o calor dos seios da figura feminina
, metonimicamente
deslocados para as papoulas
.
Análise Interna
Tópicos:

O poema
termina com uma frase exclamativa
que pretende transpor-nos aquilo que
o sujeito poético reteve do picnic
, ou seja, essencialmente
a beleza daquela figura feminina
que vai
provocando um turbilhão de ideias
na cabeça do sujeito poético.
Naquele
pic-nic
de
burguesas
,
Houve uma cousa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando
tu
,
descendo do burrico
,
Foste colher
, sem imposturas tolas,
A
um granzoal
azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas
.

Pouco depois
,
em cima d’uns penhascos
,
Nós

acampámos
,
inda o sol se via
;
E houve talhadas de
melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.
"De Tarde"
Espaço


Tempo


Ação

Personagens
The Pic-nic por Wynford Dewhurst em 1908
Imagem Representativa
Campo de Papoulas por Claude Monet em 1873.

Imagem Representativa
Femme en blanc au jardin por Claude Monet em 1867.
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