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O cinema e a invenção da vida moderna

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Werlayne Júlia

on 22 October 2012

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Transcript of O cinema e a invenção da vida moderna

Modernidade, hiperestímulo e o início do
sensacionalismo popular In: CHARNEY, Leo & SCHARTZ, Vanessa R. O Cinema e a inveção da vida moderna. São Paulo: Cosac Naify, 2001, pp. 115-123. " A modernidade sugere o desamparo ideológico de um mundo pós-sagrado e pós-feudal no qual todas as normas e valores estão sujeitos ao questionamento."
A modernidade carrega uma grande quantidade de mudanças no meio social e econômico, como o crescimento das cidades e as descobertas tecnológicas.
Georg Simmel, Siegfried Kracauer e Walter Benjamin incorporaram à definição de Modernidade uma concepção neurológica, entendida como um registro da experiência subjetiva, caracterizada pelos choques físicos e perceptivos do ambiente urbano moderno.
Para Simmel "a modernidade envolveu uma intensificação da estimulação nervosa", transformou os fundamentos fisiológicos e psicológicos da experiência subjetiva. Modernidade e Hiperestímulo Alfred Stieglitz The Terminal, 1892 Winter Hand of man City Ambition, 1910 Broadway, 1894 Os jornais utilizavam ilustrações e cartuns com cenas de atropelamentos e "mortes instantâneas" para relatar os perigos que o bonde trouxe para a cidades. Além dos bondes, automóveis dirigidos por motoristas sem habilitação (principalmente por mulheres, mostrando com uma visão paternalista (e crítica) a participação feminina na esfera pública - o que se torna mais crescente após a crise de 1929).
Depois de retratar os meios de transporte como grande perigo, as máquinas (forte símbolo da modernidade) nas indústrias e até mesmo o ambiente doméstico eram espaços propícios para "mortes sensacionais".
"No ambiente moderno, a morte podia cair do céu, inexplicavelmente." (p.110) Sensacionalismo Na imprensa ilustrada a modernidade era tratada como horrível, grotesca, violenta. Empregava a linguagem bombástica, pois o sensacionalismo dos fatos cotidianos contados de forma drástica e até mesmo não realista vendiam jornais. Mas ao mesmo tempo, as vezes de forma implicita, retratavam o como a época pré-moderna era mais tranquila e segura. Sensacionalização do divertimento comercial: à medida que o ambiente moderno ficava mais intenso, os entretenimentos comerciais também ficavam.
"A modernidade inaugurou um comércio de choques sensoriais. O 'suspense' surgiu como a tônica da diversão moderna". (p.112) Os espetáculos modernos "O princípio condutor dos inventores desses atos é dar aos nossos nervos um choque mais intenso do que jamais foi experimentado até aqui".

Editores da Scientific American em 1905. Outro divertimento comercial foi o melodrama teatral, que sofreu uma grande mudança, saindo do modelo vitoriano para espetáculos de catástrofes, risco físico, ações violentas, acrobacias, cenas de prédios em chamas, explosões e naufrágios.

O cinema foi uma das fontes das sensações. Com a breve cena do Trem chegando à estação, dos irmãos Lumiére, a sociedade espantou-se ao ver 'cenas reais' saindo inexplicavelmente de um tela. O cinema foi um grande veículo para transmitir velocidade, simultaneidade, superabudância visual e choques viscerais. Intolerance, D.W. Griffith Lower Broadway, 1899. Lots of hats Herald Square, 1909 - Desamparo político e ideológico de um mundo pós sagrado e pós feudal no qual todas as normas e valores estão sujeitos a questionamentos. Rompimento com o sagrado ou transcendental.

- Surgimento da racionalidade instrumental – o mundo é percebido e construído através da ciência e da técnica.

- Grande quantidade de mudanças tecnológicas e sociais que culminaram no fim do século XIX – industrialização, urbanização e crescimento populacional rápidos, proliferação de novas tecnologias e meio de transporte, saturação do capitalismo avançado; explosão de uma cultura de consumo de massa etc. A estética do espanto, o cinema de atrações (centrados no espetáculo), o suspense.
Possibilitados pelo ritmo rápido do cinema e sua fragmentação audiovisual de alto impacto constituíam um paralelo aos choques e intensidade da vida moderna.
Sensacionalismo no cinema era a contrapartida estética das transformações radicais do espaço, do tempo e da indústria. Kracauer propôs que o trabalho alienado e a experiencia moderna requerem compensação. "O sensacionalismo popular compensou e ao mesmo tempo imitou e estrutura frenética, desarticulada da vida moderna". (p. 117)

Diante tanta estimulação nervosa, Simmel insistiu que as pressões e os choques da vida moderna sujeitavam o indivíduo ao desgaste físico, deixando-os fracos, lentos e menos sensíveis aos novos estímulos. Esta percepção "fatigada" exigia impressões cada vez mais intensas o que intensificou a demanda por novas excitações. Benjamin adaptou uma teoria exposta por Freud, referente à função da ansiedade como uma defesa adaptativa contra o choque traumático, para a experiência do cinema, "os choques desse veículo funcionavam como um tipo de preparação ou imunização contra os choques do ambiente moderno". (p.118)
O cinema fornecia um treinamento em lidar com os estímulos do mundo moderno. "O ritmo da vida moderna, a velocidade com a qual as coisas se movem hoje, a força e energia com que tudo é feito angustiam o homem de compleição arcaica, e essa angústia é a medida do desequilíbrio entre suas pulsações e as pulsações do tempo."
Ortega y Gasset (p. 119) Grupo 2 Gabriela Machado
Gislene Portilho
Marcos Gohn
Werlayne Júlia Fotografia: Evolução e Crítica E agora?
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