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Viagens na minha Terra

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by

Marília Araujo

on 18 June 2014

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Transcript of Viagens na minha Terra

Contexto Histórico
Características composicionais da obra
Obra heterogênea: relato de viagens, romance, dissertação sobre assuntos variados: economia,
filosofia, história, literatura, arquitetura, cultura popular.
Narrador: 1a pessoa – projeção literária do próprio autor
Espaço: viagem de Lisboa até Santarém (cerca de 80 quilômetros)
Tempo: 1843
Estilo: espontaneidade – aproximação com língua falada, diálogo com o leitor, humor, ironia, digressão;
Avaliação sobre a situação política e econômica de Portugal 9 anos após a Guerra Civil que opôs liberais (constitucionalistas) e absolutistas.
Movimento literário: Romantismo.
Características do enredo
História de Carlos e Joaninha (Narração romântica inserida no relato da viagem);
Idealização e sentimentalismo;
Tempo: 1834 (auge da Guerra Civil Portuguesa);
Espaço: Vale de Santarém (cenas curtas ambientadas também nas Ilhas Açores, e Inglaterra);
Personagens:
- Carlos: liberal, romântico, impulsivo e contraditório;
- Joaninha: pura e inocente;
- Frei Dinis: absolutista, rígido e conservador;
- D. Francisca: velha cega e sentimental.
Sobre o estilo da narrativa
A menina dos Rouxinóis
Cap. 5
- em tom irônico, autor, em momento de digressão, conversa com o leitor e explica o que é necessário para compor um romance.
Cap. 10
- autor, ao entrar em Santarém recorda-se da história da menina dos rouxinóis, e começa a preparar o leitor para o romance que se insere no meio da viagem.
Cap. 11
- autor se digige agora às leitoras de romance, e após longa digressão sobre a literatura, volta à história da menina dos rouxinóis.
Cap. 12
- dedicado à descrição de Joaninha e apresentação da avó, cega.
Viagens na minha Terra
Romantismo
Movimento literário que rompe com o racionalismo e objetividade, próprios do iluminismo.
O homem passa a voltar para suas questões internas, e sua produção é marcada pela subjetividade, emoção e o "eu".
É recorrente a busca de um nacionalismo nas obras deste período.
A obra de Almeida Garrett apropria-se de um tipo de narrativa multifacetada, conhecida como impressões de viagem.
O narrador relata sua viagem de Lisboa a Santarém.
Santarém associa-se às origens de Portugal.
Cidade de Santarém torna-se símbolo de um passado que precisa ser restaurado por meio da reconquista de seu espírito poético, guerreiro, místico, religioso e histórico.
A viagem é um pretexto para a discussão de assuntos como história, política, artes, progresso e passado. Será pretexto também suporte para o relato de uma história de amor.
O autor utilizará digressões ao longo da narrativa, ou seja, fará vários cortes de assunto, retornando em seguida à proposta inicial da narrativa. Nessas digressões será possível perceber o fluxo de consciência do narrador, recurso narrativo que será utilizado posteriormente por James Joyce e Machado de Assis, por exemplo.
Narrativa de amor (Carlos e Joaninha) serve como pano de fundo para contar a história da Revolução Liberal de Portugal, de 1820.
Esquema prático para entender a Revolução:
- Família real encontrava-se no Brasil (Napoleão ameaçava invadir Portugal);
- D. João VI deixou o país sendo governado por representantes da Inglaterra, o que descontentava a população, que promovia ideias liberais (participação da população na política);
- Em 1820, revolucionários deram início à Revolta, afastando os ingleses dos cargos de administração e instaurando um governo provisório;
- Medidas adotadas: exigência da volta de D. João VI; eleições visando elaboração de uma constituição.
- 1ªs eleições e 1ª Constituição: 1822;
- Adoção dos três poderes (executivo, legislativo, judiciário);
- Constituição garantiu igualdade e liberdade a todo cidadão.
Cap. 13 -
durante uma digressão narrador traz opinião sobre frades. Afirma não gostar da figura religiosa - referência à Portugal religiosa, comando da monarquia e igreja (revelação indireta do posicionamento político do narrador).

Em seguida falará sobre o barão. Haveria um contraste entre frade (conservador) e barão (revolucionário), no entanto o autor deixa claro que o barão "é pois usuariamente revolucionário, e revolucionariamente usuário", uma mescla, ou zebrado, de "riscas monárquico-democráticas. Há um forte posicionamento político, de modo que mesmo a figura "revolucinária", "moderna" estaria presa aos próprios interesses.
Cap. 14
- apresenta sem demoras a figura de D. Dinis (recurso retórico do escritor, que explica para o leitor que o capítulo será direto, sem digressões) . A apresentação de D. Dinis se dará ao longo do
cap. 15 e 16.
Cap. 17
- conversa do frade com a avó cega; notícias de Carlos - que envolvera-se na Revolução Liberal; entrega de carta de Carlos à Joaninha.
Cap. 19 e 20
- Joaninha passa a cuidar dos soldados que por Santarém se encontravam. Ao adormecer livremente no campo (sono velado pelos rouxinóis), é acordada por um soldado (Carlos).
"E caiu nos braços dela; e abraçaram-senum longo, longo abraçocom um longo, interminável beijo...longo, longo e interminável como um primeiro beijo de amantes"
(cap. 20)
Cap. 22, 23 e 25
- Ao longo desses capítulos conhecemos Carlos poeta, utilizando-se de lirismo (traços camonianos) para refletir sobre seu sentimento em relação à Joaninha. Há passagens que revelam o sentimento e atitudes do jovem casal.
Narrador dá continuidade à história Carlos e Joaninha, despertando a curiosidade no leitor, já que começa a se esboçar conflito entre Carlos e D. Dinis - Carlos sai de casa porque descobre algo revelador sobre D. Dinis - narrativa de mistério, segredo não é revelado até
cap. 35.

Cap. 26 -
Autor faz alusão à glória portuguesa.
"Pouco a pouco amotinou-se me o sangue, senti baterem-me as artérias da fronte... as letras fugiam-me do livro, levantei os olhos, dei com eles na pobre nau Vasco da Gamaque aí está em monumento caricatura da nossa glória naval... E eu não vi nada disso, vi o Tejo, via a bandeira portuguesa flutuando com a brisa da manhã, a torre de Belém ao longe... e sonhei, sonhei que era português, que Portugal era outra vez Portugal." [...] Fechei o livro (Os Lusíadas), acendi o meu charuto, e fui tratar das minhas camélias.
Cap. 27 e 28
- descrição da cidade de Santarém e seu declínio.
"E tudo deserto, tudo silencioso, tudo morto!"
Cap. 29, 30 e 31
- Tom digressivo, autor trará características históricas ainda de Santarém.
Cap. 32 e 33
- história do cap. 25 é retomada. Carlos feriu-se durante batalha e é levado à Santaré, recuperando-se ao lado de Georgina - namorada inglesa.
Georgina afirma não amar a Carlos, pois este ama Joaninha.

Cap. 34
- Frei Dinis encontra-se com Carlos - há retomada do suspense criado com a partida de Carlos à Inglaterra (o segredo). Carlos acredita que o Frei matara seu pai, e o Frei, em situação submissa pede que Carlos o mate (construção do romance).

Cap. 35
- Neste cap. há a revelação de que Frei Dinis é na verdade o pai de Carlos. Georgina ajudará na reconciliação, mas quando Carlos descobre como tudo se deu, fica sem palavras e "foge".
Destino das personagens

Carlos torna-se Barão - enriquece e engorda;
Joaninha morre;
Georgina entrara para o convento;
Frei Dinis, já velho, cuida de D. Francisca, que além de cega, nada ouve ou mesmo fala.
Nota-se que Carlos representa o liberal que futuramente se renderá ao dinheiro.
Em carta, Carlos contará à Joaninha que na Inglaterra estivera enamorado não só por Joana, como por três irmãs, Laura, Júlia e Georgina, com quem realmente se relaciona.
Enquanto esteve na Inglaterra, a libertinagem encontrada nos diversos relacionamentos, revelará o caráter dúbio de Carlos.
Cap. 42 -
autor protesta contra cidade de Santarém;
Cap. 43
- autor se despede de Santarém, em uma sexta-feira; na saída encontra Fri Dinis e se revela amigo de Carlos, lendo a carta com o desfecho da história da "Menina dos Rouxinóis"
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