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chaves na mão, melena desgrenhada

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Bruna Pinto

on 29 May 2016

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Transcript of chaves na mão, melena desgrenhada

O poema " Chaves na mão, melena desgrenhada" é uma sátira que pretende ridicularizar os penteados das mulheres do seu tempo.
Nicolau Tolentino de Almeida
Nicolau Tolentino de Almeida nasceu a 10 de setembro de 1740, em Lisboa. Estudou na universidade de Coimbra e foi professor durante 15 anos. Entre as suas obras, podemos distinguir sátiras, sonetos e odes.
Morreu com 70 anos, a 23 de junho de 1811.
O poema refere-se a uma mãe que está enraivecida pelo facto de lhe ter desaparecido um colchão. Ela desconfia que o mesmo terá sido furtado ou pela filha ou pela criada, e, por isso, exige a sua devolução. Perante isto, a filha enfrenta a mãe, dizendo-lhe, numa voz doce mas irónica, que é pena o colchão ter desaparecido e que não ficaria mais pobre por causa do acontecido. A mãe dá-lhe uma bofetada e esta atitude provoca a queda do colchão de dentro do enorme penteado da filha.
- Ironia:
"- Sumiu-se-lhe um colchão, é forte pena. Olhe não fique a casa arruinada..."
- Hipérbole:
"... sai-lhe o colchão de dentro do toucado."
- Adjetivação expressiva:
"(...) furtado, fofo(...)"; "(...) esbelta e aparaltada(...)
- Anáfora:
"- Tu respondes assim? Tu zombas disto?/ Tu cuidas que, (...)"

Chaves na mão, melena desgrenhada
Recursos expressivos presentes neste poema
Síntese

Chaves na mão, melena desgrenhada,
batendo o pé na casa, a mãe ordena
que o furtado colchão, fofo, e de pena,
a filha o ponha ali ou a criada.

A filha, moça esbelta e aperaltada,
Lhe diz co’a doce voz que o ar serena:¨
“- Sumiu-se-lhe um colchão, é forte pena!
Olhe não lhe fique a casa arruinada...”

“ - Tu respondes assim? Tu zombas disto?
Tu cuidas que, por ter pai embarcado,
já a mãe não tem mãos?” E, dizendo isto,

Arremete-lhe à cara e ao penteado;
eis senão quando - caso nunca visto! -
sai-lhe o colchão de dentro do toucado.
Bruna Pinto, Nº9 e Raul Gomes, Nº25
Todos os versos apresentam 10 sílabas métricas, ou seja, são decassílabos.

Chaves na mão, melena desgrenhada, -a
Batendo o pé na casa, a mãe ordena -b
que o furtado colchão, fofo e de pena, -b
a filha o ponha ali ou a criada. -a

A filha, moça esbelta e aperaltada, -a
Lhe diz co’a doce voz que o ar serena:¨ -b
“- Sumiu-se-lhe um colchão, é forte pena -b
Olhe não lhe fique a casa arruinada...” -a

“-Tu respondes assim? Tu zombas disto? -c
Tu cuidas que, por ter pai embarcado, -d
já a mãe não tem mãos?” E, dizendo isto, -c

Arremete-lhe à cara e ao penteado; -d
eis senão quando - caso nunca visto! -c
sai-lhe o colchão de dentro do toucado. -d
Estrutura externa
Interpolada
Emparelhada
Interpolada
Emparelhada
Estrutura externa
Este poema é constituído por quatro estrofes: duas quadras e dois tercetos. Por isso, a este tipo de composição poética dá-se o nome de soneto.
Os dois tercetos têm
versos soltos e também
rima cruzada.
Cruzada
CRUZADA

Tema
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