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Drummond 2

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by

Pedro Vormittag

on 18 September 2012

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Transcript of Drummond 2

O TEXTO LITERÁRIO COMO ELEMENTO DE CONTEXTUALIZAÇÃO EM SALA DE AULA Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige

na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microscopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer,

esse amanhecer mais noite que a noite. Base do trabalho:

"Ler e escrever: compromisso de todas as áreas"

NEVES, Iara Conceição Bitencourt
SOUZA, Jusamara Vieira
SCHAFFER, Neiva Otero
GUEDES, Paulo Coimbra
KLUSENER, Renita (org.) Por que o texto literário? Não existe apenas um modo de ler bem, mas existe uma razão precípua
por que ler. Nos dias de hoje, a informação é facilmente encontrada, mas
onde está a sabedoria? Se tivermos sorte, encontraremos um professor que
nos oriente, mas, em última análise, vemo-nos sós, seguindo nosso caminho
sem mediadores. Ler bem é um dos grandes prazeres da solidão; ao menos
segundo a minha experiência, é o mais benéfico dos prazeres. Ler nos conduz
à alteridade, seja à nossa própria ou à de nossos amigos, presentes ou
futuros. Literatura de ficção é alteridade e, portanto, alivia a solidão. Lemos
não apenas porque, na vida real, jamais conheceremos tantas pessoas como
através da leitura, mas, também, porque amizades são frágeis, propensas a
diminuir em número, a desaparecer, a sucumbir em decorrência da distância, Caso pretenda desenvolver a capacidade de formar opiniões críticas e chegar a avaliações pessoais, o ser humano precisará continuar a ler por iniciativa própria. Como ler (se o faz de maneira proficiente ou não) e o que ler não dependerá, inteiramente, da vontade do leitor, mas o porquê da leitura deve ser a satisfação de interesses pessoais. Seja apenas por divertimento ou com algum objetivo específico, em dado momento, passamos a ler apressadamente. Os indivíduos que, por iniciativa própria, lêem a Bíblia, talvez constituam exemplos mais evidentes de leitura com objetivo específico do que os leitores de Shakespeare; no entanto, a busca é a mesma.
Uma das funções da leitura é nos preparar para uma transformação, e a transformação final tem caráter universal. (...)
Considero aqui a leitura como hábito pessoal, e não como prática educativa. A maneira como lemos hoje, quando o fazemos sozinhos,manifesta uma relação contínua com o passado, a despeito da leitura atualmente praticada nas academias.



Meu leitor ideal (e herói preferido) é Samuel Johnson, que bem conhecia e tão bem expressou as vantagens e desvantagens da leitura

constante. Conforme qualquer outra atividade mental, a leitura, para

Johnson, devia atender a uma preocupação central, ou seja, algo

que “nos diz respeito, e que nos é útil”. Sir Francis Bacon, gestor de

algumas das idéias postas em prática por Johnson, ofereceu o célebre

conselho: “Não leia com o intuito de contradizer ou refutar, nem para

acreditar ou concordar, tampouco para ter o que conversar, mas para

refletir e avaliar”. A Bacon e Johnson, eu acrescentaria um terceiro sábio

da leitura, inimigo ferrenho da História e de todos os Historicismos,

Emerson, que afirmou: “Os melhores livros levam-nos à convicção de

que a naturez
promessas e programas.
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