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O relógio de ouro

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by

Juliana Scarpi

on 11 June 2014

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Transcript of O relógio de ouro

Personagens
Clarinha:
Enredo
Narrador
Foco narrativo e tipo de narrador:

narrador em 3ª pessoa
onisciente e intruso
Realismo
O Realismo(1865-1890) foi uma escola literária que combatia os ideais românticos. Marcada pelo cientificismo (valorização das ciências) e por uma demanda material e ideológica gerada pela Revolução Industrial, ele valorizava o progresso e o conhecimento.
Tempo e espaço
Com o decorrer do conto, podem-se observar várias marcações de tempo e espaço. Como indicação de época, pode-se considerar:

O próprio relógio era um instrumento comum entre os homens do século XIX, aqueles com uma corrente, que eram colocados no bolso, eram comuns nas classes altas. “Era um grande cronômetro, inteiramente novo, preso a uma elegante cadeia.” -p.3
O relógio de ouro
Machado de Assis

Os artistas dessa época passaram a adotar uma visão mais objetiva da realidade, por meio do uso da razão, tais como Machado de Assis e Eça de Queirós, este fez um comentário sobre este movimento literário:
Luís Negreiros:
Luís Negreiros era um homem educado, mas impulsivo. De maneira alguma queria maltratar e magoar a esposa, pois a amava. Suas ações refletem os valores da época, segundo os quais era aceitável a traição do homem e inadmissível a traição da mulher.
O machismo explícito no conto indica também uma época distante da nossa, mas não é tão precisa, pois o machismo existe há muito tempo. Isso é apresentado nas falas de Luís Negreiros, em um tom imperativo, de superioridade e desconfiança de sua mulher, Clarinha. “Luís Negreiros fez um gesto como de quem queria esganá-la; conteve-se. [...] Não se pode sofrear Luís Negreiros. Caminhou para ela, e segurando-lhe nos pulsos com força[...]”-p.2
Trechos que comprovam a onisciência do narrador:

"Esta situação foi ainda pior para ele que a da sala." p.2

"Noutras circunstâncias é provável que Luís Negreiros lhe caísse aos pés e pedisse perdão de a haver machucado." p.1
“Que é pois o Realismo? É uma base filosófica para todas as concepções do espírito - uma lei, uma carta, uma guia, um roteiro do pensamento humano na eterna religião do belo, bom e do justo [...]; é a negação da arte pela arte, é a proscrição do enfático e do piegas. É a abolição da retórica considerada como arte de promover a comoção [...]; é a análise com fito na verdade absoluta. Por outro lado, o Realismo é uma reação contra o Romantismo: o Romantismo era a apoteose do sentimento; o Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem [...] para condenar o que houver de mau na sociedade.”
No Realismo, o "eu" perde lugar para a sociedade e existe uma preocupação por descrever, analisar e até criticar a realidade, pois, motivados pelas teorias científicas e filosóficas, os escritores realistas desejavam captar o homem e a sociedade em sua totalidade, isto é, em seu cotidiano massacrante, no amor adúltero, no egoísmo humano e nas diferenças de classes.
O relógio de ouro

Publicado originalmente em “Jornal das Famílias” e, posteriormente, no livro “Histórias da meia-noite”, em 1873.
Outras obras
Ressurreição (1872), A Mão e a Luva(1874), Helena (1876), Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Dom Casmurro (1900), etc.
Machado de Assis
Joaquim Maria Machado de Assis (1839 – 1908) é considerado um dos maiores e mais importantes escritores da literatura brasileira. Mulato e vítima de preconceito, perdeu sua mãe muito cedo e foi criado pela madrasta.
Machado incorporava, em suas obras, a essência do ser humano, suas vontades, necessidades, seus defeitos e qualidades, fazendo uma crítica à sociedade e aos costumes da época. Seus textos, admirados por abordarem temas muito atuais, são de grande uso para podermos entender melhor a sociedade brasileira de hoje. Machado foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e seu primeiro presidente.
A aparição de um escravo avisando que o jantar estava pronto indica que a história não pode se passar após 1888, o ano em que Princesa Isabel aboliu a escravidão. “Pouco depois veio um escravo dizer que o jantar estava na mesa.” -p.2
O pai de Clarinha, Sr. Meireles, usava um chapéu quando chegara da rua, o que indica novamente uma época, na qual nenhum homem de posses saía às ruas sem um chapéu. “ Meireles, que já ia pôr o chapéu num cabide do corredor [...]”. -p.2
O fato de Sr. Meireles ter de dar a mão da filha em casamento indica novamente um período antigo, já que naquela época (século XIX) os pais deveriam dar a mão da filha em casamento. “Luís Negreiros gostava muito dele, e via correspondida essa afeição de parente e amigo, tanto mais sincera quanto que Meireles só tarde e de má vontade lhe dera a filha.” -p.3
Como indicação do decorrer do tempo, há o momento em que o escravo anuncia o jantar, que naquela época ocorria por volta do início da noite, no fim da tarde. “Pouco depois veio um escravo dizer que o jantar estava na mesa.” -p.2
“Correu assim cerca de um quarto de hora.”-p.3
Essa oração indica o decorrer do tempo após o jantar.

No final do conto, aparece como última marcação do decorrer do tempo: “Eram nove horas da noite.”-p.4

Como indicação de espaço, pode-se considerar que o conto ocorre dentro do casarão de Luís Negreiros, especificamente na alcova: “[...] o relógio estava ali, sobre uma mesa da alcova [...]” -p.1 na sala: “Deixou-se ficar na sala, a folhear um romance” -p.1 , na mesa do jantar: “Daí a pouco achavam-se todos os três à mesa de jantar.”-p.3 e na sala de costura, outro fator que indica também o tempo, pois atualmente não se tem uma sala de costura em casa. “Luís Negreiros foi ter com a mulher na sala de costura, e a achou de pé, compondo os cabelos diante de um espelho”. -p.3
Podemos chegar à conclusão de que a história se passa na cidade do Rio de Janeiro. “Clarinha amava ternamente o marido e era a mais dócil e afável criatura que por aqueles tempos respirava o ar fluminense”. -p.3
Esse trecho junto com: “... Clarinha passou a ser uma das mais invejadas da cidade” -p.3 indica que, no tempo em que ocorre a história, aqueles que pertenciam à alta sociedade carioca se conheciam.
Trechos que revelam que o narrador é intruso:

"Seria ilusão dos seus olhos? Não era;" p.1

"Por este motivo, e outros que são óbvios, compreenderá o leitor que o esposo de Clarinha se atirasse sobre..." p.1
Luís Negreiros chega em casa e, ao encontrar um relógio que não lhe pertence, fica desconfiado.

Há um desentendimento grande entre os dois durante todo o conto. Em quase todos os momentos, Luís é agressivo com a esposa.
Clarinha, diferentemente do marido, age com tristeza, fica contida.
Suspeita de uma traição, por parte da esposa.
Encontra sua mulher, Clarinha.
Indaga a esposa, perguntando-lhe a origem do relógio.
Violência contra a mulher, comum na época. (Como assim? )
Submissão da mulher ao marido.
Clarinha, após o jantar, entrega a Negreiros uma carta, que acompanhava o relógio.
A carta vinha de uma amante de Luís Negreiros.
O relógio era um presente de aniversário para Luís, vindo da amante.
O conto retrata a submissão das mulheres a seus maridos, no século XIX, quando a traição por parte do homem era tolerada, enquanto os comportamentos da mulher eram repudiados e punidos, na maioria das vezes, com violência.
Características físicas:
•       No conto, Clarinha é descrita como uma mulher bonita, pequena, delgada e com uma voz doce. Também é descrita como uma mulher invejada pelas outras moças da cidade por conta de seu marido e de seu pai.
“Era uma moça bonita, essa Clarinha, ainda que um tanto pálida, ou por isso mesmo. Era pequena e delgada; de longe parecia uma criança; de perto, quem lhe examinasse os olhos, veria bem que era mulher como poucas.”-p.1
Características psicológicas:
•       Retratando a mulher do séc XIX, Clarinha é apresentada como uma personagem frágil, dócil, meiga, e submissa ao marido. Ao perceber a traição, ela não tem uma reação violenta, tampouco enfrenta o marido; somente chora, mostrando sua inferioridade em relação ao marido e sua submissão.
“Clarinha amava ternamente o marido e era a mais dócil e afável criatura que por aqueles tempos respirava o ar fluminense.” -p.3
“Clarinha foi para o quarto; o marido, apenas se despediu do sogro, foi ter com ela. Achou-a sentada na cama, com a cabeça sobre uma almofada e soluçando.”-p.3
Meireles (pai de Clarinha):
Características físicas:
•       Meireles é apresentado como sogro de Luís Negreiros e pai de Clarinha. Ele não é descrito em detalhes no conto, mas é revelado que ele usa um chapéu-de-sol e é frívolo demais para sua idade.
Características psicológicas:
•       Meireles é descrito como um homem alegre. É dito que ele “dera” a filha de má vontade para Luís Negreiros, pois achava que a filha merecia um homem bom, melhor do que ele mesmo fora para sua esposa.
“Meireles era um homem alegre, pilhérico, [...] mas em todo caso interessante pessoa.”-p.3
“Meireles confessava ingenuamente que fora marido pouco exemplar[...]”-p.3
•       "Também aparece que, mesmo com a desconfiança do início, o sogro e o genro desenvolveram grande amizade posteriormente.
“A amizade nasceu franca entre sogro e genro [...]”-p.3
"[...] atirasse sobre uma cadeira, puxasse raivosamente os cabelos, batesse com os pés no chão, e lançasse o relógio e a corrente para cima da mesa." -p.1
"[...] concluiu no fim de tudo [...] que qualquer procedimento fora baldado ou precipitado." -p.1
"Luís Negreiros fez um gesto como de quem queria esganá-la; conteve-se."
-p.2
"Luís Negreiros imediatamente lhe soltou os pulsos que estavam arrochados. Noutras circunstâncias é provável que Luís Negreiros lhe caísse aos pés e pedisse perdão de haver machucado." -p.2
"Luís Negreiros não podia ver chorar uma mulher [...]" -p.2
"Luís Negreiros efetivamente desfazia-se todo em agrados, mimos e cortesias com a mulher [..]" -p.3
"Luís Negreiros ajoelhou-se diante dela e pegou-lhe numa das mãos." -p.3
"Achou, entretanto, que era conveniente refletir maduramente no caso e assentar numa resolução que fosse decisiva." -p.4
"Luís Negreiros era homem assomado quando a ocasião o pedia." -p.4

Machado de Assis
Rio de Janeiro no século XIX
Alice Arbex
Clara Batista
Gabriel Fracasso
Helena Santos
João Campoli
Juliana Scarpi
Laura Nunes
Luca Beting
Manuela Coelho
Pedro D'Avila
Thiago Souen
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