Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

O PIANO ROMÂNTICO

No description
by

Dânia Araújo

on 29 April 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of O PIANO ROMÂNTICO



Na música erudita ocidental, a história do piano está intimamente relacionada com um grande número de fatores, entre eles:

As mudanças no
contexto político e socioeconómico
A evolução do
estilo musical
A mudança no
tipo de público
e no
estatuto do artista
O desenvolvim
ento do
instrumento


Piano
Século XIX
O piano era o instrumento predileto do Romantismo. Todas as casas burguesas (burguesia culta) do século XIX possuíam um piano, indispensável à educação sobretudo das filhas.
PIANO
Cordofone com teclado

1709: Bartolommeo Cristofori, Florença, "Cravicembalo col Piano e col Forte" ("Cravo com Piano e Forte", "Hammerclavier" ("Cravo de Martelos")
Ciclos de Música e Poesia

Fundação Cupertino de Miranda

29 de abril de 2014

O PIANO ROMÂNTICO
Piano, Cristofori, 1720, Florença
Século XIX
: grandes transformações

Os martelos aumentaram de tamanho e de potência, o que permitiu uma execução instrumental mais enérgica;
Em 1818, Sébastien Érard inventou o mecanismo de duplo escape do piano;
Em 1825, o fabricante de Boston, Alpheus Badcock, introduziu o quadro em ferro (que permitiu aumentar a tensão das cordas, alcançar uma maior rigidez e estabilizar a afinação) e o sistema de cordas cruzadas;
Em 1826, Henri Pape, revestiu os martelos de feltro, substituindo o couro até agora utilizado, o que enriqueceu a sonoridade;
E, em 1880, o piano atinge a extensão atual de Lá-1 até Dó7.

O leve e frágil pianoforte do século XVIII foi-se transformando no grande e majestoso piano moderno.
Piano, Joseph Bohm, c.1820, Viena
Franz Schubert (1797-1828)
Improviso Op.90 nº4 (D899)
«Le musicien le plus poète qui fut jamais»  (F. Liszt)
Impromptu
(ou Improviso): composição instrumental a solo (normalmente para piano), cuja natureza pode, ocasionalmente, sugerir a improvisação, embora o nome provavelmente derive da forma casual em que a inspiração para a composição surgiu para o compositor .
Schubert compôs os seus oito Impromptus em 1827, pensando-se atualmente que foram assim intitulados pelo editor e não pelo compositor.

Improviso Op.90 nº4
Lá bemol maior, Allegretto, compasso 3/4
Improviso Op.90 nº4
de Schubert

"Vista da Penha de França", Lisboa, 1857
Tomás da Anunciação (1818-1879)
Impromptus Op.90 nº4
Franz Schubert
Frédéric Chopin (1810-1849)
“A alma da música passou sobre o mundo” (R. Schumann)
Século XIX
O piano (símbolo do individualismo romântico) era utilizado como instrumento solista, mas também como instrumento de acompanhamento do canto e de outros instrumentos, para além das enorme quantidade de transcrições e reduções de obras.

Diversidade de géneros musicais:
concertos, sonatas, mas sobretudo peças breves, onde se destacam as chamadas peças de carácter.
Nocturno Op.48 nº1
Nocturno: peça instrumental, talvez mesmo pianística, que sugere a noite e apresenta, embora variavelmente, um carácter tranquilo, meditativo e melancólico. Atingiu o seu apogeu com Chopin.
Nocturnos Op.48: dois nocturnos escritos por Chopin em 1841 e pulicados em 1842. Foram ambos dedicados a uma das suas alunas, Mlle. Laure Duperré.


Nocturno Op.48 nº1, Dó menor, Lento, compasso 4/4



Nocturno Op.48 nº1
Frédéric Chopin
"Põe toda a tua alma nisso, toca da maneira como sentes a música"
(F. Chopin)
"Cego Rabequista", 1855, José Rodrigues (1828-1887)
Nocturno Op.48 nº1
de Chopin
Século XIX
Papel do músico no Romantismo: a função social do músico é alterada, pois recusa totalmente o papel subordinado que lhe era indicado pela Corte ou pela Igreja, para reivindicar uma completa autonomia nas escolhas artísticas, as quais muitas vezes se tornaram imcompreendidas pelo público.
"Caminhante sobre o Mar de Névoa", 1818, C. D. Friedrich
Alexander Scriabin (1872-1915)
"Muito mais do que apenas um compositor"
(Boris Pasternak)
"A arte é uma forma superior de conhecimento, uma intuição análoga à dos místicos, tendo a promessa de revelar a verdadeira realidade e fornecer a passagem para um mundo trasncendental" (Scriabin)
P
oemas Op.32 nº1
e Poema Op.34
Alexander Scriabin
Século XIX
ARTISTA ROMÂNTICO

Afirmação do virtuosismo e de uma técnica instrumental perfeita, em que os grandes executantes se tornam verdadeiros heróis (Paganini, Chopin, Liszt, etc.)
Valsa Mephisto nº1 de Liszt
Dânia Araújo
Obrigada!
"Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma"
(George Shaw)
"Penhascos da Manhã",
José Rodrigues (1828-1887)
História da Música Ocidental
"Cuando Bartolomeo Cristofori construyó el primer piano, en 1698, muy pocos comprendieron la importancia e intuyeron el porvenir y el éxito del nuevo instrumento. Compositores como Handel, Bach o Couperin lo ignoraron o dieron de él opiniones negativas. Nadie, en los inicios del siglo XVIII, podía imaginar lo que iba a ocurrir: que se convertiría en el instrumento musical por excelencia. De Mozart a Beethoven, de Chopin a Debussy, su
historia acabó por coincidir con la del arte musical
".
Piero Battalino, "Historia del Piano, El instrumento, la música y los intérpretes", 1988
Poemas Op.32 nº1 e Poema Op.34, intitulado Poema Trágico
Poemas: reflete a influência da poesia, que em Scriabin esteve associada aos poetas simbolistas franceses; tratam-se de obras mais livres do ponto de vista musical.
Escritos em 1903, naquele que é considerado o seu primeiro período de composição musical.
Contraste entre as duas obras, mas em ambas, o estilo técnico e melódico e as inovações harmónicas, conduzem-nos a uma nova sonoridade .
Poemas Op.32 nº1
Poema Op.34
Franz Liszt (1811-1886)
"Liszt foi o que um príncipe deve ser" (Busoni)
Valsa Mephisto nº1
Quatro valsas para orquestra, compostas em períodos diferentes, desde 1856 a 1885; mais tarde, foram transcritas para piano.
A primeira valsa é um exemplo de música programática, com inspiração num episódio da obra
Fausto
do poeta Nikolaus Lenau (1802-1850), existindo uma nota de programa.
Tema Principal
Introdução
Valsa Mephisto nº1
Franz Liszt
"[Liszt] toca piano com mais técnica do que todos os outros... um grau de velocidade e total independência dos dedos e com um sentimento completamente musical que dificilmente pode ser igualado. Numa palavra, eu nunca ouvi um performer cuja perceção musical assim se estendesse até às pontas dos dedos" (George Sand)
"Zé Povinho", Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905)
Full transcript