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Durkheim - O Suicídio

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by

Igor Johansen

on 20 November 2015

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Transcript of Durkheim - O Suicídio

O Suicídio
- Confirmação da hipótese
- Metodologia
- Tipo geral x Tipo individual
- Quételet
- Tipo geral = Tipo médio
- Tendências individuais x Tendências coletivas
- Tipo médio e regularidade
Intensidade de uma característica
qualquer do tipo médio
- Quételet
- Normal x Anormal
- “A teoria do homem médio não resolve o problema” (p.356)
- Manifestações individuais x Tendência coletiva
- “Cenestesia social”
- Incidentes da vida privada
- Razão da repetição
Gabriela Moraes
Igor Johansen
Marília Calegari

- Inquietação:

Os indivíduos que compõem uma sociedade mudam de um ano para o outro; no entanto, o número de suicidas é o mesmo, enquanto a própria sociedade não muda. (p. 394)

- Estatística moral -> não simplesmente uma certa maneira de agir, mas o número de casos que essa maneira de agir é empregada.
Ex: suicídio, todos os anos há tantos suicídios quanto no ano precedente.

O estado de espírito que determina os homens a se matar não é transmitido pura e simplesmente, mas, o que é muito mais notável, é transmitido a um número igual de indivíduos que estão todos colocados nas condições necessárias para que ele passe ao ato. Como é possível, se apenas indivíduos estão envolvidos? (p. 396 e 397)
Estratégia
perguntas ao leitor
Cada suicida teve por iniciador e mestre uma das vítimas do ano precedente? R: Não. Descarta esta hipótese:

[...] se a igualdade numérica dos contingentes anuais não decorre de que cada caso particular engendre seu semelhante no período seguinte, só pode ser devida à ação permanente de alguma causa impessoal que paira acima de todos os casos particulares. (p. 397 e 398)

Essas forças só podem ser morais. Além do homem individual não há no mundo outro ser moral que não a sociedade.
Essas forças são,
necessariamente, sociais.
Tese:
Argumentos:
[...] os indivíduos, unindo-se, formam um ser psíquico de uma nova espécie, que, por conseguinte, tem sua maneira própria de pensar e de sentir. (p. 399)
Para criticar os que afirmam que a sociedade é idêntica à soma de suas partes:

Se, de fato, bastasse abrir os olhos e olhar bem para perceber imediatamente as leis do mundo social, a sociologia seria inútil ou, pelo menos, seria muito simples. Infelizmente, os fatos mostram de sobejo o quanto a consciência é incompetente nessa matéria. Por si só, ela nunca teria chegado a suspeitar essa obrigatoriedade que traz de volta todos os anos, em igual número, os fenômenos demográficos, se não tivesse sido advertida de fora. (p. 401, grifo nosso)
Exemplo: religião.
Exterioridade às consciências individuais: característica específica do fato social.

Ex: novamente o suicídio.

Uma vez que o punhado de pessoas que se matam a cada ano não forma um grupo natural, uma vez que elas não estão em comunicação umas com as outras, o número constante de suicídios só pode ser devido à ação de uma mesma causa que domina os indivíduos e sobrevive a eles. (p. 403)
Sobre a exterioridade dos fatos sociais:

Fato social -> exterior a cada indivíduo isolado

Exemplo: a influência da opinião pública sobre a individual

Para nós, se a vítima é um desconhecido ou um indiferente, se o autor do crime não vive nas proximidades e, portanto, não constitui uma ameaça pessoal para nós, embora achando justo que o ato seja punido, nossa emoção não é suficiente para sentirmos uma verdadeira necessidade de vingança. [...] A coisa só muda de aspecto quando a opinião pública, como se diz, se apropria do assunto. Então nos tornamos exigentes e mais ativos. Mas é a opinião pública que fala por nossa boca; agimos sob a pressão da coletividade, não como indivíduos. (p. 408).

Fecha o argumento: A observação confirma a hipótese de que a regularidade dos dados estatísticos implica que há tendências coletivas exteriores aos indivíduos. Além disso, em um número considerável de casos importantes, podemos constatar diretamente essa exterioridade.
Estratégia
recapitulação
Pensando alto...
Aplicação das ideias tratadas até então à questão do suicídio.

Ideais morais combinam: egoísmo, altruísmo e anomia.
Com moderação mútua -> agente moral em estado de equilíbrio - proteção contra suicídio.
Quando uma delas ultrapassa certo grau de intensidade em relação a outras, ela se torna suicidógena ao se individualizar.




O clínico e o sociólogo: perspectivas distintas sobre o suicídio.

Clínico: diante de casos particulares, isolados.

A causa que produz o fenômeno escapa necessariamente a quem só observa os indivíduos, pois ela está fora dos indivíduos. Para descobri-la, é preciso se colocar acima dos suicídios particulares e perceber o que constitui sua unidade. (p. 418).

Relação: O diagnóstico x o trabalho científico?
Estratégia argumentativa:

Durkheim -> indica questões que poderiam colocar em xeque a sua tese, e vai derrubando uma a uma. Exemplo:

Mas uma questão ainda está por resolver. Já que cada ano conta um número igual de suicidas, a corrente não atinge de uma só vez todos aqueles que ela pode e deve atingir. Os indivíduos que ela atingirá no próximo ano já existem agora; já agora, também, eles estão em sua maioria envolvidos na vida coletiva e, por conseguinte, submetidos à sua influência. Por que razão ela os poupa provisoriamente? (p. 418)

Resposta: “É que a força coletiva que impele o homem a se matar só o penetra pouco a pouco”. (p. 419)
Estratégia
Prever questões
Questão: Devemos considerar o suicídio um fato criminológico?

Busca na história como os povos apreciaram o suicídio moralmente.

Constituição das sociedades cristãs: o suicídio formalmente proibido por elas.



Em Bordeaux, o cadáver era pendurado pelos pés; em Abbeville, era arrastado pelas ruas sobre uma grade; em Lille, sendo homem, o cadáver, levado ao patíbulo, era pendurado; sendo mulher, era queimado. (p. 422 e 423)
Estratégia
Análise Histórica
Durkheim: amplo levantamento -> averiguar como o suicídio constava em diferentes legislações: Prússia, Alemanha, Rússia, Áustria, EUA, etc.
por Émile Durkheim
Síntese: Duas fases principais da legislação. Primeira -> é proibido ao indivíduo destruir-se por sua própria autoridade, MAS o Estado pode autorizá-lo. Segunda -> condenação é absoluta e sem exceção. A faculdade de dispor da existência humana (salvo em caso de condenação) é retirada até da sociedade.

Com o avanço na história: proibição mais radical. Por quê? => Nova concepção da pessoa humana.
O homem: adquire a marca da religiosidade, “tornou-se um deus para os homens” (p. 432).
Qualquer atentado dirigido contra ele tem para nós o efeito de sacrilégio. O suicídio é um desses atentados.
Sociedades Greco-latinas: suicídio só era considerado ilegítimo quando não tinha autorização do Estado.

Exemplo:

Em Atenas, se antes de se abater ele pedisse autorização ao Senado, fazendo valer as razões que lhe tornavam a vida intolerável, e seu pedido fosse regularmente aceito, o suicídio era considerado ato legítimo. (p. 426)
Assim, o suicídio passa a constituir um ato imoral:
Pois ele nega em seu princípio essencial a religião da humanidade.

O homem que se mata, diz-se, só prejudica a si mesmo [...]. É um erro. A sociedade é lesada, porque o sentimento em que repousam hoje suas máximas morais mais respeitadas, e que serve quase como único vínculo entre seus membros, é injuriado, e ele se afrouxaria se essa injúria pudesse produzir-se livremente. (p. 437)


Pergunta-se então:



Quais são as relações existentes entre o suicídio e outros atos imorais, como crimes e delitos?
Parte específica: Livro Terceiro - Do suicídio como fenômeno social em geral

Estrutura da apresentação:
1- O Livro Terceiro
2- Revisão
3- Condições individuais
4- A natureza da própria sociedade
5- Regularidade dos fenômenos
6- Inquietação: a regularidade do suicídio
7- A Estatística moral
8- O papel das forças sociais
9- A exterioridade dos fatos sociais
10- Ideias morais x egoísmo, altruísmo e anomia
11- Olhar clínico x olhar sociológico
12- Suicídio: Um fato criminológico? Por quê?
13- O suicídio e os crimes contra a propriedade
14- Suicídio e homicídio: análise psicológica
15- Suicídio e homicídio: questões sociais
16- Conclusões: o caráter funcionalista da
pesquisa de Durkheim
Livro Terceiro: “Do suicídio como fenômeno social em geral”

Capítulo I: “O elemento social do suicídio”
Capítulo II: “Relações do suicídio com os outros fenômenos sociais”
Capítulo III: “Consequências práticas”
Experiência pessoal(Marília Calegari)
Relembrando...

Livro Primeiro: “Os fatores extra-sociais”
Cap. 1: “O suicídio e os estados psicopáticos
Livro Segundo: “Causas sociais e tipos sociais”
Cap. 1: “Método para os determinar”


Condições individuais
* Situação exterior
* O agente
* Particularidades individuais
* Características físicas e constituição biológica
A natureza da própria sociedade

- Classificação metódica dos tipos de suicídio
- Causas sociológicas
- Constituição moral da sociedade

"Se a mulher se mata muito menos do que o homem é porque está muito menos integrada na vida coletiva do que ele.” (p.349-350)
"Eis portanto resolvido o problema que levantávamos no início deste trabalho. Não é uma metáfora a afirmação que se faz a propósito das sociedades humanas, a saber, que têm uma tendência mais ou menos acentuada para o suicídio: a expressão baseia-se na natureza das coisas. Cada grupo social tem efetivamente uma inclinação coletiva específica para este ato da qual derivam as inclinações individuais, em vez de ser a primeira a derivar dessas últimas." (p.350)
Regularidade dos fenômenos
Soma dos fatos através dos quais se manifesta no seio da sociedade
Número de indivíduos aptos a produzi-los
Grau de moralidade do suicídio: investiga teorias de relação do suicídio com outros crimes e delitos (método comparativo)

- Inversamente proporcional aos crimes contra a propriedade (na realidade era apenas uma questão de reorganização burocrática dos tribunais de justiça, mas supondo que fosse realidade, era apenas uma questão de observar o antepassado para notar que não havia relação entre as curvas);

- Mesma origem, mas com inclinações diferentes:
- crimes contra pessoas/ homicídios derivam de um caráter rude, sem respeito à vida humana, sem resistência social dos atos violentos;
- os suicídios derivam da pressão e consciência pública moralista;

O suicídio seria, segundo essas teorias da escola italiana, uma válvula de escape na medida em que a violência se manifestou dessa forma e não em homicídio.
Análise do suicídio e o homicídio segundo a unidade psicológica dos dois fenômenos:

-
por sexo

(na realidade se trata de
papeis distintos
da mulher e do homem na sociedade, mas que mesmo assim a variação não é grande entre os dois);

-
por idade
(não há relação de identidade nem antagonismo, pois
caminham de formas diferentes
);

-
sazonalidade
(sem paralelismo entre o suicídio e outro tipo de homicídio, tendo
separado os tipos
de homicídios para a análise);

-
impedimento
da manifestação violenta exterior (impedidos de manifestar exteriormente o instinto violento não haveria aumento do número de suicídios em penitenciárias, por exemplo).

=>Não derivam de um mesmo estado psicológico
A análise do suicídio e o homicídio segundo e as condições sociais das quais dependem:

Semelhanças:

- em numerosos casos há certo paralelismo no aumento de ambos em certos períodos;
- a distribuição geográfica de ambos é relativamente parecida.

Antagonismos:

- na maior parte do tempo as curvas de evolução do suicídio e do homicídio são contrastantes, relembrando que não se pode fazer uma análise sem saber a equivalência do que está sendo comparado (dividir os tipos de homicídios para que não haja nenhuma distorção dos dados) e não selecionar fatos isolados;
- o suicídio e o homicídio nunca atingem o máximo de intensidade no mesmo ponto;
- em tempo de guerra: inversamente proporcionais;
- crises políticas: inversamente proporcionais;
- rural X urbano: inversamente proporcionais;
- religião (catolicismo X protestantismo): inversamente proporcionais;
- estado civil e/ou vida familiar (casados, mais velhos e com maior propensão aos homicídios do que os celibatários, mais voltados aos suicídios).
Para chegar à conclusão preliminar -> Fatos sociais explicados pelo
antecedente
:

"Por si sós estes [fatos] já chegavam para levantar a hipótese da diversidade interna do suicídio; mas o que era simples hipótese deixa de o ser a partir do momento em que é confrontada com os resultados anteriormente obtidos que por sua vez retiram deste confronto uma prova suplementar da sua justeza." (p. 424 - edição de 1973)
Conclusões
Suicídio, de Édouard Manet, 1877.
Conclusão: diferentes tipos de suicídios -> não é possível um único e mesmo fenômeno se comportar de maneira tão diferente em condições idênticas.
Caráter funcionalista da pesquisa de Durkheim mostrando:
Analisar o todo, não priorizando casos individuais
Cuidados em analisar bem os dados e verificar se estão corretamente selecionados
Relações diversas com outras condições sociais que podem influenciar o fenômeno estudado, visto que a sociedade é uma soma de fatos sociais
Muito obrigado!!!
SOCIOLOGIA!
Disciplina DM08 - Seminário de Dissertação
Primeiro semestre de 2013
Profa. Dra. Rosana Baeninger
Mestrado em Demgorafia - UNICAMP
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