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9 - A igreja perseguida

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by

Sergio Paula

on 22 September 2012

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Transcript of 9 - A igreja perseguida

A igreja perseguida. Da morte de João ao edito de Constantino
(100-313) - Como vimos, o primeiro século foi marcado pela expansão da igreja por todo o império romano, surgindo como uma facção do judaísmo e, aos poucos, estabelecendo-se definitivamente entre os gentios. Tal fato acabou por provocar o ódio e a perseguição da igreja pelos judeus durante todo esse período. - Como causas dessas perseguições, destaca-se:

a) Caráter inclusivo do paganismo X caráter exclusivo do cristianismo.
b) Adoração aos ídolos entrelaçada com a vida.
c) Adoração ao imperador.
d) A falta de apoio do judaísmo, religião oficialmente permitida, após a destruição de Jerusalém.
e) As reuniões secretas.
f) A igualdade na igreja cristã (os cristãos eram considerados niveladores da sociedade, portanto, perturbadores da ordem social).
g) Interesses econômicos: perseguições incitadas por comerciantes de artigos religiosos ou por funcionários públicos corruptos que desejavam se apoderar dos bens dos cristãos. - Até o início do século IV, a religião cristã era proibida e seus adeptos considerados fora da lei. Entretanto, eles não eram constantemente perseguidos. As perseguições vinham em ondas.

- Nos períodos de paz, os cristãos pregavam o evangelho abertamente e construíam templos para se reunir, mas, mesmo nesses períodos de calmaria, estavam sujeitos a perigo repentino, a qualquer momento.

- Houve, entretanto, alguns períodos de curta ou longa duração, em que a igreja foi alvo de feroz perseguição. As perseguições feitas por Nero (66-68) e Domiciano (90-95) foram exemplos de simples explosões de ódio desses imperadores, sem nenhum motivo que justificasse essas ações. - O primeiro caso documentado de perseguição aos cristãos pelo Império Romano foi a perseguição promovida pelo Imperador Nero. Em 64, para livrar-se da acusação de ter incendiado a cidade de Roma, Nero, segundo Tácito, "prendeu os culpados e infligiu as mais requintadas torturas em uma classe odiada por suas abominações, chamada cristãos pelo populacho".

- Através de torturas e falsas testemunhas, obteve as "provas" para acusar os cristãos. As prisões ficaram lotadas a ponto de Tácito se referir aos encarcerados como uma "grande multidão". Sob acusação de "inimigos do gênero humano", os cristãos foram perseguidos. - No ano 81 Domiciano sucedeu ao imperador Tito que havia ordenado a destruição de Jerusalém no ano 70. Domiciano então ordenou que todos os judeus deviam enviar a Roma suas ofertas anuais, que eram oferecidas em Jerusalém. Diante da negativa dos judeus, desencadeou a segunda perseguição, que também atingiu em cheio os cristãos, sendo que milhares foram torturados e mortos, especialmente em Roma e em toda a Itália. - As perseguições se prolongaram por cerca de 300 anos e, nesse período, milhares de cristãos foram torturados, crucificados, decapitados ou devorados por feras nas arenas. - Avanços do cristianismo nesse período:

i) Formação do cânon do Novo Testamento: esse foi um processo lento e gradual, mas, nos concílios posteriores ao ano 300, não foram adicionados novos livros, sendo apenas ratificadas as escolhas já feitas pela igreja.

ii) Desenvolvimento da organização eclesiástica: isso foi necessário em vista da perda da autoridade apostólica; crescimento da igreja; surgimento de seitas e heresias; analogia com o império.

iii) Desenvolvimento da doutrina: vários teólogos e estudiosos surgiram nesse período, muitos dos quais morreram como mártires. - Um dos efeitos produzidos pelas provações foi a consolidação de uma igreja purificada: As perseguições conservavam afastados aqueles que não eram sinceros em sua confissão de fé. Ao contrário do que se observou em períodos posteriores, ninguém se unia à comunidade cristã na esperança de obter lucros ou popularidade.
Ao assumir a fé, os crentes se preparavam para perder tudo o que tinham, inclusive, a própria vida. Na próxima aula:
A igreja imperial. - Nos séculos II e III, o fato de maior destaque na história da igreja foi, sem dúvida, a perseguição ao cristianismo promovida pelos imperadores romanos.

- A perseguição do século IV durou até o ano 313, quando o Edito de Constantino, o primeiro imperador Cristão, proibiu qualquer atentado contra a igreja. - As formas de execução utilizadas incluíram crucificação e lançamento de cristãos para serem devorados por leões e outras feras selvagens. Os Annales de Tácito informam: "... uma grande multidão foi condenada não apenas pelo crime de incêndio, mas por ódio contra a raça humana. E, em suas mortes, eles foram feitos objeto de esporte, pois foram amarrados nos esconderijos de bestas selvagens e feitos em pedaços por cães, ou cravados em cruzes, ou incendiados, e, ao fim do dia, eram queimados para servirem de luz noturna". - Conta a tradição que, no auge dessa perseguição, João o último dos apóstolos ainda vivo, no ano 92, após ter sido interrogado pelo Imperador e não negar a Cristo, foi condenado a ser mergulhado em uma caldeira fervente. Porém, segundo Clemente, "a caldeira ardente e fumegante tornou-se subitamente em suave orvalho. Todas as ordens do pretor, toda a cólera dos carrascos foi incapaz de fazer acender de novo a fornalha; e, como uma águia, João saiu do seio das chamas remoçado e renovado”.
- Em uma série de editos, determinou-se que todos os exemplares da Bíblia fossem queimados. Ordenou-se ainda que todos os templos construídos durante meio século de aparente calma fossem destruídos. Além disso, exigiu-se que todos renunciassem ao cristianismo e à fé. Aqueles que o não fizessem, perderiam a cidadania romana e ficariam sem a proteção da lei.

- Em algumas ocasiões, os cristãos foram encerrados dentro dos templos, os quais eram queimados com todos os membros em seu interior.

- Consta que o imperador Diocleciano erigiu um monumento com a seguinte inscrição: “Em honra ao extermínio da superstição cristã”. - Nesse período, a igreja teve que lutar não apenas contra as perseguições do império, mas também contra inimigos que surgiam dentro do próprio rebanho. Pode-se afirmar que o desenvolvimento da doutrina se deu, em boa medida, como forma de reação às seitas e heresias que tentavam contaminar a igreja. - Apesar da existência de seitas e heresias, o cristianismo manteve-se unido na doutrina, no costume e na comunhão, sendo a igreja inteiramente organizada.

- Apesar das perseguições, o cristianismo crescia com rapidez assombrosa. Ao findar o período de perseguição, a igreja era suficientemente numerosa para se constituir na instituição mais poderosa do império. Calcula-se que o número de cristãos desse período tenha ultrapassado em muito a cada dos milhões. Ap 12.10-11

"Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida". Resumo - A Igreja Perseguida (100 a 313 d.C.)

Característica: Opressão da Igreja pelo estado romano.
Principais Líderes: Policarpo, Inácio, Irineo, Justino e Tertuliano.
Perseguição: Esse período foi marcado por severa perseguição ao cristianismo pelos imperadores romanos.
Obra Missionária: Embora prejudicada pela forte perseguição, a igreja não deixou de proclamar o evangelho e se expandir por todo o império.
Heresias: Gnosticismo, Ebionismo, Maniqueismo.
Fidelidade à Palavra de Deus: Embora a Igreja fosse perseguida, permanecia fiel à Palavra e à doutrina.
Evento Subsequente: Esse período é finalizado com o Edito do Imperador Constantino em 313 d.C., que acabou com a perseguição e tornou o cristianismo a religião oficial do Império Romano. Gnosticismo: Trata-se de uma doutrina da salvação por meio do conhecimento. Deriva de “gnosis”, que é “conhecimento” em grego. Defendiam a perversidade da matéria, que seria como uma decadência do espírito, e afirmavam que o universo era uma degeneração da deidade para esperar a regeneração da matéria, num retorno ao Pai-Espírito mediante um salvador enviado por Deus. Para os gnósticos, Cristo não teria vindo ao mundo em carne, mas apenas em espírito, e teria ainda transmitido informações secretas a alguns privilegiados. Alguns dos ensinamentos gnósticos são ainda hoje defendidos em religiões esotéricas e no espiritismo kardecista. Ebionismo: Tem origem na palavra “pobre”, no hebraico “evion”. Eram judeus-cristãos que insistiam na observância da lei e dos costumes judaicos, enfatizando a natureza humana de Cristo. Rejeitavam as cartas escritas por Paulo. Eram considerados como apóstatas tanto pelos cristãos quanto pelos judeus não convertidos. Até hoje há seitas que defendem a observância da certos trechos da Lei de Moisés (se bem que não toda ela), tais como os Adventistas do 7º dia. Maniqueísmo: De origem persa, o nome vem do seu fundador, Mani. Acreditavam que o universo compõe-se do reino das trevas e da luz e ambos lutam pelo domínio do homem. Rejeitavam a Jesus, porém criam em um “Cristo celestial”. Sincretizava ideias cristãs, budistas e pagãs em geral. Pensamentos maniqueístas são abundantes em movimentos como a atual “Nova Era”. Arianismo: Doutrina criada por Ário, bispo de Alexandria, que negava a divindade de Jesus, considerando-o um deus menor, de segunda categoria. Essa heresia causou imenso problema à Igreja cristã, arrebanhando grande quantidade de bispos. A disputa contra os arianos é comumente chamada de “controvérsia ariana” e acirrou-se entre 318 a 381 d.C. O nome que se destaca no combate contra essas ideias é o de Atanásio. O Concílio de Nicéia tentou por fim à disputa, ao afirmar a plena divindade de Jesus, entretanto, as ideias arianas ainda permanecem vivas em seitas como as “Testemunhas de Jeová”. - A última, a mais sistemática
e a mais terrível
de todas as
perseguições
ocorreu no
governo de
Diocleciano e
seus sucessores, de 303 a 310. De 98-161, durante o reinado dos imperadores Nerva, Trajano, Adriano e Antonino Pio, o Cristianismo não era reconhecido, mas também não foi perseguido de modo severo, todavia, vários mártires foram executados nesse período, como Simeão, bispo da igreja em Jerusalém (irmão de Cristo), crucificado no ano 107, durante o reinado de Trajano; Inácio, bispo de Antioquia da Síria, lançado às feras no anfiteatro romano, no ano 108. Marco Aurélio, que reinou de 161 a 180, apesar da reputação de ser um bom governante, foi um pertinaz perseguidor dos cristãos. Milhares de crentes foram decapitados e devorados por feras na arena. Entre a multidão de mártires desse período, cita-se:

- Policarpo, bispo de Esmirna, queimado no ano 155. Após ser instado a negar sua fé, assim respondeu: "Oitenta e seis anos o servi, e somente bens recebi durante todo o tempo. Como poderia eu agora negar ao meu Senhor e Salvador?".

- Justino Mártir, um dos homens mais competentes e crentes de seu tempo. Seus livros oferecem valiosas informações sobre a vida da igreja no 2º século. Seu martírio deu-se em Roma, em 166. Após a morte de Marco Aurélio, seguiu-se um período de instabilidade entre períodos de paz ou de perseguição repentinas. Entretanto, Septímio Severo, no ano 202, iniciou uma terrível perseguição que durou até a sua morte, no ano 211.
Severo possuía uma natureza mórbida e melancólica e tentou restaurar as religiões decadentes do passado. A perseguição se alastrou por todo o império, porém, foi mais intensa no Egito e norte da África. Em Alexandria, Leônidas, pai do grande teólogo Orígenes, foi decapitado. Por conta de sua crueldade, Septímio Severo foi considerado por muitos escritores cristãos como o próprio anticristo. No governo dos imperadores que se seguiram em rápida sucessão, a igreja foi esquecida pelo período de 40 anos. Entretanto, no governo de Décio (249-251) iniciou-se outra terrível perseguição. Felizmente seu governo foi curto e com sua morte cessou a perseguição durante algum tempo.
Com a morte de Décio seguiram-se mais de cinquenta anos de relativa calma, somente quebrada em alguns períodos por breves levantes contra os cristãos. Um desses períodos foi no tempo de Valeriano, no ano 257. O célebre Cipriano, bispo de Cartago, um dos maiores escritores e dirigentes da igreja desse período, e Sexto, bispo romano, foram martirizados.
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