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PARNASIANISMO

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by

Lucília Pamplona

on 17 September 2014

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Transcript of PARNASIANISMO

PARNASIANISMO
HISTÓRIA DO PARNASIANISMO
Segunda metade do séc. XIX
Razão toma o lugar dos sentimentos na produção literária
Depois de algum tempo, os poetas passam a privilegiar a perfeição da forma = estética parnasiana
Busca de sentido para a existência humana através da perfeição estética.
Marco inicial no Brasil -> publicação da obra "Fanfarras" de Teófilo Dias
Marco incial na França -> publicação da obra "Batalha do Parnaso"
Parnasianismo é a manifestação poética do Realismo, mesmo não mantendo pontos de contato
O MODELO PARNASIANO - caracteristicas
PROJETO LITERÁRIO
Objetivo devolver a beleza formal á poesia.

Eliminação de excessos sentimentalistas dos românticos, que poderiam comprometer a qualidade artistica dos poemas.

Função da arte: produzir o belo.

Lema: arte pela arte
ESTÉTICA PARNASIANA
ABYSSUS - OLAVO BILAC
Bela

e
traidora!

Beijas
e

assassinas.
.
.
Quem te vê não tem forças que te oponha:
Ama-te,
e
dorme
no teu seio,
e

sonha
,
E,
quando
acorda,
acorda feito em ruínas...

Seduzes,

e

convidas,
e

fascinas,
Como o abismo que, pérfido, a medonha
Fauce apresenta
flórida

e

risonha,
Tapetada de
rosas

e

boninas.

O viajor, vendo as flores, fatigado
Foge o sol,
e
, deixando a estrada poenta,
Avança incauto... Súbito, esbroado,

Falta-lhe o solo aos pés:
recua
e
corre,

Vacila
e

grita, luta
e
se
ensangüenta,
E
rola,
e

tomba,

e

se espedaça
,
e
morre...
A BATALHA DO PARNASO
> Polêmica literária cuja principal interesse dos poetas era defender a possibilidade de criação de uma poesía filosófico-científica que refletisse o espirito da época.
> Agitou o cenário cultural.
> Preparou o publico para uma significativa mudança no tom dos poemas.
SEC XIX
FANFARRAS - TEÓFILO DIAS (1882)
Primeira obra a incorporar de fato os principios do projeto literário parnansiano
1882 associado ao inicio do parnasianismo no Brasil
OLAVO BILAC - POETA DAS ESTRELAS
Olavo Bilac (1865-1918) foi um poeta e jornalista brasileiro.
Escreveu a letra do Hino à Bandeira brasileira.
membro fundador da Academia Brasileira de Letras
Um dos principais representantes do Movimento Parnasiano
Valorizou o cuidado formal do poema, em busca de palavras raras, rimas ricas e rigidez das regras da composição poética.
Pertenceu à Escola Parnasiana Brasileira, sendo um dos seus principais poetas.
Sua primeira obra foi "Poesias", publicada em 1888. Nela o poeta já estava identificado com as propostas do Parnasianismo.
Escreveu sobre temas greco-romanos.
Fez várias descrições da natureza, indicando uma herança romântica.
AUTORES PARNASIANOS BRASILEIROS
Raimundo correia
Vicente de carvalho
Vicente Augusto de Carvalho, advogado, jornalista, político, magistrado e poeta, nasceu em Santos, SP, em 5 de abril de 1866, Fez o primário na cidade natal e, aos 12 anos, seguiu para São Paulo, com 20 anos, era bacharel em Direito.
Poeta lírico, ligou-se desde o início ao grupo de jovens poetas de tendência parnasiana. Foi grande artista do verso, da fase criadora do Parnasianismo
O MURO - ALBERTO DE OLIVEIRA
É um velho paredão, todo gretado,
Roto e negro, a que o tempo uma oferenda
Deixou num cacto em flor ensangüentado
E, num pouco de musgo em cada fenda.

Serve há muito de encerro a uma vivenda;
Protegê-la e guardá-la é seu cuidado;
Talvez consigo esta missão compreenda,
Sempre em seu posto, firme e alevantado.

Horas mortas, a lua o véu desata,
E em cheio brilha; a solidão estrela
Toda de um vago cintilar de prata;

E o velho muro, alta a parede nua,
Olha em redor, espreita a sombra, e vela,
Entre os beijos e lágrimas da lua.

Théophile Gautier
Pierre Jules Théophile Gautier, nascido em Tarbes em 31 de Agosto de 1811, foi um escritor, poeta, jornalista e crítico literário francês. Como poeta iniciou-se no romantismo, mas cedo rompeu com esse estilo. Os seus melhores trabalhos, muito apreciados pela crítica da época, fazem parte da escola parnasiana da qual foi um dos principais precursores.

Em 1835, publicou o romance “Mademoiselle de Maupin”, que é a sua novela mais conhecida. No prefácio de Mademoiselle de Maupin, Gautier afirma sua posição estética, seu culto da arte pela arte, seu desdém pela moral, sustentando a tese de que a arte e a moral nada têm em comum.

Todo o esforço de Gautier foi, no campo da arte, a procura pela forma ideal da Beleza, da Palavra, minuciosamente escolhida, dos ritmos, dos sons, rimas, que deveriam primar, antes de tudo, pelo rigor da forma, pelo apuro da linguagem. Embora parnasiano, sua poesia mescla elementos diversificados, que vão do exótico, do concreto, do plástico-visual ao sonho.

Gautier pregava a necessidade do rigor formal na composição poética, a busca de imagens que sugerissem plasticidade e o abandono do subjetivismo. Na opinião de Gautier, a palavra deveria ser tratada como um objeto - e o poema deveria nascer da reflexão, e não do automatismo da inspiração.


FRANCISCA JÚLIA da SILVA MUNSTER
A poesia de Francisca Júlia pode ser dividida em duas partes: a parnasiana, com a qual obteve pronta celebridade, e a simbolista, nesta incluídos também os poemas de finalidade mística e moral.

No seu parnasianismo, a poeta seguiu rigorosamente os padrões franceses de impessoalidade e impassibilidade. Sua poesia é plástica e sonora; a poetisa professou a "arte pela arte" e apreciou a austeridade formal.

Mas já em Mármores publicava dois poemas claramente simbolistas. Mais tarde, quando passa a seguir doutrinas esotéricas, abandona alguns princípios parnasianos e procura fazer poesia de ensinamento moral e místico - é o que acontece principalmente em seus últimos sonetos, caracterizados por grande melancolia.

Francisca Júlia é autora de sonetos que figuram entre os mais bem realizados do Parnasianismo. Considerada a maior poetisa da língua portuguesa em seu tempo, Francisca Julia foi a mais fiel representante do Parnasianismo no Brasil, e sua obra é um exemplo do respeito à forma e à impassibilidade exigida pelo movimento parnasiano francês. Francisca Júlia é criadora de versos perfeitos.

Alphonse Maria Mucha
O parnasianismo tem sua pedra fundamental pautada nas pinturas de Alphonse Maria Mucha: a Art Noveau (Arte Nova), que buscava romper com a era industrial por meio do rebuscamento, valorização da forma e ênfase nas ornamentações, valorização da lógica e do conhecimento racional e oposição ao movimento romântico.

Alphonse Maria Mucha nasceu em Ivancice, em 24 de julho de 1860 e faleceu em Praga, em 14 de julho de 1939. Foi um ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França de 1894 a 1900 e uma série chamada Épicos Eslavos entre 1912 e 1930.
PROFISSÃO DE FÉ - OLAVO BILAC
"Torce, aprimora, alteia, lima
A frase; e enfim,
No verso de ouro, engasga a rima,
Como um rubim."
RIMAS PERFEITAS
"Deusa! A onda vil, que se avoluma
De um torço mar,
Deixa-a crescer; e o lodo e a espuma
Deixa-a rolar!"
ENDEUSAMENTO A FORMA
"Este, que, de entre os mais, o vulto
Ferrenho alteia,
E, em jacto expele o amargo insulto
Que te enlameia:
VOCABULARIO REFINADO
"Ver esta língua, que cultivo,
Sem ouropéis,
Mirrada ao hálito nocivo
Dos infiéis!"
CULTO A LINGUA
Pode ser considerada poesia anti-romântica
Termo - Parnasianismo - relaciona-se ao “Parnassus”(um lugar mitológico que seria a morada das musas e ondeos artistas buscariam inspiração)
Parnasianismo só conseguiu êxito na França e no Brasil.
Combatido ferozmente pelos modernistas por seu culto excessivo à forma, quase sem conteúdo, e seu desvinculamento da realidade.
Parnasianismo sobreviveu ao Simbolismo e ao Pré-Modernismo, mas teve fim com a consolidação do Modernismo no Brasil.

CONTEXTO HISTÓRICO
A abolição da escravatura (1888) coincide com a estréia literária de Olavo Bilac. No ano seguinte houve a queda do regime imperial com a Proclamação da República.

A transição do século XIX para o século XX representou para o Brasil, um período de consolidação das novas instituições republicanas

Fim do regime militar

Desenvolvimento dos governos civis

Restauração das finanças

Impulso ao progresso material.
Poeta e diplomata brasileiro, foi considerado um dos inovadores da poesia brasileira.
Obras Principais:
Primeiros Sonhos(1879)
Sinfonias(1883)
Versos e Versões(1887)
Aleluias(1891)
Raimundo Correia foi um consumado artesão do verso, dominando com perfeição as técnicas de montagem e construção do poema.
Tinha como características pessoais o pessimismo, o predomínio da simulação
Alberto de Oliveira (1857-1937)
Ao lado de Machado de Assis, faz parte ativa na Fundação da Academia de Letras.
Foi doutor honoris causa pela Universidade de Buenos Aires.
Elegem-no "príncipe dos poetas brasileiros" num concurso promovido pela revista Fon-Fon, para substituir o lugar deixado por Olavo Bilac.
Obras principais: Canções Românticas(1878); Meridionais(1884); Sonetos e Poemas(1885); Versos e rimas(1895).
De todos os parnasianos o que mais permaneceu atado aos mais rigorosos padrões do movimento.
Características principais da sua poesia:
*
a objetividade, a impassibilidade, correção técnica, a excessiva preocupação formal, sintaxe rebuscada e a fuga ao sentimental.


"A DISCIPLINA DO BOM GOSTO"
Reavaliação da realiadade a partir da razão e não mais da emoção.
Romances realistas, naturalistas e poesia parnasiana são manifestações dessas mudanças.
Novos parâmetros estéticos para definir romance transformação radical na poesia.
Poesia espaço privilegiado para a expressão das emoções humanas.
Abandono dos rigores formais na composição de poemas por parte dos românticos.
"A DISCIPLINA DO BOM GOSTO"
Cuidado com a forma, foi atacado na França com a chegada da reação anti-romântica.
Théophile Gautier e Leconte de Lisle publicam uma antologia (coleção de trabalhos literários) de poemas - "O parnaso Contemporâneo" - defendendo a necessidade de tratar os temas poéticos de modo mais objetivo, pondo fim as "lamúrias" românticas.
Titulo faz referência a uma montanha da grécia - o parnaso - morada do deus Apolo e das musas.
"A DISCIPLINA DO BOM GOSTO"
Poetas francesas procuraram resgatar a visão de arte como sinônimo de "beleza formal", alcançada por meio de um trabalho cuidadoso e detalhista = parnasianismo.

Para Gautier (lider anti-romêntico), arte não existe para a humanidade, para a sociedade ou para a moral, mas para si mesma. A finalidade da arte seria, portanto, a própria arte.
principal caracteristica parnasianista
OS AGENTES DO DISCURSO
Circulaçao dos textos desde o inicio do romantismo, era feita via jornais e periódicos.
Publico fiel - aguardavam novas obras nos jornais.
Memoria dos leitores - os versos mais bonitos eram gravados, decoratos e citados.

"Quando uma virgem morre, uma estrela aparece"

"Pois só quem ama é capaz de ouvir e de entender as estrelas"
O PARNASIANISMO E O PUBLICO
Olavo Bilac ganhou grande admiração do publico brasileiro, pois correspondia aos ideias da sociedade para a qual escrevia.
Representante do brasileiro médio
Sociedade brasileira buscava leituras leves e ligeiras.
Busca pela palavra de efeito, rima trabalhada, ritmo candente(ardente).
Esteticismo belo, sem preocupação com os problemas sociais, arte pela arte.
Impassibilidade negação ao sentimentalismo exagerado, rejeição a subjetividade.
Poesia descritiva descrições pormenorizadas de objetos e cenas da natureza.
Retomada dos modelos clássicos Antigüidade greco-romana, tida como modelo de perfeição e beleza.
Perfeição formal O importante era a palavra, a aparência e a sonoridade.Tamanha era a preocupação formal que os parnasianos ficaram conhecidos como “poetas de dicionário”.
RIMAS
POBRES
quando as palavras rimadas pertencem à mesma classe gramatical
RICAS
quando as palavras rimadas pertencem a classes gramaticais diferentes
RARAS
quando as palavras rimadas apresentam terminações incomuns
“Entre as ruínas de um convento,
De uma coluna quebrada
Sobre os destroços, ao vento
Vive uma flor isolada”
RIMAS POBRES
convento/vento = substantivos
quebrada/isolada = adjetivos
RIMAS RICAS
“Sonha … Porém de súbito a violento
Abalo acorda. Em torno as folhas bolem …
É o vento! E o ninho lhe arrebata o vento”.
Violento=adjetivo/vento=substantivo
RIMAS RARAS
“Que ouço ao longe o oráculo de Elêusis.
Se um dia eu fosse teu e fosses minha,
O nosso amor conceberia um mundo
E de teu ventre nasceriam deuses”.
Elêusis/deuses - preocupação sonora
Postura anti-romântica - sem sentimentalismo exagerado
Objetividade temática - ausencia de subjetividade
Arte pela Arte - É auto-suficiente e justifica-se apenas por sua beleza formal.
Culto da forma - utilização de sonetos
Tentativa de atingir a impassibilidade e a impessoalidade - nada de vida pessoal.
Universalismo
Descrições objetivas da natureza e de objetos - detalhes
Retomada da Antiguidade Clássica com seu racionalismo e formas perfeitas
Surge a poesia de meditação, filosófica - mas artificial
Metrificação rigorosa - mesmo numero de silabas, ou o texto segue numa constante silábica.
Jessyca Oliveira
Geovanna Zardini
Lana Alves
Leandra Leite
Lucília Pains
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