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GUIMARÃES ROSA

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by

Adriana Lomba

on 30 October 2013

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Transcript of GUIMARÃES ROSA

SAGARANA
- Magma (1936), poemas. Não chegou a publicá-los.

- Sagarana (1946), contos e novelas regionalistas. Livro de estréia.

- Com o vaqueiro Mariano (1947)

- Corpo de Baile (1956), novelas. (Atualmente publicado em três partes:

- Manuelzão e Miguilim,
- No Urubuquaquá, no Pinhém e
- Noites do sertão.)

- Grande Sertão: Veredas (1956), romance.

- Primeiras estórias (1962), contos.

- Tutaméia:Terceiras estórias (1967), contos.

- Estas estórias (1969), contos. Obra póstuma.

- Ave, palavra (1970) diversos. Obra póstuma.
SAGA =
CANTO HEROICO
RANA =
À MANEIRA DE
9 NOVELAS
histórias adultas da Carochinha

REGIONALISMO UNIVERSALIZANTE
LINGUAGEM - ESTILIZAÇÃO DO FALAR REGIONAL
INVENÇÃO LINGUÍSTICA
neologismo
LINGUAGEM POÉTICA
chave para o entendimento
PAISAGENS E DESCRIÇÕES
impressionar sensorialmente o leitor
PERSONAGENS
em situações limites
iluminadas x sombrias
entre o real e o fabuloso
BIBLIOGRAFIA
GUIMARÃES ROSA
Cordisburgo (MG) a 27 de junho de 1908
Autodidata
Idiomas: francês, holandês, alemão, inglês, espanhol, italiano, latim, grego, sueco, entre outros (!)
Faculdade de medicina na Universidade de MG
Formado - Itaguara (Itaúna - MG)
Supersticioso e místico
Cônsul
Problemas cardíacos
Toma posse na Academia Brasileira de Letras.
Falece 3 dias depois (19 de novembro de 1967)
OS CONTOS
Lalino Salãthiel / Maria Rita / Marra / Ramiro / Waldemar / Major Anacleto / Tio Laudônio / Benigno / Estêvão

Foco Narrativo: terceira pessoa (onisciente) - não participa da história

farta citação de lugares e personagens da região de Itaguara
paródia da "Parábola do Filho Pródigo"
aproxima-se da novela picaresca

Traços Biográficos de Lalino Salãthiel
ou a volta do Marido Pródigo
Primo Argemiro / Primo Ribeiro / Prima Luísa / Jiló

Foco Narrativo: em terceira pessoa (onisciente) - não participa da história.

Espaço: Fazenda do Primo Ribeiro

Linha trágica - mundo em ruínas
Conto sobre os efeitos morais da maleita
Linguagem "treme"

SARAPALHA
DUELO
Turíbio Todo / Cassiano Gomes / Dona Silivana / Timpim Vinte-e-Um

Foco Narrativo em terceira pessoa (onisciente)
estabelece diálogos com o leitor
mesclagem entre o que se narra e a fala de algumas das personagens
opiniões pessoais do narrador em determinadas situações

Espaço: Arraial de Vista-Alegre

Alegoria da fatalidade, de inexorabilidade do destino humano.


CORPO FECHADO
Médico / Manuel Fulô / Beija-Flor / Das Dor / Targino / Antônio das Pedras-Águas

Foco Narrativo: em primeira pessoa - participa da história (visão limitada)

Espaço: Laginha

Começa no final
Narrativa em forma de entrevista.
Mundo de feitiçarias e bruxarias
a saga dos valentões das gerais
a saga dos ciganos
A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA
Augusto Esteves Matraga / Joãozinho Bem-Bem / Quim Recadeiro / Dona Dionóra / Mitinha / Major Consilva / Tião da Thereza

Foco Narrativo: em terceira pessoa (onisciente - como se fosse sua consciência)

Espaço: farta nomeação de lugares e regiões

Tempo: mais voltado ao psicológico

Linguagem: casamento entre o regional e o erudito



“Matraga” é, essencialmente, um texto épico
um momento pode valer por toda uma vida
atribui dimensões metafísicas ao motivo da bandidagem
passa do mal ao bem, da perdição à salvação.
ascese


Importância dos nomes
Matraga: recebe esse nome somente no final, ao morrer. Em vida, ou seja, em todo o conto, ele só é chamado de Nhô Augusto, que quer dizer o maior, o primeiro entre todos, ou Nhô Augusto Esteves
Joãozinho Bem-Bem, pode indicar o seu propósito de impor justiça (mas... por não se separar de Flosino Capeta) trazia consigo o mal


Este texto é poético porque:
privilegia o aspecto significante dos vocábulos, como a sonoridade, a sugestão cromática e o poder de estranhamento não se
trata de um texto apenas informativo, mas também lúdico, programado para envolver sensorialmente o leitor, estimulando a imaginação do leitor
Trata-se de um texto essencialmente enumerativo, cumulativo, cujo objetivo é saturar o leitor com dados sobre a personagem, processo que acaba por obscurecer um pouco a abertura, produzindo mais uma impressão sensorial do que um entendimento racional.


Matraga” representa o primeiro exercício realmente genial do autor com os dispositivos clássicos da narrativa tradicional, com princípio, meio e fim
Além do suspense bem organizado, o enredo apresenta final surpreendente e compatível com a psicologia das personagens.
O BURRINHO PEDRÊS
Sete-de-Ouros / Major Saulo / Francolim / Raymundão / Zé Grande / Silvino / João Manico / Badu

Foco Narrativo: terceira pessoa (onisciência relativizada)

Espaço: a Fazenda da Tampa

todos têm a sua hora e sua vez de ser útil
metáfora da experiência da velhice
animais elevados a herois

Elementos fundamentais da obra roseana presentes nesse conto:
O nome do burrinho, Sete-de-Ouros, é recoberto pela magia de um número místico (sete) e pela força simbólica do ouro,
A travessia = a superação de obstáculos por ocultos caminhos
Forças mágicas, da natureza
Fracos tornam-se fortes.
Narrador / Santana / José Malvino / Tio Emílio / Maria Irma / Armanda / Bento Porfírio

Foco Narrativo: em primeira pessoa - participante da história = visão limitada

Espaço: Fazenda Saco-do-Sumidouro

Algumas temáticas desenvolvidas:
a saga da política no interior (tio Emilio)
a honra sertaneja (morte do Bento Porfírio)
os caprichos do Destino (casamento de Armanda com o narrador)

Paródia (entre sentimental e irônica) das estórias de amor com final feliz
MINHA GENTE
José / João Mangolô / Aurísio Manquitola / Tião Tranjão

Foco Narrativo: em primeira pessoa - participa da trama (José)

Espaço: Calango-Frito

Segundo o próprio autor "a peça mais trabalhada do livro Sagarana

mito e a fantasia aparecem sob formas de:
superstições e premonições
crença em aparições

homem e natureza = dois lados de uma mesma moeda

poema de homenagem ao conhecimento estético (sensual/sensível) do universo
A cegueira do narrador: pretexto para pôr em uso outros sentidos
SÃO MARCOS
Tiãozinho / Agenor Soronho / Januário / Buscapé, Namorado, Capitão, Brabagato, Dansador, Brilhante, Realejo e Canindé

Foco Narrativo: em terceira pessoa (Manuel Timborna, que é entrevistado pelo autor, que pede para recriar a história)

Espaço: uma estrada do interior de Minas Gerais.

Fábula sobre a justiça e a harmonia do cosmos.
Problemática da relação Homem - Natureza - Animal (“filosofia animal” e a “bestialidade humana” )
Reflexões sobre o poder e a fraqueza
Boi não é apenas ícone da natureza, torna-se personagem ativo.
Forma com o menino Tiãozinho um só personagem, metade humano metade animal ( A parte homem do ser antropomórfico e hibrido, o menino “humano”, não possui o dom da palavra. A palavra surge na consciência dos bois. Ao menino, cabe apenas o desejo de vingança e a vergonha imposta pela atitude pecaminosa da mãe.)
CONVERSA DE BOIS
Conclusion
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