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by

juliana Araujo

on 6 December 2013

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Transcript of Copy of Untitled Prezi

Manuel da Fonseca
Obra e Autor
Estrutura Externa
Estrutura Interna
Impressão da Leitura
Gostei bastante da obra, é fácil à leitura e transmite muitos sentimentos do sujeito poético com os quais eu me identifiquei.
O vagabundo do mar
Manuel da Fonseca
Sou barco de vela e remo
sou vagabundo do mar.
Não tenho escala marcada
nem hora de chegar:
é tudo conforme o vento,
tudo conforme a maré...
Muitas vezes acontece
largar o rumo tomado
da praia onde ia...
Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto de abrigo?
ou foi a minha vontade
de vagabundo do mar?
Sei lá
Fosse o que fosse
não tenho rota marcada
ando ao sabor da maré.
É por isso, meus amigos,
que a tempestade da Vida
me apanhou no alto mar.
E agora
queira ou não queira,
cara alegre e braço forte:
estou no meu posto a lutar!
Se for ao fundo acabou-se.
Estas coisas acontecem
aos vagabundos do mar.
Biografia do autor
Escritor português;
Vulto destacado do Neorrealismo;
Nasceu a 15 de outubro de 1911, em Santiago do Cacém, e morreu a 11 de março de 1993, em Lisboa;
O espaço de eleição dos seus primeiros textos é o Alentejo (sua terra natal);
Em sua homenagem existe a Escola Secundária de Santiago do Cacém e a Biblioteca Municipal de Castro Verde;
Fez parte do ramo da Comunicação Social, escrevendo várias crónicas para jornais e revistas;
As suas obras abrangem a poesia, os contos e os romances.
Tema / Assunto
O tema desta obra é o mar e a partir do poema podemos identificar que o seu assunto é a procura do desconhecido e do seguro, a vontade de liberdade, a incerteza e as dificuldades a enfrentar enquanto marinheiro.
Divisão do Poema
Introdução:
Desenvolvimento:
Conclusão:
Verso 1-6
Verso 7-15
Verso 16-28
Resumo de cada uma das partes
Introdução
Desenvolvimento
Conclusão
Caracterização e sentimentos do sujeito poético
Aspetos relacionados com a utilização da linguagem
1 estrofe (poema monostrófico) com 28 versos
Rima / Tipo de rima:
Sou barco de vela e remo
sou vagabundo do mar.
Não tenho escala marcada
nem hora de chegar:
é tudo conforme o vento,
tudo conforme a maré...
Muitas vezes acontece
largar o rumo tomado
da praia onde ia...
Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto de abrigo?
ou foi a minha vontade
de vagabundo do mar?
Sei lá
Fosse o que fosse
não tenho rota marcada
ando ao sabor da maré.
É por isso, meus amigos,
que a tempestade da Vida
me apanhou no alto mar.
E agora
queira ou não queira,
cara alegre e braço forte:
estou no meu posto a lutar!
Se for ao fundo acabou-se.
Estas coisas acontecem
aos vagabundos do mar.
A
B
C
B
D
E
F
G
H
I
J
K
L
B
M
N
O
P
Q
R
B
S
T
U
B
V
W
B
cruzada
interpolada
Posição no verso:
Tonicidade:
Sonoridade:
Valores:
Externa
Aguda / Masculina
Perfeitas
Ricas
Predomina a Redondilha Maior (7 sílabas métricas)
Sou barco de vela e remo
sou vagabundo do mar.
Não tenho escala marcada
nem hora de chegar:
é tudo conforme o vento,
tudo conforme a maré...
O sujeito poético revela-nos como se sente enquanto marinheiro e como é a sua vida enquanto navega.
Revela-nos também o descompromisso e a incerteza presente nas suas viagens, pois não é ele que controla a sua rota, mas sim a natureza.
Muitas vezes acontece
largar o rumo tomado
da praia onde ia...
Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto de abrigo?
ou foi a minha vontade
de vagabundo do mar?
Sei lá
O sujeito poético explora a sua incerteza quanto ao seu rumo, dando o exemplo de quando este se altera, mas nem ele tem a certeza se isso acontece por causa da natureza ou se por vontade própria, como vagabundo do mar que é.
Fosse o que fosse
não tenho rota marcada
ando ao sabor da maré.
É por isso, meus amigos,
que a tempestade da Vida
me apanhou no alto mar.
E agora
queira ou não queira,
cara alegre e braço forte:
estou no meu posto a lutar!
Se for ao fundo acabou-se.
Estas coisas acontecem
aos vagabundos do mar.
O sujeito poético dá-nos a entender que, independentemente do motivo que fez com que a sua rota mudasse, ele enfrenta o destino sem demonstrar qualquer tipo de medo ou tristeza, pois é isto que acontece quando se apanha a "tempestade da Vida".
O sujeito poético caracteriza-se como um vagabundo, evidencia a dúvida existente na sua vida enquanto marinheiro, a luta travada na procura de algo e a incerteza quanto ao rumo que irá tomar.
Demonstra também um sentimento de solidão, mas encara isso como uma das vertentes da vida.
Em vários momentos da obra o sujeito poético dirige-se ao leitor, talvez na busca de respostas, salientando a cumplicidade entre ambos.
Tipo de Vocabulário
O tipo de vocabulário predominante é a gíria, tipo de linguagem utilizada num determinado local consoante a profissão, neste caso entre pescadores/navegadores/marinheiros.
Tipos de Frase
Nesta obra predominam as frases declarativas e interrogativas, também existindo uma frase exclamativa e todas elas neutras.
"Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto de abrigo?
ou foi a minha vontade
de vagabundo do mar?"
Exemplos:
"E agora
queira ou não queira,
cara forte e braço forte:
estou no meu posto a lutar!"
Recursos Estilísticos
Exemplo:
Sou | bar | co | de | ve | la e | re | mo
sou | va | ga | bun | do | do | mar.
Não | te | nho es | ca | la | mar | ca | da
nem | ho | ra | de | che | gar:
é | tu | do | con | for | me o | ven | to,
tu | do | con | for | me a | ma | ré...
exeção
7 sílabas métricas, à exeção do quarto verso que tem 6
Metáfora
"Sou barco de vela e remo
sou vagabundo do mar"
O sujeito poético compara-se com um barco de vela e remo, o que sugere uma certa simplicidade pela escolha do tipo de barco,
Anáfora
"Sou barco de vela e remo
sou vagabundo do mar"
"é tudo conforme o vento,
tudo conforme a maré..."
"Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto abrigo?
ou foi a minha vontade de vagabundo do mar?"
O sujeito poético utiliza várias anáforas para dar ênfase às ideias/perguntas que apresenta ao leitor.
Personificação
"Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu"
O suijeito atribui ao mar o sentimento de raiva, que é uma característica humana.
"É por isso, meus amigos,
que a tempestade da Vida
me apanhou no alto mar.
e compara a vida com uma tempestade, que por vezes tem ventos contra e ventos a nosso favor.
Hipérbole
"Se for ao fundo acabou-se."
O sujeito poético demonstra um certo exagero quando diz que se for ao fundo (se naufragar) tudo se acaba, não tendo qualquer esperança de sobreviver.
(a rima acontece entre palavras agudas ou monossilábicas)
(Há uma perfeita identidade dos sons finais, assim como uma semelhança entre as últimas vogais e consoantes)
(a rima acontece entre palavras de classes gramaticais diferentes)
(a rima aparece no final do verso)
Gostei também da forma como o poeta encara a vida e como a compara com um dos seus outros grandes amores: o mar, pois partilho esse mesmo amor e também muitas das dúvidas que nos são expostas.
Trabalho realizado por:
Rita Picado Martins Nº 25
Turma:
9º C
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