Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Prece

No description
by

on 23 November 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Prece

Prece
Prece
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
( A )
Tanta foi a tormenta e a vontade!
( B )
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
( A )
O mar universal e a saudade.
( B )

Mas a chama, que a vida em nós ciou,
( C )
Se ainda há vida ainda não é finda.
( D )
O frio morto em cinzas a ocultou;
( C )
A mão do vento pode ergue-la ainda.
( D )

Dá o sopro, a aragem-ou desgraça ou ânsia
( E )
Com que a chama do esforço se remoça,
( F )
E outra vez conquistemos a distancia-
( E )
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
( F )
Analise formal do poema
Este poema esta no final da segunda parte da obra, após a “Última Nau”. Depois do poeta nos apresentar o percurso grandioso de Portugal, exactamente graças ao poder criador do sonho.
Os dois últimos versos deste poema recordam-nos os do poema “Infante”, “ Cumpriu-se o mar, e o Império se desfez! Senhor, falta cumprir-se Portugal!”. A Distância é o caminho para o conhecimento: em primeiro lugar do mar na primeira viagem que indica o império material e agora outra (a nova viagem), que indica o império espiritual. No último verso, reforça-se assim a ideia de que é necessário procurar a identidade e o prestígio nacionais perdidos. Estes dois versos traduzem de facto a crença num futuro risonho.
É interessante lembrar que este poema de doze versos é o 12º da segunda parte da “Mensagem”.
O poema é constituido por três estrofes, de quatro versos (quadras). Quanto aos versos são irregulares. Os versos são constituídos por oito e dez sílabas ( octossílabos e decassílabos ).
A rima é cruzada, segundo o esquema abab, cdcd, efef.
Neste campo as sonoridades são nasais e apontam para uma certa nostalgia e tristeza como por ex: vontade, finda, ansia, oculou ...
Nesta segunda parte da obra celebra-se personalidades e acontecimentos que, tornaram possiveis os descobrimentos e a consolidação do império.

Na primeira estrofe A expressão “a noite veio” é a passagem do dia para a noite noite.
Se o dia foi o tempo de grandeza, a noite será o tempo de abatimento, tristeza e destruição.
No passado “tanta foi a tormenta” e o sonho “ a vontade!”. A frase exclamativa presente no segundo verso confere ao discurso de grande emotividade.
As dificuldades foram muitas, mas a atitude assumida pelo povo “ nós” (eu + outros portugueses) foi de vontade para as ultrapassar. O desalento é o sentimento assumido pelo sujeito poético e que deve ser também assumido pelos outros.
Resta o silêncio e a saudade, após a conquista do mar. Estamos portanto diante de um Portugal marcado “pelo silêncio hostil”, pelo apego às coisas materiais, sem capacidade de sonhar “ a alma é vil” em contraste com um passado de “tormenta e vontade”.
A segunda estrofe introduzida pela conjunção adversativa (mas) opõe-se à primeira estrofe, que começa por uma afirmação
Com a situação presente em que apenas resta “o mar universal e a saudade”.
“A mão do vento”, é uma metáfora e uma personificação demonstram a ideia de que pode novamente haver (esperança), porque enquanto há vida (“ ainda não é finda”) há esperança. A alma portuguesa pode ainda levantar-se. A repetição do ainda reforça a ideia de que nada está perdido e de que com uma atitude diferente (a acção do vento) tudo se pode alterar. A expressão “o frio morto”, em que o adjectivo morto poderá ter um sentido conotativo de ocultar vida renovada, como a Fénix que surge das cinzas.
Na terceira estrofe, em consonância com o título, o sujeito poético, em tom de súplica, pede que um “sopro” divino ajude a atear a “chama do esforço”, ainda que se tenha de pagar com “desgraça” ou suportar o peso da “ânsia”.
Considerando o número doze como símbolo de um ciclo completo que se renova, é fácil perceber que tendo-se cumprido o mar, seja necessário conquistar novamente a “Distância” para que se cumpra Portugal.
O poema que estamos a analisar apresenta um discurso na primeira pessoa do plural. Que é visível, por exemplo, nas expressões: “Restam-nos” “nós” “conquistemos” e “nossa”.
O discurso é na primeira pessoa porque refere-se ao povo português. O desejo/sentimento do sujeito lírico, em jeito de súplica, não é só do poeta mas tambem de todos nós -portugueses.


Na epopeia, Camões elogia um herói passado. Escreveu-a numa altura em que o país entrava em decadência de valores e pretendia tornar o povo português um herói universal. Por outro lado, Fernando Pessoa quer divulgar a língua e a cultura portuguesa.
Fernando Pessoa pretende “adivinhar” um futuro grandioso. No entanto, para que Portugal alcance esta glória e se expanda pelo mundo, ambos pedem ajuda divina, pedido aos deuses que auxiliem Portugal na conquista do mar.
Trablho realizado por:


Rafael Pereiro
Rita Medori

FO11/2013
Full transcript