Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

O Surdo e a Contação de Histórias - Análise da Interpretação

No description
by

Marcia Felício

on 19 May 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of O Surdo e a Contação de Histórias - Análise da Interpretação

O Surdo
Márcia Dilma Felício
Orientadora Drª Ronice Müller de Quadros
Coorientadora Drª Mara Lúcia Masutti
Objeto de Pesquisa
e a
Contação
de
Histórias -Análise
da
Interpretação Simultânea
do
Conto "Sinais no Metrô"
Conto Produzido em Libras recontado por uma poetisa surda e interpretado para língua portuguesa.
A produção do surdo – conto em LS
Produção de interpretação
simultânea
Objetivo Geral
Considerar os aspectos culturais da língua de sinais que devem ser preservados no momento de interpretação simultânea, dessa forma contribuindo para difusão da literatura e cultura surda.
Problema de pesquisa
Procedimentos metodológicos
Estudo de caso: Investigação da interpretação simultânea, como variável específica do conto “Sinais no metrô”, tecido em Libras por um surdo e recontado por uma surda em língua de sinais.
Foi interpretado simultaneamente pela pesquisadora que é tradutora e intérprete Libras/Português.
Na interpretação simultânea, até que ponto é possível preservar os aspectos culturais da língua fonte, na língua alvo? Quais elementos e estratégias podem ser utilizados para alcançar esse fim?
Vantagens dessa abordagem:

• Mais concreta, portanto a relação causa x evento efetivamente aconteceu;

• Mais contextualizada, o observador avalia não só o evento e suas variáveis, mas também o cenário;

• Mais clara, ao generalizar é possível identificar a população descrita de modo que tal generalização não atinja grupos aos quais não se aplica.

A pesquisa tem caráter qualitativo, o pesquisador é o observador não havendo intervenção no fenômeno, também a delimitação do caso permite um aprofundamento na análise.
ELAN
Trilhas: glosa, gestos interpretados, interpretação simultânea (voz), marcação não manual e marcador cultural.

Quadro de Interpretação comentada
Estrutura da Pesquisa
Objetivo específico
Valorização da cultura surda e análise da literatura surda como artefato cultural;

Identificar o intérprete como aliado do surdo na divulgação deste artefato.
2.1 Quadro comparativo de interpretação comentada.
BHABHA

PERLIN

GILE

QUADROS

BASSNETT

STROBEL

MASUTTI

HALL

SUTTON-SPENC
BERMAN

Principais autores
Considerações Iniciais

Até que ponto é possível preservar os aspectos culturais da língua fonte, na língua alvo?
Quais elementos e estratégias podem ser utilizados para alcançar esse fim?

Quando a TILS opta por não interpretar alguns classificadores, por exemplo:

- Pernas cruzadas





- Desligar computador (Não foi interpretado, informação visual suficiente);

- Expressão de preocupação



- Tradução Cultural – Marcas culturais dos surdos e o surdo como contador de histórias (perfil e performance);

- Identificação de marcadores culturais;

- Marcadores culturais identificados no conto:

• Experiência visual – forma de entender o mundo;

• Constituição do ser surdo – relação com ouvinte, por exemplo;

• Como o surdo se constitui – se vê, se identifica. (encontro com seus pares, por exemplo);

• Tocar para estabelecer relação/comunicação;

• Cortar o olhar, corta a relação/comunicação – rompimento;
- Identificar e descrever antropomorfismo (incorporação de personagens, classificadores);

- Desafio linguístico - Não sobrepor a sinalização;

- Trazer do visual para o léxico sem corromper a forma literária da narrativa surda, sem entrar em tensão cultural;
• Composição visual;

• Personagem surdo;

• Incorporação de personagens;

• Surdo torna-se receptivo quando ouvinte demonstra disposição em se comunicar em língua de sinais;

• Caracteriza ouvinte aprendendo Libras;
Concluindo
O que ficou para o público ouvinte que não conhece língua de sinais?


- A TILS sentiu dificuldades em identificar a alternância de personagens;

- Longos períodos de silêncio para compreender o que estava sendo descrito por classificadores e localização dos personagens;

- Uso demasiado de contração – né (não é);

- Troca de personagens;

- Faltou fluência em aproximadamente 40% da narrativa - Motivo: desconhecimento do enredo, TILS e sinalizante não se conheciam, regionalismo LS, tensão física e psicológica, pressão do tempo.



O texto caracterizou-se satisfatório em pontos estratégicos:

- Modulação de voz,

- Prosódia;

- Linguagem coloquial, adequada ao público, ao contexto, a narradora/sinalizante;

- O empenho da TILS em produzir um texto agradável e inteligível;

- A construção do texto de voz com narração e diálogos, discurso direto e indireto;

- A empatia da TILS para com a narradora/sinalizante;

- As opções por não interpretação quando os aspectos visuais eram compreensíveis mesmo por não sinalizantes.
Futuras investigações

- O que é prescindível e o que é imprescindível para a interpretação de contos em língua de sinais?

Sutton-Spence e Quadros (2013) afirmam que alguns poetas surdos querem que sua performance seja vista e não ouvida. Esse é um importante aspecto a ser considerado pelo intérprete e pelo público que acessará a arte surda.
Situações em que a interpretação simultânea poderia ser dispensada:

- CHAMAR – VER – QUADRO – (CL) (descrição da foto, saudosismo, lágrima correndo pelo rosto).
Elementos do texto visual que quando interpretado para língua oral poderá corromper a informação cultural.

• Uso das tecnologias para comunicação;
• Desapontamento com a diferença linguística;

• Presença de Intérprete.
Tensão cultural:

Texto de voz alongado na tentativa de clarear o texto sinalizado; quando antropomorfismo não é devidamente identificado ocorrendo troca de personagens, omissões.
1. O papel da tradução e interpretação na contação de histórias pelos surdos
1.1 Circulação das narrativas dos surdos
1.2 O intérprete como agente cultural
2. Interpretação simultânea sinal - voz do conto “Sinais no metrô”
2.2 Aspectos teóricos da interpretação simultânea sinal-voz.
- Quadro de interpretação comentada, organizado a partir do ELAN: Glosa em português, texto produzido na simultânea, comentários da interpretação;
Aspectos teóricos colocados para interpretação simultânea (Quadros e Gili):

Processos cognitivos;

Competências para realização de interpretação;

Modelos de processamento;

Modelo dos esforços;

Tipos de discursos.
Investigar o fenômeno da linguagem no momento em que foi realizada a interpretação, observando as estratégias utilizadas na produção do discurso na língua alvo.
3. Produção Literária Visual e a Interpretação Simultânea
3.1 Interrogações sobre a interpretação simultânea

- O contexto para realização do trabalho;

- Os aspectos positivos e negativos que ficaram para o texto final;

- O que o TILS precisa interpretar e o que pode ser dispensável no texto de voz.
3.2 Análise comentada da interpretação simultânea

- A interpretação e a relação com os classificadores, marcações não manuais, marcadores culturais, antropomorfismo, performance, omissões, sobreposição de textos (visual e oral).
Identificar técnicas de interpretação, se elas existem, como podem contribuir para que o trabalho de interpretação valorize a cultura da língua fonte.

Refletir sobre metodologias, modelos para área da tradução e interpretação oferecendo elementos para que a compreensão do público seja possível.
Full transcript