Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Análise do poema

No description
by

Rafael Martins

on 4 January 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Análise do poema

Análise do poema
Grupo
Rafael Martins
Renata Paiva
Taiza Reis
Vitor Mourão
Pedro Elias
Pedro Candiotto
Gabriel Marino
As Cousas do mundo
Neste mundo é mais rico o que mais rapa:
Quem mais limpo se faz, tem mais carepa;
Com sua língua, ao nobre o vil decepa:
O velhaco maior sempre tem capa.

Mostra o patife da nobreza o mapa:
Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;
Quem menos falar pode, mais increpa:
Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.

A flor baixa se inculca por tulipa;
Bengala hoje na mão, ontem garlopa,
Mais isento se mostra o que mais chupa.

Para a tropa do trapo vazo a tripa
E mais não digo, porque a Musa topa
Em apa, epa, ipa, opa, upa.

Rima, métrica & Escanção
As Cousas do mundo
Neste mundo é mais rico o que mais rapa:
Quem mais limpo se faz, tem mais carepa;
Com sua língua, ao nobre o vil decepa:
O velhaco maior sempre tem capa.

APA - Rima A
APA - Rima A
APA - Rima A
APA - Rima A
Mostra o patife da nobreza o mapa:
Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;
Quem menos falar pode, mais increpa:
Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.
A flor baixa se inculca por tulipa;
Bengala hoje na mão, ontem garlopa,
Mais isento se mostra o que mais chupa.
EPA - Rima B
EPA - Rima B
EPA - Rima B
EPA - Rima B
IPA - Rima C
IPA - Rima C
OPA - Rima D
UPA - Rima E
UPA - Rima E
OPA - Rima D
Para a tropa do trapo vazo a tripa
E mais não digo, porque a Musa topa
Em apa, epa, ipa, opa, upa.
Nes/te/ mun/do é/ / ri/co o/ que/ mais/
Quem/ mais/ lim/po/ se/ /, tem/ mais/ ca/
Com/ sua/ lín/gua, ao/ /bre/ o/ vil/ de/
O/ ve/lha/co/ ma/ / sem/pre/ tem/


As cousas do mundo
Mos/tra o/ pa/ti/fe/ / no/bre/za o/
Quem/ tem/ mão/ de a/ga/ /, li/gei/ro /
Quem/ me/nos/ fa/ / po/de/, mais/ in/
Quem /di/nhei/ro/ / ver/, po/de/ ser/
A /flor/ bai/xa/ se/ in/ /ca/ por/ tu/
Bem/ga/la/ ho/je/ na/ /, on/tem/ gar/
Mais/ isen/to /se/ /tra o/ que/ mais/

Pa/ra a/ tro/pa/ do/ /po/ va/zo a/
E/ mais/ não/ di/go,/ /que a/ Mu/sa/
Em/ a/ pa/, e/pa/, i/pa/, o/pa,/
ca
ce
re
ra
ma
tre
cre
Pa
li
lo
chu
tri
to
u
"Em apa, epa, ipa, opa, upa."
No último verso do soneto o autor lista as rimas por ele usadas.
Contexto histórico
tra
por
cul
Estrofre 3
Na terceira estrofe, o eu lírico aborda o fato de como as pessoas que está difamando se preocupam em demonstrar o que não são:

A flor que não vale se passa pela mais bela (há muita enganação, fingimento).
Devido ao beneficio das trapaças, enriqueceu hoje, pois antes tinha apenas garlopa (pedaço de pau).
Aquele que mais se preocupa em mostrar isenção mais se beneficiou.

mão
mos
Estrofe 1
Na primeira estrofe, o eu lírico se refere a um tipo de pessoa que é trapaceira, sem escrúpulos, que criam uma falsa imagem de si mesmos. Vejamos:

É mais rico o que mais pega sem importar de quem seja.
O que mais aparenta ser limpo é o que esconde mais sujeira.
O vil até o nobre engana.
O mais “esperto” sempre se esconde (disfarce).

Estrofe 2
Já na segunda estrofe, revela aos leitores algumas das formas de enriquecimento dessas pessoas trapaceiras:

O patife mostra o mapa da nobreza.
Quem tem interesses em enriquecer, agarra a oportunidade.
O que menos espalhar o segredo, mais se beneficia.
O dinheiro é poder, a Igreja tinha muito poder financeiro, além de haver muito respeito à religião na época.

Estrofe 4
Na quarta estrofe, o eu lírico utiliza de metalinguagem ao dizer que externar o que os vis (tropa do trapo, inescrupulosos) fazem, através da “musa”, que poderia ser o próprio soneto, rimas em apa, epa, ipa, opa, upa.

Ou seja, a composição poética permite contar tudo o que se deseja, pois o soneto (a musa) permite isso; e o eu lírico não se importa com o que os torpes irão pensar, já que, para eles, manda a tripa

mais
faz
no
ior
da
rrar
lar
ti
Interpretação do poema
Os fatos históricos fundamentais da época foram a Primeira invasão holandesa, que ocorreu na Bahia, em 1624, e a Segunda, em Pernambuco, em 1630, que perdurou até 1654. As invasões aconteceram na região que concentrava a produção açucareira.

O Barroco surgiu nesse contexto como fruto de esforços individuais, quando os modelos literários portugueses chegaram ao Brasil.

Gregório de Matos é o maior poeta barroco brasileiro, sua obra permaneceu inédita por muito tempo, suas obras são ricas em sátiras, além de retratar a Bahia com bastante irreverência, o autor não foi indiferente à paixão humana e religiosa, à natureza e reflexão.

roubar
esfoliação da pele
ordinário/insignificante/de pouco valor
patife/enganador/
traiçoeiro
apoderar-se de algo
disfarce
acusar/repreender
demonstra-se
pedaço de pano
pedaço de madeira
Figuras de Linguagem presentes no poema:


"...A flor baixa se inculca por tulipa...": personificação da flor;
"...Para a tropa do trapo vazo a tripa...": aliteração [tr];
"...Em apa, epa, ipa, opa, upa...": aliteração [pa];
"...Bengala hoje na mão, ontem garlopa...": elipse [na mão];
"...Com sua língua, ao nobre o vil decepa...": hipérbato [O vil decepa o nobre com sua língua];
"...Quem mais limpo se faz, tem mais carepa...": antítese [quanto mais limpo, mais sujo].
Full transcript