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Os Lusíadas - canto iii

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by

Mariana Oliveira

on 13 January 2015

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Transcript of Os Lusíadas - canto iii

Mariana Oliveira nº18
Sara Sá nº21
12ºB

Português 12º
2014/15

"Os Lusíadas"
, de Luís Vaz de Camões

Canto III
Localização dos navegadores
portugueses
Visão geral do canto:
Tudo isto é narrado em 143 estrofes.
Neste canto, que se passa em Melinde, Vasco da Gama conta ao rei a história dos portugueses, desde a fundação de Portugal com Luso e Viriato a D. Fernando I, mencionando cada um dos 9 reis que constituem a 1ª dinastia.

Capa da 1ª edição de Os Lusíadas, de 1572
Episódios
Mitológicos
Bélicos
Líricos
Naturalistas
Simbólicos
Invocação a Calíope
Narrador
Narratário
Luís Vaz de Camões (est. 1-3, v 4)
Vasco da Gama (v 5 estrofe 3 - 143)
Rei de Melinde
"AGORA tu, Calíope, me ensina
O que contou ao Rei o ilustre Gama;
Inspira imortal canto e voz divina
Neste peito mortal, que tanto te ama.
Assi o claro inventor da Medicina,
De quem Orfeu pariste, ó linda Dama,
Nunca por Dafne, Clície ou Leucotoe,
Te negue o amor devido, como soe."
"Põe tu, Ninfa, em efeito meu desejo,
Como merece a gente Lusitana;
Que veja e saiba o mundo que do Tejo
O licor de Aganipe corre e mana.
Deixa as flores de Pindo, que já vejo
Banhar-me Apolo na água soberana;
Senão direi que tens algum receio
Que se escureça o teu querido Orfeio."
"Prontos estavam todos escuitando
O que o sublime Gama contaria,
Quando, despois de um pouco estar cuidando,
Alevantando o rosto, assi dizia:
– Mandas-me, ó Rei, que conte declarando
De minha gente a grão genealogia;
Não me mandas contar estranha história,
Mas mandas-me louvar dos meus a glória."
(Estrofes 1-3)
Mudança de narrador
Calíope
Foi a primeira das nove musas da mitologia grega, filha de Zeus e de Mnemosine.
Musa da eloquência e da poesia heroica.
"AGORA tu, Calíope, me ensina
O que contou ao Rei o ilustre Gama;
Inspira imortal canto e voz divina
Neste peito mortal, que tanto te ama.
Assi o claro inventor da Medicina,
De quem Orfeu pariste, ó linda Dama,
Nunca por Dafne, Clície ou Leucotoe,
Te negue o amor devido, como soe."
"Põe tu, Ninfa, em efeito meu desejo,
Como merece a gente Lusitana;
Que veja e saiba o mundo que do Tejo
O licor de Aganipe corre e mana.
Deixa as flores de Pindo, que já vejo
Banhar-me Apolo na água soberana;
Senão direi que tens algum receio
Que se escureça o teu querido Orfeio."
(estrofes 1 e 2)
Calíope é mãe de Orfeu, cujo pai é Apolo
“Além disso, o que a tudo enfim me obriga
É não poder mentir no que disser,
Porque de feitos tais, por mais que diga,
Mais me há-de ficar inda por dizer.
Mas, porque nisto a ordem leve e siga,
Segundo o que desejas de saber,
Primeiro tratarei da larga terra,
Despois direi da sanguinosa guerra.”

(estrofe 5)
Plano
Plano da história de Portugal
localização de Portugal
guerras e pessoas
Primeiras palavras de Vasco da Gama ...
“Com quem tu, clara Grécia, o Céu penetras,
E não menos por armas, que por letras.”
(vv 7 e 8, estrofe 13)


“Eis aqui que se descobre a nobre Espanha,
Como cabeça ali da Europa toda,”
(vv 7 e 8, estrofe 13)


“Todas de tal nobreza e tal valor
Que qualquer delas cuida que é milhor.”
(vv 7 e 8, estrofe 13)
(estrofes 6-19)
Localização de Portugal, Luso e Viriato
(estrofes 20 - 22)
Esta é a ditosa pátria minha amada,
À qual se o Céu me dá que eu sem perigo
Torne, com esta empresa já acabada,
Acabe-se esta luz ali comigo.
Esta foi Lusitânia, derivada
De Luso ou Lisa, que de Baco antigo
Filhos foram, parece, ou companheiros,
E nela antão os íncolas primeiros.
Mito de Luso
Desta o pastor nasceu que no seu nome
Se vê que de homem forte os feitos teve;
Cuja fama ninguém virá que dome,
Pois a grande de Roma não se atreve.
Esta, o Velho que os filhos próprios come,
Por decreto do Céu, ligeiro e leve,
Veio a fazer no mundo tanta parte,
Criando-a Reino ilustre; e foi destarte:
Lenda de Viriato
responsável pela criação de Portugal
1185
1211
1279
1223
1100
Sancho I
D. Sancho II
Afonso VI de Leão Ximena Moniz
D. Teresa de Leão
Episódio da Batalha de Ourique
História de Portugal
D. Henrique de Borgonha
(1093)
Afonso Henriques
(1065)
“Ficava o filho em tenra mocidade,
Em quem o pai deixava seu traslado,
Que do mundo os mais fortes se igualava:
Que do tal pai tal filho se esperava.”
(vv 5-8, estrofe 28)
“Dizendo que nas terras a grandeza
Do senhorio todo só sua era,
Porque, pera casar, seu pai lhas dera.”
“Dizendo que nas terras a grandeza
(vv 6-8,estrofe 29)


“Mas o Príncipe Afonso (que destarte
Se chamava, do avô tomando o nome),
Vendo-se em suas terras não ter parte,
Que a mãe com seu marido as manda e come,
Fervendo-lhe no peito o duro Marte,
Imagina consigo como as tome:
Revolvidas as causas no conceito,
Ao propósito firme segue o efeito.”
(estrofe 30)
Batalha de São Mamede
24 Junho de 1128
“Ó Progne crua, ó mágica Medeia!”
(v 1, estrofe 32)
Egas Moniz - aio de D. Afonso Henriques
“Mas o leal vassalo, conhecendo
Que seu senhor não tinha resistência,
Se vai ao Castelhano, prometendo
Que ele faria dar-lhe obediência.
Levanta o inimigo o cerco horrendo,
Fiado na promessa e consciência
De Egas Moniz; mas não consente o peito
Do moço ilustre a outrem ser sujeito.”
(estrofe 36)
(1139)
“O lusitano exército ditoso,
Contra o Mouro que as terras habitava
De além do claro Tejo deleitoso.”
“Cinco Reis Mouros são os inimigos”
(vv 2 e 3, estrofe 42)
(v 1, estrofe 44)
Modificação do brasão português
"Já fica vencedor o Lusitano"
"Aqui pinta no branco escudo urfano,
Que agora esta vitória certifica,
Cinco escudo azuis esclarecidos,
Em sinal destes cinco Reis vencidos."
(v 1,estrofe 53)
(vv 5-8, estrofe 53)
"E nestes cinco escudos pinta os trinta
Dinheiros por que Deus fora vendido,
Escrevendo a memória, em vária tinta,
Daquele de Quem foi favorecido.
Em cada um dos cinco, cinco pinta,
Porque assi fica o número cumprido,
Contando duas vezes o do meio,
Dos cinco azuis que em cruz pintando veio."
(estrofe 54)
Expansão do território
Naiades
Lisboa
“E tu, Lisboa, que no mundo
Facilmente das outras és princesa”
(vv 1 e 2, estrofe 57)
"Cinco vezes a Lisa se escondera
E outras tantas mostrara cheio o rosto,
Quando a cidade, entrada, se rendera
Ao duro cerco que lhe estava posto.
Foi a batalha tão sanguina e fera
Quanto obrigava o firme pros[s]uposto
De vencedores ásperos e ousados,
E de vencidos já desesperados."
Tomada de Lisboa
“O Rei de Badajoz era, alto Mouro,
Com quatro mil cavalos furiosos,
Inúmeros peões, de armas e de ouro
Guarnecidos, guerreiros e lustrosos;”
(vv 1-4, estrofe 66)

“Destarte Afonso, súbito mostrado,
Na gente dá, que passa bem segura;
Foge o Rei Mouro e só da vida cura;
Dum pânico terror todo assombrado,
Só de segui-lo o exército procura;
Sendo estes que fizeram tanto abalo
Nô mais que só sessenta de cavalo.”
(estrofe 67)
“Mas o alto Deus, que pera longe guarda
O castigo daquele que o merece,”
(vv 1 e 2, estrofe 69)


“Se até qui sempre o forte Rei resguarda
Dos perigos a que ele se oferece,
Agora lhe não deixa ter defesa
Da maldição da mãe que estava presa:”
(vv 5-8, estrofe 69)

“Porque Afonso verás, soberbo e ovante,
Tudo render e ser despois rendido.
Assi o quis o Conselho alto, celeste,
Que vença o sogro a ti e o genro a este!”
(vv 5-8, estrofe 73)
Afonso Henriques Mafalda de Saboia
D. Sancho I Dulce de Barcelona
D. Afonso II
1139
D. Afonso II Urraca de Castela
D. Afonso III Beatriz de Castela
D. Afonso III
(1248)
D. Dinis I
D. Dinís I Isabel de Aragão
D. Afonso IV
1325
D. Maria de Portugal
D. Afonso IV D. Beatriz de Castela
D. Pedro I
"Fermosíssima Maria"
D. Pedro I Isabel de Aragão
D. Fernando I
Episódio da formosíssima Maria
Este episódio pode ser dividido em 3 partes:

1ª parte: descrição física e psicológica;
2ª parte: discurso apresentado por Maria ao Pai
3ª parte: conclusão do episódio
“Entrava a fermosíssima Maria
Polos paternais paços sublimados,
Lindo o gesto, mas fora de alegria,
E seus olhos em lágrimas banhados;
Os cabelos angélicos trazia
Pelos ebúrneos ombros espalhados.
Diante do pai ledo, que a agasalha,”
(vv 1-7, estrofe 102)
“O grão Rei de Marrocos
Que a vivos medo e a mortos faz espanto!”
(vv 3 e 8, estrofe 103)
“Aquele que me deste por marido,
Co pequeno poder, oferecido
Ao duro golpe está da Maura espada;
E, se não for contigo socorrido,
Ver-me-ás dele e do Reino ser privada;”
(vv. 1,3-6, estrofe 104)
“Portanto, ó Rei, de quem com puro medo
O corrente Muluca se congela,”
(vv 1 e 2, estrofe 105)
“Se esse gesto, que mostras claro e ledo,
De pai o verdadeiro amor assela,
Acude e corre, pai, que, se não corres,
Pode ser que não aches quem socorres”
(vv 5-8, estrofe 105)
“Não de outra sorte a tímida Maria
Falando está que a triste Vénus, quando
A Júpiter, seu pai, favor pedia
Pera Eneias, seu filho, navegando;
Que a tanta piedade o comovia
Que, caído das mãos o raio infando,
Tudo o clemente Padre lhe concede,
Pesando-lhe do pouco que lhe pede.”
(estrofe 106)
“Assim entra nas terras de Castela
Com a filha gentil, Rainha dela.”
(vv 7 e 8, esrofe 108)
Episódio da batalha do Salado
Castigo por parte dos deuses

“Quando o poder do Mauro, grande e horrendo,
Foi pelos fortes Reis desbaratado,
Com tanta mortindade que a memória
Nunca no mundo viu tão grão vitória.”
(vv 5-8, estrofe 115)
Episódio da morte de Inês de Castro
Pode ser dividido em 4 partes:
Introdução
- localização no tempo e no espaço
Antecedentes
- memorias alegres da vida de Inês
Ação central
- morte de Inês
Considerações finais
Introdução
Localização
:
“Passada esta tão próspera vitória,
Tornado Afonso à Lusitana terra,”
(vv 1 e 2, estrofe 118)
Breve apresentação:
“O caso triste, e dino da memória
Que do sepulcro os homens desenterra,
Aconteceu da mísera e mesquinha
Que depois de ser morta foi Rainha.”
(vv. 5-8, estrofe 118)
Introdução
"Tu só, tu, puro Amor, com força crua,
Que os corações humanos tanto obriga,
Deste causa à molesta morte sua,
Como se fora pérfida inimiga.
Se dizem, fero Amor, que a sede tua
Nem com lágrimas tristes se mitiga,
É porque queres, áspero e tirano,
Tuas aras banhar em sangue humano."
(estrofe 119)
Antecedentes
“Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a Fortuna não deixa durar muito,
Nos saüdosos campos do Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuto,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.”
"Do teu Príncipe ali te respondiam
As lembranças que na alma lhe moravam,
Que sempre ante seus olhos te traziam,
Quando dos teus fermosos se apartavam;
De noite, em doces sonhos que mentiam,
De dia, em pensamentos que voavam;
E quanto, enfim, cuidava e quanto via
Eram tudo memórias de alegria."
(estrofes 120 e 121)
Antecedentes
Motivos que levaram a morte de Inês:
- Vida antes da tragédia:
"De outras belas senhoras e Princesas
Os desejados tálamos enjeita,
Que tudo, enfim, tu, puro amor, desprezas
Quando um gesto suave te sujeita.
Vendo estas namoradas estranhezas,
O velho pai sesudo, que respeita
O murmurar do povo e a fantasia
Do filho, que casar-se não queria,"
Murmurar do povo
Pedro, que não se queria casar
Inês de Castro é apresentada a D. Afonso IV
“Traziam-a os horríficos algozes
Ante o Rei, já movido a piedade;
Mas o povo, com falsas e ferozes
Razões, à morte crua o persuade.
Ela, com tristes e piedosas vozes,
Saídas só da mágoa e saüdade
Do seu Príncipe e filhos, que deixava,
Que mais que a própria morte a magoava,”

(estrofe 124)
Discurso de D. Inês a D. Afonso IV
Ação central
Até os animais selvagens e as aves de rapina demonstraram piedade para com as crianças.
Apelo à humanidade do Rei
A sua inocência por amar D. Pedro
Pedido de clemência para os filhos que ficariam órfãos;
Devia saber dar a vida, tal como soube dar a morte na guerra com os Mouros.
Pedido de exílio
Considerações finais
Fonte dos amores
1357
1357
1325
1279
1211
1185
Vingança de Pedro
“Este, castigador foi rigoroso
De latrocínios, mortes e adultérios;
Fazer nos maus cruezas, fero e iroso,
Eram os seus mais certos refrigérios.
As cidades guardando, justiçoso,
De todos os soberbos vitupérios,
Mais ladrões, castigando, à morte deu,
Que o vagabundo Alcides ou Teseu.”
(estrofe 137)
Coroação de D. Inês
“De tamanhas vitórias triunfava
O velho Afonso, Príncipe subido,
Quando quem tudo enfim vencendo andava,
Da larga e muita idade foi vencido.
A pálida doença lhe tocava,
Com fria mão, o corpo enfraquecido;
E pagaram seus anos, deste jeito,
Á triste Libitina seu direito.”

(estrofe 83)
(Algarve)
7 de Janeiro de 1355
“Do justo e duro Pedro nasce o brando
(vede da natureza o desconcerto!)
Remisso e sem cuidado algum, Fernando,
Que todo o Reino pôs em muito aperto;
Que, vindo o Castelhano devastando
Às terras sem defesa, esteve perto
De destruir-se o Reino totalmente;
Que um fraco Rei faz fraca a forte gente.”
(estrofe 138)
Antítese
Mosteiro de Leça do Balio
15 de Maio de 1372
"Mole se fez e fraco; e bem parece
Que um baxo amor os fortes enfraquece"
(vv 7 e 8, estrofe 139)
Full transcript