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A importância da Libras como Primeira Língua para o Surdo

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Ana Paula Arja Ribeiro

on 29 June 2016

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Transcript of A importância da Libras como Primeira Língua para o Surdo

A língua de sinais para o surdo preenche as mesmas funções que a lingua falada para os ouvintes.

Como ocorre com crianças ouvintes, espera-se que a língua de sinais seja adquirida na interação com usuários fluentes da mesma, os quais, envolvendo as crianças surdas em práticas discursivas e interpretando os enunciados produzidos por elas, insiram-se no funcionamento dessa língua. (PEREIRA, 2000).
Libras para o Surdo
As línguas de sinais possibilitam o desenvolvimento cognitivo da pessoa surda, pois favorecem o acesso destes aos conceitos e aos conhecimentos existentes na sociedade.

Trechos do filme:
E Seu Nome é Jonas.

Vendo Vozes
A língua de sinais, quando adquirida nos primeiros anos de vida, fornece à criança surda um desenvolvimento pleno como sujeito, porém, quando sua aquisição é tardia, o surdo encontra algumas dificuldades na compreensão de um contexto complexo: pensamento abstrato, desenvolvimento de sua subjetividade, evocação do passado, entre outras.
As crianças surdas, filhas de pais surdos, adquirem as regras de sua gramática de forma muito similar às crianças ouvintes adquirindo línguas faladas.

Assim, percebe-se que a constituição da gramática da criança independe das variações das línguas e das modalidades em que as línguas se apresentam (Quadros, Lillo-Martin e Quadros, 2007).

Como diz Chomsky, seja a língua como for, a faculdade da linguagem é algo comum entre os seres humanos.

Ana Paula Arja
A importância da Libras como Primeira Língua para o Surdo
É a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos, ideias, opiniões e sentimentos.
A Linguagem está relacionada a fenômenos comunicativos;
onde há comunicação, há linguagem.

Linguagem
A linguagem é o item que se une ao convívio social como construtor das práticas sociais condicionadas e da identidade psicológica do homem.

Um indivíduo que fica isolado da sociedade e aprende a linguagem tardiamente, tem uma percepção mais aguçada da realidade, suas idéias não se limitam a símbolos ou abstrações, como palavras ou idéias que distorcem os conceitos. Suas "portas da percepção" estarão abertas, pois seu conhecimento de mundo está livre de "pré-conceitos", ou seja, idéias perpetuadas pela sociedade, ditas como verdadeiras, mas que se analisadas sem "pré-idéias" são apenas práticas sociais condicionadas que não se utilizam de lógica, a imposição de regras (normas) para a regulação da práxis (conduta).
A criança ouvinte desde seu nascimento é exposta à língua oral, dessa forma é fornecida para ela a oportunidade de adquirir uma língua natural, a qual irá permitir realizar trocas comunicativas, vivenciar situações do seu meio e, assim, possuir uma língua efetiva e constituir sua linguagem.

Para a criança surda deveria ser dada a mesma oportunidade, de adquirir uma língua própria para constituir sua linguagem.
No caso de crianças surdas, filhas de pais ouvintes, esse processo não irá acontecer naturalmente, já que as modalidades linguísticas utilizadas nas interações mãe-criança não são facilmente adquiridas por essas crianças.
O processo de aquisição da língua não será natural, como é para as crianças ouvintes.
Há então a necessidade de se colocar a criança surda próxima de seus pares o mais rápido possível, ou seja, em contato com um adulto surdo, fluente em LIBRAS, que será para essa criança o meio mais fácil de propiciar sua aquisição da língua.
Joseph era incapaz, por exemplo, de contar como passara o fim de Semana. ( não era possível perguntar a ele, mesmo na língua de sinais)
Não era capaz nem ao menos de entender a ideia de uma pergunta nem menos de formular uma resposta.
Não era apenas a língua que estava faltando: inexistia um claro senso do passado de “um dia atrás" como algo distinto de “um ano atrás".
Havia a estranha ausência de um senso histórico, a sensação de uma vida que não possuía dimensão autobiográfica e histórica, a sensação de uma vida que só existia naquele momento no presente.
Um ser humano não é desprovido de mente ou mentalmente deficiente sem uma língua, porém está gravemente restrito no alcance de seus pensamentos, confinado, de fato, ao mundo imediato, pequeno. SACKS, Oliver W.
Referências
Educ. Soc., Campinas, vol. 26, n. 91, p. 583-597, Maio/Ago. 2005 583
Disponível em <http://www.cedes.unicamp.br>
SACKS, Oliver W., Vendo Vozes. Um Viagem ao mundo dos surdos -2010
http://www.soportugues.com.br/secoes/seman/seman1.php
A língua transforma a experiência [...] Por meio da lingua [...] podemos iniciar a criança numa esfera puramente simbólica de passado e futuro, de literatura imaginativa, de entidades imaginárias que vão de lobisomen a méson-pi [...]
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