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ECOSSISTEMAS BRASILEIROS 1

A nova marca de busca e publicidade da internet no mundo !
by

Dálio Filho

on 5 February 2013

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Transcript of ECOSSISTEMAS BRASILEIROS 1

BIOMAS: São espaços geográficos com a presença de plantas com caractrísticas vegetacionais semelhantes, geralmente formando áreas contínuas. Podem ser considerados grandes ecossistemas.
"ECORREGIÕES: É um conjunto de comunidades naturais, geograficamente distintas, que compartilham a maioria das suas espécies, dinâmicas e processos ecológicos, e condições ambientais similares, que são fatores críticos para a manutenção de sua viabilidade". (MMA, 2012). O Brasil é o país de maior biodiversidade do Planeta. Foi o primeiro signatário da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), e é considerado megabiodiverso – país que reúne ao menos 70% das espécies vegetais e animais do Planeta –, pela Conservation International (CI).
A biodiversidade pode ser qualificada pela diversidade em ecossistemas, em espécies biológicas, em endemismos e em patrimônio genético.
Devido a sua dimensão continental e à grande variação geomorfológica e climática, o Brasil abriga sete biomas, 49 ecorregiões, já classificadas, e incalculáveis ecossistemas.
A biota terrestre possui a flora mais rica do mundo, com até 56.000 espécies de plantas superiores, já descritas; acima de 3.000 espécies de peixes de água doce; 517 espécies de anfíbios; 1.677 espécies de aves; e 518 espécies de mamíferos; pode ter até 10 milhões de insetos.
É preciso lembrar que abriga, também, a maior rede hidrográfica existente e uma riquíssima diversidade sociocultural.
Os estudos de representatividade ecológica levam em consideração diversos elementos tais como, riqueza biológica, vegetação, biogeografia, distribuição de áreas protegidas e antropismo. RELEVO SAVANAS
AMAZÔNICAS EM TERRITÓRIO BRASILEIRO, OS ECOSSISTEMAS AMAZÔNICOS OCUPAM UMA SUPERFÍCIE DE 368.989.221 HA, ABRANGENDO OS ESTADOS DO ACRE, AMAPÁ, AMAZONAS, PARÁ, RONDÔNIA, RORAIMA E PEQUENA PARTE DOS ESTADOS DO MARANHÃO, TOCANTINS E MATO GROSSO. A AMAZÔNIA É RECONHECIDA COMO A MAIOR FLORESTA TROPICAL EXISTENTE, O EQUIVALENTE A 1/3 DAS RESERVAS DE FLORESTAS TROPICAIS ÚMIDAS E O MAIOR BANCO GENÉTICO DO PLANETA. CONTÉM 1/5 DA DISPONIBILIDADE MUNDIAL DE ÁGUA DOCE E UM PATRIMÔNIO MINERAL NÃO MENSURADO.
A GRANDE DIVERSIDADE GEOLÓGICA, ALIADA AO RELEVO DIFERENCIADO, RESULTOU NA FORMAÇÃO DAS MAIS VARIADAS CLASSES DE SOLO, SOB A INFLUÊNCIA DAS GRANDES TEMPERATURAS E PRECIPITAÇÕES, CARACTERÍSTICAS DO CLIMA EQUATORIAL QUENTE SUPERÚMIDO E ÚMIDO. CONTUDO, A FERTILIDADE NATURAL DOS SOLOS É BAIXA, EM CONTRASTE COM A EXUBERÂNCIA DAS FLORESTAS OMBRÓFILAS (ÚMIDAS) QUE NELAS SE DESENVOLVEM.
A FLORESTA AMAZÔNICA É UM ECOSSISTEMA AUTO-SUSTENTÁVEL. OU SEJA, É UM SISTEMA QUE SE MANTÉM COM SEUS PRÓPRIOS NUTRIENTES NUM CICLO PERMANENTE. OS ECOSSISTEMAS AMAZÔNICOS SÃO SORVEDOUROS DE CARBONO, CONTRIBUINDO PARA O EQUILÍBRIO CLIMÁTICO GLOBAL. EXISTE UM DELICADO EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES DAS POPULAÇÕES BIOLÓGICAS QUE SÃO SENSÍVEIS A INTERFERÊNCIAS ANTRÓPICAS.
A FLORESTA, APESAR DE SER A CARACTERÍSTICA MAIS MARCANTE DA AMAZÔNIA, NÃO ESCONDE A GRANDE VARIEDADE DE ECOSSISTEMAS, DENTRE OS QUAIS SE DESTACAM: MATAS DE TERRA FIRME, FLORESTAS INUNDADAS, VÁRZEAS, IGAPÓS, CAMPOS ABERTOS E CERRADOS. CONSEQUENTEMENTE, A AMAZÔNIA ABRIGA UMA INFINIDADE DE ESPÉCIES VEGETAIS E ANIMAIS: 1,5 MILHÃO DE ESPÉCIES VEGETAIS CATALOGADAS; TRÊS MIL ESPÉCIES DE PEIXES; 950 TIPOS DE PÁSSAROS; E AINDA INSETOS, RÉPTEIS, ANFÍBIOS E MAMÍFEROS...(IBAMA, 2012). AMAZÔNIA Conforme o PORTALAMAZONIA (2012), o relevo amazônico apresenta três diferentes formas definidas, desde altas altitudes a planícies nas menores altitudes. Divide-se principalmente em três :

Depressão: Apresenta-se por ser uma superfície com altitude de 100 a 300 m, com leve inclinação, formada por prolongados processos erosivos.

Planalto-É a superfície irregular com altitude acima de 300 m . É produto de processos erosivos sobre as rochas cristalinas, também conhecidas como metamórficas ou sedimentares. São conhecidos como morros, serras e chapadas.

Planície-É a superfície mais plana , predominante, com até 100 m de altitude. É formada pelo acúmulo sedimentar recente movimentado pelas águas do mar, rios e de lagos. RELEVO REFÚGIOS MONTANOS ESPALHADOS PELA IMENSIDÃO AMAZÔNICA, DOIS AMBIENTES SE CONFUNDEM QUANDO VISTOS DO ALTO. CAMPINAS E CAMPINARANAS OCUPAM JUNTAS CERCA DE 30 MIL Km², TÊM NOMES PARECIDOS, SE MISTURAM ATÉ NOS MAPAS DO INSTITUTO BRASILEIROS DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE), MAS, DE PERTO, SÃO MUITO DIFERENTES.

“AS CAMPINAS PARECEM MESMO COM O FUNDO DO MAR E TÊM PLANTAS SEMELHANTES ÀS DAS RESTINGAS”, DIZ O BOTÂNICO CARLOS ALBERTO CID FERREIRA, DO INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA (INPA), CONSIDERADO UM DOS MAIORES COLETADORES DE ESPÉCIES DA REGIÃO E QUE ACABA DE CONCLUIR PESQUISA DE DOUTORADO SOBRE AS ÁREAS DE CAMPINA AMAZÔNICA. JÁ AS CAMPINARANAS, ALÉM DE TEREM ESPÉCIES MAIS ALTAS, COM MUITAS EPÍFITAS (PLANTAS QUE VIVEM SOBRE OUTROS VEGETAIS), APRESENTAM O SOLO COBERTO POR SERRAPILHEIRA.“AS CAMPINARANAS SE PARECEM MAIS COM AS FLORESTAS DO QUE COM AS CAMPINAS, FISIONOMICAMENTE E FLORISTICAMENTE”, AFIRMA O PESQUISADOR DO INPA. (OECO, 2012). CAMPINAS E CAMPINARANAS Situam-se em áreas baixas, próximas ao leito dos rios, permanecendo inundadas durante quase o ano todo. As árvores são altas, com raízes adaptadas às regiões alagadas. A vitória-régia é muito comum nestas matas. ECOSSISTEMAS
IGAPÓ SÃO PRÓPRIAS DAS ÁREAS PERIODICAMENTE INUNDADAS PELAS CHEIAS DOS RIOS. APRESENTAM MAIOR VARIEDADE DE ESPÉCIES. É O HABITAT DA SERINGUEIRA E DAS PALMÁCEAS. (IBAMA, 2012). ECOSSISTEMA
VÁRZEA "SITUADAS EM TERRAS ALTAS, DISTANTES DOS RIOS. SÃO FORMADAS POR ÁRVORES ALONGADAS E FINAS, APRESENTANDO ESPÉCIES COMO A CASTANHA-DO-PARÁ, O CACAUEIRO E AS PALMEIRAS. POSSUEM GRANDE QUANTIDADE DE ESPÉCIES DE MADEIRA DE ALTO VALOR ECONÔMICO". (IBAMA, 2012). ECOSSISTEMAS TERRA FIRME FLORESTA
LATIFOLIADA Campinaranas; 
Florestas Estacionais Deciduais e Semideciduais;
Florestas Ombrófilas Abertas; 
Florestas Ombrófilas Densas; 
Formações Pioneiras; 
Refúgios Montanos; e 
Savanas Amazônicas. Tipos de Vegetação do bioma Amazônia "A RIQUEZA DA BIODIVERSIDADE DA AMAZÔNIA E O SEU DELICADO EQUILÍBRIO ECOLÓGICO, ALIADOS AO GRANDE VALOR ECONÔMICO DE SEUS RECURSOS NATURAIS, EXIGEM DA SOCIEDADE, TANTO NACIONAL COMO MUNDIAL, UMA NOVA CONSCIÊNCIA EM DIREÇÃO AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. ESTE É O GRANDE DESAFIO DA AMAZÔNIA QUE, APESAR DAS VÁRIAS EXPERIÊNCIAS DESENVOLVIDAS NESSE SENTIDO, CONTINUA UMA INCÓGNITA PARA A CIÊNCIA NO HORIZONTE FUTURO.
“A TRANSIÇÃO ENTRE UM PADRÃO DE DESENVOLVIMENTO QUE SE ESGOTA - A ECONOMIA DE FRONTEIRA, PARA OUTRO QUE EMERGE – O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, ENVOLVE TODO O TERRITÓRIO BRASILEIRO” (MMA, 1995. P.18). ASSIM, O DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA TORNOU-SE UMA QUESTÃO COMPLEXA QUE ABRANGE UM CONFLITO DE VALORES ACERCA DO MEIO AMBIENTE. AO MESMO TEMPO EM QUE A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE DA AMAZÔNIA TEM ENORME VALOR COMO GARANTIA DE QUALIDADE DE VIDA PARA AS FUTURAS GERAÇÕES, OS SEUS RECURSOS NATURAIS TORNAM-SE FONTE E MEIO DE SOBREVIVÊNCIA PARA AS POPULAÇÕES NATIVAS E, AINDA, BASE ESSENCIAL DE RECURSOS PARA OUTROS SEGMENTOS PRODUTIVOS". (IBAMA, 2012).

DE ACORDO COM O MMA (2012): "A AMAZÔNIA É QUASE MÍTICA: UM VERDE E VASTO MUNDO DE ÁGUAS E FLORESTAS, ONDE AS COPAS DE ÁRVORES IMENSAS ESCONDEM O ÚMIDO NASCIMENTO, REPRODUÇÃO E MORTE DE MAIS DE UM-TERÇO DAS ESPÉCIES QUE VIVEM SOBRE A TERRA. OS NÚMEROS SÃO IGUALMENTE MONUMENTAIS.

A AMAZÔNIA É O MAIOR BIOMA DO BRASIL: NUM TERRITÓRIO DE 4,196.943 MILHÕES DE KM2 (IBGE,2004), CRESCEM 2.500 ESPÉCIES DE ÁRVORES (OU UM-TERÇO DE TODA A MADEIRA TROPICAL DO MUNDO) E 30 MIL ESPÉCIES DE PLANTAS (DAS 100 MIL DA AMÉRICA DO SUL). A BACIA AMAZÔNICA É A MAIOR BACIA HIDROGRÁFICA DO MUNDO: COBRE CERCA DE 6 MILHÕES DE KM2 E E TEM 1.100 AFLUENTES. SEU PRINCIPAL RIO, O AMAZONAS, CORTA A REGIÃO PARA DESAGUAR NO OCEANO ATLÂNTICO, LANÇANDO AO MAR CERCA DE 175 MILHÕES DE LITROS D’ÁGUA A CADA SEGUNDO. AS ESTIMATIVAS SITUAM A REGIÃO COMO A MAIOR RESERVA DE MADEIRA TROPICAL DO MUNDO. SEUS RECURSOS NATURAIS – QUE, ALÉM DA MADEIRA, INCLUEM ENORMES ESTOQUES DE BORRACHA, CASTANHA, PEIXE E MINÉRIOS, POR EXEMPLO – REPRESENTAM UMA ABUNDANTE FONTE DE RIQUEZA NATURAL.

A REGIÃO ABRIGA TAMBÉM GRANDE RIQUEZA CULTURAL, INCLUINDO O CONHECIMENTO TRADICIONAL SOBRE OS USOS E A FORMA DE EXPLORAR ESSES RECURSOS NATURAIS SEM ESGOTÁ-LOS NEM DESTRUIR O HABITAT NATURAL. TODA ESSA GRANDEZA NÃO ESCONDE A FRAGILIDADE DO ESCOSSISTEMA LOCAL, PORÉM. A FLORESTA VIVE A PARTIR DE SEU PRÓPRIO MATERIAL ORGÂNICO, E SEU DELICADO EQUILÍBRIO É EXTREMAMENTE SENSÍVEL A QUAISQUER INTERFERÊNCIAS. OS DANOS CAUSADOS PELA AÇÃO ANTRÓPICA SÃO MUITAS VEZES IRREVERSÍVEIS. ADEMAIS, A RIQUEZA NATURAL DA AMAZÔNIA SE CONTRAPÕE DRAMATICAMENTE AOS BAIXOS ÍNDICES SÓCIO-ECONOMICOS DA REGIÃO, DE BAIXA DENSIDADE DEMOGRÁFICA E CRESCENTE URBANIZAÇÃO. DESTA FORMA, O USO DOS RECURSOS FLORESTAIS É ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO". SUSTENTABILIDADE SEGUNDO OS REGISTROS ARQUEOLÓGICOS, DATA DE 10.000 A.C.

QUANDO OCORREU A CONQUISTA DOS COLONIZADORES EUROPEUS, NO SÉCULO XVI, ESTIMA-SE QUE ALGUNS MILHÕES DE ÍNDIOS VIVIAM NA REGIÃO. A OCUPAÇÃO DA AMAZÔNIA PELOS EUROPEUS INICIOU-SE POR VOLTA DE 1540, PORÉM, ATÉ O FINAL DA II GUERRA MUNDIAL, A PRESENÇA HUMANA NA REGIÃO QUASE NÃO TROUXE MODIFICAÇÕES À COBERTURA VEGETAL ORIGINAL. HOJE, APROXIMADAMENTE, 10 MILHÕES DE PESSOAS HABITAM A REGIÃO, NUMA DENSIDADE DE DOIS HABITANTES/KM2. ESTIMA-SE QUE 1,5 MILHÃO DE PESSOAS VIVE NA FLORESTA.

O USO E A OCUPAÇÃO DO SOLO DA AMAZÔNIA SÃO CARACTERIZADOS PELO EXTRATIVISMO VEGETAL E ANIMAL – INCLUINDO A EXTRAÇÃO DA MADEIRA – PELA PECUÁRIA, POR MADEIREIRAS E PELA AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA, BEM COMO PELO CULTIVO DE ESPÉCIES VEGETAIS ARBUSTIVO-ARBÓREAS. A PRODUÇÃO DE GRÃOS RECOBRE PARCELAS CONTÍNUAS EXPRESSIVAS. A MINERAÇÃO E O GARIMPO (ATIVIDADES PONTUAIS) E A INFRA-ESTRUTURA REGIONAL (ATIVIDADES PONTUAIS E LINEARES) TAMBÉM SÃO RESPONSÁVEIS PELA ALTERAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS NATURAIS. NOS ARREDORES DE NÚCLEOS URBANOS E ÁREAS DE OCUPAÇÃO MAIS ANTIGAS, UMA BOA PARTE DAS TERRAS, OUTRORA DESMATADAS, ENCONTRA-SE RECOBERTA ORA POR CAPOEIRAS ORA POR FLORESTAS NATIVAS NOS SEUS VÁRIOS ESTÁGIOS DE CRESCIMENTO E REGENERAÇÃO. ESTIMA-SE QUE 15% DA AMAZÔNIA JÁ FOI DESMATADA. (IBAMA, 2012) OCUPAÇÃO AMAZÔNIA FLORA FAUNA PECUÁRIA, AGRICULTURA, MADEIRA, PESCA, ECOTURISMO, MINERAÇÃO, INDÚSTRIA A PARTIR DA DÉCADA DE 1960, COM A INTERIORIZAÇÃO DA CAPITAL E A ABERTURA DE UMA NOVA REDE RODOVIÁRIA, LARGOS ECOSSISTEMAS DERAM LUGAR À PECUÁRIA E À AGRICULTURA EXTENSIVA, COMO A SOJA, ARROZ E AO TRIGO. TAIS MUDANÇAS SE APOIARAM, SOBRETUDO, NA IMPLANTAÇÃO DE NOVAS INFRA-ESTRUTURAS VIÁRIAS E ENERGÉTICAS, BEM COMO NA DESCOBERTA DE NOVAS VOCAÇÕES DESSES SOLOS REGIONAIS, PERMITINDO NOVAS ATIVIDADES AGRÁRIAS RENTÁVEIS, EM DETRIMENTO DE UMA BIODIVERSIDADE ATÉ ENTÃO POUCO ALTERADA.
DURANTE AS DÉCADAS DE 1970 E 1980 HOUVE UM RÁPIDO DESLOCAMENTO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA, COM BASE EM DESMATAMENTOS, QUEIMADAS, USO DE FERTILIZANTES QUÍMICOS E AGROTÓXICOS, QUE RESULTOU EM 67% DE ÁREAS DO CERRADO “ALTAMENTE MODIFICADAS”, COM VOÇOROCAS, ASSOREAMENTO E ENVENENAMENTO DOS ECOSSISTEMAS.
A PARTIR DA DÉCADA DE 1990, GOVERNOS E DIVERSOS SETORES ORGANIZADOS DA SOCIEDADE DEBATEM COMO CONSERVAR O QUE RESTOU DO CERRADO, COM A FINALIDADE DE BUSCAR TECNOLOGIAS EMBASADAS NO USO ADEQUADO DOS RECURSOS HÍDRICOS, NA EXTRAÇÃO DE PRODUTOS VEGETAIS NATIVOS, NOS CRIADOUROS DE ANIMAIS SILVESTRES, NO ECOTURISMO E OUTRAS INICIATIVAS QUE POSSIBILITEM UM MODELO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E JUSTO. (IBAMA, 2012). CERRADO INCÊNDIOS O RELEVO DO DOMÍNIO DO CERRADO É EM GERAL BASTANTE PLANO OU SUAVEMENTE ONDULADO, ESTENDENDO-SE POR IMENSOS PLANALTOS OU CHAPADÕES. CERCA DE 50% DE SUA ÁREA SITUA-SE EM ALTITUDES QUE FICAM ENTRE 300 E 600 M ACIMA DO NÍVEL DO MAR; APENAS 5,5% VÃO ALÉM DE 900M. AS MAIORES ELEVAÇÕES SÃO O PICO DO ITACOLOMI (1797 M) NA SERRA DO ESPINHAÇO, O PICO DO SOL (2070 M) NA SERRA DO CARAÇA E A CHAPADA DOS VEADEIROS, QUE PODE ATINGIR 1676 M. O BIOMA DO CERRADO NÃO ULTRAPASSA, EM GERAL, OS 1100 M. ACIMA DISTO, PRINCIPALMENTE EM TERRENOS QUARTZÍTICOS, COSTUMAMOS ENCONTRAR OS CAMPOS RUPESTRES. (PORTALBRASIL, 2012). RELEVO O PARQUE DE CERRADO É UMA FORMAÇÃO SAVÂNICA CARACTERIZADA PELA PRESENÇA DE ÁRVORES AGRUPADAS EM PEQUENAS ELEVAÇÕES DO TERRENO, ALGUMAS VEZES IMPERCEPTÍVEIS E OUTRAS COM MUITO DESTAQUE, QUE SÃO CONHECIDAS COMO MURUNDUS OU MONCHÕES . AS ÁRVORES, NOS LOCAIS ONDE SE CONCENTRAM, POSSUEM ALTURA MÉDIA DE TRÊS A SEIS METROS. CONSIDERANDO UM TRECHO COM OS AGRUPAMENTOS ARBÓREOS E AS DEPRESSÕES OU PLANOS CAMPESTRES ENTRE ELES, FORMA-SE UMA COBERTURA ARBÓREA DE 5% A 20%. CONSIDERANDO SOMENTE OS AGRUPAMENTOS ARBÓREOS A COBERTURA SOBE PARA 50% A 70% E CAI PRATICAMENTE PARA 0% NAS DEPRESSÕES. OS SOLOS SÃO GLEISSOLOS (SOLOS ARGILOSOS) E MELHOR DRENADOS NOS MURUNDUS DO QUE NAS DEPRESSÕES ADJACENTES. (EMBRAPA, 2012). PARQUE CERRADO POR MATA DE GALERIA INUNDÁVEL ENTENDE-SE A VEGETAÇÃO FLORESTAL QUE ACOMPANHA UM CURSO DE ÁGUA, ONDE O LENÇOL FREÁTICO (RESERVA NATURAL DE ÁGUA QUE SE ENCONTRA SOB O SOLO. DO GREGO PHRÉAR, ATOS, SIGNIFICA RESERVATÓRIO DE ÁGUA , CISTERNA ) SE MANTÉM PRÓXIMO OU SOBRE A SUPERFÍCIE DO TERRENO NA MAIOR PARTE DOS TRECHOS DURANTE O ANO TODO, MESMO NA ESTAÇÃO SECA. APRESENTA TRECHOS LONGOS COM TOPOGRAFIA BASTANTE PLANA, SENDO POUCOS OS LOCAIS ACIDENTADOS. POSSUI DRENAGEM DEFICIENTE E LINHA DE DRENAGEM (LEITO DO CÓRREGO) MUITAS VEZES POUCO DEFINIDA E SUJEITA A MODIFICAÇÕES. (EMBRAPA, 2012). MATA GALERIA INUNDÁVEL XEROMORFISMO – ESCLEROMORFISMO OLIGOTRÓFICO SOB A DESIGNAÇÃO MATA SECA ESTÃO INCLUÍDAS AS FORMAÇÕES FLORESTAIS NO BIOMA CERRADO QUE NÃO POSSUEM ASSOCIAÇÃO COM CURSOS DE ÁGUA, CARACTERIZADAS POR DIVERSOS NÍVEIS DE QUEDA DAS FOLHAS DURANTE A ESTAÇÃO SECA. A VEGETAÇÃO OCORRE NOS NÍVEIS DE RELEVOS QUE SEPARAM OS FUNDOS DE VALES (INTERFLÚVIOS), EM LOCAIS GERALMENTE MAIS RICOS EM NUTRIENTES. A MATA SECA É DEPENDENTE DAS CONDIÇÕES QUÍMICAS E FÍSICAS DO SOLO MESOTRÓFICO (DE CONDIÇÕES MÉDIAS EM RELAÇÃO À DISPONIBILIDADE DE NUTRIENTES), PRINCIPALMENTE DA PROFUNDIDADE. EM FUNÇÃO DO TIPO DE SOLO, DA COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E, EM CONSEQÜÊNCIA, DA QUEDA DE FOLHAS NO PERÍODO SECO, A MATA SECA PODE SER TRATADA SOB TRÊS SUBTIPOS: MATA SECA SEMPRE-VERDE, MATA SECA SEMIDECÍDUA, A MAIS COMUM, E MATA SECA DECÍDUA. EM TODOS ESSES SUBTIPOS A QUEDA DE FOLHAS CONTRIBUI PARA O AUMENTO DA MATÉRIA ORGÂNICA NO SOLO, MESMO NA MATA SECA SEMPRE-VERDE. (EMBRAPA, 2012). MATA SECA O CERRADÃO APRESENTA DOSSEL CONTÍNUO E COBERTURA ARBÓREA QUE PODE OSCILAR DE 50 A 90%, SENDO MAIOR NA ESTAÇÃO CHUVOSA E MENOR NA SECA. A ALTURA MÉDIA DA CAMADA DE ÁRVORES VARIA DE 8 A 15 METROS, PROPORCIONANDO CONDIÇÕES DE LUMINOSIDADE QUE FAVORECEM A FORMAÇÃO DE CAMADAS DE ARBUSTIVAS E HERBÁCEAS DIFERENCIADAS. EMBORA POSSA MANTER UM VOLUME CONSTANTE DE FOLHAS NAS ÁRVORES (PADRÃO DENOMINADO PERENIFÓLIO) O PADRÃO GERAL É DE PERDA PARCIAL DESSE VOLUME (OU SEMIDECÍDUO), SENDO QUE MUITAS ESPÉCIES COMUNS AO CERRADO SENTIDO RESTRITO COMO CARYOCAR BRASILIENSE (PEQUI), KIELMEYERA CORIACEA (PAU-SANTO) E QUALEA GRANDIFLORA (PAU-TERRA), OU COMUNS ÀS MATAS SECAS, COMO DILODENDRON BIPPINATUM E PHYSOCALLIMMA SCABERRIMUM (SEGA-MACHADO), APRESENTAM QUEDA DAS FOLHAS EM DETERMINADOS PERÍODOS NA ESTAÇÃO SECA. ESTES PERÍODOS NEM SEMPRE SÃO COINCIDENTES COM AQUELES DAS POPULAÇÕES DO CERRADO OU DA MATA. A PRESENÇA DE ESPÉCIES EPÍFITAS É REDUZIDA, RESTRINGINDO-SE A ALGUMAS BROMÉLIAS (BILLBERGIA E TILLANDSIA) E PLANTAS COMO O CACTOS CONHECIDO COMUMENTE COMO SABOROSA (EPIPHYLLUM PHYLLANTHUS).
EM SUA MAIORIA, OS SOLOS DE CERRADÃO SÃO PROFUNDOS, BEM DRENADOS, DE MÉDIA E BAIXA FERTILIDADE, LIGEIRAMENTE ÁCIDOS, PERTENCENTES ÀS CLASSES LATOSSOLO VERMELHO OU LATOSSOLO VERMELHO AMARELO. TAMBÉM PODE OCORRER EM PROPORÇÃO MENOR CAMBISSOLO DISTRÓFICO. O TEOR DE MATÉRIA ORGÂNICA NOS HORIZONTES SUPERFICIAIS É MÉDIO E RECEBE UM INCREMENTO ANUAL DE RESÍDUOS ORGÂNICOS PROVENIENTES DA DEPOSIÇÃO DE FOLHAS DURANTE A ESTAÇÃO SECA. (EMBRAPA, 2012). CERRADÃO É UM SUBTIPO DE VEGETAÇÃO PREDOMINANTEMENTE ARBÓREO, COM COBERTURA DE 50% A 70% E ALTURA MÉDIA DE CINCO A OITO METROS. REPRESENTA A FORMA MAIS DENSA E ALTA DE CERRADO SENTIDO RESTRITO. AS CAMADAS DE VEGETAÇÃO DE ARBUSTOS E ERVAS SÃO MENOS ADENSADOS, PROVAVELMENTE DEVIDO AO SOMBREAMENTO RESULTANTE DA MAIOR COBERTURA DAS ÁRVORES. OCORRE PRINCIPALMENTE NOS SOLOS DOS TIPOS LATOSSOLOS VERMELHO (SOLOS COM TEXTURA MÉDIA A MUITO ARGILOSA E DRENAGEM VARIANDO ENTRE MUITO E ACENTUADA), LATOSSOLOS VERMELHO-AMARELO (DIFERE DO ANTERIOR POR PODER APRESENTAR GRAU DE DRENAGEM MODERADA E ATÉ IMPERFEITA) E CAMBISSOLOS (SOLOS DE COLORAÇÃO AMARELO-ESCURO NA SUPERFÍCIE E VERMELHO-AMARELADO NA CAMADA INFERIOR DO SOLO, COM TEXTURA QUE PODE VARIAR DE MUITO ARGILOSA A PRATICAMENTE ARENOSA), DENTRE OUTROS. (EMBRAPA, 2012). CERRADO DENSO É UM SUBTIPO DE VEGETAÇÃO PREDOMINANTEMENTE ARBÓREO-ARBUSTIVO, COM COBERTURA ARBÓREA DE 20% A 50% E ALTURA MÉDIA DE TRÊS A SEIS METROS. TRATA-SE DE UMA FORMA COMUM E INTERMEDIÁRIA ENTRE O CERRADO DENSO E O CERRADO RALO. O CERRADO TÍPICO PODE OCORRER EM SOLOS COM CARACTERÍSTICAS VARIADAS DE COLORAÇÃO (DESDE AMARELO CLARO, AVERMELHADA, AO VERMELHO-ESCURO), TEXTURA (DE ARENOSOS A ARGILOSA, OU MUITO ARGILOSA E BEM DRENADOS) E GRAUS VARIADOS DE PERMEABILIDADE (PENETRAÇÃO DA ÁGUA), TAIS COMO: LATOSSOLO VERMELHO, LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO, CAMBISSOLOS, NEOSSOLOS QUARTZARÊNICOS, NEOSSOLOS LITÓLICOS E PLINTOSSOLOS PÉTRICOS, DENTRE OUTROS. (EMBRAPA, 2012). CERRADO TÍPICO É UM SUBTIPO DE VEGETAÇÃO CONSTITUÍDA DE ÁRVORES E ARBUSTOS (ARBÓREO-ARBUSTIVA), COM COBERTURA ARBÓREA DE 5% A 20% E ALTURA MÉDIA DE DOIS A TRÊS METROS. REPRESENTA A FORMA MAIS BAIXA E MENOS DENSA DE CERRADO SENTIDO RESTRITO. A CAMADA DE ARBUSTOS E ERVAS É A MAIS DESTACADA SE COMPARADA AOS SUBTIPOS ANTERIORES, ESPECIALMENTE PELA COBERTURA GRAMINOSA. OCORRE PRINCIPALMENTE EM SOLOS COM CARACTERÍSTICAS VARIADAS DE COLORAÇÃO (DESDE AMARELO CLARO, AVERMELHADA, AO VERMELHO-ESCURO), TEXTURA (DE ARENOSOS A ARGILOSA, OU MUITO ARGILOSA E BEM DRENADOS) E GRAUS VARIADOS DE PERMEABILIDADE (PENETRAÇÃO DA ÁGUA), TAIS COMO: LATOSSOLO VERMELHO AMARELO, CAMBISSOLOS, NEOSSOLOS QUARTZARÊNICOS, PLINTOSSOLOS PÉTRICOS, GLEISSOLOS E NEOSSOLOS LITÓLICOS. (EMBRAPA, 2012). CERRADO RALO A FORMAÇÃO SAVÂNICA CARACTERIZADA PELA PRESENÇA MARCANTE DE UMA ÚNICA ESPÉCIE DE PALMEIRA ARBÓREA É DENOMINADA PALMEIRAL. NESTE TIPO DE FORMAÇÃO VEGETAL PRATICAMENTE NÃO HÁ DESTAQUE DAS ÁRVORES DICOTILEDÔNEAS (PLANTAS QUE AO GERMINAR TÊM DUAS PEQUENAS FOLHAS, COTILÉDONES; COMO O FEIJÃO), EMBORA ESSAS POSSAM OCORRER COM FREQÜÊNCIA BAIXA. NO BIOMA CERRADO PODEM SER ENCONTRADOS PELO MENOS QUATRO SUBTIPOS MAIS COMUNS DE PALMEIRAIS, QUE VARIAM EM ESTRUTURA DE ACORDO COM A ESPÉCIE DOMINANTE. PELO DOMÍNIO DE DETERMINADA PALMEIRA, O TRECHO DE VEGETAÇÃO PODE SER DESIGNADO PELO NOME COMUM DA ESPÉCIE. EM GERAL OS PALMEIRAIS DO CERRADO SÃO ENCONTRADOS EM TERRENOS BEM DRENADOS, EMBORA UM DOS SUBTIPOS (BURITIZAL) OCORRA EM TERRENOS MAL DRENADOS, ONDE PODE HAVER A FORMAÇÃO DE GALERIAS ACOMPANHANDO AS LINHAS DE DRENAGEM, EM UMA TÍPICA ESTRUTURA DE FLORESTA. (EMBRAPA, 2012). PALMEIRAL O CAMPO LIMPO É UM TIPO DE VEGETAÇÃO PREDOMINANTEMENTE HERBÁCEO, COM RAROS ARBUSTOS E AUSÊNCIA COMPLETA DE ÁRVORES. PODE SER ENCONTRADO EM DIVERSAS POSIÇÕES TOPOGRÁFICAS, COM DIFERENTES VARIAÇÕES NO GRAU DE UMIDADE, PROFUNDIDADE E FERTILIDADE DO SOLO. ENTRETANTO, É ENCONTRADO COM MAIS FREQÜÊNCIA NAS ENCOSTAS, NAS CHAPADAS, NOS OLHOS D’ÁGUA, CIRCUNDANDO AS VEREDAS E NA BORDA DAS MATAS DE GALERIA. PODE OCORRER EM SOLOS COM CARACTERÍSTICAS VARIADAS DE COLORAÇÃO (DESDE AMARELO CLARO, AVERMELHADA, AO VERMELHO-ESCURO), TEXTURA (DE ARENOSOS A ARGILOSA, OU MUITO ARGILOSA E BEM DRENADOS) E GRAUS VARIADOS DE PERMEABILIDADE (PENETRAÇÃO DA ÁGUA), TAIS COMO: NEOSSOLOS LITÓLICOS, CAMBISSOLOS OU EM PLINTOSSOLOS PÉTRICOS. QUANDO OCORRE EM ÁREAS PLANAS, RELATIVAMENTE EXTENSAS, CONTÍGUAS AOS RIOS E INUNDADAS PERIODICAMENTE, TAMBÉM É CHAMADO DE CAMPO DE VÁRZEA , VÁRZEA OU BREJO , SENDO OS SOLOS SUJEITOS A INUNDAÇÕES COM EXTENSA CAMADA DE MATÉRIA ORGÂNICA MAL DECOMPOSTA, SOBRE UMA CAMA ACINZENTADA (GLEIZADA), TAIS COMO: GLEISSOLOS, NEOSSOLOS FLÚVICOS, PLINTOSSOLOS OU ORGANOSSOLOS. OS MURUNDUS SÃO ELEVAÇÕES CONVEXAS CARACTERÍSTICAS, QUE VARIAM EM MÉDIA DE 0,1 A 1,5 METROS DE ALTURA E 0,2 A MAIS DE 20 METROS DE DIÂMETRO. A ORIGEM DESSES MICRORRELEVOS É BASTANTE CONTROVERTIDA E AS HIPÓTESES MAIS DEBATIDAS APONTAM-OS COMO CUPINZEIROS ATIVOS OU INATIVOS OU RESULTANTES DE EROSÃO DIFERENCIAL. (EMBRAPA, 2012). CAMPO LIMPO E CAMPO DE MURUNDUNS A ALTURA MÉDIA DO ESTRATO ARBÓREO VARIA ENTRE 20 E 30 METROS, APRESENTANDO UMA SUPERPOSIÇÃO DAS COPAS, QUE FORNECEM COBERTURA ARBÓREA DE 70 A 95%. NO SEU INTERIOR A UMIDADE RELATIVA É ALTA MESMO NA ÉPOCA MAIS SECA DO ANO. A PRESENÇA DE ÁRVORES COM PEQUENAS SAPOPEMAS OU SALIÊNCIAS NAS RAÍZES É FREQÜENTE, PRINCIPALMENTE NOS LOCAIS MAIS ÚMIDOS. É COMUM HAVER GRANDE NÚMERO DE ESPÉCIES EPÍFITAS (PLANTAS QUE UTILIZAM AS ÁRVORES COMO SUPORTE PARA O SEU CRESCIMENTO, MAS QUE NÃO SE ALIMENTAM DESTAS; NÃO DEVENDO, PORTANTO, SER CONFUNDIDAS COM AS PLANTAS PARASITAS), PRINCIPALMENTE ORQUÍDEAS, EM QUANTIDADE SUPERIOR À QUE OCORRE NAS DEMAIS FORMAÇÕES FLORESTAIS DO CERRADO.

OS SOLOS SÃO GERALMENTE CAMBISSOLOS, PLINTOSSOLOS, ARGISSOLOS, GLEISSOLOS OU NEOSSOLOS, PODENDO MESMO OCORRER LATOSSOLOS SEMELHANTES AOS DAS ÁREAS DE CERRADO (SENTIDO AMPLO) ADJACENTES. NESTE ÚLTIMO CASO, DEVIDO À POSIÇÃO TOPOGRÁFICA, OS LATOSSOLOS APRESENTAM MAIOR FERTILIDADE, DEVIDO AO CARREAMENTO DE MATERIAL DAS ÁREAS ADJACENTES E DA MATÉRIA ORGÂNICA ORIUNDA DA PRÓPRIA VEGETAÇÃO. NÃO OBSTANTE, OS SOLOS DA MATA PODEM APRESENTAR ACIDEZ MAIOR QUE A ENCONTRADA NAQUELAS ÁREAS. (EMBRAPA, 2012). MATA GALERIA AS ÁRVORES, PREDOMINANTEMENTE ERETAS, VARIAM EM ALTURA DE 20 A 25 METROS, COM ALGUNS POUCOS INDIVÍDUOS EMERGENTES ALCANÇANDO 30 METROS OU MAIS. AS ESPÉCIES TÍPICAS SÃO PREDOMINANTEMENTE DO TIPO QUE PERDEM AS FOLHAS (CADUCIFÓLIAS), COM ALGUMAS SEMPRE-VERDES, CONFERINDO À MATA CILIAR UM ASPECTO SEMIDECÍDUO. AO LONGO DO ANO AS ÁRVORES FORNECEM UMA COBERTURA ARBÓREA VARIÁVEL DE 50 A 90%. NA ESTAÇÃO CHUVOSA A COBERTURA CHEGA A 90%, DIFICILMENTE ULTRAPASSANDO ESTE VALOR, AO PASSO QUE NA ESTAÇÃO SECA PODE ATÉ MESMO SER INFERIOR A 50% EM ALGUNS TRECHOS. (EMBRAPA, 2012). MATA CILIAR A TÍPICA VEGETAÇÃO QUE OCORRE NO CERRADO POSSUI SEUS TRONCOS TORTUOSOS, DE BAIXO PORTE, RAMOS RETORCIDOS, CASCAS ESPESSAS E FOLHAS GROSSAS. OS ESTUDOS EFETUADOS CONSIDERAM QUE A VEGETAÇÃO NATIVA DO CERRADO NÃO APRESENTA ESSA CARACTERÍSTICA PELA FALTA DE ÁGUA – POIS, ALI SE ENCONTRA UMA GRANDE E DENSA REDE HÍDRICA – MAS SIM, DEVIDO A OUTROS FATORES EDÁFICOS (DE SOLO), COMO O DESEQUILÍBRIO NO TEOR DE MICRONUTRIENTES, A EXEMPLO DO ALUMÍNIO. O CERRADO BRASILEIRO É RECONHECIDO COMO A SAVANA MAIS RICA DO MUNDO EM BIODIVERSIDADE COM A PRESENÇA DE DIVERSOS ECOSSISTEMAS, RIQUÍSSIMA FLORA COM MAIS DE 10.000 ESPÉCIES DE PLANTAS, COM 4.400 ENDÊMICAS (EXCLUSIVAS) DESSA ÁREA.. A FAUNA APRESENTA 837 ESPÉCIES DE AVES; 67 GÊNEROS DE MAMÍFEROS, ABRANGENDO 161 ESPÉCIES E DEZENOVE ENDÊMICAS; 150 ESPÉCIES DE ANFÍBIOS, DAS QUAIS 45 ENDÊMICAS;120 ESPÉCIES DE RÉPTEIS, DAS QUAIS 45 ENDÊMICAS; APENAS NO DISTRITO FEDERAL, HÁ 90 ESPÉCIES DE CUPINS, MIL ESPÉCIES DE BORBOLETAS E 500 ESPÉCIES DE ABELHAS E VESPAS. (IBAMA, 2012). CERRADO SOLOS FLORA "O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de 2.036.448 km2, cerca de 22% do território nacional. A sua área contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade.

Considerado como um hotspots mundiais de biodiversidade, o Cerrado apresenta extrema abundância de espécies endêmicas e sofre uma excepcional perda de habitat. Do ponto de vista da diversidade biológica, o Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo, abrigando 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. Existe uma grande diversidade de habitats, que determinam uma notável alternância de espécies entre diferentes fitofisionomias. Cerca de 199 espécies de mamíferos são conhecidas, e a rica avifauna compreende cerca de 837 espécies. Os números de peixes (1200 espécies), répteis (180 espécies) e anfíbios (150 espécies) são elevados. O número de peixes endêmicos não é conhecido, porém os valores são bastante altos para anfíbios e répteis: 28% e 17%, respectivamente. De acordo com estimativas recentes, o Cerrado é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.

Além dos aspectos ambientais, o Cerrado tem grande importância social. Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros e comunidades quilombolas que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade. Mais de 220 espécies têm uso medicinal e mais 416 podem ser usadas na recuperação de solos degradados, como barreiras contra o vento, proteção contra a erosão, ou para criar habitat de predadores naturais de pragas. Mais de 10 tipos de frutos comestíveis são regularmente consumidos pela população local e vendidos nos centros urbanos, como os frutos do Pequi (Caryocar brasiliense), Buriti (Mauritia flexuosa), Mangaba (Hancornia speciosa), Cagaita (Eugenia dysenterica), Bacupari (Salacia crassifolia), Cajuzinho do cerrado (Anacardium humile), Araticum (Annona crassifolia) e as sementes do Barú (Dipteryx alata).

Contudo, inúmeras espécies de plantas e animais correm risco de extinção. Estima-se que 20% das espécies nativas e endêmicas já não ocorram em áreas protegidas e que pelo menos 137 espécies de animais que ocorrem no Cerrado estão ameaçadas de extinção. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. Com a crescente pressão para a abertura de novas áreas, visando incrementar a produção de carne e grãos para exportação, tem havido um progressivo esgotamento dos recursos naturais da região. Nas três últimas décadas, o Cerrado vem sendo degradado pela expansão da fronteira agrícola brasileira. Além disso, o bioma Cerrado é palco de uma exploração extremamente predatória de seu material lenhoso para produção de carvão.

Apesar do reconhecimento de sua importância biológica, de todos os hotspots mundiais, o Cerrado é o que possui a menor porcentagem de áreas sobre proteção integral. O Bioma apresenta 8,21% de seu território legalmente protegido por unidades de conservação; desse total, 2,85% são unidades de conservação de proteção integral e 5,36% de unidades de conservação de uso sustentável, incluindo RPPNs (0,07%)". (MMA, 2012). FAUNA O CAMPO RUPESTRE É UM TIPO DE VEGETAÇÃO PREDOMINANTEMENTE HERBÁCEO-ARBUSTIVA, COM A PRESENÇA EVENTUAL DE ARVORETAS POUCO DESENVOLVIDAS DE ATÉ DOIS METROS DE ALTURA. ABRANGE UM COMPLEXO DE VEGETAÇÃO QUE AGRUPA PAISAGENS EM MICRORRELEVOS COM ESPÉCIES TÍPICAS, OCUPANDO TRECHOS DE AFLORAMENTOS ROCHOSOS.GERALMENTE OCORRE EM ALTITUDES SUPERIORES A 900 METROS, OCASIONALMENTE A PARTIR DE 700 METROS, EM ÁREAS ONDE HÁ VENTOS CONSTANTES E VARIAÇÕES EXTREMAS DE TEMPERATURA, COM DIAS QUENTES E NOITES FRIAS.
ESTE TIPO DE VEGETAÇÃO OCORRE GERALMENTE EM SOLOS ÁCIDOS, POBRES EM NUTRIENTES OU NAS FRESTAS DOS AFLORAMENTOS ROCHOSOS. NA CHAPADA DIAMANTINA, POR EXEMPLO, ESTES SOLOS SÃO ORIGINADOS DA DECOMPOSIÇÃO DOS MINERAIS QUARTZITO, ARENITO OU ITACOLOMITO, CUJO MATERIAL DECOMPOSTO PERMANECE NAS FRESTAS DOS AFLORAMENTOS ROCHOSOS, OU PODE SER CARREGADO PARA LOCAIS MAIS BAIXOS OU ENTÃO FORMA DEPÓSITOS DE AREIA QUANDO O RELEVO PERMITE. EM CATOLÉS, NESTA MESMA CHAPADA, ESSE TIPO DE VEGETAÇÃO RESTRINGE-SE AOS SUBSTRATOS ARENOSOS OU PEDREGOSOS COM AFLORAMENTOS ROCHOSOS. EM GERAL, A DISPONIBILIDADE DE ÁGUA NO SOLO É RESTRITA, POIS AS ÁGUAS PLUVIAIS ESCOAM RAPIDAMENTE PARA OS RIOS, DEVIDO À POUCA PROFUNDIDADE E REDUZIDA CAPACIDADE DE RETENÇÃO DO SOLO. (EMBRAPA, 2012). CAMPO RUPESTRE O CAMPO SUJO É UM TIPO FISIONÔMICO EXCLUSIVAMENTE ARBUSTIVO-HERBÁCEO, COM ARBUSTOS E SUBARBUSTOS ESPARSOS CUJAS PLANTAS SÃO MENOS DESENVOLVIDAS QUE AS ÁRVORES DO CERRADO SENTIDO RESTRITO. ESTE TIPO DE VEGETAÇÃO É ENCONTRADO EM SOLOS RASOS, EVENTUALMENTE COM PEQUENOS AFLORAMENTOS ROCHOSOS DE POUCA EXTENSÃO (SEM CARACTERIZAR UM CAMPO RUPESTRE ), OU AINDA EM SOLOS PROFUNDOS E DE BAIXA FERTILIDADE (ÁLICOS OU DISTRÓFICOS). EM FUNÇÃO DE PARTICULARIDADES AMBIENTAIS, O CAMPO SUJO PODE APRESENTAR TRÊS SUBTIPOS FISIONÔMICOS DISTINTOS. NA PRESENÇA DE UM RESERVATÓRIO SUBTERRÂNEO DE ÁGUA (LENÇOL FREÁTICO) PROFUNDO, OCORRE O CAMPO SUJO SECO. SE O LENÇOL FREÁTICO É ALTO, PRÓXIMO DA SUPERFÍCIE DO SOLO, HÁ O CAMPO SUJO ÚMIDO. QUANDO NA ÁREA OCORREM MICRORRELEVOS MAIS ELEVADOS (MURUNDUS), TEM-SE O CAMPO SUJO COM MURUNDUS. (EMBRAPA, 2012). CAMPO SUJO, ÚMIDO E DE MURUNDUNS SOCIOECONOMIA FITOFISIONOMIAS FITOFISIONOMIAS ECOSSISTEMAS
BRASILEIROS XEROMORFISMO OLIGOTRÓFICO SÃO PORÇÕES DE CERRADO INSERIDAS NO BIOMA AMAZÔNIA. O RELEVO DA CAATINGA APRESENTA DUAS FORMAÇÕES CONSIDERADAS DOMINANTES: PLANALTOS E IMENSAS DEPRESSÕES. SÃO COMUNS FRAGMENTOS DE ROCHAS NA SUPERFÍCIE DO SOLO. DE ACORDO COM SOGEOGRAFIA (2012): “A CAATINGA É COBERTA POR SOLOS RELATIVAMENTE FÉRTEIS. EMBORA NÃO TENHA POTENCIAL MADEIREIRO, EXCETO PELA EXTRAÇÃO SECULAR DE LENHA, A REGIÃO É RICA EM RECURSOS GENÉTICOS, DADA A SUA ALTA BIODIVERSIDADE. POR OUTRO LADO, O ASPECTO AGRESSIVO DA VEGETAÇÃO CONTRASTA COM O COLORIDO DIVERSIFICADO DAS FLORES EMERGENTES NO PERÍODO DAS CHUVAS, CUJO ÍNDICE PLUVIOMÉTRICO VARIA ENTRE 300 E 800 MM ANUALMENTE. A CAATINGA APRESENTA TRÊS ESTRATOS:
ARBÓREO (8 A 12 METROS)
ARBUSTIVO (2 A 5 METROS)
HERBÁCEO (ABAIXO DE 2 METROS)”. FITOFISIONOMIAS APESAR DA SUA IMPORTÂNCIA, O BIOMA TEM SIDO DESMATADO DE FORMA ACELERADA, PRINCIPALMENTE NOS ÚLTIMOS ANOS, DEVIDO PRINCIPALMENTE AO CONSUMO DE LENHA NATIVA, EXPLORADA DE FORMA ILEGAL E INSUSTENTÁVEL, PARA FINS DOMÉSTICOS E INDÚSTRIAS, AO SOBREPASTOREIO E A CONVERSÃO PARA PASTAGENS E AGRICULTURA. FRENTE AO AVANÇADO DESMATAMENTO QUE CHEGA A 46% DA ÁREA DO BIOMA, SEGUNDO DADOS DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (MMA), O GOVERNO BUSCA CONCRETIZAR UMA AGENDA DE CRIAÇÃO DE MAIS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO FEDERAIS E ESTADUAIS NO BIOMA, ALÉM DE PROMOVER ALTERNATIVAS PARA O USO SUSTENTÁVEL DA SUA BIODIVERSIDADE.  (MMA, 2012).
A CAATINGA OCUPA UMA ÁREA DE CERCA DE 844.453 QUILÔMETROS QUADRADOS, O EQUIVALENTE A 11% DO TERRITÓRIO NACIONAL. ENGLOBA OS ESTADOS ALAGOAS, BAHIA, CEARÁ, MARANHÃO, PERNAMBUCO, PARAÍBA, RIO GRANDE DO NORTE, PIAUÍ, SERGIPE E O NORTE DE MINAS GERAIS. RICO EM BIODIVERSIDADE, O BIOMA ABRIGA 178 ESPÉCIES DE MAMÍFEROS, 591 DE AVES, 177 DE RÉPTEIS, 79 ESPÉCIES DE ANFÍBIOS, 241 DE PEIXES E 221 ABELHAS. CERCA DE 27 MILHÕES DE PESSOAS VIVEM NA REGIÃO, A MAIORIA CARENTE E DEPENDENTE DOS RECURSOS DO BIOMA PARA SOBREVIVER. A CAATINGA TEM UM IMENSO POTENCIAL PARA A CONSERVAÇÃO DE SERVIÇOS AMBIENTAIS, USO SUSTENTÁVEL E BIOPROSPECÇÃO QUE, SE BEM EXPLORADO, SERÁ DECISIVO PARA O DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO E DO PAÍS. A BIODIVERSIDADE DA CAATINGA AMPARA DIVERSAS ATIVIDADES ECONÔMICAS VOLTADAS PARA FINS AGROSILVOPASTORIS E INDUSTRIAIS, ESPECIALMENTE NOS RAMOS FARMACÊUTICO, DE COSMÉTICOS, QUÍMICO E DE ALIMENTOS.  CAATINGA CAATINGA XEROMORFISMO NORDESTINO CAATINGA FLORA FAUNA O Pantanal vive sob o desígnio das águas: ali, a chuva divide a vida em dois períodos bem distintos. Durante os meses da seca — de maio a outubro, aproximadamente — , a paisagem sofre mudanças radicais: no baixar das águas, são descoberto campos, bancos de areia, ilhas e os rios retomam seus leitos naturais, mas nem sempre seguindo o curso do período anterior. As águas escorrem pelas depressões do terreno, formando os corixos (canais que ligam as águas de baías, lagoas, alagados etc. com os rios próximos).
Nos campos extensos cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado, a água de superfície chega a escassear, restringindo-se aos rios perenes, com leito definido, a grandes lagoas próximas a esses rios, chamadas de baías, e a algumas lagoas menores e banhados em áreas mais baixas da planície. Em muitos locais, torna-se necessário recorrer a águas subterrâneas, do lençol freático ou aquíferos, utilizando se bombas manuais e ou tocadas por moinhos de vento para garantir o fornecimento às moradias e bebedouros de animais domésticos. (ACHETUDOEREGIAO, 2012). SAZONALIDADE URBANIZAÇÃO O PANTANAL PODE SER SUB-DIVIDIDO EM:

PANTANAL DE CÁCERES, NO NOROESTE;
PANTANAL DO POCONÉ, NO NORTE;
PANTANAL DE BARÃO DE MELGAÇO, NO NORDESTE;
PANTANAL DO PARAGUAI, NO OESTE;
PANTANAL DO PAIAGUÁS, NO CENTRO;
PANTANAL DE NHECOLÂNDIA, TAMBÉM NO CENTRO;
PANTANAL DO ABOBRAL, NO CENTRO-SUL;
PANTANAL DE AQUIDAUANA, NO LESTE;
PANTANAL DE MIRANDA, NO SUDESTE;
PANTANAL DE NABILEQUE, NO SUL. VEGETAÇÃO A BIODIVERSIDADE DO PANTANAL É EXUBERANTE: O BIOMA ABRIGA PELO MENOS 4.700 ESPÉCIES CONHECIDAS, ENTRE ANIMAIS E PLANTAS. O PANTANAL É HABITAT DE UMA GRANDE VARIEDADE DE ESPÉCIES ANIMAIS: FORAM REGISTRADOS NA REGIÃO 263 ESPÉCIES DE PEIXES, 113 DE RÉPTEIS, 41 DE ANFÍCIOS, 463 DE AVES – COMO A AVE-SÍMBOLO DO PANTANAL, O TUIUIÚ – 1.032 DE BORBOLETAS E 132 ESPÉCIES DE MAMÍFEROS, SENDO 2 ENDÊMICAS. DE ACORDO COM INFORMAÇÕES DA EMBRAPA PANTANAL, DAS ESPÉCIES DE PEIXES REGISTRADAS NO PANTANAL, MAIS DE 85% PERTENCEM À ORDEM OSTARIOPHYSI, DA QUAL FAZEM PARTE O PACU, O DOURADO, A TUVIRA, O PINTADO, A CACHARA E O CASCUDO. AINDA SEGUNDO A EMBRAPA PANTANAL, QUASE DUAS MIL ESPÉCIES DE PLANTAS JÁ FORAM IDENTIFICADAS NO BIOMA E CLASSIFICADAS DE ACORDO COM SEU POTENCIAL, E ALGUMAS APRESENTAM VIGOROSO POTENCIAL MEDICINAL. (MMA, 2012). ASSIM COMO A FAUNA E FLORA DA REGIÃO SÃO ADMIRÁVEIS, HÁ DE SE DESTACAR A RICA PRESENÇA DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS COMO AS INDÍGENAS, QUILOMBOLAS, OS COLETORES DE ISCAS AO LONGO DO RIO PARAGUAI, COMUNIDADE AMOLAR E PARAGUAI MIRIM, DENTRE OUTRAS. NO DECORRER DOS ANOS ESSAS COMUNIDADES INFLUENCIARAM DIRETAMENTE NA FORMAÇÃO CULTURAL DA POPULAÇÃO PANTANEIRA. APENAS 4,4% DO PANTANAL ENCONTRA-SE PROTEGIDO POR UNIDADES DE CONSERVAÇÃO, DOS QUAIS 2,9% CORRESPONDEM A UCS DE PROTEÇÃO INTEGRAL E 1,5% A UCS DE USO SUSTENTÁVEL (APENAS RPPNS, NO PANTANAL, ATÉ O MOMENTO). (MMA, 2012). O BIOMA PANTANAL É CONSIDERADO UMA DAS MAIORES EXTENSÕES ÚMIDAS CONTÍNUAS DO PLANETA. ESTE BIOMA CONTINENTAL É CONSIDERADO O DE MENOR EXTENSÃO TERRITORIAL NO BRASIL, ENTRETANTO ESTE DADO EM NADA DESMERECE A EXUBERANTE RIQUEZA QUE O REFERENTE BIOMA ABRIGA. A SUA ÁREA APROXIMADA É 150.355 KM², OCUPANDO ASSIM 1,76% DA ÁREA TOTAL DO TERRITÓRIO BRASILEIRO. EM SEU ESPAÇO TERRITORIAL O BIOMA, QUE É UMA PLANÍCIE ALUVIAL, É INFLUENCIADO POR RIOS QUE DRENAM A BACIA DO ALTO PARAGUAI. O PANTANAL SOFRE INFLUÊNCIA DIRETA DE TRÊS IMPORTANTES BIOMAS BRASILEIROS: AMAZÔNIA, CERRADO E MATA ATLÂNTICA. ALÉM DISSO SOFRE INFLUENCIA DO BIOMA CHACO (NOME DADO AO PANTANAL LOCALIZADO NO NORTE DO PARAGUAI E LESTE DA BOLÍVIA). O BIOMA PANTANAL MANTÊM 86,77% DE SUA COBERTURA VEGETAL NATIVA. A VEGETAÇÃO NÃO FLORESTAL (SAVANA [CERRADO], SAVANA ESTÉPTICA [CHACO], FORMAÇÕES PIONEIRAS E ÁREAS DE TENSÃO ECOLÓGICA OU CONTATOS FLORÍSTICOS [ECÓTONOS E ENCRAVES]) É PREDOMINANTE EM 81,70% DO BIOMA. DESSES, 52,60% SÃO COBERTOS POR SAVANA (CERRADO) E 17,60% SÃO OCUPADOS POR ÁREAS DE TRANSIÇÃO ECOLÓGICA OU ECÓTONOS. OS TIPOS DE VEGETAÇÃO FLORESTAIS (FLORESTA ESTACIONAL SEMI-DECIDUAL E FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL) REPRESENTAM 5,07% DO PANTANAL. A MAIOR PARTE DOS 11,54% DO BIOMA ALTERADOS POR AÇÃO ANTRÓPICA É UTILIZADA PARA A CRIAÇÃO EXTENSIVA DE GADO EM PASTOS PLANTADOS (10,92%); APENAS 0,26% É USADO PARA LAVOURA. (MMA, 2012). UMA CARACTERÍSTICA INTERESSANTE DESSE BIOMA É QUE MUITAS ESPÉCIES AMEAÇADAS EM OUTRAS REGIÕES DO BRASIL PERSISTEM EM POPULAÇÕES AVANTAJADAS NA REGIÃO, COMO É O CASO DO TUIUIÚ – AVE SÍMBOLO DO PANTANAL. ESTUDOS INDICAM QUE O BIOMA ABRIGA OS SEGUINTES NÚMEROS DE ESPÉCIES CATALOGADAS: 263 ESPÉCIES DE PEIXES, 41 ESPÉCIES DE ANFÍBIOS, 113 ESPÉCIES DE RÉPTEIS, 463 ESPÉCIES DE AVES E 132 ESPÉCIES DE MAMÍFEROS SENDO 2 ENDÊMICAS. SEGUNDO A EMBRAPA PANTANAL, QUASE DUAS MIL ESPÉCIES DE PLANTAS JÁ FORAM IDENTIFICADAS NO BIOMA E CLASSIFICADAS DE ACORDO COM SEU POTENCIAL, E ALGUMAS APRESENTAM VIGOROSO POTENCIAL MEDICINAL. APESAR DE SUA BELEZA NATURAL EXUBERANTE O BIOMA VEM SENDO MUITO IMPACTADO PELA AÇÃO HUMANA, PRINCIPALMENTE PELA ATIVIDADE AGROPECUÁRIA, ESPECIALMENTE NAS ÁREAS DE PLANALTO ADJACENTES DO BIOMA. (MMA, 2012). SOCIOECONOMIA FLORA OS DADOS OBTIDOS INDICAM QUE O BIOMA PANTANAL AINDA É BASTANTE CONSERVADO (ANO BASE 2002), APRESENTANDO 86,77 % DE COBERTURA VEGETAL NATIVA, CONTRA 11,54% DE ÁREAS ANTRÓPICAS (TABELA 1). AS FITOFISIONOMIAS FLORESTAIS (FLORESTA ESTACIONAL SEMI-DECIDUAL E FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL) RESPONDEM POR 5,07% DA ÁREA DO BIOMA, ENQUANTO AS FITOFISIONOMIAS NÃO-FLORESTAIS (SAVANA [CERRADO], SAVANA ESTÉPICA [CHACO], FORMAÇÕES PIONEIRAS, ÁREAS DE TENSÃO ECOLÓGICA OU CONTATOS FLORÍSTICOS [ECÓTONOS E ENCRAVES] E FORMAÇÕES PIONEIRAS) RESPONDEM POR 81,70% DA ÁREA DO PANTANAL. A SAVANA (CERRADO) PREDOMINA EM 52,60% DO BIOMA, SEGUIDA POR CONTATOS FLORÍSTICOS, QUE OCORREM EM 17,60% DA ÁREA. COM RELAÇÃO À ÁREA ANTRÓPICA, NOTA-SE QUE A AGRICULTURA É INEXPRESSIVA NO BIOMA (0,26%), DANDO LUGAR À PECUÁRIA EXTENSIVA EM PASTAGENS PLANTADAS, QUE EQUIVALEM A 10,92% DA ÁREA DO BIOMA E OCUPAM 94,68% DA ÁREA ANTRÓPICA. (MMA, 2012). ECOSSISTEMAS PANTANAL FAUNA "A Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade
Biológica (CDB) define ecossistema
como um “complexo dinâmico de comunidades
vegetais, animais e de micro-organismos e o seu
meio inorgânico que interagem como uma unidade
funcional”. Há ecossistemas marinhos, como
oceanos abertos e costas, e há ecossistemas terrestres,
como florestas, campos, manguezais, lagos e
rios, desertos, áreas de cultivo, tundras, ambientes
rochosos e glaciares". (MMA, 2012). SERVIÇOS AMBIENTAIS DOS ECOSSISTEMAS
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