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Design orientado para a responsabilidade social e para o mercado

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by

Rita Silva

on 9 January 2014

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Transcript of Design orientado para a responsabilidade social e para o mercado

DESIGN ORIENTADO PARA A
RESPONSABILIDADE SOCIAL
Convergências e Divergências
E PARA O
MERCADO
Dr. Nicola Morelli
Dr. Nicola Morelli é professor na escola de arquitectura e design da Aalborg University.

Trabalhou na Austrália como investigador (Centre for Design - RMIT University) e em Itália (Politecnico di Milano) onde também estudou e tirou o doutoramento em Design Industrial .

Interessa-se pelos aspectos sistémicos do design, design de sistema de serviço de produtos (PSS), Design de serviços, Design para sustentabilidade e design para inovação social.
A SUA TESE :
O AUTOR :
SOBRE
Reúne várias contribuições para debater sobre uma nova perspectiva da responsabilidade do design e da sua orientação para o mercado.

Reúne sugestões apartir de recentes contribuições de
Victor Margolin
, de projectos de design promovidos num contexto baseado no mercado e apartir, também, de estudos sociais.

Explora a perspectiva do paradigma de uma nova responsabilidade social no design com o objectivo de contribuir para o debate da definição de um novo perfil para a profissão exercida pelo designer.
A Questão da sustentabilidade pede por uma nova aproximação do design que é claramente diferente da actual aproximação baseada no mercado.
E A QUESTÃO
MORELLI
SUSTENTABILIDADE :
PARA A MUDANÇA
O CONTEXTO
DE PARADIGMA
1972
VICTOR
PAPANEK
Propôs um novo plano de design focado nas necessidades sociais e ambientais.
Uso mais responsável dos recursos ambientais.
Melhor balanço entre regiões mais e menos desenvolvidas do Mundo, entre diferentes grupos sociais na sociedade moderna.
Existe a necessidade de um afastamento do design orientado para o mercado
O design orientado apenas para o mercado aumenta os problemas e desiquilíbrios sociais.
Defendia que o " design responsável " podia ser articulado e os designers poderiam trabalhar num contexto descentralizado.
VICTOR E S.
MARGOLIN
Propuseram a revisão do trabalho de Papanek em novas direções que poderão conduzir a um novo paradigma do design, em que um design socialmente responsável poderia ter um papel central e distinto no que toca ao design orientado para o mercado.
Apesar de o design orientado para o mercado ter que responder a necessidades éticas, sociais e ambientais, o mesmo não consegue equiparar-se às necessidade humanas e sociais de países menos favorecidos economicamente e ambientalmente.
O design como profissão, ainda não clarificou adequadamente o potencial do seu contributo na questão da sustentabilidade. "While the world 's Design needs are evident, reiventing the design profession is not."
E DISTINÇÕES
PARADIGMAS
DISCIPLINARES
VICTOR E S.
MARGOLIN
Propõe que o novo paradigma de design
deverá clarificar :
A percepção que as agências e o público em geral têm dos designers.
A economia das intervenções sociais.
O valor do design em desenvolver as vidas da população desfavorecida.
A taxonomia das tipologias dos novos produtos

A economia da manufactura de produtos socialmente responsáveis.
A forma em que os produtos e serviços são recebidos pelas populações com necessidades.
Esta mudança para o novo paradigma de design orientado para a sociedade pode acartar dois riscos :
O seu grau de complexidade é tão elevado que será dificil debater estratégias operacionais de como implementar um design sustentável.
Este novo paradigma poderá não ser bem aceite pelo público habituado a um design orientado para o mercado, não havendo assim uma convergência harmoniosa entre estes dois tipos de design.
DE LEONARDIS
Observa que as iniciativas orientadas para o mercado levam progressivamente ao diminuição da intervenção pública sobre os problemas sociais. No entanto, observa que os critérios de qualidade em que se baseiam as iniciativas orientadas para o mercado nem sempre correspondem aos critérios relacionados com a qualidade social.
A PERGUNTA É...
Poderão as estratégias de design orientado para o mercado fornecer designers com novas ferramentas para gerenciar as estratégias de curto e longo prazo para a sustentabilidade ?
A Cultura corporativa desenvolveu técnicas poderosas, por exemplo, para gerar soluções com base em um consenso social mais amplo.
Tais técnicas também podem ser usadas em iniciativas de design socialmente responsável.
Algumas iniciativas orientadas para o mercado em algumas regiões geográficas podem ter efeitos particularmente positivos sobre as condições sociais da mesma área.
Necessidade de compreender em que medida um novo plano socialmente responsável pode "emprestar" os instrumentos metodológicos da prática de design orientado para o mercado e quais são os critérios que definem o design socialmente responsável como uma abordagem nova, específica para a questão da sustentabilidade.
O MERCADO VS DESIGN
DESIGN ORIENTADO PARA
SOCIALMENTE RESPONSÁVEL
POSSIVEIS CONVERGÊNCIAS
NOVAS
PERCEPÇÕES
METODOLÓGICAS
A construção de cenários é uma das metodologias que o design socialmente responsável "pede emprestado" ao design estratégico.
Design orienting design
Utilizado para gerar visões do futuro que são subsequentementerientadoras das decisões operacionais do design.
DOS
Policy orienting design
Caracteriza o efeito de várias decisões políticas numa pluralidade de escolhas individuais, usando uma ou mais visões globais de uma sociedade.
POS
Pode gerar uma pluralidade de hipóteses.
Pode involver todas as partes intervenientes numa iniciativa de design, incluindo os beneficiados dessa iniciativa.
Pode utilizar uma estrutura narrativa, que possibilite uma melhor comunicação entre as partes intervenientes de diferentes experiências.
Pode ajudar a gerir os primeiros passos do processo usando cenários para envolver as partes intervenientes na fase de aplicação do método, na fase de avaliação e na fase de planeamento.
RESPONSÁVEL E
DESIGN SOCIALMENTE
QUALIDADE SOCIAL
A divulgação de estratégias de design que não sejam orientadas para o mercado atrai comentários dos céticos que interpretam o design exclusivamente como uma ferramenta competitiva para empresas focadas em aumentar o seu lucro monetário.
QUALIDADE
SOCIAL
A noção de qualidade social pode ser a chave para a revisão da profissão do designer. Uma actividade de design com o objectivo de aumentar a qualidade social torna-se lucrativa sob a perspectiva socio-económica em vários países diferentes.
Segundos
De Leonardis
a qualidade social pode ser definida como
a medida que mede a capacidade dos cidadãos de participar de forma a incrementar a sua fortuna individual bem como
as condições da comunidade onde se inserem
.
A qualidade social é a possibilidade de concretizar as necessidades individuais e colectivas e, ao mesmo tempo, aumentar a capacidade individual e social de gerar nova "qualidade".
Uma solução orientada para o produto pode ser suficiente numa lógica de mercado no grupo social onde actua, mas, para uma lógica ser sustentável deve actuar sobre as capacidades dos consumidores, enfatizando-os como recursos.
A solução deve evidenciar um sistema
produto/serviço, (o produto ou o serviço onde o consumidor é o co-produtor).
RESPONSÁVEL NUMA
DESIGN SOCIALMENTE
SOCIEDADE AUTO SUFICIENTE
O critério e lógica da abordagem orientada para o mercado são baseados numa visão de uma sociedade "servida", em que os produtos são o único intermediário entre os produtores ("fornecedores") e os utilizadores ("clientes").
Neste contexto a profissão de design está estritamente ligada ao desenvolvimento de produtos materiais.
QUAL O PAPEL DO
DESIGNER SEGUNDO ESTA
NOVA PERSPECTIVA?
O designer deve ser capaz de ter uma espécie de visão para o futuro.

O designer deve gerar possibilidades e traduzi-las em soluções viáveis
Segundo
Margolin
ao focar nas capacidades dos designers ao invés da rua relação com a produção de produtos é possível alcançar uma nova perspectiva para a redefinição da profissão do designer.
Após analisar esta tese, tentei adaptar e relacionar a ideia de design não orientado para o mercado, e a ideia de design sustentável ao design gráfico. Posso então concluir que o design gráfico iria sofrer com esta ideia utópica, visto que a relação harmoniosa Empresa/Design Gráfico/Consumidor é essencial. Na minha opinião, quanto a este assunto o papel representado pelo designer gráfico iria apenas passar pela sensibilização quanto à relação que o consumidor teria de ter com a Indústria na concepção dos produtos.
No entanto com o atual paradigma há inumeras intervenções sociais, da parte do design gráfico, com o intuito de mudar pensamentos e sensibilizar as massas. Ou seja, com o público a trabalhar directamente com os designers gráficos iria-se perder parcialmente a relação direta que o designer tem com as empresas produtoras e perder-se-ia também um pouco da criatividade ficando o designer sujeito a criar apenas aquilo que lhe é pedido, sem nenhum espaço para correr riscos artísticos.
CONCLUSÃO :
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