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Malinowski e a dimensão (inter)accional do «enunciado-em-situação»

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by

Michel G. J. Binet, PhD

on 6 February 2014

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Transcript of Malinowski e a dimensão (inter)accional do «enunciado-em-situação»

Pragmática
&
Valor (inter)accional da linguagem
A linguagem participa da acção situada (coordenação de acções concertadas)

A linguagem é acção (2002: 242 & 287)
----> Observação participante / pesquisa de terreno

Observação da cultura infantil: a microgénese da competência comunicativa ----> saber «usar nas suas relações as palavras apropriadas» (2002: 335).
Observar no terreno as «condições contextuais» (2002: 292) do valor accional da «palavra-acto» (2002: 295).
Relações de inquérito
&
Fala-em-interacção
A linguagem é a principal ferramenta do etnógrafo (2002: 238).

Lugares "naturais" (não provocados pelo etnógrafo) das actividades de fala (definições de palavras, narrativas de acontecimentos, descrições de estados de coisas, etc.) desencadeadas pelo inquérito ?
----> Observação participante
Relações intergeracionais de orientação pedagógica (2002: 288 & 301)
Os relatos narrativos não são «subprodutos artificiais do trabalho do etnógrafo» (2002: 288).
B. MALINOWSKI
ETNOGRAFIA da FALA
Notas de terreno 1915-1918

Teoria etnográfica da linguagem, acompanhada de alguns corolários práticos (2002 [1935]: 237-314)

Teoria etnográfica da palavra mágica (2002 [1935]: 315-351)
As "condições sociais de eficacia" (Bourdieu, 1975) dos actos de poder realizados pela linguagem: os quadros pragmáticos
«As palavras agem (...) pelo facto de serem pronunciadas por uma pessoa socialmente autorizada» (2002: 324).

Trata-se de observar e registar minuciosamente as situações e experiências «primárias», escreve Malinowski, onde «(…) as palavras são usadas com todo o seu vigor pragmático (…)» (2002: 285), de forma a precisar, com base em dados de observação de terreno, o «quadro pragmático do enunciado» (2002: 299), cuja importância, decisiva, é patente, por exemplo, no caso da palavra que se vê dotada de uma força mágica ao ser pronunciada pela pessoa autorizada no contexto ritual apropriado (2002: 328).
A Conversação: Rituais de troca, Obrigações mútuas e Ordem social
Malinowski estende as suas observações do poder de coagir e obrigar possuído por actos de linguagem (ex.: acordos celebrados na conversação, dotados de um poder contratual que obriga moralmente os falantes; Cf. 2002: 293 & 295) aos rituais de valorização da face do alocutário, exercendo sobre ele uma pressão normativa, ou ainda a rituais de troca envolvendo dádivas e contra-dádivas (2002: 311).

«O valor da palavra, a força contrangedora/vinculadora de uma formula garantem a ordem e a confiança nas relações humanas. (...) [O] poder que têm as palavras de criarem um modo permanente de relações humanas, o caracter sagrado das palavras e a sua inviolabilidade sancionada pela sociedade são absolutamente indispensáveis à existência da ordem social» (2002: 335-6).

«Este discurso pragmático, onde as palavras fazem muito mais do que informar ou narrar, onde agissem e onde orientam a acção, é muito mais frequente na nossa civilização do que parece à primeira vista» (2002: 296).
A tradução, que subordina e ancora as questões terminológicas aos factos observados (2002: 305), é uma dupla operação de contextualização situacional e cultural (2002: 350), ou, dito por outras palavras, micro-etnográfica e etnográfica. O trabalho do tradutor assenta no saber etnográfico, resultante de uma «análise cerrada dos contextos linguísticos» (2002: 313).

Denunciando a «ficção do dicionário» (2002: 257), Malinowski defende uma linguística enunciativa que não aborde as palavras isoladamente dos enunciados-em-situação que integram e dos enunciados que os precedem e sucedem (co-texto). Pretende alargar a noção de contexto, de forma a contemplar no campo da descrição a multicanalidade da comunicação (Malinowski sublinha o valor accional dos gestos) e os participantes na situação enunciativa, o que o leva a esperar o desenvolvimento futuro de uma ciência capaz de «(…) reproduzir por meio de filmes sonoros enunciados plenamente contextualizados» (2002: 263).
Bronislaw

Malinowski
e
a dimensão (intera)accional do «enunciado-em-situação»

FONTE: Malinowski, B., 2002. Les Jardins
de corail. Paris: La Découverte

«(...) arrancar ao seu contexto sociocultural a manifestação linguística do discurso sagrado ou jurídico, é esterilizar quer a linguística quer a sociologia» (2002: 293). -----> O sentido de um enunciado, fora de um quadro pragmático, permanece inacabado e inacessível ao estudo. Somente o seu uso em situação lhe permite completar o seu valor semântico e pragmático.
O Enunciado-completo-em-situação
«Aos meus olhos, o facto linguístico verdadeiro é o enunciado completo em situação» (2002: 246)
Binet, M., 2013. Microanálise etnográfica de interacções conversacionais: atendimentos em serviços de acção social. Tese de Doutoramento em Antropologia. Lisboa: FCSH-UNL.

pp.53-58: A teoria etnográfica da fala de B. Malinowski
«(…) même ces mots ordinaires, du fait qu’ils sont associés à d’autres (…) inconnus dans le discours ordinaire, et à des noms propres de lieux incompréhensibles sans commentaire mythologique et topographique, entrent dans une structure prosodique complexe (…). Nous pourrions découvrir ces structures, généralement rythmées et symétriques, dans presque toutes les formules» (2002: 322).
Análise de fenómenos entoacionais e prosódicos
Mwali
Souvala
Troca local
(micro)
Troca local
(micro)
FLUXO de TROCA EM GRANDE ESCALA
(macro)

Curso livre
de Análise das
interações
verbais

Abordagens antropológica, linguística e sociológica

http://www2.fcsh.unl.pt/giid-clunl/civ/civ2sessoes.htm

De 12/Outubro a 21/Dezembro 2012
sextas-feiras das 16h30 às 19h30

sala 38 | Edifício B1 | Piso 0


Sessão 6 | 16-11-2012

- A ordem da interação e a lógica da sociabilidade -
Michel G. J. Binet
, Doutor (
PhD
) em Antropologia
Professor Auxiliar na Universidade Lusíada de Lisboa

GEACC-Clissis
|
http://geacc.hypotheses.org/
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