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Psicoterapia Transpessoal

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by

Gessica Aquino

on 4 April 2013

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Transcript of Psicoterapia Transpessoal

Teoria e Prática Psicoterapia Transpessoal Atualmente, quais são os maiores expoentes dessa abordagem, na teoria e na prática? Tem um livro chamado A Psicologia do Futuro (Stanislav Grof), falando justamente sobre toda essa... Tem a Eva Pirrakos, Roberto Crema, eu posso enviar depois tudo por e-mail. Qual o objetivo da Terapia Transpessoal? O cliente chega com um mal menor e o terapeuta vai ampliar para tentar entender o que realmente ele está evitando, que existe um mal maior. É um trabalho na verdade de autoconhecimento, de fazer o cliente identificar seus próprios sentimentos. O trabalho é lento, porque o terapeuta vai observar como o indivíduo está no processo. O grande objetivo é o indivíduo se conhecer. Só um adulto é capaz de ver um outro lado. Nós somos adultos, mas ainda temos comportamentos ainda extremamente infantis, porque a gente não consegue ainda ver os dois lados. Todo esse trabalho é levar o indivíduo à individuação, à diferenciação. Como é a concepção de “cura”? Quando o cliente chega, ele chega gritando, pedindo socorro. E ele traz algo que pra ele é simbólico, o terapeuta vai facilitar para que a pessoa possa se expressar, ela precisa colocar pra fora para que aconteça um processo de cura, que digamos assim, não é “cura” de deixar de existir, é de estar atento ao que realmente está ocorrendo. A abordagem Transpessoal possui uma teoria formal? Quais as bases teóricas e filosóficas? Qual é a função do terapeuta? O terapeuta entra com a função de acolhedor da alma. É de alma pra alma, é escuta. É fazer o indivíduo se conhecer. Deixa eu tentar identificar uma situação de um cliente, nesse caso, em relação a um casal, (é isso) que está incomodando no sistema, e então é interessante que você faça o genograma, onde você vai pegar a família e vai tentar ver o que se repete, porque na verdade existe a necessidade de uma repetição e não de uma liberdade, então é ajudar que esse casal crie, saia desse processo e isso é atrávez de prática, existem muitas técnicas (...)
Qual a percepção teórica sobre personalidade
e psicopatologia? Na verdade nós temos uma ‘persona’, que é a personalidade, que mostra a formação, como você se desenvolveu, então, o terapeuta ela vai o que esse cliente traz, desde a sua formação, de quando ele se percebeu enquanto indivíduo, ele traz algo que ele não consegue ainda (...) então há o “eu sou meu pai e minha mãe”, mas eu consigo ser eu, mas há um certo medo, eu vou ter que viver, vou ter que me desapegar, então existem várias questões que impedem. Quanto a psicopatologia, o cliente chega com algum trauma, ou com uma esquizofrenia, e nós trabalhamos com florais, com óleos essenciais, mas não temos nenhuma autorização de medicar. Se percebemos alguma gravidade, nós temos no grupo médicos psiquiatras que acompanham. Existe o Antonio Carlos, o Ricardo Scherman e temos o Moacir também, que são psiquiatras para quem esses casos são encaminhados, e eles devolvem porque eles vão fazer o uso de medicação, eles sabem que não tem cura, há aqueles que preferem ficar, porque ao tomar os medicamentos acreditam estar curados, mas o procedimento é que eles sejam devolvidos para que se faça um acompanhamento. Quais as limitações? Eu fiz um curso com duração de dois anos e alguma coisa, fiz dois aprofundamentos, em torno de um ano cada um, e que, é muito importante que seja feito um curso de uma duração maior para a especialização pelo menos em uma ferramenta. Eu estou ali diante de uma alma, e eu quero estar como alma também, para que isso facilite, para que seja feito com tranquilidade, é fundamental que se faça um aprofundamento. É importante também fazer acompanhamento psicoterapêutico. Eu não conseguiria ser a terapeuta que eu sou se não estivesse vivendo. E foi aí que eu conheci a terapia transpessoal e fiquei encantada, porque a resposta é muito imediata, com certeza. Você sente que é um “salto quântico”. Porque na verdade é uma forma de você acessar aquela condição que lhe torna humanamente (...), porque na verdade a gente está muito preso às origens, somos animais emocionais, então isso aprisiona muito, e acessar uma mente que nos torna humanos (...)
Como você poderia descrever uma sessão? São vários trabalhos. No momento que o terapeuta está com o indivíduo existe a escuta ativa, que na verdade podemos dizer que é o início. Pode-se trabalhar com diversas técnicas provenientes de outras abordagens. Tem algumas pessoas que tem essa dificuldade de se expressar, então aí entra a constelação familiar, o psicodrama, a caixa de areia, tudo como forma dela poder trazer. Existe uma entrevista, onde é colocado coisas como pai, mãe, quantos filhos... Pelo menos eu faço dessa forma, quero saber como esse sistema funciona. Há trabalho de psicoterapia breve? Que métodos e técnicas são mais comuns? Podemos trabalhar também com óleos essenciais. Você pode trabalhar com Heiki, com psicodrama, trabalha com caixas de areia, trabalha com florais. São ferramentas que o terapeuta vai ver qual a necessidade e utilizar. Em atendimento de casal pode ter algo que está incomodando no sistema e o terapeuta pode fazer um genograma.
INTRODUÇÃO Denominada por Abraham Maslow como a “quarta força” da psicologia (junto com a psicanálise, o comportamentalismo e o humanismo) Busca trabalhar de forma expandida, dando grande valor às experiências transpessoais e transcendentais Essa abordagem introduz no trabalho psicológico a espiritualidade e um senso de ampliação da consciência DEFINIÇÃO: ALÉM DA PERSONA O termo “transpessoal” é composto pelo prefixo trans (além) e pelo substantivo pessoa ou persona, palavra grega que designa as máscaras dos atores do teatro, podendo, portanto, ser traduzido como “além da persona”. O transpessoal seria o que está além da personalidade como a vemos. PRECURSORES Maurice Bucke, psiquiatra canadense, que na segunda metade do século XIX realizou estudos sobre ampliação e transcendência da consciência. William James, que publicou em 1902 o livro “Variedades da Experiência Religiosa” onde apresenta suas teorias revolucionárias para a época sobre a natureza da consciência, seu fluxo e estados. Extensas contribuições de Carl Gustav Jung, dentre elas os conceitos de arquétipo, inconsciente coletivo, psiquê objetiva, Self, sincronicidade, psicóide. CONCEITOS E TEORIAS Concepção do homem como sujeito, como ser não fragmentado, como uma unidade cósmica indissociável do meio ambiente, considerado em suas dimensões biopsicossocial e espiritual. O desconhecimento dessa unidade é um dos fatores que podem acarretar em transtornos físicos e psíquicos. Um legado importante das religiões é “a tendência de cada pessoa a relacionar-se mais intimamente com algo maior do que o self individual” (FADIMAN e FRAGER, 2002, p. 283). Nesta busca de algo maior surge uma gama de concepções sobre a natureza humana e suas relações com o universo circundante, privilegiando perspectivas metafísicas e enfatizando o potencial de espiritualidade e transcendência da consciência. Novos paradigmas das ciências naturais introduziram visões mais amplas da realidade: tempo e espaço como grandezas relativas; matéria e energia como equivalentes; consciência subjetiva e objetividade concreta como faces congruentes de uma mesma realidade, fatores que influenciaram a emergência da Psicologia Transpessoal. Conceitos de vida e ego: vida como uma essência atemporal, eterna, transcendental, ilimitada. Viver, morrer e renascer são apenas etapas de algo mais amplo, estados transitórios que levam a outro estado posterior.

O ego é um construto mental que cria o limite entre o eu e o outro, e que permite a consciência de si na realidade. O que se pretende é expandir a consciência humana para além das fronteiras do ego, permitindo que de um ser cristalizado se desenvolva um novo ser, capaz de viver sua vida de forma mais ampla, abrangente, sensível, com uma sabedoria transcendental. MÉTODOS E TÉCNICAS Técnicas psíquicas e corporais:

intervenção verbal (entrevista, anamnese, contrato terapêutico)
imaginação ativa (facilitar o desenvolvimento de imagens mentais ligadas à história e motivações da pessoa)
reorganização simbólica (exercícios psico-espirituais e de meditação criados por meio de símbolos)
técnica interativa (manejo intenso de exercícios terapêuticos que podem articular conteúdos pessoais)
regressão de memória (como via de acesso para a expansão a uma consciência transcendental). Alguns estudos menos ortodoxos enfocam o uso de substâncias alteradoras da consciência em culturas diversas, oferecendo insights e contribuições para a compreensão do fenômeno da consciência Uma das contribuições do movimento transpessoal tem sido a aproximação entre a Ciência moderna e a sabedoria das tradições espirituais, da yoga zen-budismo às religiões animistas dos povos da floresta (Capra, 2005). Desenvolvimento de pesquisas de práticas como yoga, meditação, exercícios espirituais (oração), práticas ritualísticas e xamânicas, além de estudos comparativos de mitologias e simbologias tradicionais. Há a utilização de várias técnicas de outras abordagens, o que importa é a correspondência entre as técnicas psicológicas a serem utilizadas e as faixas de consciência (estágios de desenvolvimento) do paciente. Talvez por esta razão o conjunto de técnicas e práticas disponíveis ao terapeuta Transpessoal seja mais amplo e diversificado que o de qualquer outra corrente psicológica. O estabelecimento e desenvolvimento das linhas teóricas e terapêuticas sobreveio de forma mais intensa a partir na década de 60, quando Stanislav Grof e Abraham Maslow fundaram um periódico chamado “Journal of Transpersonal Psychology”, em que foi iniciada a divulgação pública do novo modelo teórico/terapêutico nos EUA (1969). Pouco mais tarde, em 1972, foi fundada a primeira associação de psicologia transpessoal. Caso Clínico Aos 4 anos de idade da cliente, a mãe faleceu - jovem, aos 30 anos. E aí ficou ela e três irmãs menores, a caçula tinha medo. Ficaram com o pai, eram dez ou onze filhos. Ela lembra de uma cena que o pai entrou na cozinha com a irmã, ele falou balbuciando com ela que a mãe tinha falecido. Ela não viu choro, ela lembra até hoje do prato caindo da mão da irmã, hoje ela tem 43 anos. Não viu nada que expressasse uma dor. A partir dessa idade ela passou a ter problema. Ela relata que ela teve piolho, a tia veio, e essa era uma forma dela receber o carinho da mãe, personalizada na tia. Várias situações ocorreram para que esse choro fosse liberado, não só ela como no sistema. O pai era hipertenso, teve problema de próstata. Depois dela já casada, com filha, o pai se envolveu com uma terceira mulher - a segunda teve câncer, acabou falecendo - foi uma coisa muito brutal, essa mulher acabou assassinando o pai dela, enterrou ele vivo. O que eu trago, ela acabou desenvolvendo, pela dificuldade de expressar os sentimentos... porque quando você reprime, abre portas. Abriu portas pra quê: endometriose, fibromialgia, é hipertensa... são muitas complicações. Então todo trabalho desenvolvido é pra que ela libere... porque ela não precisa voltar ao passado. É um trabalho lento, é difícil. Agora ela não interna mais, mas qualquer frustração ela vai voltar a somatizar, ela vai no automático, mas era a única forma dela enfrentar a dor. ENTREVISTA: Elza Margarete Almeida Existe, quando você vai trabalhar com casais, esse trabalho é uma terapia breve, porque vai trabalhar o sintoma. Ele chega com um sintoma, como eu falei, e esse sintoma vai ser ampliado, para ver o que realmente está acontecendo naquele sistema. É bem variado. Jamais Freud vai deixar de existir, trabalha Freud, Jung, Moreno, ana verdade é uma bibliografia extensa. A teoria deriva destas e vai se fazendo um trabalho, por exemplo quem foi Jung, foi discípulo de Freud, então não tem assim, isso não surgiu, isso aconteceu na Depressão, houve a necessidade de algo mais forte, havia aquela necessidade do indivíduo se perceber todo, então não tem que se descartar nada, isso se deixa muito claro, não se descarta nada, Freud está presente, todos. Terapeuta, atuante com atendimento individual, de casais ou grupos, aprofundamentos técnicos em abordagem sistêmica, caixa de areia, sonhos e terapia transpessoal.
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