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Sintetizando a prosa romântica

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by

Marília Araujo

on 2 June 2016

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Transcript of Sintetizando a prosa romântica

José de Alencar e seu projeto de literatura

O segundo período é histórico
: representa o consórcio do povo invasor com a terra americana, que dele recebia a cultura, e lhe retribuía nos eflúvios de sua natureza virgem e nas reverberações de um solo esplêndido. [...]

É a gestação lenta do povo americano
, que devia sair da estirpe lusa, para continuar no novo mundo as gloriosas tradições de seu progenitor. Esse período colonial terminou com a independência. A ele pertencem o Guarani e as Minas de Prata. [...]
O Rio de Janeiro séc. XIX
Urbanização da cidade do Rio, a qual é transformada em Corte;
Resultado--> sociedade consumidora em busca de entretenimento;
Espírito nacionalista faz com que romances tenham "cor local";
Divulgação dos folhetins ganha força;
DESENVOLVIMENTO DO ROMANCE NO BRASIL.
A terceira fase
, a infância de nossa literatura, começada com a i
ndependência política
, ainda não terminou; espera escritores que lhe dêm os últimos traços e formem o verdadeiro gosto nacional, fazendo calar as pretensões hoje tão acesas, de nos recolonizarem pela alma e pelo coração, já que não o podem pelo braço."
ALENCAR, J. Sohos d'ouro. Disponível em: http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/sonhosdoro.html
A intenção do autor
Traçar um grande painel do Brasil:
Período colonial --> Ubirajara, O guarani;
Sociedade rural --> Til;
Norte --> O sertanejo;
Sul --> O gaúcho;
Rio de Janeiro urbano --> Lucíola, Senhora.
Jules Michelet (1798 - 1874)
Históriador francês;
Defensor da imagem pura da mulher, aquela que alcança a divindade pela pureza de seu coração.
No final, qual o papel do romantismo para a emancipação da mulher?

Josephina de Azevedo, segunda metade séc. XIX

Pano de fundo para o Romantismo do séc. XIX
Devido às exigências do público leitor, romances apresentarão personagens que traduzem a imaginação e ideologia romântica: selvagens imponentes, descrição de costumes urbanos, a vida amena no campo.
Há forte identificação do leitor com a obra que retratava a "realidade" que lhe convinha.
Rua do Ouvidor, RJ, séc. XIX
"A
literatura nacional
que outra coisa é senão
a alma da pátria
, que transmigrou para este solo virgem com uma raça ilustre, aqui impregnou-se da seiva americana desta terra que lhe serviu de regaço; e cada dia se enriquece ao contacto de outros povos e ao influxo da civilização?
O período orgânico desta literatura conta já três fases.
A primitiva, que se pode chamar aborígene, são as lendas e mitos da terra selvagem e conquistada
; são as tradições que embalaram a infância do povo, e ele escutava como o filho a quem a mãe acalenta no berço com as canções da pátria, que abandonou.
Iracema pertence a essa literatura primitiva
[...].
As duas faces da mulher idealizada
Purificadora, transformadora: encarnação do bem.
Funesta, diabólica, leva o homem ao delírio, responsável pela perdição do homem
Tendências feministas: emancipação da mulher
Pessimismo romântico cede espaço aos ideais sociais, lutas por causas, transformações --> submissão da mulher.
A Europa no séc. XIX
Revoluções burguesas do final do séc. XVIII (Rev. Industrial, Rev. Francesa e Independência EUA) consolidam o capitalismo como sistema econômico;
Indivíduo comum ganha espaço na Lit.;
Caráter individual e amor à pátria nortearão a produção da época;
Postura racional --> emoção + subjetividade = fuga da realidade!
Morte
é idealizada, porque passa a ser forma de fuga.
Mundo dos sonhos
: espaço para projetar utopias.
Recuperação um passado histórico (idealização desse passado) --> forma de recostruir a identidade de um povo.

No Brasil --> Gonçalves Dias e José de Alencar;
Na Europa --> Almeida Garret
Autores buscam divulgar valores burgueses e divertir leitor.
Perfil do público leitor é heterogêneo: as pessoas não têm a formação intelectual da nobreza. Preferem a linguagem direta e passional dos romances.
Portugal em crise
Pressionada por Napoleão Bonaparte, a família real portuguesa vem para o Brasil. Isso porque Napoleão exige que Portugal rompesse relações econômicas com a Inglaterra;
Mudança no cenário brasileiro;
Crise econômica em Portugal se agrava, fazendo com que a estética romântica se desenvolva na temática nacionalista --> busca de um passado glorioso.
(UNICAMP 2016)

“(...) Eram boas cinco horas da tarde quando desembarcamos no Terreiro do Paço.
Assim terminou a minha viagem a Santarém; e assim termina este livro.
Tenho visto alguma coisa do mundo, e apontado alguma coisa do que vi. De todas quantas viagens porém fiz, as que mais me interessaram sempre foram as viagens na minha terra.
Se assim pensares, leitor benévolo, quem sabe? pode ser que eu tome outra vez o bordão de romeiro, e vá peregrinando por esse Portugal fora, em busca de histórias para te contar.
Nos caminhos de ferro dos barões é que eu juro não andar. Escusada é a jura, porém.
Se as estradas fossem de papel, fá-las-iam, não digo que não. Mas de metal!
Que tenha o governo juízo, que as faça de pedra, que pode, e viajaremos com muito prazer e com muita utilidade e proveito na nossa boa terra.”
(Almeida Garret, Viagens na Minha Terra. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2012, p. 316.)

a) Considerando a crítica ao contexto histórico e político de Portugal, o que significam as referências às possíveis estradas de papel, de metal e de pedra?
E a emancipação da mulher?
Projeto da prosa nacional
Um pouco de massa cinzenta...
As 3 faces do Romantismo no Brasil
1a. Geração
Nacionalista (primeira metade séc. XIX);
Marcada pela vinda da família real;
Recebe missões estrangeiras (cientistas e artistas), as quais ajudam a criar uma identidade nacional (romantizada, passa pela visão europeia);
1822 - Proclamação da Independência, busca de um rompimento cultural;
Ideal de nação brasileira --> índio é escolhido como o símbolo concreto que marcará essa identidade nacional;
1836 - Reista Nitheroy (publicada por jovens que viviam na França). "Tudo pelo Brasil, e para o Brasil".
2a geração
Exagero sentimental marca momento;
Byron e Shelley - poetas ingleses - inspiram produção;
Preocupação maior com os sentimentos;
Amor é idealizado --> projeção do amor em sonhos/ fantasias;
Natureza obscura;
Morte tem sentido positivo nessa geração.
3a geração
Brasil, sob a regência de D. Pedro II, enfrenta uma de suas maiores crises econômicas;
Ideias abolicionistas e republicanas ganham adeptos;
Latifundiários defendem sistema escravagista, pois na década de 1850 lucram com a cultura cafeeira;
Entre 1500 e 1822 a população africana no Brasil é três vezes a de portugueses;
Três grupos surgem entre políticos brasileiros em relação à questão escravista:
1 - Emancipacionistas: defenderão extinção lenta e gradual da escravidão;
2 - Abolicionistas: defenderão a libertação imediata dos escravos;
3 - Escravistas: defenderão a manutenção do sistema ou pagamento de indenização aos proprietários em caso de abolição.
Essa agitação política marca a poesia da terceira geração, a qual busca sua inspiração nos princípios libertários de Victor Hugo.
O amor, tal como se apresenta em nossos dias, diz ele:
"é uma guerra à mulher, aproveitando-se de sua miséria, aviltando-a. Casa-se cada vez menos nas cidades, as uniões são tardias e pouco sólidas", ''nenhuma necessidade de amor, de família; preferem-se os prazeres de uma vida poligâmica".
(Michelet, Jules, L'Amour. Paris, 1889, 18a. ed., pág. 43 apud Costa, E. V. Alfa, Revista de Linguística. v. 4, 1963. )
As construções da figura feminina no séc. XXI
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/bela-recatada-e-do-lar
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/05/28/parem-de-me-culpar-diz-adolescente-vitima-de-estupro.htm
http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,ministro-da-justica-diz-que-estupro-coletivo-e-atentado-a-dignidade-de-todas-as-mulheres,10000053787
http://portal.aprendiz.uol.com.br/2015/06/25/por-que-a-educacao-deve-discutir-genero-e-sexualidade-listamos-7-razoes/
http://www.cartacapital.com.br/politica/bela-recatada-e-do-lar-materia-da-veja-e-tao-1792
http://portal.aprendiz.uol.com.br/2014/11/28/16-filmes-sobre-mulheres-genero-direitos-e-protagonismo-feminino/
Links de filmes sobre as questões de gênero/ feminismo
http://portal.aprendiz.uol.com.br/2014/11/25/5-iniciativas-que-combatem-violencia-contra-mulheres-nas-cidades/
http://portal.aprendiz.uol.com.br/2015/06/25/por-que-a-educacao-deve-discutir-genero-e-sexualidade-listamos-7-razoes/
http://www.al.sp.gov.br/repositorio/bibliotecaDigital/525_arquivo.pdf
http://www.erh2014.pr.anpuh.org/anais/2014/83.pdf
http://www.uel.br/grupo-pesquisa/gepal/v7_carolina_GVII.pdf
http://seer.fclar.unesp.br/alfa/article/view/3216/2943
Sobre Jules Michlet - idealização da mulher no romantismo
Trajetória do feminismo
Josephina de Azevedo e a emancipação feminina

Referência Bibliográgica
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