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Geografia Escolar e procedimentos de Ensino Numa perctiva So

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keli oliveira

on 12 September 2015

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Transcript of Geografia Escolar e procedimentos de Ensino Numa perctiva So

Geografia Escolar e procedimentos de Ensino Numa Perspectiva Socioconstrutivista
É um grande desafio a proposta de desenvolver idéias a respeito dos procedimentos no ensino da Geografia.

Os procedimentos de ensino são considerados "receitas" técnicas de como dar uma boa aula.
A escola é um espaço de encontro e de confronto de saberes produzidos e cosntruídos ao longo da história pela humanidade. A escola lida com cultura seja no interior da sala de aula ou nos espaços da escola.
A Escola e a Geografia como "lugares de culturas
"
Na escola lidamos basicamente com três tipos de saber:

A Cultura Escolar
A Cultura da Escola
A cultura dos Professores e Alunos
O ensino de geografia constibui para a formação de cidadãos, sua presença nos curriculos deve-se à necessidade que os alunos tem de aprender o espaço como dimensão de prática social cotidiana.
O professor precisa trazer novas metodologias de ensino para a sala de aula.
Nesse contexto, é preciso aproximar o aluno da sua própria realidade, fazer relações para que eles possam, a partir daí, interpretar diferentes realidades. Com essa abordagem local, fica mais fácil, posteriormente compreender fenômenos que ocorrem em uma escala mais ampla. É preciso mostrar que há muito mais que conteúdos a serem transmitidos, mas sim concepções de “mundo” a serem criadas e reformuladas no ambiente escolar. Por isso é tão importante que o conteúdo se torne significativo para os alunos.
Para que haja a construção do saber é de extrema importância que o professor saiba reconhecer algumas características dos alunos, para assim poder ajudar ao aluno a construir os seus conhecimentos geográficos, pois o saber deve contribuir na formação do cidadão.
Devemos levar em consideração que os alunos já possui um certo conhecimento sobre a geografia, mas que não percebem isso no seu dia- a – dia e que deve ser trabalhado, para despertar esse conhecimento que se encontra adormecido no aluno.
O professor de geografia deve trabalhar baseando- se em uma concepção socioconstrutivista, levando o conhecimento cientifico como referencia para a compreensão da realidade.
Em sua prática de todo o dia os alunos já são adores de um conhecimento da geografia das coisas.
Os procedimentos de Ensino numa Perspectiva socioconstrutivista e a organização do trabalho docente
A concepção socioconstruitivista de ensino não exclui as formas mais convencionais de realizar o ensino da geografia como aulas expositivas e trabalhos em grupo na sala de aula, já o que importa não é o tipo de procedimento utilizado, mas deve-se garantir ao aluno a possibilidade de atividade intelectual do aluno.
Preparação e Introdução da Matéria

O que se deve fazer?
A OBSERVAÇÃO DA PAISAGEM
Observação Direta e Observação Indireta.

O Trabalho com a Linguagem da Sociedade Tecnológica (Música, Poesia, Literatura, Cinema, Audiovisuais, Televisão).
Um grande desafio enfrentado atualmente pelos professores na prática de ensino é o de considerar que o trabalho escolar insere-se numa sociedade plena de tecnologia. O mundo de hoje é um mundo de grandes avanços tecnológicos, sobretudo nas áreas de comunicação e informação.
Este é um procedimento no ensino a ser estimulado pelo professor em vários momentos, mas, ao iniciar um estudo novo, a observação é fundamental para produzir motivações, a partir da problematização do tema e da realidade observada. A observação de seres ou objetos encontrados pelos alunos deve ser, assim, guiada pela sua curiosidade e necessidades mais imediatas.
A paisagem problematizada através de uma observação direta do lugar de vivência do aluno ou de uma observação indireta de uma paisagem representa da pode fornecer elementos importantes para a construção de conhecimentos referentes ao espaço nela expresso.
O aluno é um sujeito permanentemente estimulado pelos artefatos tecnológicos: TV, vídeo, games, computador, internet. Ainda que ele não seja dono de uma série deles, esse mundo “entra” em sua cabeça pela TV e outros meios, ditando os ritmos e os movimentos da sociedade atual, os padrões e valores da vida, as linguagens e leitura do mundo.
Enquanto isso, muitas das escolas permanecem muito pobres em recursos didáticos, muito distantes dessas inovações tecnológicas.


Num mundo cheio de tecnologias, num mundo em que i espetáculo da vida no globo e mesmo no universo é exaustivamente representado pelas diferentes linguagens, com auxílio dos avanços tecnológicos, como serão as aulas de Geografia? As salas de aula tradicionais deixarão de existir para serem substituídas por teleaulas de Geografia? Libâneo 1998, p. 40) acredita que as escolas ainda funcionaram por muito tempo com alguns elementos de sua estrutura tradicional: sala de aula, professores, quadro-negro, cadernos.
É preciso que o professor vença sua dificuldade em utilizá-los (televisão, vídeo, computador, aparelho de som, etc.), sem cair em seu fascínio pelo modismo ou pelo apelo ao sofisticado , e se aproprie deles como ferramentas auxiliares em seu trabalho.

Segundo Libâneo (1998, p. 65) a escola é um espaço de síntese, um lugar onde os alunos aprendem a razão crítica para poderem atribuir significados as mensagens e informações recebidas das mídias, multimidias e formas de intervenção educativa urbana.
Tratamento Didático da Matéria Nova

Esta fase constitui o momento do estudo mais sistemático do conteúdo , do investimento na formação e ampliação de conceitos, na construção e reconstrução de conhecimentos. Devem der priorizadas aqui atividades de ensino que ativem operações mentais dos alunos de conceituaçãi, comparação, análise, síntese.
As ações didáticas consideradas mais adequadas para esses momentos são as seguintes: estabelecer situação de interação e cooperação entre os alunos; intervir nos processos de aprendizagem dos alunos; apresentar informações, conceitos e exercitar memorização de dados, mantes relação dialógica com os alunos e entre os alunos (Cavalcanti, 1998).


Os procedimentos sugeridos são: exposição do professor, leitura e interpretação de textos, discussão, projeção de filmes, debate, projetos e exposição da pesquisa, estudo do meio, trabalho de manuseio, análise e construção de mapas.

Os Projetos de Investigação

A discussão sobre a relação entre ensino e pesquisa não é recente, mas é atual. Na perspectiva socioconstrutivista é possível um posicionamento sobre essa relação nos seguintes termos: o ensino não pode ser considerado como atividade equivalente a pesquisa, no ensino ocorre um processo de conhecimento pelo aluno, sujeito do processo, mas trata-se de um processo mediado, mediado porque não é um processo direto de investigação do sujeito diante de um objeto desconhecido.

O desenvolvimento de projetos na escola permite que se alcancem os seguintes objetivos: a construção de conhecimentos pelo aluno; a prática da busca de conhecimento; a prática do trabalho coletivo; a tomada de decisões sobre aspectos da realidade pesquisada e a habilidade para apresentação de resultados de investigação.

O ESTUDO DO MEIO
O estudo do meio e um tipo de atividade escolar que pode estar vinculado a uma atividade de pesquisa mais ampla, quando constitui uma de suas etapas ou pode ser desenvolvido como um procedimento especifico para o tratamento dos conteúdos de Geografia.
Meio não se refere apenas ao natural, uma vez que se interrelacionam natureza e sociedade.


Propiciar o contato direto do aluno com seu meio, imediato exercitando a intuição através de trabalhos de campo e excursões.
O objetivo do estudo do meio no ensino é o de mobilizar em primeiro lugar as sensações e percepção dos alunos no processo de conhecimento para em seguida proceder-se á elaboração conceitual.

Pode ser considerado um estudo do meio tanto uma excursão de media duração a lugares distantes quanto um passeio a pé nas dependências da própria escola ou em suas imediações, desde que tal passeio esteja voltado para a mobilização das sensações, percepções, representações, conhecimento dos alunos , acionado pelo contato direto com o “meio de estudo” do grupo envolvido.

O entendimento é o de que esta é apenas uma etapa para a compreensão do espaço geográfico. Para tanto e preciso planejar o trabalho de campo (estudo do meio) garantindo o cumprimento de suas etapas essenciais, quais sejam:

a) a preparação
b) a realização do trabalho
c) a exploração do trabalho realizado em sala de aula.


CONSOLIDAÇÃO, APRIMORAMENTO E APLICAÇÃO DOS CONHECIMENTOS E HABILIDADES: CONTROLE E AVALIAÇAO DOS RESULTADOS ESCOLARES
Tem por fim aprofundar o conhecimento dos alunos e propiciar oportunidades de utilização desse conhecimento de modo criativo.
Os procedimentos gerais a serem sugeridos são os seguintes: autódromo, exposição ( com base nas duvidas dos alunos), questionário individual, redação individual, GVGO, grupos com roteiro de Estudo, Discussão circular, Júri simulado.

ATIVIDADES DE SIMULAÇÃO
Um dos traços importantes das chamadas técnicas de simulação e sua capacidade de potencializar aprendizagem baseada no saber, saber fazer e no vivenciar
Segundo Gaite (1995), um aspecto destacado pelos estudiosos de jogos de simulação como procedimento didático é o de que quando se aprende através do jogo são menos necessárias as tarefas de reforço [...].

As atividades de simulação são importantes no ensino de Geografia Justamente por permitirem aprendizagem ativa, desenvolverem a criatividade, a espontaneidade, a tomada de decisões sobre questões espaciais, o que permitem por sua vez o encontro da geografia do cotidiano com o da escola.

OS JOGOS DE SIMULAÇÃO
As características principais desse tipo de simulação são a suposição de competitividade entre participantes, o estabelecimento de regras e o caráter interativo.
Analisando os jogos de simulação Gaite (1995) discrimina algumas possibilidades de jogos para o ensino de Geografia utilizando principalmente a forma de jogo de tabuleiro.

Jogo de tabuleiro
Imagem 3: Alunos com jogo de tabuleiro.
Fonte: http://colegiomarista.org.br/rosario/sala-de-aula/jogos-de-tabuleiro-como-ferramenta-na-aprendizagem

A DRAMATIZAÇÃO
A dramatização e um procedimento alternativo de ensino e se caracteriza pela realização de montagens teatrais escrita por professores, professores e alunos ou escritas em outros contexto.
E um procedimento que aciona bastante a espontaneidade e a criatividade dos alunos, sendo isso mesmo adequado para se trabalhar com suas representações sociais e com suas convicções.

A dramatização tem várias modalidades e se desenvolve em diferentes contextos, indo de uma pequena apresentação de grupos de alunos de algumas “cenas” referente ao conteúdo estudado á apresentação de peças teatrais que extrapola a sala de aula, podendo ser estendida a escola como um todo.
Nas diferentes fases, além de ter em mente algumas preocupações pertencentes ao trabalho de qualquer “diretor” de teatro, o professor precisa de clareza sobre os objetivos que norteiam aquela atividade.
Esse tipo de procedimento é adequado a um trabalho interdisciplinar
na Escola.
Para o ensino de Geografia, ele é particularmente interessante por possibilitar “trazer” para o mundo próximo do aluno alguns fatos, fenômenos e acontecimentos que ocorrem em mundos distantes, no sentido de sua vivencia.

Imagem 4 e 5: Peças de teatro encenada por alunos.
Fonte: http://portal.ifrn.edu.br/campus/saogoncalo/noticias/projeto-201cgeografia-em-cena201d-apresenta-pecas-de-alunos

Peças de teatro realizada por alunos
TRABALHO COM MAPAS, CARTAS GRÁFICOS , TABELAS
É um procedimento que se orienta para uma das metas gerais da Geografia no ensino, que é a habilidade de orientação, de localização e de representação dos alunos e de aspectos da realidade socioespacial por eles estudada.
Há pois uma referencia marcante para a Geografia no ensino – o mapa.

O mapa e outras formas de representação da realidade, como maquetes, desenhos gráficos, são bons recursos metodológicos para o aguçamento da imaginação, para o desenvolvimento da função simbólica, na medida em que permitem aos alunos localizar fatos, acontecimentos e fenômenos da realidade natural e social, e além disso, permitem também entender os significados dessas localizações
É necessário destacar a importância do uso do mapa e outras representações gráficas ( cartas, gráficos e tabelas) no cotidiano das aulas de Geografia, para auxiliar as análises, mas também e importante indicar atividades especificas com essas formas de representação com o intuito de observação, manuseio, reprodução, interpretação, correção e construção dessas formas.
A linguagem do mapa e uma linguagem peculiar da Geografia e precisa ser aprendida pelos alunos.

Esse trabalho é um procedimento adequado para conhecer as representações sociais dos alunos e também para introduzir e formar noções de elementos de cartografia do mapa – que tem uma simbologia e uma sistematização mais complexas, com legendas convenções cartográficas, escalas, pontos cardeais.

Referencias
CAVALCANTI, Lana, S. G. Geografia escolar e procedimentos de ensino numa perspectiva socioconstrutivista. In: Geografia e práticas de ensino. Goiânia. Alternativa, 2002, p. 71 – 100.
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