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O negro brasileiro - Arthur Ramos

Seminário Antropologia Brasileira UFC 2012/2
by

Pibid Sociologia UFPR

on 7 January 2013

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Transcript of O negro brasileiro - Arthur Ramos

Alagoano, foi médico psiquiatra e legista, psicólogo social, etnólogo, professor e antropólogo;

Ênfase nos estudos sobre os negros e a identidade brasileira;

Contribuiu para a institucionalização das Ciências Socias no país;

Atuou em diferentes órgãos do Estado como agente da educação pública, principalmente no Rio de Janeiro. Arthur Ramos de Araújo Pereira (1903-1949) Contexto Histórico Revolução de 1930 O Estado procura consolidar o próprio desenvolvimento social.

“As teorias raciológicas tornam-se obsoletas, era necessário superá-las, pois a realidade social impunha um outro tipo de interpretação do Brasil” (ORTIZ, p.40, 1994). Pós-guerra Promotor de manifestos e atividades públicas e coletivas contra o racismo durante a Segunda Guerra, Arthur Ramos foi convidado para integrar o Projeto da Unesco. Estudos afro-brasileiros: Teorias do racismo científico Oliveira Vianna e Roquette Pinto:
Teóricos do chamado “ideal de branqueamento”. Nina Rodrigues:
Estudos que procuravam averiguar “cientificamente” o grau de primitivismo e degeneração em parte da população brasileira no período pós-abolição. O maior “perigo” não seria o “negro puro” mas a existência de um grande contingente de mestiços no país. Primeiras décadas do século XX. Escola “Nina Rodrigues" Escola histórica Arthur Ramos, René Ribeiro, Édison Carneiro e Roger Bastide:
Voltada à investigação da dinâmica aculturativa;
Delimitar a influência das culturas africanas. Representada principalmente por Gilberto Freyre:
Buscava revelar as formas de inserção do negro na sociedade brasileira. Rivalidade entre Arthur Ramos e Gilberto Freyre Arthur Ramos:
Transição entre o pensamento das teorias raciais e da perspectiva histórica-cultural; Não concordava com as teorias raciológicas de Nina Rodrigues. Sua fundamentação de análise era de ordem psico-cultural [inconsciente], não racial. Contudo:
Ainda mantinha uma perspectiva baseada em noções do evolucionismo cultural;
Classes com cultura “atrasada” poderiam alcançar etapas mais “elevadas”. O “problema" da miscigenação era cultural e seria resolvido por meio de ações educativas. Influências teóricas e metodológicas Conceitos de pré-lógico e lei da participação, de Lucien Lévy-Bruhl. Noções de “sincretismo”, “assimilação” e “aculturação". Volta-se para aspectos culturais da miscigenação, substituindo a noção de raça pela de cultura. O pensamento possuindo um caráter místico, não seria sensível às contradições. O negro brasileiro: etnografia religiosa e psicanálise. Diferenças nas edições de 1934 e 1940 A partir da segunda edição (1940), desaparece a palavra "psicanálise" do subtítulo original. A primeira tabela da página 13 totaliza 99%. Na edição de 1940, Ramos acrescenta os "caboclos" correspondendo o 1% restante. Troca "antropo-geográfica" por étnica;
Negro-fetichistas por religiões negras;
Fischer e Lenz por moderna antropologia cultural;
Retira a palavra proletária. Introdução Parte I Questiona as influências na psiquê do negro americano ao contato com outras raças e meios;

Abolição não libertou os negros do preconceito - “complexo de inferioridade coletivo"; Fala da pouca investigação sobre a temática no Brasil e volta-se para o contexto norte-americano de segregação racial. Critica a poesia brasileira - “piedade branca" e enaltece a norte-americana - “soberba afirmação”; Influência cultural do negro nos EUA. Música, dança, comportamento, técnicas corporais. Parte II Parte III
CORRÊA, Mariza. As Ilusões da liberdade: Escola Nina Rodrigues e a Antropologia no Brasil . Bragança Paulista: EDUSF, 1998.

DUARTE, Luiz Fernando Dias. Arthur Ramos, Antropologia e Psicanálise no Brasil. p.11-28, In Anais da Biblioteca Nacional – Vol. 119 (1999) – Rio de Janeiro: A Biblioteca, 2004.

FREYRE, Gilberto. Casa-grande e senzala. 20ª. ed. Rio de Janeiro: Jose Olympio, 1980.

MAIO, Marcos Chor. O Projeto Unesco: ciências sociais e o “credo racial brasileiro”. REVISTA USP, São Paulo, n.46, p. 115-128, junho/agosto 2000. Disponível em: http://www.usp.br/revistausp/46/09-marcoschor.pdf Último acesso em: 05 de jan. 2013.

MEUCCI, Simone. Gilberto Freyre e a sociologia no Brasil: da sistematização à constituição do campo científico. Tese (doutorado) Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, 2006.

ORTIZ, Renato. Cultura brasileira e identidade nacional. 5 ed. São Paulo: Brasiliense. 1994.

RAMOS, Arthur. O negro brasileiro: etnografia religiosa e psicanálise. Introdução, p.07-24. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental. vol.10 no.4 São Paulo Dec. 2007. Revisão técnica e notas: GUTMAN, Guilherme. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-47142007000400015&script=sci_arttext#nt35 Último acesso em: 05 de jan. 2013. Referências Bibliográficas Marie Lorraine Jarry
Marisa Cristina Rodrigues

Professora Sulamita Vieira
Antropologia Brasileira
UFC 2012/2 Dados estatísticos e as dificuldades de análise. Questões de “complexo de inferioridade".
E os negros trazidos com o tráfico, quais eram, quantos e de onde vinham? Questiona a falta de critério científico e a generalidade das pesquisas estatísticas;

“Não há uma raça negra, mas vários tipos de negros”;

História da escravidão no país. Destruição dos documentos históricos, determinada pelo Ministério da Fazenda, em circular n. 29 de 13 de maio de 1891;

Divergência entre autores sobre quais etnias africanas foram trazidas para o Brasil. Pesquisa realizada por Roquette Pinto:

Brancos ............................................................................. 51%
Mulatos ............................................................................. 22%
Caboclos ........................................................................... 11%
Negros .............................................................................. 14%
Índios .................................................................................. 2% Afirma a existência de dois grandes grupos: Sudaneses introduzidos inicialmente nos mercados de escravos da Bahia e, posteriormente, para o resto do país.
Iorubanos ou nagôs, os jejes, os minas, os haussás, os tapas, os bornus e os gruncis ou galinhas. SUDANESES E BANTOS Os bantos foram levados inicialmente para Pernambuco, Rio de Janeiro e Maranhão, de onde se irradiaram para vários pontos do território brasileiro. Angolas, os congos ou cabindas, os benquelas, os negros de Moçambique. A questão racial no Brasil como um problema histórico, antropo-geográfico, etnográfico, biológico, linguístico e sociológico. Os estudos fragmentados;
Opta por iniciar os estudos pelos aspectos religiosos; Nina Rodrigues: crítica a tese de inferioridade racial e degenerescência da mestiçagem. O fetichismo de Tylor. Influência de Lévy-Bruhl e da psicanálise como novos métodos de análise científica. Contudo, afirma que esses novos métodos não são definitivos e infalíveis.
São novas "hipóteses de trabalho", reflexos do espírito científico da época. Representações coletivas “atrasadas”, não determinadas por preceitos biológicos e sim culturais; “Revolução educacional” para soltar as amarras do inconsciente coletivo. Coleta de dados partindo da observação direta e reinterpretação com métodos científicos de seu tempo. O culto malê Arthur Ramos chama os negros muçulmanos de malê: os Haussás na maioria, e Nagôs e Gêges. Ao serem traficados para o Brasil, trouxeram a religião islâmica. "A verdade é que importaram-se para o Brasil, da área mais penetrada pelo Islamismo, negros maometanos de cultura superior não só à dos indígenas como à grande maioria dos colonos brancos - portugueses e filhos de portugueses quase sem instrução nenhuma, analfabetos uns, semi-analfabetos na maior parte"(FREYRE, 1980, 299). O autor afirma que a índole guerreira desses povos foi um dos principais motivos das insurreições que se deram no país. Acreditavam em um deus superior e não admitiam o culto de imagens;
Utilizavam amuletos, mandingas ou talismãs - pequenos trechos do alcorão que carregavam no pescoço. Praticavam o salah - oração que se repetia cinco vezes ao longo do dia.
Segundo o autor, o salah originou o termo “fazer sala”; Usavam o tecebá, um cordão longo, com noventa e nove contas de madeira, terminado com uma maior; O abadá era a túnica branca utilizada para ritos, inclusive funerários. Afirma que os malês vão desaparecer.
O “temperamento”maleável dos negros não compactua com a rigidez da religião islâmica. As práticas vão sendo englobadas por outras - fetichismo, catolicismo - tendo como resultado um “sincretismo curioso”.
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