Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Linguagens escolares e reprodução do preconceito

No description
by

Gabriela Barbosa

on 2 October 2012

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Linguagens escolares e reprodução do preconceito

Linguagens escolares e reprodução do preconceito Francisca Maria do Nascimento Sousa Objetivo do artigo A influência da linguagem Conceito de negro e branco em dicionário Problematização da discriminação Objetos de estudo de pesquisa: Pejoratividade e divisão: bem X mal Identidade e auto-estima Linguagem é um instrumento importante no processo de elaboração dos conceitos, pré-conceitos, valres e estereótipos acerca das pessoas, dos grupos sociais e do mundo. Branco: "Diz-se do indivíduo da raça branca. Sem mácula, inocente, puro, cândido, ingênuo: alma branca" (FERREIRA, 1986, p. 282)

Negro: "Diz-se do indivíduo da raça negra; sujo, encardido. Maldito, perverso. Escravo" (op. cit.: 1187). Olhar menos crítico vê a escola como espaço totalmente sadio e inofensivo. Linguagens escolares subjacentes A concepção usada no texto de identidade é uma combinação entre uma identidade pessoal e outra social. Trata-se do indivíduo como ser social, como sujeito inserido em um contexto de relações e, que, como tal, influencia e é influenciado por elas.

A linguagem aparece como o instrumento básico para a efetivação desse processo. Como a linguagem permite o contato com o outro, ela é a responsável por possibilitar a formação das identidades.
Discutir as diversas significações contidas nas diferentes modalidades de linguagens das quais a escola se utiliza para concretizar sua ação educativa e a influência que estas podem ter no processo de construção da auto-estima de alunos e alunas negros(as). (p. 105) Interação, preconceito e ambiguidade na sala de aula Conclusão As linguagens (da mídia, escola, família e outras instituições sociais importantes) postas em serviço da desvalorização étnico-racial negra causam a baixa autoestima dos alunos constituintes desse grupo. É pelo discurso que essas práticas de desvalorização acontecem.

Autoestima: conceito valorativo que o indivíduo faz de si mesmo ou de seu grupo em comparação com os conceitos e valores atribuídos aos outros grupos com os quais convive e atua socialmente. Uma representação social, coletiva e que pode ser reelaborada. Estigmas (segundo Goffman).

1 os de deformação física
2 os de culpa ou caráter individual
3 os de raça, nação ou religião A autoestima do grupo étnico negro oscila entre o ser real estigmatizado (negro) e o socialmente valorizado (branco), sendo assim impossível que os alunos construam uma identidade positiva para si mesmos.

Ainda assim é possível reconstruir a história da população negra brasileira a partir de parâmetros mais positivos. As ações dos educadores (de todos os níveis) têm sido fundamentais, pois eles podem colocar o assunto em circulação por meio da promoção de debates, seminários, atividades culturais e ciclo de estudos. Crítica: Recorrer ao dicionário (Aurélio) não assevera o termo, a retórica da voz do especialista.

Não há ação individual, apenas os meios sociais que constroem as representações. O individuo são tem autonomia, o texto expõe o problema como forma externa, e a vontade individual? Como ela pode agir? “Acreditamos que alguém com um estigma não seja completamente humano. Com base nisso, fazemos tipos de discriminação através das quais efetivamente, e muitas vezes sem pensar, reduzimos sua chance de vida. Construímos uma teoria do estigma, uma ideologia para explicar a sua inferioridade.” ( Goffman 1988)

As pessoas consideradas normais necessitam de palavras que marquem os indivíduos estigmatizados. Há também um uso retórico nessas palavras, de fazer com que o estigmatizado de fato aceite seu lugar de inferioridade. A repetição por gerações dessas expressões negativas acabam as afirmando como realidade. Ao destacar os principais problemas enfrentados pela escola e que dificultam o desenvolvimento do trabalho educativo e o bom desempenho dos alunos, a questão da discriminação racial, geralmente, não é considerada. Apesar de outros pontos serem importantes para a conquista de uma escola de qualidade, a questão da discriminação, da desvalorização dos alunos negros, deve ser problematizada, pois, muitas vezes, pode dificultar a integração destes e prejudicar seu desempenho escolar. Escola = espaço de confronto e debate de ideias. São as formas de comunicação aparentemente ingênuas e isentas de ideologias, mas que estão, de fato, impregnadas de preconceitos. Isso costuma se concretizar:
Não dando visibilidade ao grupo negro
Dando aos negros visibilidade negativa, inferiorizante O fato de o racismo não ser explicitado verbalmente não o torna menos presente e agressivo no dia-a-dia dos alunos e alunas negros(as). É comum ainda, no nosso país, não se querer discutir as discriminações, especialmente a racial. Atitudes racistas dentro de sala de aula muitas vezes não são levadas a sério. Alunos negros têm dificuldade de consolidar positivamente sua identidade por conta da costumeira vinculaçao do negro com situações ou coisas pejorativas, através de apelidos e comparações grosseiras e desagradáveis. "É preciso agir com firmeza, pois trata-se de respeito humano e de igualdade de direito no que se refere ao convívio social" (p. 112) Educadores às vezes caem na armadilha de seu próprio discurso, como no exemplo: "Negro e branco tudo é igual, tudo morre. A cadeia que vai negro vai branco. Coisa errada que negro faz, branco faz pior. Veja aquele rapaz que atirou nas pessoas no cinema, ele era branco, estudado e lindo, e é mal. É melhor ser negro bom que branco mau. Pois eu sou negra, e aqui tem negro e branco estudando e se negro tiver dinheiro pode estudar em escola boa" (Professora de uma escola pública de Ensino Fundamental de Teresina) Movimento negro e muitos pesquisadores da temática racial vêm agindo, nestes últimos anos, de forma mais presente junto aos professores. "A linguagem cria a imagem do mundo, mas é também produto social e histórico." (FIORIN,1988;53) É um dos principais veículos de transmissão de ideologia.
Full transcript