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Another brick on the wall - Pink Floyd

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by

Valéria Amorim Correia

on 10 April 2014

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Transcript of Another brick on the wall - Pink Floyd

Os professores são retratados como figuras autoritárias, eles mesmos possivelmente "alunos-tijolos" que sobreviveram ao sistema, foram moldados por ele e agora o reproduzem. Ironicamente, todo o abuso moral que praticam em sala de aula contra seus alunos é o tratamento que recebem em casa de suas "esposas gordas".
A frustração do lar vira instrumento cego de poder na sala de aula, como se nota na cena em que o professor repete as palavras de sua esposa sobre "carne" e "pudim" para seus alunos, em tom de ordem, mas que não tem sentido. Vemos que a figura do professor é incontestável, mesmo quando não faz sentido algum o que ele diz.
Logo adiante, porém, nos deparamos com outra realidade:
a da prática de resistência:
Nesse sentido, o controle, regulado pelo poder disciplinar, deixou de organizar estas crianças em um espaço opressor: a reação vem e “(...) permanece superior a todas as forças do processo”. A partir deste passo, as relações de poder, segundo afirma Foucault, serão obrigadas a se transformar, portanto, e, por fim, os alunos passam a alimentar um incêndio que leva a educação opressora ao fim.

Interpretação
Início do clipe: cena macabra de um trem levando crianças mascaradas. Podemos relacionar o trem aos comboios que levavam os “não arianos” para os campos de concentração (o próprio design do trem lembra uma prisão e o sofrimento das crianças é evidente).
Menino, fora do trem, se mostra assustado - recebe broncas de um professor que usa beca e lhe aponta uma vara. Ele usa uniforme, e ora expõe seu rosto, ora aparece com máscara – podemos inferir que ele faz parte do grupo de crianças mascaradas que foi levado, mas por algum motivo conseguiu escapar.
O clipe mostra um pouco da história dessa personagem, que estuda em um colégio interno e sofre com as pressões do professor autoritário.
Sala de professores: sinal de início da aula, e eles se arrumam para suas aulas. Observamos a aula de um professor extramente autoritário, que ridiculariza o mesmo aluno que vimos no começo do vídeo, ao ler um poema em seu caderno em voz alta, criando uma situação de escárnio e violência dentro do espaço escolar – até um tapa o aluno leva.
Another brick in the wall - Pink Floyd
O porquê da
escolha
Representação da escola
Percebemos a escola sendo representada como uma "fábrica de alunos-tijolos", que acolhe a diversidade de um lado da máquina (alunos mostrando seus rostos), e devolve o estudante padronizado do outro (todos alunos usam a mesma máscara).
Indiferença no trato dos alunos, que são nada além de "tijolos no muro" ou "mais um pedaço de carne na sociedade".
A escola é um espaço autoritário e repressor, que oprime qualquer manifestação de singularidade (no início do clipe temos um menino tendo seu poema tomado dele e rechaçado pelo professor).

Representação do professor
Conclusões
Referências Bibliográficas
Representação do aluno
Como diz o próprio nome da música, os alunos são "tijolos no muro". Uma vez que passam pela "máquina da escola", o que se é esperado é que eles sejam completamente disciplinados, quietos, passivos - iguais. Qualquer demonstração que negue isto é oprimida e castigada.
A frase "we don't need no education", entretanto, é cantada e praticada pelos alunos que passam a negar e destruir o sistema que os faz "another brick in the wall", como quem, em verdade, canta "we don't need THIS education".
Ana Paula Piola Araujo, 6832718
Mariana Cristina Frank, 6829700
Valéria Amorim Correia, 6829440

Muitos alunos de nossa geração se identificam com a letra e com o clipe da música "Another brick in the wall", pois apesar de ela ter mais de 30 anos (lançada em 1979), nossas experiências na escola ainda incluem o sentimento de opressão e autoritarismo. Nesse sentido, quando a letra traz à tona um grito de transgressão, contra a educação que massifica, controla e disciplina de maneira autoritária, ela nos permite expressar, de alguma forma, certa inconformidade com a realidade escolar que vigia, pune e manipula. O aluno, tratado como apenas mais um tijolo de um mesmo muro opressor, tem a possibilidade de transgredir a ordem, e o faz: a escola é derrubada e termina em chamas.

AQUINO, Julio R. Groppa. "A desordem na relação professor-alino: indisciplina, moralidade e conhecimento". In: ___________ (org).
Indisciplina na Escola: Alternativas Teóricas e Práticas
. São Paulo: Summus, 1996.
VARELLA, J. "O estatuto do saber pedagógico". In.: SILVA, Tomás Tadeu da. (org.).
O sujeito da educação. Estudos foucaultianos.
Petrópolis: Vozes, 2002.
FOUCAULT, Michel. “Aula de 17 de março de 1976”. In: __________.
Em defesa da sociedade
. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p.285-315.


Até então, a imagem de escola que nos é apresentada se liga muito a o que Foucault aponta em seu livro “Vigiar e Punir”: assim como numa prisão, as crianças são controladas por um sistema que as vigia através de uma disciplina opressora, o que as torna todas iguais – máscaras. Seus corpos estão todos controlados pelo sistema que vigia, e são disciplinados de modo a tornarem-se manipuláveis até as últimas consequências:

A imagem da escola que nos é apresentada se liga muito a o que Foucault aponta em seu livro “Vigiar e Punir”: assim como numa prisão, as crianças são controladas por um sistema que as vigia através de uma disciplina opressora, o que as torna todas iguais – máscaras. Seus corpos estão todos controlados pelo sistema que vigia, e são disciplinados de modo a tornarem-se manipuláveis até as últimas consequências:
“Ela [anatomia política] define como se pode ter domínio sobre o corpo dos outros, não simplesmente para que façam o que se quer, mas para que operem como se quer, com as técnicas, segundo a rapidez e a eficácia que se determina. A disciplina fabrica assim corpos submissos e exercitados, corpos ‘dóceis’. (FOUCAULT, 1967, p.164).
Julia Varella aponta para a expropriação de poderes detidos, até então, pelos estudantes quando surgiu a pedagogização do ensino feita pelos jesuítas. Se antes eles tinham autonomia e uma bagagem de ação e pensamento própria, agora essas prerrogativas são nulas aos olhos dessa escolarização moralizada e moralizante, que os transformou em colegiais, em escolares.
Essa posição de subordinação dos estudantes desejada pela escola é claramente representada no clipe de que tratamos.
Conclusões
O poder autoritário e o projeto de massificação
As práticas de resistência
Os alunos começam a destruir a sala de aula, jogar papéis, carteiras... Quebrar paredes. Uma vez que a canção põe em xeque a realidade de que todos somos “mais um tijolo no muro”, quebrar os muros da escola torna-se uma metáfora para o fim desta submissão, que se comprova pelo refrão: “We don't need no education/ we don’t need no thought control./ No dark sarcasm in the classroom./ Teachers leave them kids alone.../ [...] All in all it's just another brick in the wall”. Os estudantes colocam fogo na instituição, e passam a incorporar o refrão de maneira mais acentuada: há um grito em tom de manifesto: “Professores, deixem as crianças em paz!”.
"Se não há resistência, não há relações de poder... A resistência vem em primeiro lugar, e ela permanece superior a todas as forças do processo, seu efeito obriga a mudarem as relações de poder" (FOUCAULT, 1982, p. 6).

Conclusões
"Uma técnica que é, pois, disciplinar: é centrada no corpo, produz efeitos individualizantes, manipula o corpo como foco de forças que é preciso tornar úteis e dóceis ao mesmo tempo. E, de outro lado, temos uma tecnologia que, por sua vez, é centrada não no corpo, mas na vida; uma tecnologia que agrupa os efeitos de massas próprios de uma população, que procura controlar a série de eventos fortuitos que podem ocorrer numa massa viva; uma tecnologia que procura controlar (eventualmente modificar) a probabilidade desses eventos, em todo caso em compensar seus efeitos. É uma tecnologia que visa portanto não o treinamento individual, mas pelo equilíbrio global, algo como uma homeóstase: a segurança do conjunto em relação aos seus perigos internos". (FOUCAULT, 1982, p. 9)
Casa: a mãe do professor autoritário também o submete a uma situação desagradável quando ordena que ele coma tudo o que está no prato, e isso nos mostra que até o próprio professor sofre pressões dentro de seu ambiente familiar. A cena é intercalada com outra que mostra o mesmo mestre batendo no aluno. Assim, podemos fazer um paralelo: a situação de rebaixamento vivida em casa parece levar este professor à violência escolar, como se uma atitude justificasse a outra.
Em seguida observamos crianças em fila, sendo levadas por um trilho que contém carteiras escolares. Há engrenagens, paredes e o mesmo professor opressor grita e trata as crianças como um exército. Enfileiradas, certinhas, e mascaradas, estas crianças formam uma grande massa de alunos que canta o refrão “We don’t need no education, we don’t need no thought control”.
"Os padrões de comportamento a serem ensinados ou modificados correspondem à perspectiva da classe dominante, que os torna universais e, portanto, compulsórios." (p. 44)
O clipe retratado nos faz refletir sobre as considerações de Aquino (1996), que nos mostra trechos de recomendações de disciplina do ano 1922 com os quais percebemos que a disciplina esperada por aqueles que "sentem saudades da educação de antigamente" na verdade sentem falta da grande opressão que era a escola, por meio de punições, castigos e ameaças aos alunos - que agiam por medo, pavor e submissão.
Era uma estrutura que espelhava o quartel, sendo que o professor era um "superior hierárquico". Porém, Aquino ressalta que "Temos diante de nós um novo aluno, um novo sujeito histórico, mas, em certa medida, guardamos como padrão pedagógico a imagem daquele aluno submisso e temeroso." (p. 43)
Alguns professores, a escola, a sociedade espera o aluno de antigamente, que não questiona e que obedece por medo. Mas observamos no clipe de Pink Floyd uma conduta desejada internamente por esses próprios alunos que sofrem nas mãos de professores.
O professor autoritário se impõe através do medo e força os alunos, que têm vidas, personalidades, formas de aprendizado e histórias diferentes, a seguir um padrão imposto - o qual é, normalmente, o padrão daqueles que estão no poder:
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