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Congresso Buenos Aires - ON LINE

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Gláucia Vianna

on 10 November 2014

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Transcript of Congresso Buenos Aires - ON LINE

As relações de referência, dêiticas e anafóricas se materializam pelo gestual em sentidos. Pelo olhar, pelo posicionamento corporal, pela sinalização. O corpo se investe de significações! O corpo é a materialização da língua.
A leitura, a escrita, e as representações sociais no aprendizado do Português como segunda língua (L2) por indivíduos Surdos:
a questão da referência

Como Surdos aprendem o Português como Segunda Língua (L2)? Afinal, Muitos dizem que eles não sabem escrever..... e muito menos fazer referências pronominais em seus textos
A Língua de Sinais é a Primeira Língua (L1) do Surdo. A Língua de aquisição natural.
Todos possuímos aparato neurológico predisposto a aquisição de uma língua-mãe, seja ela qual for, de que tipo for. Línguas orais ou sinalizadas! (Chomsky)
É Indispensável a imersão em cultura e Ambiente Linguístico propício à aquisição De preferência, ainda durante o período sensível!
Contato Surdo-Surdo indispensável para o desenvolvimento linguístico-discursivo na Língua de Sinais.
Crucial que a criança Surda tenha acesso a experiências em LIBRAS, para que amplie suas relações interpessoais/culturais, favorecendo a construção da escrita em uma segunda língua.
"No caso da criança Surda, a língua de sinais assume o papel de mediação entre os interlocutores, fundando o processo de construção do conhecimento, visto que este não ocorre fora da constituição linguística."
Bakhtin, 1952-1953/1992

Embora a Língua de Sinais desempenhe papel vital no desenvolvimento do Surdo, nossa sociedade é grafocêntrica, e a prática da escrita torna-se essencial.


A MESCLA, utilizada no processo aprendizagem do português escrito (L1 e L2) geram peculiaridades na produção textual.
A Escrita e as Representações Sociais
A Significação da Escrita
coesão e referencialidade na escrita
Categorias espacializadas na LIBRAS
Canal de saída!

"Wall-E amigo barata. Wall-E não conhece Eva. Wall-E sempre amigo Eva. Wall-E entra dentro casa Eva. Casa muito bonita. Mas Eva sempre zangada. Wall-E sempre quieto. Wall-E gosta Eva".
WALL-E
“em certos casos, as proximidades entre os dois códigos são tão estreitas, que parece haver uma mescla, quase uma fusão de ambas, numa sobreposição.”
(MARCUSCHI, 2007 )
A construção da escrita pelo Surdo é subsidiada pela LIBRAS. Ocorre interferencia de suas estruturas na escrita do Português.
A escrita é baseada no sistema da língua 1 (LIBRAS), porque possui significação em termos de conceituação, referencialidade e abstração. O corpo dita a referência!

textos escritos por surdos “apresentam massivamente a formação de cadeias de coesão obtidas pelo emprego da repetição sistemática do referente linguístico” (Vianna,2010)

É falsa a idéia de que não há coesão e referencia adequada na escrita de surdos. As estratégias usadas para marcar a referencia, e a coesão, são influenciadas pela Língua de Sinais.
É importante perceber na escrita surda elementos de textualidade envolvidos em um processo de construção ditado pela lógica da Língua de Sinais.

"pessoa pensa surdo conversar sinais parece maluco. A pessoa é médico não sintir próprio corpo, Ø pensar surdo maluco. Mas médico não entender vida surdo. [...] O surdo consciência igual ouvinte, só sinais diferentes de Português"
O Alienista
Compreender o discurso, e sua passagem a texto escrito, é saber lidar com o acaso, com variadas estratégias e as condições de produção.
Neste caso, observa-se a estratégia de suprir a carência na modalidade escrita das categorias espacializadas, com o recurso da repetição.
(Orlandi,1996)
"O sentido de um texto só existe em referência a outros textos. Textos estes, que constituem o seu contexto."
Hummm......Melhor começarmos do início!
IICiplon


Gláucia Vianna

Doutoranda em Línguística - UFRJ
Bosista CNPq
Professora FME - Grupo Bilíngue

II CIPLON - 2013
Consolidação da L1
Base para o aprendizado da L2
Muito Obrigada!
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