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Autoficção: uma aventura da linguagem

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by

claudia duarte

on 22 October 2014

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Transcript of Autoficção: uma aventura da linguagem

Autoficção: uma aventura da linguagem
Autobiografia
Autoficção
"ficção de acontecimentos e fatos estritamente reais" (Doubrovsky, 1977)
As obras autobiográficas se apresentam como
uma comunicação entre o autor e o leitor.
O autor toma a palavra em primeira pessoa e anuncia
que vai fazer a narrativa de sua vida.
Encontra-se neste quadro um esquema de
comunicação tradicional:
um emissor ( o autor),
um destinatário (o leitor),
uma mensagem (o livro),
que tem como referente (elemento da realidade)
a vida do autor/ “pacto referencial”.


A biografia e a autobiografia são textos referenciais


É em relação ao nome próprio que se situam os problemas da autobiografia.

[…]É neste nome que se resume toda a existência deste que se nomeia o autor: a única marca, no texto, de um indubitável hors-texte, reenviando a uma pessoa real, que demanda, tão logo se lhe atribui, em última instância, a responsabilidade da enunciação de todo o texto escrito.

Em muitos casos, a presença do autor no texto se reduz apenas a esse nome, mas o lugar designado a ele é capital.( O pacto autobiográfico, Seuil, 1975)

Cronologia
É um dos eixos de estudo da autobiografia. A maior parte dos autores seguem a ordem cronológica e começam pela narrativa de seu nascimento.

Escritas de si e do outro

Literaturas íntimas. As expressões do Eu,
da Autobiografia à Autoficção
"Madame Bovary sou eu" , de Flaubert

"Eu é um outro", de Rimbaud
"narrativa retrospectiva em prosa que uma pessoa faz de sua própria existência, quando focaliza sua história individual, em particular a história de sua personalidade” (Lejeune: 1975, 14)
"Eu, sou eu"
“Fui o triste fruto de tal regresso; custei a vida à minha mãe e meu nascimento foi a primeira das minhas infelicidades.” (Rousseau, Confissões.)


“Eu fui o último desses dez filhos. É provável que minhas quatro irmãs devam sua existência ao desejo de meu pai de ter seu nome afiançado pela chegada de um segundo menino; eu resistia, tinha aversão pela vida."
(Chateaubriand, As memórias do além-túmulo.)
. « Autobiografia? Não, é um privilégio reservado aos importantes desse mundo. (...) Ficção de acontecimentos e fatos estritamente reais; se preferirem, autoficção, por ter-se confiado a linguagem de uma aventura à aventura da linguagem, avessa à boa sintaxe do romance, tradicional ou novo ».

(DOUBROVSKY, Apud NORONHA, 2014:23)

"Narrativa na qual o autor, o narrador e o protagonista partilham a mesma identidade nominal e cujo título genérico indica que se trata de um romance."

(LECARME, Autofictions & Cie, Doubrovsky , Lecarme et Lejeune, 1993: 227).

O termo é composto do prefixo auto - (do grego: « eu-mesmo ») e de ficção.

A autoficção é um texto literário que se define por um "pacto contraditório" associando dois tipos de narrativas opostas: uma narrativa fundada, como a autobiografia, sobre o princípio das três identidades, mas que se vale da ficção em suas modalidades narrativas.



A verdade ou a sinceridade da autobiografia

x

dúvida

O termo autoficção é um neologismo criado em 1977, pelo escritor Serge Doubrovsky.


Trata-se de um questionamento científico sobre a prática ingênua da autobiografia.
Como vimos, a definição é fugidia, constituída por lacunas.
História verdadeira &
romance
Pseudo-gênero?
Frutos-estranhos?
Entrelugar?
Pacto enganoso
x
pacto de sinceridade
A autoficção talvez só tenha se tornado esse
formidável catalisador teórico em razão da
imprecisão que a cerca.
Natalia Solo-Mâtine
A mulher que eu poderia ser, (2010)
O que o gênero autobiográfico não é:

Diário;
Memórias;
Autorretrato.
Narrativa cronológica
As grandes etapas da vida

A ordem cronológica pode ser quebrada por:
digressões;
retrospectiva;
aproximação de diferentes períodos;
intrusão do narrador comentando certos episódios de seu passado.
Mitologia individual e autoficção

REFERÊNCIAS:
BARTHES, Roland.
Mitologias
. Trad. Rita Buongermino, Pedro de Souza e Rejane Janowitzer. RJ: Difel, 2010.
DOUBROVSKY, Serge. Fils. Paris: Gallimard, 2001.
FOUCAULT, Michel. A escrita de si. In:
Ética, sexualidade, política
. Trad. Elisa Monteiro, Inês A. D. Barbosa. RJ: Forense, 2010.
GARRAMUÑO, Florencia. Frutos estranhos: a aposta pelo inespecífico na estética contemporânea. In: OLINTO, Heidrun K., SCHOLLHAMMER, Karl E. (Orgs.).
Cenários contemporâneos da escrita.
RJ: 7 Letras: PUC Rio: FAPERJ: CNPq, 2010, p. 64-71.
NOGUEZ, Dominique. "Le livre sans nom".
La nouvelle Revue Française
, nº 555, octobre, 2000.
NORONHA, Jovita Maria Gerheim (org.).
Ensaios sobre a autoficção
. BH: Editora UFMG, 2014.
VILAIN, Philippe. Démon de la définition. In: BURGELIN, Claude, GRELL, Isabelle; ROCHE, Roger -Yves (dir.).
Autociction(s). Colloque de Cerisy
2008. Lyon: Presses Universitaires de Lyon, 2010, p. 461-482.
A auto correspondência de
Ricardo Altmann
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