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Heteronomia Racial na Sociedade de Classes

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by

Germano Neto

on 17 November 2014

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Transcript of Heteronomia Racial na Sociedade de Classes

Heteronomia Racial
na Sociedade de Classes

FERNANDES, Florestan. Heteronomia Racial na Sociedade de Classes.
Em: A integração do negro na sociedade de classes. 3. ed. São Paulo, Ática. 1978.

O MITO DA "DEMOCRACIA RACIAL"
OS PADRÕES TRADICIONALISTAS DE RELAÇÕES SOCIAIS
FLORESTAN
SOCIOLOGIA, DESIGUALDADE E AÇÃO POLÍTICA
Docente: Juliana Gonçalves Melo
Discentes: João Daniel Simeão
José Germano Neto
José Maycon da Silva Cunha
Raphaella Calixta de Sousa
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Departamento de Antropologia
Antropologia Brasileira
Natal, 21 de outubro de 2014
INTRODUÇÃO
“Dizem que os acadêmicos e intelectuais devem ser neutros, mas não há neutralidade no pensamento."
Um país neutro: a negação do preconceito racial.
O negro e a democracia: O porquê da existência do mito.
Três utilidades práticas do mito da democracia racial:
Incapacidade e irresponsabilidade do negro;
Isentou o branco de responsabilidades;
Criação de uma “consciência falsa” da realidade.
Evidências essenciais para o estudo de F. Fernandes:
A ordem social competitiva e o regime de classes sociais não se implataram de modo instantâneo e homogêneo na cidade de São Paulo;

O "impulso básico para a modernização" tinha mais a ver com sua localização na estrutura econômica e de poder da cidade que com os conteúdos e organização do horizonte cultural das pessoas e grupos.

Padrão de isolamento econômico e sócio-cultural:


"Negros e mulatos foram, por assim dizer, enclausurados na condição estamental do "liberto" (...)"p.248
AS EXPECTATIVAS DE RECIPROCIDADE NO AJUSTAMENTO RACIAL
PADRÃO DE RELAÇÃO RACIAL TRADICIONALISTA: AJUSTAMENTOS ASSIMÉTRICOS ENTRE “BRANCOS” E “NEGROS”
Apego ao padrão tradicionalista de acomodação racial
Deformação da personalidade do “branco” e do “negro”.
Tendências de identificação diferenciadora do padrão de relações raciais. (p. 307-8)
Ausência de reciprocidade nas relações raciais.

“Brancos de famílias tradicionais, imigrantes, ou descendentes de imigrantes, todos reagiam negativamente a qualquer veleidade de uma tomada de posição coletiva por parte dos “negros”, dissuadindo os elementos mais exaltados ou esclarecidos pelos mais diversos expedientes” (p. 312)
IDEOLOGIA RACIAL NA SOCIEDADE:
A IDEOLOGIA DE DOMINAÇÃO
Tipos de exigências sócio-dinâmicas sobre o negro:
Perda das identidades culturais
Conformismo e lealdade aos valores e interesses da dominação
Absorção passiva e dissimulação aberta das tensões e frustações psicossociais.
Miscigenação:
“O próprio negro internalizou essas representações, vendo na miscigenação uma saída para o desaparecimento biológico e para a supressão das distinções sociais” (p. 329).
O impacto da Era Vargas (p.277-8)
Acomodação racial igualitária.
O negro como o próprio vigilante de sua submissão:
“Dentro desse contexto psicossocial e cultural, o “escravo” e o “liberto” não desapareceram: subsistiam no “preto” como categoria a um tempo racial e social” (p. 280)
“Onde parecia fluir plena igualdade nas acomodações raciais preservava-se, quase intacta e completa, a velha relação heteronômica que separava o “branco” do “negro”, como o “senhor” do “escravo” ou do “liberto””. (p. 280)
Não existia relação de classe entre “brancos” e “negros”.
A sociedade como uma interpenetração do...


Dupla corrupção:
Sociedade de classe fundada em privilégios;
legitimação da dominação da “raça branca”.
A acomodação como fruto do paternalismo.
Conformismo “negro” moldado pela escravidão.
Acomodação racial igualitária x Igualdade racial efetiva.
REGIME DE CLASSES + FORMAS ARCAICAS DE DOMINAÇÃO RACIAL
“A vigência de uma etiqueta de relações sociais”:





O trabalho como principal fonte de atrito
“Mas, uma polarização passiva do “negro” e a supremacia ilimitada do “branco” em bases normais de integração racial” (p. 285).
“Ao estipular como cada agente social deveria comportar-se, nas situações rotineiras de contato racial, semelhante etiqueta disciplinava os sentimentos e emoções dos agentes sociais, conformando suas ações às convenções estabelecidas socialmente” (p. 290).
Apresentando de casos:
O rapaz e seu baile de formatura
O rapaz (dentista negro) é convidado para almoçar (p. 274-5).
Conflito em um banco, patrão humilha empregado; O sonho de ser diplomata.
“Esses casos são suficientes para demonstrar o que nos importa no momento. “Negros”, “brancos” e “mulatos” interagiam entre si como se ainda fossem separados e unidos pelas antigas etiquetas de relações sociais vigentes na ordem senhorial e escravocrata” (p. 279).
“(...) Alguns aspectos do método que usou, como as reuniões promovidas entre líderes e militantes negros, junto com os seus colaboradores e outros interessados. Com isso estava dando simultaneamente aos negros certa forma de consciência política e de organização. E ainda mais: a partir da compreensão dos problemas deles, estava amadurecendo a maneira do intelectual intervir na sociedade que gerava tais problemas."
CANDIDO, Antonio. Amizade com Florestan. In: D’INCAO, Maria Angela (Org.). O saber militante: ensaios sobre Florestan Fernandes. Rio de Janeiro/ São Paulo: Paz e Terra/Unesp, 1987. p. 34-35
DEGRADAÇÃO PELA ESCRAVIDÃO + ANOMIA SOCIAL + PAUPERIZAÇÃO + INTEGRAÇÃO DEFICIENTE
QUESTÕES TEORICO-METODOLÓGICAS
"Compreesão relativista e objetiva do "drama do negro" na cidade."*

"Tendências históricas de diferênciação e reintegração da ordem social"*
*Pág.246
CULTURA
&
DIVERSIDADE
LOGANDO
ANTROPO
NARRATIVAS,
memória
&
ITINERÁRIOS
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