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Multiletramentos: Desafios ao conceito de gêneros de discurso?

IX CBLA - Simpósio 26/07 UFRJ
by

Roxane Rojo

on 16 August 2012

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Transcript of Multiletramentos: Desafios ao conceito de gêneros de discurso?

Multiletramentos Diversidade Cultural Multissemiose e multimidia Generos discursivos Circulo de Bakhtin Multiletramentos: Desafios ao conceito de gêneros de discurso? Roxane Rojo (IEL/UNICAMP)
II SIED - UNESP/Assis
08/2012 ` Multissemiose ou a multiplicidade de modos de significar que as possibilidades multimidiáticas e hipermidiáticas do texto eletrônico trazem para o ato de leitura: já não basta mais a leitura do texto verbal escrito – é preciso colocá-lo em relação com um conjunto de signos de outras modalidades de linguagem (imagem estática, imagem em movimento, som, escrita fala) que o cercam, ou intercalam ou impregnam; esses textos multissemióticos extrapolaram os limites dos ambientes digitais e invadiram também os impressos (jornais, revistas, livros didáticos). (ROJO, 2009) O texto pode ou não ser a espinha dorsal de uma obra multimídia. O que realmente precisamos ensinar, e entender antes de poder ensinar, é como diferentes letramentos, diversas tradições culturais, combinam essas diferentes modalidades semióticas para produzir significados que são mais do que a somatória do que cada uma delas pode significar em separado. Chamei isso de ‘multiplicar significação’ (LEMKE 1994ª; no prelo), pois as opções de significados para cada mídia se multiplicam cruzadamente numa explosão combinatória; na significação multimídia as possibilidades de significado não são meramente aditivas. (LEMKE, 1998) Um letramento é sempre letramento em algum gênero, que precisa ser definido em termos dos sistemas de signos que o compõem, das tecnologias materais envolvidas, do contexto social de produção, circulação e uso desse gênero em particular. Podemos ser letrados no gênero relatório de pesquisa científica ou no gênero apresentação empresarial; em cada caso, são muito diferentes as capacidades letradas específicas e as comunidades comunicativas relevantes. (LEMKE, 1998) Multiletramentos Um letramento é sempre letramento em algum gênero, que precisa ser definido em termos dos sistemas de signos que o compõem, das tecnologias materais envolvidas, do contexto social de produção, circulação e uso desse gênero em particular. Podemos ser letrados no gênero relatório de pesquisa científica ou no gênero apresentação empresarial; em cada caso, são muito diferentes as capacidades letradas específicas e as comunidades comunicativas relevantes. (LEMKE, 1998) O conceito de multiletramentos, articulado pelo Grupo de Nova Londres, busca justamente apontar, já de saída, por meio do prefixo “multi”, para dois tipos de “múltiplos” que as práticas de letramento contemporâneas envolvem: por um lado, a multiplicidade de linguagens, semioses e mídias envolvidas na criação de significação para os textos multimodais contemporâneos e, por outro, a pluralidade e diversidade cultural trazida pelos autores/leitores contemporâneos a essa criação de significação. Hibridação (GARCIA-CANCLINI, 2001[1997], p. XIX): Processos socioculturais nos quais estruturas ou práticas discretas, que existiam de forma separada, se combinam para gerar novas estruturas, objetos e práticas. Cabe esclarecer que as estruturas chamadas discretas foram resultados de hibridações. Hibridação não é sinônimo de fusão sem contradições, mas... pode ajudar a dar conta de formas particulares de conflito geradas na interculturalidade recente em meio à decadência de projetos nacionais de modernização (p. XVIII);
Sustento que o objeto de estudo não é a hibridez, mas, sim, os processos de hibridação... articulados com estratégias de reconversão. [...] A hibridação interessa tanto aos setores hegemônicos como aos populares que querem apropriar-se dos benefícios da modernidade (p. XXII). “O enunciado que, segundo índices gramaticais (sintáticos) e composicionais, pertence a um único falante, mas onde, na realidade, estão confundidos dois enunciados, dois modos de falar, dois estilos, duas ‘linguagens’, duas perspectivas semânticas e axilógicas.

[...] Entre esses enunciados, estilos, linguagens, perspectivas, não há nenhuma fronteira formal, composicional e sintática [...]

[...] A divisão das vozes e das linguagens ocorre nos limites de um único conjunto sintático, freqüentemente nos limites de uma proposição simples, freqüentemente também um mesmo discurso pertence simultaneamente às duas línguas, às duas perspectivas que se cruzam numa construção híbrida, e, por conseguinte, tem dois sentidos divergentes, dois tons”
(BAKHTIN, 1934-35/1979, p. 110). Neste segundo sentido, multicultural, com base em García-Canclini (2008[1989]), preferimos tratar as produções culturais letradas em efetiva circulação social como um conjunto de textos híbridos de diferentes letramentos (vernaculares e dominantes), de diferentes campos já eles, desde sempre, híbridos (ditos “popular/de massa/erudito”), que se caracterizam por um processo de escolha pessoal e política e de hibridização de produções de diferentes “coleções”. Para o autor, a produção cultural atual se caracteriza por um processo de desterritorialização, de descoleção e de hibridação que permite que cada pessoa possa fazer “sua própria coleção”, sobretudo a partir das novas tecnologias. (ROJO, neste Seminário) A reflexão desenvolvida em torno dos multiletramentos pode se beneficiar grandemente, portanto, das teorias bakhtinianas, como um enfoque global de junção, hibridação e reinterpretação transdisciplinar da contribuição de diferentes campos (pedagogia, semiótica, linguística aplicada, antropologia, sociologia). (ROJO, 2012)
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