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"Ela canta, pobre ceifeira"

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by

Margarida Briote

on 11 December 2013

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Transcript of "Ela canta, pobre ceifeira"

"ouvi-la alegra e entristece"

Recursos estilísticos presentes nas duas primeiras quadras
O desejo expresso pelo sujeito poético na quinta estrofe
O desejo de ter a alegre inconsciência da ceifeira e a "consciência disso"
Fernando Pessoa
"Ela canta, pobre ceifeira"

Explicação dos efeitos produzidos, no sujeito poético, pelo canto da ceifeira


Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anônima viuvez,

Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.


Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.

Ah, canta, canta sem razão!
O que em mim sente ‘stá pensando.
Derrama no meu coração a tua incerta voz ondeando!

Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso! Ó céu!
Ó campo! Ó canção! A ciência

Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro!
Tornai Minha alma a vossa sombra leve!
Depois, levando-me, passai!

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Caracterização da figura feminina apresentada pelo sujeito poético, no poema
A ceifeira canta despreocupadamente,
"julgando-se feliz talvez";
A sua voz reflete a vida do campo,
a alegria e o anonimato dos que
vivem em comunhão com a natureza;
Por isso, o seu canto é moderado,
suave, "ondula como um canto de
ave " e reflete-se "no ar limpo"
O canto da ceifeira produz efeitos contraditórios naqueles que a ouvem, nomeadamente no sujeito poético
a sua voz evoca
"o canto e a lida"
Dupla adjetivação:
Alegre e anónima
viuvez
Comparação: Ondula como
um canto de ave/ No ar limpo
como um limiar
Metáfora: E há curvas no enredo suave
Aliteração: E há curvas
no enredo suave
Do som que ela tem
de cantar
"Ah, poder ser tu, sendo eu"
Razões do desejo expresso pelo sujeito poético
O sujeito poético é lúcido, consciente, logo incapaz de ser feliz.

A ceifeira é feliz, por ser inconsciente.
"pobre"; " alegre"; "anónima"; "incerta"; "alegre"
Divisão do texto em partes
1ª Parte
Estrofes 1,2 e 3
Apresentação da ceifeira;
A descrição da melodia do seu canto;
Referência às consequências que a audição da voz da ceifeira provoca a quem a ouve;
2ª Parte
Estrofes 4,5 e 6
Instrospeção do sujeito poéitco presente: nas frases de tipo exclamativo;
Interiorização do símbolo ( a ceifeira)
Reflexão emocionada.
Trabalho elaborado por:

Margarida Briote nº4 12º F
Ela canta, pobre ceifeira
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