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Teologia do Desejo

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by

Hudson Lopes

on 11 November 2015

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Transcript of Teologia do Desejo

Teologia do Desejo
Santo Agostinho
Fez do desejo a base da sua teologia.
"Todo desejo é desejo de Deus" (princípio primeiro).
Parte da própria experiência pessoal.
Precursor do Cógito cartesiano: "
Se me engano, chego à conclusão de que existo, pois aquele que não existe não pode se enganar, e, precisamente porque me engano, sinto que existo
".
Inventa o gênero autobiografia: Confissões - (397/401).
O que Agostinho pensa?
"Eu ainda não amava, e amava amar: devorado do secreto desejo do amor, eu angustiava por não sê-lo ainda mais. Como amava amar, eu procurava um objeto para meu amor [...]. E é por isso que minha alma enferma, e roída de úlceras, se lançava para fora de si mesma, com miserável e ardente anseio de se esfregar nas criaturas sensíveis [...] Amar e ser amado me era muito mais doce, quando eu desfrutava do corpo do objeto amado. Eu então poluia a fonte da amizade com os valores infernais da devassidão. Entreguei-me ao amor em que desejava ficar preso [...]. "
Confissões, III, 1,1.
O que Agostinho pensa?
1.
O desejo
não é necessidade.
2.
O desejo
não é sua negação (
o eu a afirma
).
3.
O desejo
é transgressão (
não é desfrute de prazer
).
4.
O desejo
zomba do objeto, afirma o próprio eu (
ama a sua própria morte
).
Semelhança com Deus
Semelhança com Deus é tanto salvação como perdição (
caso provoque orgulho
).
Não se deve procurar diretamente nossa natureza divina, mas humilhar nosso desejo, seguindo exemplo de Cristo.
Conclusões
Agostinho pretende que suas ideias funcionem como paradigmas.
Santidade se torna projeto universal concreto.
Agostinho mistifica a vida: O centro e a origem de tudo é o ser humano.
A diabolização do desejo esconde a ilusão de que a luta contra o pecado se trava em nós. Ao contrário, ela se iniciou em Adão e teve seu fim em Cristo.
O ser humano passa a aspirar o absurdo da inumanidade, quer deixar de ser carne.
(354-430)
Filosofia Grega - Filosofia Cristã
1.
O desejo
não tem objeto, ele se quer a si mesmo (
ama amar
).
2.
O desejo
tem caráter indefinido e vontade infinita nunca se satisfaz .
3.
O desejo
é de natureza essencialmente erótica e sexual.
"Pois bem, eu, eu quis roubar, e roubei sem que me impelisse a necessidade, simplesmente por falta e desprezo da justiça, por superabundância de iniquidade. Pois roubei o que tinha em abundância e de melhor qualidade. Pois não foi a coisa cobiçada pela minha travessura que eu quis desfrutar, mas da própria travessura e do pecado [...]. Minha malícia era muito feia, e eu a amei: amei a minha própria morte, amei a minha queda: não o objeto que era a sua causa, mas a minha própria queda, eu a amei."
Confissões II, 4, 9.
Provocações - Programa 621 "Não desejarás" (09/ 07/2013)-
Antonio Abujamra. TV Cultura
A alma é originariamente movida por um
"sanctum desiderium"
.
Para Agostinho não há um
desiderium Dei
.
Deus não é objeto de falta ou carência (
imanente e transcendente
).
O desejo é "
de-siderium
" - afastamento, queda dos céus (
Lat. sidera
). "
Siderare
" é "cessar de contemplar os astros".
Agostinho não usa a palavra desiderium, porém,
"quarene"
= procurar, buscar, interrogar, investigar.
Nosso desejo

não possui nada de indeterminado.
Nosso desejo

de Deus é reflexo do amor que Deus nos dedica.
O cristianismo vai significar a catástrofe do desejo.
Tudo começa com a queda.
A causa da queda foi o desejo.
A alma não se satisfaz nem consigo nem com o mundo.
O resultado que o ser humano obtém da relação
Desejo/Objeto
é sempre: Sensação de perda ou do luto, ou até da desilusão da posse.
Isso sinaliza que o objetivo está mais além.
a partir de Santo Agostinho
Muito obrigado,
Uma ótima semana!

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