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Walter Benjamin

A arte como instrumento de politização
by

fred trevisan

on 19 April 2016

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Transcript of Walter Benjamin

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Walter Benjamin
A arte como instrumento politizador
Quanto vale ou é por quilo?
Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.
Vida e obra
Walter Benjamin foi um filósofo, crítico literário e ensaísta alemão de origem judaica. Nasceu em Berlim, na Alemanha, em 15 de Julho de 1892 no seio de uma família de comerciantes. No final da década de 1920, por influência de Ernest Bloch e Gyorgy Lukács, Walter Benjamin adere ao marxismo, juntamente com o seu companheiro da altura, Theodor Adorno. Combinou uma visão apocalíptica da História com uma preocupação pelo material, nomeadamente pela produção artística, tendo-se debruçado sobre esta temática em ensaios como "A Obra de Arte na Época da Reprodução", publicado em 1936. Perseguido pelo regime nazi, suicida-se com uma overdose de morfina a 27 de Setembro de 1940 junto à fronteira entre Espanha e França, deixando incompleta uma das mais marcantes obras filosóficas do século XX, "O Livro das Passagens", projecto que designou por "desenvolvimento da arte de citar sem aspas". (fonte: http://www.knoow.net)
Enquanto, na visão de Adorno e Horkheimer, a cultura veiculada pelos meiso de comunicação de massa não permite que a sclasses assalariadas assumam uma posição crítica em relação à realidade, Benjamin acreditava que a arte dirigida às massas podería servir como instrumento de politização.
Pode-se afirmar que Benjamin tem uma postura mais otimista que Adorno, umas vez que acreditava, descrito em sua obra: A obra de arte na época de suas técnicas de reprodução, que a arte, a partir do desenvolvimento das técnicas de reprodução se torne acessível a todos.
o cinema, para Benjamin, é uma arma perigosa sob domínio de movimentos contra-revolucionários, serve à política ritualizada como meio de tornar presente às multidões diante da tela seus eventos mitificadores de um regime: os ritos dos desfiles, dos jogos e dos meetings. O cinema completa o rito fascista. O espetáculo conta com a participação das massas, entretanto, é feito para elas e, concomitantemente, espera-se que se reconheçam na tela. Assim, segundo Benjamin (apud BOLLE, 1994, p.227), “a arte fascista é uma arte de propaganda. Portanto, ela é executada para as massas. A propaganda fascista precisa penetrar a vida social por inteiro. A arte fascista, portanto, não é executada apenas para as massas, mas também pelas massas”.
Benjamin e o cinema
Em resposta a esse fascínio de Walter Benjamin pelo cinema, como também à sua visão otimista das transformações sociais, artísticas e culturais engendradas pelo avanço das técnicas de reprodução – apesar do que representou o fascismo ao ter a técnica reduzida à racionalidade instrumental: a perpetuação da coesão e da dominação social –, Adorno compreende o cinema, o rádio, e tantos outros meios de comunicação de massa como meras mercadorias inseridas no bojo da Indústria Cultural e, portanto, “não têm mais necessidade de serem empacotadas como arte” (ADORNO & HORKHEIMER, 1982, p.160).
O que a Indústria Cultural oferece às multidões é o divertimento, a distração. Em busca de forjar o “homem genérico”, mantêm o consumidor da “cultura para as massas” como objeto indestituível dessa indústria. E, para Adorno, é nesse cenário que o filme vai atuar. No momento em que se dirige às massas para satisfazê-las, somente lhes oferece a sua própria negação, a auto-alienação. Segundo o autor é aqui que reside o segredo da “sublimação estética”: “representar a satisfação na sua própria negação. A indústria cultural não sublima, mas reprime e sufoca” (ADORNO & HORKHEIMER, 1982, p.177).
Portanto, a crítica severa do autor ao cinema e a todos os meios técnicos que servem à indústria do divertimento encontra respaldo na propaganda, o elixir da Indústria Cultural. Assim, qualquer que seja o filme ele não passa de propaganda de si mesmo, traz “carimbado na testa” o selo mercadoria, ou melhor, “todo filme comercial é, a rigor, apenas o trailer daquilo que ele promete e em função de que ele simultaneamente engana” (ADORNO, 1986, p.107).
(adaptado de seer.fclar.unesp.br/estudos/article/download/145/143)
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