Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

ABORDAGEM CRÍTICO-EMANCIPATÓRIA

No description
by

Jack Ricardo

on 12 September 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of ABORDAGEM CRÍTICO-EMANCIPATÓRIA

Do Esporte como Conteúdo
DA HERMENÊUTICA:

crí.ti.co

adj (gr kritikós)
1 Pertencente ou relativo à crítica 2 Que tem tendência para censurar. 3 Relativo a, ou indicativo de um estado no qual alguma qualidade, propriedade ou fenômeno passam por uma alteração determinada ou drástica.

Por quem?
Elenor Kunz é um pedagogo e professor universitário brasileiro nascido no RS em 1951. Formou-se pela Faculdade de Educação Física de Cruz Alta e concluiu mestrado na Universidade Federal de Santa Maria. Fez doutorado e pós-doutorado no Instituto de Ciências do Esporte da Universidade de Hannover, na Alemanha. Publicou "Educação física: ensino e mudanças" (Editora Unijuí, 3ª edição) em 1991 e "Transformação Didático-Pedagógica do Esporte" (Editora Unijuí, 6ª edição) em 1994, obras em que lança a proposta crítico-emancipatória da pedagogia do esporte. É autor de dezenas de livros e artigos sobre educação física e desenvolvimento do esporte.
ABORDAGEM CRÍTICO-EMANCIPATÓRIA
e.man.ci.par

(lat emancipare)
1 Dar a emancipação a, livrar(-se) do poder paternal ou de tutoria.
2 Libertar(-se), tornar(-se) livre.

Segundo o dicionário Michaelis:
Segundo a Abordagem
“O conceito crítico, pode ser
entendido como a capacidade de questionar e analisar as condições e a complexidade de diferentes realidades de forma fundamentada permitindo uma constante auto-avaliação do envolvimento objetivo e subjetivo no plano individual e situacional.”
Azevedo e Shigunov (2000, p.3)
“[...] emancipação, entendida como o processo de libertar o jovem das condições que limitam o uso da razão crítica e todo o seu agir social, cultural e esportivo que se desenvolve pela educação”
Taffarel e Morschbacher (2013, p. 49-50)
O que é
“A abordagem crítico-emancipatória(KUNZ,1994) é um dos desdobramentos da tendência crítica e valoriza a compreensão crítica do mundo, da sociedade e de suas relações [...]e se propõe a aumentar os graus de liberdade do raciocínio crítico e autônomo dos alunos.” Darido e Neto(2005, p.14)
A abordagem crítico-emancipatória de Kunz tem por objetivo levar o aluno a se tornar um cidadão crítico da realidade que o cerca e buscar transformar-se e transformá-la por meio do questionamento e ação.
Como Funciona?
A Abordagem CE trabalha fundamentada no desenvolvimento de três competências:
A competência objetiva: que visa desenvolver a autonomia do aluno através da técnica
A competência social:
referente aos conhecimentos e esclarecimentos que os alunos devem adquirir para entender o próprio contexto sociocultural
A competência comunicativa:
Que assume um processo reflexivo responsável por desencadear o pensamento crítico, e ocorre através da linguagem, que pode ser de caráter verbal, escrita e/ou corporal (KUNZ, 2001)
Das
Partes
Do Aluno
"Mudar a concepção da relação Ensino-aprendizagem significa, também, que os alunos sejam capacitados para atuarem, agirem de forma independente[...]

[...]bem como participar nas decisões da estruturação e organização das aulas, para adquirirem uma competência social e um agir independente através do processo de ensino[...]" KUNZ (2001a, p. 190)
Do Professor
“O professor deverá promover o 'agir comunicativo' entre seus alunos, para expressar entendimentos do mundo social, subjetivo e objetivo; a interação nas tomadas de decisão; formulação de interesses e problematização do esporte”
Taffarel e Morschbacher (2013, p. 51)
Das Aulas
Uma aula segue um plano de desenvolvimento que está inserido em um programa de ensino para cursos (de dança, ginástica e atividades lúdicas) que são elaborados pelo professor e apresentados, discutidos e reformulados com os alunos. Cada aula tem uma essência que apresenta um conteúdo a ser desenvolvido, um objetivo a ser atingido, uma metodologia que orienta a ação.
Da Metodologia
As aulas na concepção crítico-emancipatória confronta, num primeiro momento, o aluno com a realidade do ensino, o que Kunz denominou de
"transcendência de limites"
.

Concretamente, a forma de ensinar pela transcendência de limites pressupõe três fases. Na primeira, os alunos descobrem, pela própria experiência manipulativa, as formas e meios para uma participação bem sucedida em atividades de movimentos e jogos. Depois devem manifestar pela linguagem ou representação cênica, o que experimentaram e o que aprenderam numa forma de exposição. Por último, os alunos devem aprender a perguntar e questionar sobre suas aprendizagens e descobertas, com a finalidade de entender o significado cultural da aprendizagem.

Assim como outras abordagens pedagógicas inovadoras e críticas nascidas durante o regime militar, a abordagem crítico-emancipatória também questiona o esporte e a forma como esse é ensinado nas escolas.
Kunz não é contra o ensino do esporte em si, mas sim, se opõe a especialização, a mecanização e a criação de “alunos-atletas”
Para Kunz:

“O objeto de ensino na Educação Física é assim, não apenas o desenvolvimento das ações do esporte, mas propiciar a compreensão crítica das diferentes formas de encenação esportiva, os seus interesses e os seus problemas vinculados ao contexto sociopolítico. É, na prática, permitir apenas o desenvolvimento de formas de encenação do esporte que são pedagogicamente relevantes” Kunz (2006, p.73)

“[...] somente quando os conceitos de ‘corpo’ e ‘movimento’ forem definidos de acordo com sua contribuição à educação e ao desenvolvimento do jovem, pode ser decidido como e com que objetivo o esporte pode se tornar objeto de ensino na Educação Física” Kunz (2006, p.68)


O que
objetiva
Bibliografia:
DARIDO, Suraya Cristina. Educação Física na Escola: questões e reflexões. Rio de Janeiro: Guanabara, 2003, 91 p.

KUNZ, Elenor. Transformação didático pedagógica do esporte. 7. ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2006, 160 p.

KUNZ, Elenor. Educação física crítico-emancipatória: com uma perspectiva da pedagogia alemã do esporte. 1ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2006, 208 p.

ARAÚJO, Ana Cristina de. Correr, saltar, lançar, dialogar: uma reflexão sobre corpo e aprendizagem nas aulas de educação física. Natal, 2005, 125 p.

TAFFAREL, Celi Zulke; MORSCHBACHER, Marcia. Crítica a teoria critica emancipatória: um diálogo com Elenor Kunz a partir do conceito de emancipação humana. Corpus et Scientia, Rio de Janeiro v. 9, n. 1, p. 45-64, jan. 2013

GANDARELA, Carlos. Abordagem crítico-emancipatória. Disponível em <http://prezi.com/jflewgeauntc/abordagem-critico-emancipatoria/>. Acesso em 09/09/2014

DUARTE, Zuleyka da Silva. O conceito de emancipação nas abordagens teóricas da educação física escolar. Disponível em < http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/1578/921> Acesso em 09/09/2014
Full transcript